Dia Mundial da Água: o risco do desabastecimento
Na data em que se comemora o dia mundial da água, um levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que apesar de deter o maior potencial hídrico do mundo, o Brasil tem importantes desafios com relação ao abastecimento nos próximos anos. De acordo com o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, 55% dos 5.565 municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, sendo que, deste total, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16%, de novos mananciais.
O estudo aponta como prioridades obras nos mananciais e nos sistemas de produção e estima que seja necessário um investimento de R$ 22 bilhões para evitar a escassez de água – capaz de atingir 72% da população até 2015. Se concluídas nesse em quatro anos, as obras podem garantir o abastecimento até 2025.
O atlas alerta que as regiões Norte e Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas de produção de água. Menos de 14% da população urbana do Norte é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, o percentual é de 18%, sendo que a região ainda concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas.
Do total de recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), enquanto 49% (R$ 10,9 bilhões) são destinados à ampliação de sistemas de produção de água existentes para 2.356 sedes urbanas.
Com relação aos aglomerados urbanos - incluindo as capitais e regiões com população superior a 1 milhão de habitantes - quase todos necessitam de investimentos de ampliação da oferta de água. O atlas prevê que sejam suficientes R$ 9,6 bilhões para essas regiões, que representam 43% do total para o país. Esse investimento deverá beneficiar 256 sedes municipais.
Segundo o levantamento, essas as regiões metropolitanas precisam buscar mananciais cada vez mais distantes. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, contemplando as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.
*Com informações da Agência Nacional de Águas

E há quem ainda não acredite nisso. Há muito desperdício.
Só quem nunca passou não por racionamento, mas falta d'água mesmo sabe
o que é ficar sem água.