Re: Fora de Pauta

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josé justino de souza neto

O jogo criminoso da mentira na invasão da Síria.
 Muito antes de princípios de 2011, quando começou a ação mercenário e o avanço da Organização do Atlântico Norte (OTAN) contra Síria, o esquema da invasão estava preparado, mas encontraram uma dura resistência nesse país, o qual tem sido submetido a uma brutal guerra terrorista, onde os meios de comunicação do poder hegemônico, são a principal sustentação do terrorismo empregado.  Siria Bajo Acoso 1Os  EEUU e seus sócios mais ativos, Grã Bretanha, França, Israel -país que nunca é referido neste caso- junto aos monarcas tirânicos dos países do Golfo, Qatar e outros já estavam invadindo com o envio de ondas de mercenários, criminosos de velha data, integrados nos chamados "exércitos privados", sob o comando das "forças especiais" de cada um desses países.   Mais de dois anos dura essa resistência do governo de Bashar Al Assad, que conta com o apoio ante esta situação dos verdadeiramente democráticos opositores, os socialistas, os nasseristas, os comunistas, os cristãos e comunidades de outros países que conviviam pacificamente na Síria. Há que se destacar que o governo sírio, em meio à ofensiva terrorista externa conseguiu introduzir mudanças na Constituição síria e realizar eleições de onde surgiu a verdadeira oposição legal. Mas nesse momento a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, sustentava que não importava o que fizesse Al Assad, já que os EEUU haviam que deveria deixar o governo.  Tanto a Coalização Nacional Síria (CNS), como o Exército Sírio Livre (ESL), nasceram fora do país e estão constituídos em suas direções, majoritariamente, por sírios que estavam fora do país, trabalhando com Organizações Não governamentais e fundações ligadas aos serviços de inteligência tanto dos EEUU como de outros países, como temos demonstrado em investigações anteriores. A "tropa" está formada -em sua maioria- por mercenários da Al Qaeda nada menos que sob o controle da OTAN. O qual é facilmente comprovável.  Ao logo do calvário vivido pelo povo sírio sob o implacável ataque de mercenários, armados poderosamente com equipamentos de alta tecnologia, mísseis e além disso,  dirigidos por forças especiais dos países da OTAN, os meios de comunicação do poder hegemônico tem desinformado e manipulado diariamente sobre os fatos na Síria.  Apesar de conhecer por diversas fontes a verdade, tem mentido, convertendo o jornalismo num ofício do terror e devem assumir sua responsabilidade em cada um dos crimes cometidos nesta guerra colonial.  Os ataques terroristas contra a Síria, foram respondidos desde o início pelo exército sírio originando não uma "guerra civil", mas uma guerra de resistência aos invasores, cujo objetivo é o constante desgaste das forças sírias, para depois avançar com os bombardeios da OTAN, sem arriscar tropas próprias.  São milhares as vítimas do terrorismo invasor entra a população civil, mas também militares, policiais, funcionários. Os massacres e a destruição se reproduzem na Síria e dão conta dos ilimitados recursos do terror que tem causado a esse país os supostos "democratizadores" e "humanistas", que por sua vez estão submetendo seus povos a uma verdadeira tragédia social.  O silêncio do mundo e de muitos países que devem ver-se no espelho da Síria, está assegurando a impunidade desse poder mundial que avança numa expansão global, infinita.
Na realidade Washington e seus aliados avançam cegos até o abismo, enquanto as economias de seus países continuam caindo, e umas 20 cidades ianques, incluindo Nova York anunciam que estão a ponto de quebrar.

Mas, quem os detém?


ARMAS QUÍMICAS: FALSO ARGUMENTO 

Por estas horas e sob a benção do poderoso grupo Bidelberg, que reúne as maiores empresas do mundo, anuncia-se a "urgência" de invadir a Síria, sob o argumento falso do uso de armas químicas contra seu próprio povo por parte de Bashar Al Assad. Investigadores europeus tem advertido sobre uma série de documentos entre os quais revelaram-se que diretivas da empresa britânica Britam Defence intercambiaram importante informação revelando um complô contra a Síria e a Rússia.

Isto surge a partir das revelações do hacker JAsirX onde aparecem documentos que revelam o plano do uso de armas químicas nos ataques de "falsa bandeira", para atribuí-los ao governo de Bashar Al Assad.

"Se o regime de Al Assad não usa armas químicas contra seu povo, a empresa britânica o faria no nome dele", denunciou o analista de documentos vazados no blog warfiles.ru (Noticiário. Worpress.com).

Nestes documentos se estabeleceu que Qatar e Arábia Saudita contrataram a Britam Defence para que organizasse provocações na Síria com a ajuda de mercenários procedentes da Ucrânia que parecessem russos. Depois disso, os EEUU introduziriam suas tropas em território sírio".

JAsIrX interferiu nos servidores da Britam Defence e pode mostrar cópias de vários contratos, uma série de correios eletrônicos e contra-senhas que dão acesso a uma das bases militares da empresa.

"As letras 'CW' nos documentos significam armas químicas, enquanto que 'g-shell', é um tipo de bomba de gás" assinala a análise, que inclui um informe analítico de Stratfor (empresa conhecida como a 'CIA nas sombras') e uma lista de objetivos estratégicos no Oriente Médio.

A comunicação chave entre Doughty, chefe da Britam Defence e o diretor financeiro Goulding datada de 24 de dezembro de 2012 é um correio eletrônico dirigido do primeiro ao segundo.

"Phil: temos recebido uma nova proposta. É outra vez sobre a Síria. Os catarianos propõe um acordo interessante e juram que a idéia é aprovada por Washington. Teremos que fornecer a Homs -cidade síria ocupada pelos mercenários nesse momento- um CW, um g-shell de origem soviética procedente da Líbia, semelhante aqueles que Assad deveria ter. Querem que desloquemos nosso pessoal ucraniano que fala russo e gravar-lhes um vídeo. Sinceramente, não creio que seja uma boa idéia, mas a grana que eles oferecem é enorme. Tua opinião? Saudações cordiais. David"

Apareceram também planos para "ampliar" suas atividades no Irã. Segundo a correspondência do mesmo Goulding, a empresa estava tomando "medidas preparatórias com respeito ao assunto iraniano" e "a participação da Britam na operação está confirmada pelos sauditas".

Na análise menciona-se que "quanto aos detalhes da operação, segundo as instruções internas da empresa, pode-se concluir que trata-se do envio de mercenários e a instalação de bases de treinamento.

Além desses documentos cruciais, JAsIrX também deu a conhecer outros dados privados da Britam Defence que revelam seus interesses no Oriente Médio.

Na parte do relatório da Stratfor lê-se sobre diversos movimentos militares dos EEUU e França, entre eles trajetórias de vários tipos de aviões militares e a lista de objetivos estrategicamente importantes no Oriente Médio que "inclui tanto hospitais, como objetivos energéticos e industriais, além de coordenadas geográficas: longitude e latitude".

Parte destes documentos foram publicados em 28 de janeiro passado por Paul Joseph Watson, em INFOWARS, referentes ao trabalho do hacker que revelavam o plano aprovado por Washington e financiado por Qatar, para organizar um ataque com armas químicas na Síria e jogar a responsabilidade para o governo de Al-Asad.

Desta maneira se criaria o pretexto adiantado pelo presidente dos EEUU Barack Obama que havia advertido que se usasse este tipo de armas, seria considerado como a "linha vermelha" que obrigaria à intervenção militar dos EEUU.

Acrescente-se que "as potencias ocidentais disseram à oposição síria que o ataque contra as forças do presidente Bashar al Assad era questão de dias", segundo as fontes que assistiram a uma reunião entre os enviados ocidentais e a Coalizão Nacional da Síria (CNS) em Istambul em maio passado, que foram citadas pela agencia Reuters.

Esta agência informou também que a oposição síria havia entregado à OTAN uma lista de objetivos nesse país "que considera que devem ser eliminados", durante a reunião em que participaram os membros da CNS da Síria, "inclusive seu presidente, Ahmad Jarba, e representantes de onze sedes da "Os Amigos da Síria", entre eles o enviado dos EEUU".

Naquele momento o vice-primeiro ministro sírio, Qadri Jamil, disse à versão árabe da cadeia RT que os grupos que atuavam contra a Síria financiadas por Qatar tinham a sua disposição plantas e laboratórios para produzir armas químicas, informando que algumas destas fábricas e armazéns saem em fotos de satélites no território da Turquia.

Advertiu que uma provocação com armas químicas serviria para dar um pretexto aos governos ocidentais, que só querem optar por uma intervenção militar. "O governo de Bashar al Assad sempre teve uma posição muito clara e definida sobre o uso de armas químicas e sabemos que é um precedente muito perigoso. Se destamparem a caixa de Pandora, ninguém poderá fechá-la. Significa que este fenômeno se difundirá mais e mais e que o uso de armas químicas se converterá numa prática habitual para as organizações extremistas".

Desta maneira e depois de uma série de denúncias do governo sírio pelo uso por parte dos mercenários deste tipo de armas e por ter encontrado num refúgio dos atacantes uma quantidade preparada para usar contra o povo sírio -como denunciou ante as Nações Unidas- finalmente os planos denunciados se cumpriram no famoso ataque de 21 de agosto passado.

Desde esse momento se incrementaram os deslocamentos de aviões e frotas até a região. Obama, sem provas e antes que terminasse a missão dos observadores, pedidos há tempos pelo governo sírio, decidiu que já havia traçado a "linha vermelha" dando argumentos para uma intervenção direta.

O investigador Thierry Meyssan da Red Voltaire sustentou no dia 27 passado que dois dias antes a Casa Branca publicou um comunicado no qual um alto funcionário anônimo afirmava que há "muito poucas dúvidas" do uso na Síria de armas químicas contra a oposição.

Acrescente que se o uso de armas químicas na periferia de Damasco relatado na quarta-feira 21 de agosto de 2013 parece bastante provável, o Conselho de Segurança da ONU não concluiu que fosse atribuível ao governo sírio. "Numa reunião urgente solicitada pelos ocidentais, os embaixadores ficaram surpreendidos quando seu colega russo lhes apresentou fotos captadas pelos satélites de seu país nas quais podem ser vistos os disparos de 2 obuses  -às 01 hora e 35 minutos da manhã- realizados a partir da zona dos rebeldes em Duma até às zonas, também rebeldes, que resultaram afetadas por gases -em Jobar e entre Arbin e Zamalka- em horários que coincidem com os incidentes relatados" assinala Meyssand. Isso sugere que a "Brigada do Islam" que ocupa a localidade de Duma quis matar três pássaros com um só tiro: eliminar seus rivais no seio da mesma oposição, conseguir que se acusasse a Síria de utilizar armas químicas e contra-restar ao mesmo tempo a ofensiva do exército sírio contra as posições dos grupos armados que fustigam a capital.  Recorda também o investigador que "já em dezembro de 2012, o Exército Sírio Livre difundiu um vídeo no qual realizava um experimento de laboratório com um gás venenoso e ameaçava utilizá-lo contra os alauítas. Nesta mesma semana, o governo sírio descobriu nas imediações de Damasco vários esconderijos que continham armas químicas, máscaras antigases e doses de antídotos. Os produtos eram originários da Arábia Saudita, Qatar, EEUU e Países Baixos".  Acrescenta que "certamente é pelo pedido do governo sírio -e não dos ocidentais- que os experts da ONU se encontram na Síria por duas semanas para investigar as alegações de uso de armas químicas. Para terminar, em 29 de maio de 2013, a polícia turca prendeu uma dezena de membros da Frente al-Nusra e lhes confiscou armas químicas destinadas a seu uso Síria.  Apesar de tudo isso, o presidente Obama reuniu seu Conselho de Segurança Nacional na sexta-feira 23 de agosto para examinar as opções de ataque contra a Síria. Além disso ordenou reforçar a presença da marinha de guerra ianque no Mediterrâneo. No sábado 24 falou com o primeiro ministro britânico David Cameron. E no domingo com o presidente francês François Hollande. Os três estiveram de acordo em que havia que intervir, mas sem precisar como. Também no domingo, o secretário de Estado John Kerry chamava a seus homólogos do Reino Unido, França, Canadá e Rússia para dizer-lhes que os EEUU estão convencidos de que a Síria havia trespassado a "linha vermelha". Mas o ministro russo Serguei Lavrov expressou seu assombro ante o fato de que Washington se pronuncie antes do informe dos inspetores da ONU e o advertiu sobre as "consequências extremamente graves" de uma intervenção na região.

Visto em CUBADEBATE