Uma revolução em curso na gestão de lixo de São Paulo

São Paulo começa a caminhada rumo ao lixo zero. Com a ousadia do tamanho do seu desafio dois meses e 40 reuniões depois, mais de 800 delegados, inclusive de aldeias indígena, eleitos por milhares de paulistanos decidiram nesse começo de setembro como implementar as duas mais importantes diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a não geração e reciclagem dos resíduos secos e orgânicos.

Investimento em educação ambiental e comunicação social, extensa compostagem in situ,  coleta seletiva de resíduos secos e de orgânicos universalizada, compostagem e biodigestão anaeróbia descentralizadas, logística reversa dos resíduos secos pelo setor empresarial, contratação formal de catadores de materiais recicláveis organizados, triagem mecanizada de recicláveis secos descentralizada são alguns dos programas, projetos e ações que irão integrar o Plano de Gestão de Resíduos do Município.

A maior cidade da América do sul e a sexta mais populosa do mundo dá o exemplo de como fazer planejamento participativo e cuidar dos resíduos conforme estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.  O primeiro passo foi dado.

Dan Moche Schneider é lixólogo há mais de vinte anos e tem profunda alegria de participar dessa construção

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10 comentários
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LUCIANO MENDONCA

Tem um incentivo bom pra quem gera o lixo e o descarta de qualquer maneira. Multas pesadas. Muito pesadas, de preferência de um modo para inviabilizar nossa maneira de viver.

Incentivo pra brasileiro é peia, é porrada, infelizmente. Ah, em Tóquio, Japão, não tem lixeiro (dizem que só tem em bairros em que moram brasileiros). Quem gerou o lixo o administra, o recolhe e o pesota em local apropriado, levando o lixo no carro.

Estive um dia em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, perto de Canela e Gramado, no idos 2000. A cidade era limpa, e nas lixeira absolutamente vazias os seguintes dizeres - Cidade Limpa não é a que mais se limpa, mas a que menos se suja.

Enquanto não entendemos que nossa sujeira é nossa, e ficarmos no mimimi de incentivos estaremos transferindo a nossa responsabilidade.

 
 
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Dan Moche Schneider

Olá Luciano,

Gosto muito dessa frase que voce bem lembrou: uma cidade limpa não é a que mais se limpa mas a que menos se suja. Por essa razão investimentos importantes devem ser feitos simultaneamente em educação ambiental e comunicação social - para que as pessoas não sujem a cidade, segreguem os resíduos secos e orgânicos e até mesmo comecem a fazer produzir composto orgânico na própria casa - e em equipamentos e instalações que permitam a cidade alcançar os objetivos da PNRS: o máximo de recuperação de materiais e a mínima disposição de rejeitos em aterros.

 

Dan

 
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drigoeira

Logística reversa é quando os logistas ficarem responsáveis de recolher as embalagens vazias dos produtos que vendem. Deixar a responsabilidade nas mãos do consumidor é muito fácil.

 
 
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Dan Moche Schneider

Olá, a Política Nacional de Resíduos Sólidos passou lição de casa não somente para o setor produtivo mas para os cidadãos que devem separar seus resíduos recicláveis (secos e orgânicos) e entregar para as coletas seletivas.

 

Dan

 
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Leandro_O

A política do lixo começa dentro de casa.

Começa com a família se auto-policiando e se preocupando com o que traz para dentro de casa.

Não é porque uma sacolinha plástica foi jogada no lixo de reciclável que será reciclada. Quem trabalha nas cooperativas tem que se preocupar com o valor do material, se vier 1000 sacolinhas juntas, ótimo, eles selecionam, mas sacolinhas soltas, ninguém fica juntando, mesmo porque não há espaço destinado para armazenamento de recicláveis. Se você junta 10 embalagens semelhantes, ajuda muito (por exemplo, 10 potes de requeijão/margarina).

Menos sacolinhas plásticas de supermercado já seria um bom começo. Mas também prefira embalagens de papel. Prefira menos embalagens. Deixe uma ou mais sacolas de tecido (as reutilizáveis) dentro do seu automóvel para não esquecer de usá-las sempre quando fizer compras.

Experimentem guardar o lixo reciclável por um mês em suas próprias residências e verão o impacto.

Em Caxias do Sul, o modelo está sendo exportado para outras cidades do país, mas ainda tem muitas falhas a serem corrigidas. Mais informações: http://caxias2014.wordpress.com/infraestrutura/limpeza-urbana/

 
 
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Dan Moche Schneider

É verdade Leandro. Tudo começa em casa. Há dois anos que optei pela bicicleta em lugar do carro. Desde que comecei a fazer composto orgânico em casa - uma alegria e um grande prazer - também não preciso mais de sacolinhas plásticas que ficam nos mercados. Na minha cidade não tem ainda coleta seletiva de resíduos orgânicos, mas tem de secos. Cheguei no lixo zero. E me sinto ótimo.

 

 

Dan

 
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BRAGA-BH

De boas idéias o inferno está cheio. Se não tiver apoio e incentivo por parte do poder público ficará apenas como sendo mais algumas boas idéias!!

 

Deixar ir não significa desistir mas aceitar que há coisas que não podem ser!

 
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Dan Moche Schneider

Olá Braga,

É o próprio poder público que está coordenando o processo de revisão da gestão do lixo. 

Sabe por que o inferno está cheio de boas idéias? Por que não saíram do campo das idéias. Todo processo de mudança passa por 3 etapas: uma idéia, uma idéia compartilhada e uma idéia em ação. O primeiro passo foi dado.

 

Dan

 
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Ivan de Union

?!?!?!  Bizarro item.

 
 
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Dan Moche Schneider

Olá Ivan? Bizarro o tema?

 

Dan

 

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