A Wikipédia como ferramenta educacional?

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A Wikipédia é uma proposta interessante, de difusão do conhecimento de forma “livre”, autônoma, horizontal, emancipada e independente, amplamente difundido e utilizado mundialmente. No entanto, porque o Wikipédia em português do Brasil não consegue acompanhar a qualidade e quantidade de informações dos outros idiomas e locais? Será o que a experiência do Wikipédia revela do Brasil? Ou o que expõe as informações do Wikipédia aqui? Seria o Wikipédia uma possibilidade de alimentar o nosso sistema educacional de conhecimento e criatividade?

 

 

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Sala aberta, porta cheia

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Certa vez, conheci uma casa onde a sala estava sempre aberta e a porta cheia. Fiquei curioso, estiquei meu pescoço pela última fresta que restava na porta. Queria saber que se passava ali. Não consegui assimilar muito. Apenas uns múrmuros, sinais de uma discussão intensa, entretanto saudável, calorosa e respeitável. Aguçaram ainda mais meus instintos curiosos este primeiro contato. Tanto que gravei a penúltima mensagem proferida de dentro da sala: - Turma, próxima terça, no mesmo local as 18h.

 

 

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Petistas e católicos

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Duas das maiores instituições em atuação no Brasil, o PT e a Igreja Católica, visceralmente imbricados, compartilham algumas características constitutivas de parcela significativa da população brasileira, nem todas, necessariamente, positivas, claro.

Chama a atenção, por exemplo, a diversidade ideológica. No caso da Igreja Católica, grupos elitistas como a Opus Dei e o “Tradição, Família e Propriedade” (TFP) são considerados tão católicos quanto aqueles mais liberais, como os que professam a Teologia da Libertação. Católicos veneram tanto papas ultra-conservadores, como Bento XVI quanto aqueles de ideias mais avançadas, como João XXIII. Abrindo parênteses: Talvez, nesse momento, alguns protestantes, evangélicos e outros grupos cristãos possam estar concordando com a crítica, por isso, convém lembrar que, apesar de todas as discordâncias que possamos ter, é entre os católicos que existe ainda uma teologia mais avançada e uma compreensão histórica mais coerente do cristianismo. Fecha parênteses. Leia mais »

Quando o medo vira mercadoria

Há muito padecemos da ausência de políticas públicas sérias e contínuas que garantam a plenitude de nossa cidadania. A falta de investimentos em educação e em boa formação dos agentes públicos da segurança, aliado à morosidade do judiciário e a um sistema penal incapaz de reeducar e reinserir o sujeito na sociedade é a razão maior para os 50.000 assassinatos anuais. Um governo leniente, corrupto e constituído por políticos profissionais preocupados em se manterem no poder e em atender às demandas de seus financiadores não fará nada para melhorar nossa realidade no que tange à segurança. Aliás, grande parte de nossa insegurança é consequência da miséria e da exclusão social advinda de nossa malha política  viciada. Leia mais »

Cantinho do Poeta Feliz - Tiago Malta

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Cantinho: Canto pequeno / Todo lugar confortável e acolhedor 

Poeta: quele que escreve em verso / Aquele que tem faculdades poéticas. Do Grego POETÉS, “poeta, autor, aquele que faz”, desde a base Indo-Européia , “fazer”. Leia mais »

A Casa do Parente

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“Eu conheço Wapixana que mora no treze
E ele sabe de outros cem
Que também moram lá
Muita gente índia, muita gente
No conselho indigenista
Macuxi de São Vicente

Tudo índio, tudo parente”

Eliakim Rufino

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Sensações...Um poema de Dominique Meirelles

 

sensações...

Às vezes um olhar mais sensível...

Às vezes uma dor...

Às vezes uma paixão...

vinho, café, brisa com sol... 

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Tá difícil equalizar

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Não queria estudar apenas para melhorar a posição no mercado de Trabalho. Queria estudar com mais prazer e com maior espaço para degustar as palavras, os conceitos e a biografia dos autores. É preciso deixar a angústia tomar lugar, mas sem desespero, e para isso, eu preciso de uma qualidade de tempo. Estou em combate para não desonrar as páginas do pensamento universal. Tá difícil equalizar a insanidade (compartilhada no silêncio da noite) com a perversidade do tempo capitalista (disputado entre os ruídos do dia).

Dois momentos de um mesmo pensamento.

É assunto de que já tratei várias vezes, e se me repito é porque ele também se repete, nestes tempos pseudo-cíclicos da produção capitalista-espetacular. A cena é a de todo início de período letivo das universidades: jovens sujos e cheios de tinta, pedindo dinheiro nos semáforos, supervisionados por veteranos - para não falar das brincadeiras e rituais que ocorrem até se chegar a isso. Este ano, os trotes que fui obrigado a presenciar na avenida Paulista e algumas imagens que vi na internet, me remeteram diretamente à do garoto preso ao poste por justiceiros, no Rio de Janeiro. Os princípios muito se assemelham: desrespeito, humilhação, violência. A principal diferença é que o trote é socialmente aceito por grande parte da população, enquanto a violência contra o menor ainda está em litígio. E o absurdo de haver quem defenda esse tipo de ação, creio, está estreitamente ligado à aceitação do trote acadêmico.

 

 

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Tio contesta decisão da juíza no Caso Lorena Baptista

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Lorena foi morta na frente do filho pelo ex-marido


Em meio a tantas decisões polêmicas, na última semana, a Justiça amazonense toma mais uma decisão que está causando muita discussão. Não bastasse o arquivamento de dois processos do prefeito Adail Pinheiro por que demorou-se a julgar, as autorizações para Raphael Souza, filho do ex-deputado Wallace Souza, já falecido, passar férias no Caribe, na última terça-feira (11 de fevereiro), a juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, julgou improcedente a denúncia do Ministério Público e absolveu sumariamente Milton César Freire da Silva, o dentista acusado de matar a ex-mulher dele, a perita da Polícia Civil Lorena dos Santos Baptista, no dia 5 de julho de 2010. Leia mais »

O palhaço do inferno

 

Avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás, duas e meia da tarde. Tentando se proteger do sol ardido sob uma sombra intermitente, sufocado por um calor seco de trinta e seis graus, um homem vestido de palhaço vende cachorrinhos feitos de balão. Sua roupa é comprida, cheia de bolinhas, sendo branca e amarela as cores predominantes. O chapéu é mais colorido, cada uma das suas pontas (sete, se contei direito) de uma cor diferente; o rosto, pintado de branco, o nariz postiço, vermelho - o básico que se espera de um palhaço. Toda sua figura adquire um tom pastel no contexto de calor tórrido. Anuncia: olha o cachorrinho de balão pro bebê, leva junto a espadinha. Sem sucesso tento descobrir o que é a tal espadinha. Sua voz é anasalada e desvitalizada. Não parece cansado: parece o próprio cansaço conformado. Ao fim de seu dia de labuta, deve voltar para casa com alguns minguados trocados, com o que sobrevive. Em sua roupa de palhaço, ele me parece ser a versão sem fantasias da grande maioria dos trabalhadores - do Brás ou dos bancos. Ele me parece a imagem do inferno que é a vida da maioria neste nosso sistema.   Leia mais »