Devagar com o andor, que o problema não é a Ivete

Por sergio m pinto

Devagar com o andor, que o problema não é a Ivete e a Claudia, em si. O problema é a concentração de recursos no que elas representam. As cantoras serviram apenas como referência ao que o entrevistado está reclamando. Afinal, o que o catzo do Psy tem a ver com Carnaval ou Bahia?

Carnaval ainda é o de Recife, onde a participação popular não é tão restrita como em Salvador, Rio e São Paulo.

Tem razão o entrevistado, quando diz que os blocos de rua no Rio de Janeiro estão crescendo. O povo quer é mais um trio elétrico para seguir, do que pagar um bom dinheiro para um abadá ou uma fantasia e pular o carnaval em ambiente restrito (cordas ou sambódromo).

Infeliz a idéia do Carlinhos Brown.

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18 comentários
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Wilson Aguiar

Eu toco tamborim em algumas escolas de samba e em vários blocos de rua. O desfile no Sambódromo se tornou um show das escolas de samba e para todos os tipos de público. Tem setores e camarote para quem os mais abastados msa tem setores para um público que paga mais barato. O setor 3, p ex., tem preços populares e tem o privilégio de ficar bem em frente do primeiro recuo da bateria e tem ótima visão da entrada dos componentes das escolas.

Mas é um erro dizer que o caranaval do Rio é o Sambódromo, as escolas dos grupos de acesso de alguns grupos inferiores (grupos B, C, D, E) desfilam em Intendente Magalhães e é totalmente gratis, e lá já participei de vários desfiles.

Vale lembrar que as escolas de samba tem uma tradição cultural de quase 100 anos e se alguns que desfilam em suas alas pagam por suas fantasias é certo que a maioria dos componentes não pagam pouco ou nada e são, em sua maioria da comunidade local. Nos grupos de I.M, os componetes não pagam nada. Eu mesmo já várias vezes levei muitos "gringo" para desfilar lá e ficou a critério deles se queriam contribuir "com algum" para escola.

Fora isso o carnaval de rua está crecendo assustadoramente. Sou do tempo que ele estava quase morto. Saía no Suvaco do Cristo (Jardim Botânico) e Simpatia é Quase Amor (Ipanema) e eram menos de cem gatos pingados e agora esses mesmos blocos arrastam cada um mais de 50.000 foliôes. E existem blocos que arrastam 200.000 caso do Monobloco. Existem blocos em toda a cidade, blocos de rancho, de frevo, grupos de clóvis (muito populares nos subúrbios) dezenas de bandas. Esse ano foram mais de 400 blocos pela cidade. E tudo "di grátis". Anos atrás teve um bloco que tentou adotar o tal do abadá e foi imediatamente reprimido pelos outros blocos.

 
 
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Célio

Parece-me que a Ivete é uma boa cantora, anima bem a massa. Não acompanho seu repertório. Mas, ser a cantora do Carnaval, Semana Santa, São João, Sete de Setembro, Finados, Natal , "Virada do Ano" e ianauguração de hospital, faz-me pensar que há algo de anormal. Certamente, não seria excesso de talento.

 
 
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EDSON TADEU

NAO CONCORDO COM O PENSAMENTO, ESTAR NUM BLOCO  GARANTE PELO MENOS A SEGURANÇA  DOS FOLIOES QUE ALI  ESTAO  E PAGARAM PELOS ABADAS. 

Lembro que  um abada  custa muito  mais muito menos do que  qualquer  fantasia  de escola de samba onde  sei que  a coisa vai em terno dos seus   4  a  8 mil se nao for mais. ja  um abadar se comprado no tempo certo a pessoa  paga de  400 a  600 reais  e  ainda  parcelado durante o ano. Vai estar num  bloco onde tem  o cordao  e seguranças, vai poder brincar tranquila, e voltar pra casa em paz. Nada contra o carnaval de recife. é um carnaval de rua  onde  eles ainda exploram  muito os bonecos, a mascara e como tal um carnaval  ainda  original. nao resta duvida. Mas  nao  tem que haver  comparaçao entre o  carnaval do rio, salvador e recife. O Carnaval do rio é muito rico, muito bonito, nao resta duvidas eles se emprenham  em fazer o melhor  tanto é assim que o mundo  se rende. O Carnaval tanto de Salvador como do Recife  sao carnavais  do povo. quem pode  pagar  ou quer pagar  paga e sai nos blocos  em salvador, quem nao quer  fica de pipoca  mais todos  brincam , Em recife  é tambem totalmente popular. é o frevo  muito bom tambem  ja curtir um carnaval por la e gostei. mais cada qual no seu cada qual. 

 
 
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Daytona

Discordo, comc erteza existe algum motivo para os recursos se concentrarem na cansada reacionária Ivete Sangalo.

 
 
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cleide reis

Concordo ,que bloco tbem é negocio,. Agora, vamos combinar, os governos (municipal e estadual) pagando 84  milhoes para os blocos lucrarem e o povo so olhar, acuados pelos camarotes. aih já é demais. Já que os blocos e empresarios tem que lucrar, nada contra, mas que paguem a conta pública, já quie o carnval não é do povo excluido. Dividam os 84 milhoes para empresarios e empresas patrocinadoras, é mais justo.

 
 
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mariah

Deus meu, não aguento nem ler o nome Ivete que me dá coceira. Idem p/ a Cláudia Leite.

 

 

Adorei o novo CAPTCHA . Valeu "seo" Nassif  e equipe!

 
 
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Jota Ricardo

A Daniela Mercury também dá coceira em muita gente hoje em DIA...'MISTÉRIO'.

 
 
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cleide reis

Mariah, mariazinha, a IVETE é boa. tem um vozerão danado. Assista, escute que vc se arrepia. Ela PODE cantar qualquer musica, que nao é pra qualquer um, não preciosa de gravação.

 
 
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mariah

Concordo com vc que ela tem uma excelente voz, e é mt boa p/ o carnaval. Mas vc há de convir comigo que ela, assim como a Cláudia aparecem tanto durante o ano todo e sempre c/ o mesmo estilo de música, que cansaram.

Penso,( mas quem sou eu), que já está mais que na hora delas se preservarem um pouco (já ganharam muito $ e deram muito $ p/ seus empresários), mudar o estilo. A massificação está cansando e elas não merecem terminar virando "bagaço de laranja".

 

 

Obrigado pela alteração no CAPTCHA. meus olhos tb agradecem.

 
 
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Marcia

Aparece o  ano  todo  e  está  rica. A  mídia  explora  a imagem dela   e ela  echendo os bolsos.

Ivete  está certa,  aproveitando  enquanto  está  na crista  da onda.

Quanto  as opção políticas dela é ZERO.

 

A verdade pode machucar mas é sempre mais digna.

 
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evandro condé de lima

Ivete, a que levou seicentos mil por uma apresentação na inauguração de hospital públici em Fortaleza? Por favor, me poupem.

 
 
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Yacov

O Problema não é a Ivete Sangalo e a Cláudia leite em SI, mas em DO, RE, MI, Fá, SOL, Lá e todos os demais sustenidos e bemóis... Ora!! È óbvio que essas abestadas viraram as musas do AXÈ e do carnaval enlatado da gloeBBBels. Elas são o símbolo máximo de um carnaval industrializado e vendido aos quilos... È óbvio que elas tem culpa no cartório, sim... E a IVETE ainda sonega que nem uma louca, não paga seus músicos e depois vai fazer Campanha Cançada contra a corrupção no Governo. É uma baita de FALSA e de uma DISSIMULADA CARA-DE-PAU!! Mais falsa de que nota de R$ 3,50. FORA IVETE SANGALO!! FORA AXÈ ESTUPIDIFICANTE!! FORA rede gloeBBBels e suas musas de Araque!!!

NO PASSARÁN!! VIVA GENOÍNO!! VIVA ZÈ DIRCEU!! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE!! VIVA LULA!! VIVA DILMA!! VIVA O PT!! VIVA O BRASIL!! ABAIXO A DITADURA DO STF, MÍDIA E SEUS LACAIOS & ASSECLAS!! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ!! LEI DE MÍDIAS, JÁ!! "O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo - O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS"

 
 
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José Holanda Padilha

"Carnaval ainda é o de Recife, onde a participação popular não é tão restrita como em Salvador, Rio e São Paulo."


Tanto é verdade que se vocês repararem na cobertura dada - pela Globo - ao carnaval pernambucano em relação ao baiano e ao carioca,a do primeiro não ultrapassa os 2 minutos,enqnt os demais ganham praticamente uma edição inteira de telejornal. Na minha opinião,isso é ótimo,pois apartir do momento em que Pernambuco virar passarela de globais,BBB's e celebridades estrangeiras,terá perdido a sua essência mais popular,se transformado numa mercadoria,homogeinizada pelo "padrão Globo de qualidade",como ocorre com os trios elétricos baianos e com as escolas de samba cariocas/fluminenses.

 

De pés no chão e contra todo o tipo de EXTREMISMO.

 
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chanceLer

Isso é perfeitamente comprovável. Ontem estive à tarde no carnaval de OLinda. Pense num pessoal esteticamente feio! O Carnaval de Olinda apesar da concentração de muita gente em suas ladeira a muito deixou de ser popular.  Seus foliões mais parecem com as personagens do programa global malhação. Muito bem "arrumadinhos". O Evento quando se torna uma atração turística (essencialmente), tende à exclusão, à secundarização de suas figuras mais importantes: o povo.

Nas ladeiras de Olinda sobressai-se as indivualidade, a tentativa de aparecer a qualquer custo. O "filma eu" sempre presente e como propósito.

Diferentemente, o galo (Recife) é povão. Todo mundo junto e misturado, muito gostoso. O indivíduo perde-se na multidão e por ela é incorporado. Isso é carnaval popular.

Felizmente, nas ladeiras de Olinda o poder público e a reação, muitas vezes violenta dos insatisfeitos, fez desaparecer a excrecência do "beijaço", que era uma ação dos "bonitinhos" classe média que se acham donos do pedaço.

 
 
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Antonio C.

Verdade, não é a Ivete ou a Claudia, que compactuam com esse modelo de carnaval. Há anos que a revista Carta Capital vem reportando a violência e a exclusão do carnaval, sobretudo aquele que ocorre na Bahia. Espero não ser considerado racista, mas nunca vi tanta gente branca numa cidade claramente afrodescendente, num carnaval sem povo. Nem Raimundo Faoro conseguiu prever esse tipo de coisa. Claro, não é branca, é a "elite branca", que compra o seu abadá e o segurança para dar porrada em quem pula a corda. Lamento, mas o modelo de turismo que é implantado descaracteriza qualquer lugar, torna o povo local cidadão de segunda categoria, uns párias. Muitos turistas reclamam que precisam tomar cuidados com os seus pertences; turistas não convivem nos espaços, consomem-os. Os criminologistas detestam isso, mas o crime também é afronta e raiva. Essa situação se dá tanto no centro de São Paulo quanto no carnaval de Salvador; são fenômenos que reportam para uma mesma origem, o turismo predatório e excludente. As ruas - públicas - são tomadas por fenômenos de uso privado, falsamente populares, sob o olhar das autoridades, das redes hoteleiras e dos comerciantes para o público capaz de consumir o acarajé ou a dobradinha "chic". Só falta inventar o samba-enredo da Escola de Samba do Um por Cento.

Mas pensemos bem: o que não é o Sambódromo do que a exclusão do povo do carnaval? Carlinhos Marrom só seguiu a lógica do status quo. Deveria ler "Pele Negra, Máscaras Brancas" do Fanon e corar de vergonha.

Se o povo gosta e quer pular o carnaval, tem outra alternativa: é não querer desse carnaval de papelão; inventar o seu bloco, sua marchinha, lembrar das outras, fazer contraponto, afronta mesmo, e não cair nessa balela de que as Escolas de Samba são uma "evolução" (de que espécie?) dos blocos. Tem que saber virar as costas, amigão...

 
 
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Assis Ribeiro

Sergio.

Não acredito que Carlinhos Brown tenha sido infeliz.

Admiro muito o João Jorge e o Olodum que fazem um trabalho, tanto quanto Brown, maravilhoso na questão social.

Mas acho que o confuso texto dele (post que originou este) se refere mais a um desabafo em favor do seu bloco.

A realidade é que o apartheid já existe e não se trata de prejudicar os blocos afros e sim do folião pipoca, este sim, sem nenhum espaço para brincar.

A proposta de Brown deve ir neste sentido; o de abrir um novo espaço para que o pipoca tenha vez. Aliás Brown já faz isso com o seu trio ao desfilar há anos sem cordas na quarta feira e no camarote andante, em vários dias.

Acredito que a opção de um circuito alternativo iria começar a minar o carnaval mercantilista e elitista que domina a atualidade. O sucesso de alguns artistas que desfilaram sem cordas por interesse dos seus patrocinadores que já perceberam que as suas imagens associadas ao elitismo dos blocos estão em baixa.

Estudos afirmam que a presença de foliões no circuito Barrra/Ondina é de quase 80% formada por turistas. Quem compra, incensa e prestigia, durante o carnaval, os artistas que João  Jorge menciona são os turistas e a grande mídia.

De qualquer forma, o debate sobre a insatisfação do modelo atual está se tornando cada vez mais intenso e o blog de Nassif está na dianteira.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/cordas-e-camarotes-cinturoes-da...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-resistencia-a-mercantilizacao...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-conceitos-por-tras-do-carnav...

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/mudanca-do-garcia-o-bloco-carnavale...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-desfiles-sem-cordas-no-carna...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/carnaval-perde-essencia-para-po...

http://www.lnassif.com.br/blog/luisnassif/os-problemas-dos-camarotes-do-...

http://www.lnassif.com.br/blog/luisnassif/quem-define-o-carnaval-de-salv...

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/a-familia-macedo-guardia-do-carnava...

 

 

 

 

 
 
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Dulce (Madame X)

AS DUAS iniciaram suas carreiras em BLOCOS COM CORDAS, frequentados pela CLASSE MÉDIA de Salvador.

Hoje, são duas empresárias do carnaval. NÃO DA CULTURA BAIANA.

 
 
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Manoel Teixeira

Sempre pulei carnaval em Salvador e nunca paguei um centavo.

Que é necessário reduzir os blocos pagos, é verdade, mas vamos combinar que o carnaval também é um negócio, e os blocos geram emprego e renda para muita gente.

Simplificar as coisas não é a solução.

 
 

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