Semana da C&T atinge 600 cidades, segundo MCT
A 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) terminou oficialmente no domingo (23/10) e, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), ocorreram mais de 13 mil atividades em pelo menos 600 municípios, por todo o Brasil. O tema escolhido este ano foi ‘Mudanças climáticas, desastres ambientais e prevenção de riscos’.
O diretor do Departamento de Popularização e Difusão de C&T da Secretaria de C&T para Inclusão Social, órgão do MCT responsável pela coordenação geral da semana, Ildeu de Castro Moreira, explicou que o governo investiu cerca R$ 5 milhões no evento. Ele reconheceu que os recursos são escassos, mas destacou que as atividades da semana receberam contrapartidas de secretarias regionais de C&T em estados e municípios, além de contribuições do trabalho voluntário de muitas instituições de ensino e pesquisa.
A SNCT foi criada por decreto presidencial em junho de 2004, e estabelece sua comemoração no mês de outubro de cada ano. O objetivo é popularizar no país a valorização da ciência e tecnologia. Moreira explicou que outros países utilizam esse mecanismo. “A semana nacional de ciência e tecnologia da França, que acabou recentemente, contou com 2.500 atividades, a da Espanha, com cerca de 2.300, e na Austrália foram 1.000”, apontou.
O número de eventos organizados – cerca de 13 mil – foi baseado, segundo Moreira, no cadastro de instituições de ensino e pesquisa feito no site oficial do evento (semanact.mct.gov.b). Essas entidades não recebem recursos do governo pela realização das atividades da semana. Moreira explicou que os R$ 5 milhões do MCT são utilizados, na verdade, para a divulgação e reprodução de cartilhas e vídeos sobre o tema escolhido para o ano que são, por sua vez, distribuídos nas secretarias regionais de ciência e tecnologia, sejam municipais ou estaduais.
Para o porta-voz do MCT, os estados que mais se destacaram neste ano, em números de atividades, foram Amazonas, com pelo menos uma atividade de C&T em cada município, Minas Gerais, com participação de quase cem cidades do interior, e Rio de Janeiro, com pelo menos 80 municípios realizando atividades de popularização de ciência e tecnologia. No estado de São Paulo, “por razões operacionais”, muitas das ações vão ocorrer nos dias 4, 5 e 6 de novembro.
O diretor da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Celso Cunha, contou que durante a realização da semana o número de visitantes saltou de 5 mil para 7 mil na semana. A instituição fez parcerias com diversas organizações para promover o evento, como Cedai (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), Eletronuclear, Defesa Civil e Secretaria do Meio Ambiente.
“Fizemos uma parceria com Edmilson Santini [coordelista] para uma atividade de ciência em cordel, e temos uma parceria com a PUC-Rio para experimentos em robótica”, completou Cunha.
Moreira, do MCT, destaca que os temas apoiados da semana da ciência e tecnologia são bem abrangentes e não englobam apenas as ciências física, química e da biologia como também as sociais.
Uma das cidades que se destacaram na semana, apontada por ele, é Uberlândia, em Minas Gerais. O professor Márcio Augusto Schmidt, que coordenou as atividades da semana de C&T do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, campus Uberlândia, explicou que a instituição tem cursos profissionalizantes e de educação superior, com um foco maior na área agrícola.
Alunos ficam em 1º lugar na categoria "Reprodução do conhecimento", com o projeto de embriologia de aves domésticas.
Fonte: IFTM
Foram realizados três tipos de ações durante a semana, uma delas foi o simpósios de iniciação científica. “Temos uma fazenda onde os alunos apresentaram pesquisas agropecuárias, testes com defensivos, de qualidade da água, germinação de plantas, legumes, ração animal, adubo mineral. Ou seja, uma série de pesquisas voltadas ao tema”. Outra atividade foi a feira de ciências com prêmio em dinheiro para os dois grupos vencedores. “O valor do prêmio foi tirado da taxa de inscrição dos grupos, no valor de R$ 4 reais por aluno”.
A terceira proposta da semana foram 23 palestras ministradas por professores e entidades privadas para os estudantes, com temas que foram desde a colocação profissional à ciência e tecnologia voltada para o uso dos solos em agronomia.
