Teorias de Conspiração

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Teoria da conspiração (também chamada de conspiracionismo) é qualquer teoria que explica um evento histórico ou atual como sendo resultado de um plano  secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e  poderosos, tais como uma "sociedade secreta" ou "governo sombra". 


As teorias da conspiração são muitas vezes vistas com ceticismo exagerado e  por vezes ridicularizadas e mesmo desacreditadas, uma vez que raramente são apoiadas por alguma evidência conclusiva, contrastando com a análise institucional, cujo foco é o comportamento coletivo das massas em instituições conhecidas do público, tal como é descrito em materiais acadêmicos e relatos dos média mainstream, de modo a explicar acontecimentos históricos ou atuais sob o ponto de vista dominante (governos, instituições, opinião pública popular), ao invés de associações secretas de indivíduos. Por este motivo, o termo Conspiração é muitas vezes usado de forma depreciativa, na tentativa de desacreditar e caracterizar uma dada crença como bizarra, irracional e falsa, cujo apoiante é ridicularizado e considerado um excêntrico, ou um grupo de lunáticos. Tal caracterização é muitas vezes objeto de disputa, por serem muitas vezes injustas e inexatas . 


No final do século XX e inícios do XXI, as teorias da conspiração tornaram-se um lugar comum nos meios de comunicação, o que contribuiu para o conspiracionismo emergente enquanto fenômeno cultural. Acreditar em teorias da conspiração tornou-se, assim, num tema de interesse para sociólogos, psicólogos e especialistas em folclore. Wikipedia


Parece que a primeira teoria de conspiração que surgiu foi sobre o assassinato de Licoln, baleado na cabeça por John Wilkes Booth. Este, morto depois, sem prestar depoimento, num cerco de agentes federais. 


Há várias outras 'Teorias de Conspiração', mas acredita-se que o termo surgiu recentemente (em termos históricos) com o assassinato de John Kennedy. Sua morte sempre foi cercada de mistério, e especulações, como também seus casos sexuais, que alcançariam até a musa Marilyn Monroe, cuja morte também desperta suspeitas.


O termo em si, Teoria de Conspiração, provavelmente surge para desacreditar versões extra oficiais de grandes eventos históricos, ou políticos, cujo relato oficial apresenta buracos e inconsistências. O assassino de Kennedy foi morto dois dias depois do atentado (cercado de versões contraditórias) antes de prestar depoimento, e seu assassino Jack Ruby, morreu pouco tempo depois, em 67, de câncer no pulmão, sem dar explicações para seu ato.


Aqueles que enxergam as discrepâncias nos relatos oficiais, e por falta de acesso às provas, sempre escondidas sob o sigilo oficial, partem em suas investigações próprias,  são geralmente vítimas da pecha de Teórico da Conspiração. O termo parece ter sido criado por conspiradores que tentam sempre ridicularizar os que desconfiam das versões apresentadas pelo stablishment. Afinal, a melhor forma de se destruir uma reputação é através do ridículo.


Alguns casos, entretanto, com o passar da história e a emergência de arquivos secretos, deixam de ser teorias conspiratórias, os 'loucos' e 'ridículos' teóricos estavam certos. Outros casos passaram a história sem a menor cerimônia, ou questionamento, eram tempos diferentes. O caso do navio militar estadunidense USS Maine, num evento caracterizado pela WIKI como 'misterioso', foi na realidade sabotado pelos próprios espiões do EUA. O evento levou o país, através dos Jornais de Hearst e Pullitzer, a exigir a liberação de Cuba pelos espanhóis e à consequente guerra hispano americana. 


Outros casos mais recentes são bem próximos de nós, brasileiros. Por anos a fio a esquerda, criminalizada pela ditadura, sabia e afirmava que os EUA estavam por trás do golpe de 64. Eram considerados Teóricos de Conspiração e ridicularizados na mídia corporativa, que escondia qualquer comentário a respeito. Agora, 50 anos depois, com a abertura dos arquivos sigilosos do governo dos EUA, aqueles que nos tratavam como terroristas e teóricos, se apressam em mostrar espetacularmente e com grande lucro, as evidências que sabíamos que existiam, mesmo sem jamais tê-as visto.


Mas como pode um país matar seus próprio cidadãos para obter sucessos em quaisquer campos que sejam? Parece não haver escrúpulos por parte de instituições, empresas e governos para alcançar o que desejam. O sentimento de culpa praticamente não existe. 


Jung explica. 


Já no fim de sua profícua vida, com o fenômeno da responsabilidade difusa. Pessoas que não fariam mal a uma mosca, em suas vidas particulares, são capazes de cometer atos de violência, crueldade e selvageria quando protegidos pelo guarda chuva da responsabilidade dividida, ou difusa. Não se sentem culpados pois dividem a responsabilidade com seus superiores e subalternos, numa cadeia que pode envolver centenas de pessoas, a burocracia é ferramenta altamente eficiente nesse caso; afinal não se está matando ou torturando ninguém, só se está assinando papéis. Os ideais são uma desculpa frequente, e o povo é considerado como dispensável, em casos assim, são baixas de guerra, mesmo que guerra não haja.


Das trincheiras dos verdadeiros conspiradores vem petardos de desinformação que visam jogar as reais dúvidas no campo do ridículo. Muitas vezes eles mesmos se disfarçam de teóricos de conspiração, só para com o disparate de suas 'teorias' e discurso falso e histriônico, lançar os verdadeiros questionamentos na lama.


Muito frequentemente vemos as 'teorias' questionadas pela falta de dados, e argumentos racionais, cartesianos. É que, com o ocultamento das verdadeiras provas, só resta o raciocínio especulativo, a intuição e a imaginação. 


Essa então é odiada pelos cartesianos que querem fatos palpáveis e descartam qualquer raciocínio que não parta do seu 2+2=4. Esquecem-se, ou preferem ignorar, que imaginação, criatividade e intuição são  ingredientes si ne qua non para o aparecimento de gênios em campos diversos. Arquimedes descobriu a hidrodinâmica enquanto cochilava na banheira. O químico (esqueci seu nome, e após pesquisa intensa na web não achei, que os químicos me ajudem) que descobriu como se formam as cadeias de carbono vislumbrou a forma como os átomos se encadeavam em um sonho. Parece que ele tinha o hábito de cochilar numa cadeira de balanço, com uma bengala na mão; ao entrar no sono profundo a bengala caía, ele acordava e conseguia lembrar de seus sonhos com mais clareza. Enfim, quem não tem acesso a evidências trancadas a 7 chaves, tem que recorrer ao intelecto, em suas mais variadas formas, a mais nobre a Criatividade.


É partindo dessa premissa que eu fiquei em dúvida sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, e olha que foi um raciocínio cartesiano. O atentado, excluídas aqui as considerações morais, éticas e humanitárias, foi obra de um gênio estratégico. Seus objetivos (como os de todo terrorista) eram criar terror, para isso os atentados ocorreram em momentos diferentes, e em pontos estratégicos dos EUA. O segundo avião só atingiu a segunda torre vários minutos após o primeiro avião, quando milhares de câmeras estavam apontadas para lá, garantindo a publicidade que as imagens chocantes geraram mundo afora, e isso com um mínimo de investimento. Como pode então, o autor intelectual do atentado, ter decidido executá-lo às 8 da manhã. Nessa hora, no WTC só havia pessoal de baixíssimo escalão, e mesmo assim em número muito reduzido. Basicamente os que morreram eram secretárias, boys, faxineiros  policiais e bombeiros que acorreram para ajudar, todos pessoal de menor importância, todos dispensáveis, baixas de guerra sem muito valor. Se fosse às 12:00, altos executivos das maiores e mais importantes empresas do mundo estariam lá, além de o número de mortos ser decuplicado. Por que então essa falha estratégica tão comprometedora ao projeto de gerar o maior terror possível, com o maior número de vítimas importantes? Muita gente já levantou essa lebre, parece que Bush, e os EUA estavam por trás dos ataques para conseguir o que queriam, invadir o Afeganistão e o Iraque.


Mas parece que o uso da cachimbo faz a boca torta, e por conta o abuso, no caso de Boston, várias evidências escaparam, principalmente através das fotos publicadas na net a pedido dos próprios 'investigadores'. Foi aí que se descobriu que o personagem mais famoso do evento, o duplo amputado das pernas Jeff Bauman, era na realidade impressionantemente parecido, ao nível de irmãos gêmeos, com o duplo amputado DIck Vogt, só que este já tinha perdido ambas as pernas em Kandahar, anos antes. Fotos examinadas por 'teóricos de conspiração' mostraram um ardil para que ele fosse tomado como vítima dos ataques maquiado com próteses que imitavam pernas destruídas pelas bombas. Só que, mau ator, não há em sua expressão nas fotos nada do que se espera de uma pessoa que perdeu duas pernas numa explosão. Além disso, não há sequer uma foto dele antes dos ataques. As fotos levam até o mais cartesiano dos racionais à dúvida.


Teóricos de Conspiração ou não, é sempre bom ter gente que desconfia das versões oficiais, é basicamente isso que a blogosfera livre vem fazendo já há algum tempo, tentar ridicularizá-los deveria ser o papel cretino da mídia corporativa, nunca deveria partir de quem sofre com a mesma pecha, não deveria haver "fogo amigo"!

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