Turistas em alerta na Copa

Caminhar em grupos, só carregar consigo o dinheiro absolutamente necessário, colocar em parte mais segura do corpo celulares e documentos pessoais, evitar locais ermo ou outros ditos perigosos, não visitar algumas favelas, evitar o uso de jóias que possam despertar o interesse de criminosos, verificar a credibilidade de quem oferece o transporte alternativo, etc. São alertas dados por consulados e agências de viagem num pacote preventivo de medidas comportamentais de segurança, para turistas que virão ao Rio durante a Copa do Mundo. Nada de alarmista num país onde um vaso sanitário, arremessado do alto de um estádio, no Recife, matou recentemente, por traumatismo craniano, um torcedor. Mais uma cena chocante de violência e primitivismo que correu o mundo, cerca de 40 (quarenta) dias da abertura da Copa.    Não é demais lembrar também que, assim como Bagdá é a capital mundial do terrorismo, o Rio é a capital mundial da violência do narcotráfico, onde os tiroteios diários, em morros e favelas, entre policiais e bandidos ou entre facções criminosas, com utilização de possantes armas de guerra, fazem parte de uma preocupante e infindável rotina. O Rio vive sob a rotina permanente de uma das mais violentas guerras urbanas que já se teve notícia na história policial do mundo. Isso é fato real que não se pode esconder, nem colocar debaixo do tapete..   O que pensar de um país onde o noticiário (online) da violência é mostrado a todo instante ao mundo, ao vivo e a cores, com protestos incendiários em vias públicas, destruição e depredação do patrimônio público e privado, ônibus incendiados, barricadas incendiárias em ruas e vielas, desrespeito à ordem pública, ocupação de ruas e avenidas, ataques a policiais, cenas de roubo a pedestres e motoristas, execuções sumárias em vias públicas, roubo de celulares, crescimento de homicídios, roubos em coletivos, estupros em profusão, etc,? O que os turistas devem pensar desse contexto impressionante de violência?   Portanto é muito compreensível que consulados, agências de viagem e a direção da rede hoteleira elaborem pacotes informativos sobre o necessário cuidado e atenção dos turistas em seus deslocamentos em vias públicas, para que não se tornem alvos fáceis da criminalidade violenta, onde a Copa do Mundo, com toda certeza, despertará o interesse e o oportunismo do banditismo na busca do lucro através do delito contra turistas.    Todo o cuidado, de turistas ou não, na guarda segura de seus bens e em seus deslocamentos diários será importante. Numa Copa do Mundo, com milhares de turistas estrangeiros e domésticos, aqui presentes, no evento maior do futebol, toda atenção será pouca. As condições objetivas para o crime serão uma realidade constante. Apesar de todo o reforço e planejamento das forças de segurança, toda segurança será apenas relativa,    Até os atentados terroristas não podem ser descartados e fazem parte do planejamento operacional seguro. Depois do 11 de setembro de 2001, com o surpreendente ataque às torres gêmeas do World Trade Center nenhum plano de defesa e de segurança pública no mundo são absolutos. Todos serão sempre relativos. Que os turistas que venham ao Brasil para a Copa do Mundo tomem ciência do real perigo. Prevenir é melhor do que remediar.  

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