“Nesta cidade não existe nada pra fazer”

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Recorrente. Sim, rotineiro, cotidiano, normal, repetitivo, etc., etc., etc. Entre os jovens do meu tempo palavra salta a boca constantemente, entre os jovens mais novos quase uma norma. Estou a falar da famosa frase: “Nesta cidade não tem nada pra fazer!” A frase é um tanto vazia e a muito tempo me intriga profundamente. Onde será, que será que fica este Nada? Penso, logo exijo; quer dizer existo. E sem hesitar digo, existe ai contido um continuo paradoxo. O que estes jovens querem? Quer dizer ...

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Metrópolefobia de um viajante do interior

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Confesso. Tenho, entretanto o temor em confessar. Sob a jurisprudência do Ego, confesso que engulo meu medo toda vez que repito: não o carrego pra canto algum. Mentira. Óbvia e demasiada mentira. Tenho medo sim. Não esses medos absurdos da vida, da morte, de viver sem ter um norte. Não esses medos sorrateiros de querer e jogar, em ter sem lutar e sem ser você mesmo como é, simples puro e sublimemente – mais um aprendiz pelo mundo a caminhar. Assim são os medos vazios dos que me cercam, me cerceiam. Mal fecha a boca, tropica na mesmice, na masmorra da avareza. Eu não, livre sou. Ou quase. Pois tenho aqui que confessar. Sou um viajante nato peregrino ou andarilho, mais de cento e trinta e cinco mil km rodados e castigados pelos cantos do brasil, nestas vinte sete datas rodando junto a terra em torno do sol. (Uma média de cinco mil km ano.) Entretanto desde muito novo carrego essa avassaladora Metrópolefobia. Leia mais »

"OS NOSSOS PRECONCEITOS COTIDIANOS"

A Globo, a mídia em geral, já têm "pós-doutorado" em sacanagem e depreciação, de toda espécie, com os afrodescendentes e indígenas brasileiros... Isso já nem nos espanta mais, e muito menos intimida nossa luta por inclusão social, combate aos preconceitos e racismos, e principalmente por políticas públicas afirmativas que reparem o holocausto e genocídio, que nossos antepassados, negros e indígenas, foram submetidos neste país. Leia mais »

BIOGRAFIA - GÊNERO IMPOSSÍVEL?

Desconcertante a discussão sobre se as biografias deveriam continuar a ser previamente autorizadas pelos biografados, ou não...

 

Em vista da ontem anunciada mudança de posição daqueles que defendiam a proibição dos textos não autorizados, e que, aparentemente, passam a defender apenas o direito (que já exerciam) de brigar na Justiça caso se sintam de alguma forma ofendidos em alguma página, além de darmos vivas à sua iluminação, devemos exigir que fique claro que tal sentimento não deva se basear no fato de um biógrafo não dar à imagem delineada em seu trabalho o perfil i-m-a-g-i-n-a-d-o pelo biografado.

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Quintais imaginários da vida

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A semana que passou foi marcada por datas significativas. Dia 31 de Outubro é comemorado o Dia do Saci-Pererê.  Instituído com a intenção de abrasileirar a comemoração de uma data que até então tem sido celebrada com o nome de “Halloween” ou “Dia das Bruxas”, festa típica de países anglo-saxônicos. Muito embora o nome oficial agora seja de um personagem do folclore brasileiro, vai demorar algum tempo para que a tendência se concretize. Ao observar meus filhos e namoradas se preparando para uma festa desta data, notei que nenhum deles se fantasiou de saci, de iara, de caipora, lobisomem ou de qualquer outro personagem do nosso folclore. Leia mais »

A disposição delas

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Estou à disposição. Situação incômoda, que cabe aqui um breve relato. Afinal, estar na condição de dispor-se é algo realmente milenar. Quer um exemplo? Ontem mesmo caminhando pela rua, a cabeça cheia de fadiga do dia cheio, de sol, de calor. Um tanto cansando, caminhando, naquela luta intensa da padaria no final de tarde. Possesso por aquele pão, servido junto aquele café, e aquele sofá que somente a aurora do fim de dia contempla. Quando caminhando, sacola na mão, atravesso a rua, do outro lado a calçada, frente um bar. Onde moças jovens, ao auge de seus 19 anos, sentadas de pernas cruzadas a degustar cervejas e leves tragos de cigarro (de palha), e escuto um assovio – longo e agudo. Logo meus tímpanos capturam sorrisos marotos e uma voz sacana que diz: - se fosse eu a dona da padaria, esquentaria seu pão todo dia. Ao passo que outra voz disse: - ah, padeira! Constrangido, pensei em responder: - padeira é a mãe. Leia mais »

A prevenção como solução contra os problemas nos dentes

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O clichê “prevenir é melhor do que remediar” é certeiro quando se trata da saúde dos dentes. Pequenos hábitos realizados no dia a dia com a devida orientação de um dentista de confiança fazem com que você não precise se submeter a procedimentos mais evasivos e caros. Visitar o dentista deve ser parte da rotina semestral ou até trimestral, dependendo do caso, e não uma atividade que requer sacrifício imenso. Lembrando que as dificuldades só aparecerão por falta de cuidado e orientação. O primeiro passo é encontrar um dentista de confiança com o qual você se identifique. A simpatia ajuda muito no momento em que a pessoa está mexendo na sua boa e quando o profissional dá conselhos. Leia mais »

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Saúde Bucal

O pré-sal é o 'foguete' que nos levará ao futuro?

Prezados Geonautas,

O professor Jorge Arbache, faz uma reflexão instigante e provocadora, o vídeo dele, que diria, é uma síntese do documentário sobre o pré-sal (ambos abaixo). Realmente, tão ou mais importante que o 'ouro negro' do pré-sal, é o aprendizado do processo para desenvolver tecnologia para retirar o óleo do fundo (produção hoje com 300 mil barris dia do pré-sal- 15% da produção da Petrobrás), e aplicar esse aprendizado, esse processo de aprendizado, em outras áreas do conhecimento tecnológico, educacional, saúde, ..., pois "a próxima guerra será por cérebro". Leia mais »

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Ouro Negro; Doc: O Desafio do Pré Sal

Relato de um certo vacilo

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Enquanto fazia um macarrão, por volta da uma da manhã, resolvi deitar na sala e ver televisão. Horas depois fui acordado pelo rapaz que divide o aluguel comigo e, ao acordar, ele perguntou se eu não havia percebido que a casa estava esfumaçada. O macarrão com a panela torrou noite adentro.

No sábado limpei a casa, pois à noite iria para casa dos meus pais, já que iria trabalhar em Araraquara, interior de São Paulo. A Casa dos meus pais fica próxima a cidade de Araraquara. Leia mais »

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Relato de um certo vacilo

Cinema: Memórias do Subdesenvolvimento

Autor: 
ANTONIO ATEU

 

"Memórias do Subdesenvolvimento" chega em DVD no Brasil

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SYLVIA COLOMBO
da Folha de S.Paulo Leia mais »

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Sarah e o sexo

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          Aos 48 anos, Sarah não suportava mais a intensidade de seus desejos sexuais. Vivia atormentada pela ideia de que sua vida, até então, havia sido um erro. Lembrava com amargura de sua mãe, por ter incutido nela, de forma tão persistente, o conservadorismo que impossibilitou, nos tempos áureos, uma vida sexualmente plena.

                Hoje, depois de ultrapassar inúmeros bloqueios, pudores, moralismos, medos, preconceitos, tornara-se quase uma apologeta do sexo. Zombeteiras, as amigas diziam que Sarah só fazia “sexo oral”, pois sabiam que era só da boca pra fora. Na prática, Sarah posava de difícil em público (com medo de ser rejeitada), mas se insinuava para tudo que é homem. Começava o dia cantando o porteiro de seu prédio, passava cantada no vigia do escritório, nos rapazes do serviço geral (desde que estivessem sozinhos), paquerava o vendedor do balcão da loja e só parava depois de cantar o gerente. Leia mais »

A Atualidade Brutal de Hannah Arendt

Autor: 
ANTONIO ATEU

 

 

                 A atualidade brutal de Hannah Arendt

 

 

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As obras de Akira Kurosawa

Tamára Baranov

Em 06 de setembro de 1998, Akira Kurosawa nos deixou. Um gênio do mundo da sétima arte. Um cineasta marcante com importantes obras, dentre elas a poética ‘Yume’. ‘Uma vez eu tive um sonho…’ esse é o começo dessa sua significativa obra, tanto sobre os aspectos técnicos quanto visuais. Com mais imagens do que diálogo, o filme divide-se em oito histórias distintas, mas unidas pelo mesmo tema, sonhos verdadeiros que o cineasta teve em momentos diferentes de sua vida. O domínio de Kurosawa da cor é extraordinário em cenas que retratam o absurdo da guerra, a beleza da natureza, a necessidade de preservar nosso meio ambiente e a morte como a última estação de uma viagem. Em ‘Yume’, o grande mestre ensina que as pequenas coisas da vida são mais importantes. Viva cada dia, carpe diem, mas sem medo, já que a vida segue sem nós, como um rio.

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