A merenda escolar paulista

Da Folha

Promotor critica nova licitação de merenda

Ministério Público diz que Kassab e secretário se tornaram os principais investigados ao decidirem manter terceirização

As seis empresas que serão substituídas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato da merenda

CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A decisão de manter o sistema terceirizado de fornecimento de merenda às escolas municipais colocou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário da Educação, Alexandre Schneider, na condição de "principais investigados" pelo Ministério Público no inquérito que apura fraudes na licitação para a prestação do serviço em São Paulo.

Anteontem, Kassab anunciou que realizará, em três meses, novo pregão para substituir as seis empresas que fornecem a merenda. Elas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato, cujo valor anual ultrapassa R$ 250 milhões.

A Promotoria afirma que irá agir assim que o novo edital for publicado, o que está previsto para os próximos 45 dias.

Kassab e Schneider podem ser responsabilizados por omissão, ao manterem, segundo o Ministério Público, um sistema que já mostrou brechas para "fraudes" e até por improbidade administrativa (mau uso do dinheiro público), porque os serviços terceirizados sairiam mais caros para os cofres públicos do que se a prefeitura assumisse o serviço. Leia mais »

Uma operação estranha

Está cada vez mais confusa essa história da inspeção veicular em São Paulo.

Quem levou a concessão foi a empresa Controlar. Na Folha de hoje fica-se sabendo que é da holding CS, do notório Carlos Suarez, ex-sócio da OAS.

Não se sabe como foi a licitação nem qual foi a estrutura montada pela empresa para proceder à inspeção. Sabe-se apenas que o município de São Paulo tornou obrigatória a inspeção nos veículos novos - que teoricamente são os que menos produzem poluição. Leia mais »