Corrupção é só parte do desperdício público
País não investe o suficiente na qualidade dos gastos feitos com compras e serviços. Com isso pode estar jogando no ralo 50%, ou mais, dos recursos que são mal aplicados – a outra metade que se esvai, continuaria por conta da corrupção.
Durante o 20º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre a Reforma do Estado, realizada em São Paulo, o diretor da Escola de Administração Fazendária (ESAF), Alexandre Motta, explicou que a ineficiência no uso de recursos corresponderia a cerca de metade do dinheiro das contas públicas que simplesmente vai para o ralo, se baseando em estudo de três pesquisadores italianos (Bandieira, Prat e Valletti), publicado, em 2009, na revista American Economic Review.
Eles dividem os desperdícios do governo italiano em dois: o ativo, a partir da corrupção; e o passivo, a partir da ineficiência no controle e aplicação do dinheiro, por exemplo, em compras mal efetuadas, pagamentos de serviços desorganizados, investimentos em obras problemáticas, etc.
“Um dos resultados que descobriram nesse estudo foi que 83% do desperdício italiano é passivo”. Nessa linha, Motta provoca que se o Brasil fosse três vezes mais corrupto que os italianos, o peso do desperdício da ineficiência nas contas públicas representaria 50% do total que some.
E qual é o peso disso em termos práticos? De 18 bilhões de reais. Levando em consideração que o PIB é de R$ 1,3 trilhão, metade disso é rolagem de dívida, o restante é gasto com os demais serviços, a exemplo de previdência, repasses para os estados, etc. “Sobram cerca de 200 bilhões para o governo aplicar e pelo menos metade disso vira compras públicas. Nesse ponto R$ 70 bilhões seriam a estimativa de desperdícios, 25% via corrupção, 25% via ineficiência”.
O pesquisador deixa claro que o combate a corrupção continua sendo de extrema importância, sem deixar de destacar que o país não investe o suficiente em gestão da qualidade de gastos.
“Quando olhamos para a estrutura do governo temos Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, parte substancial do Ministério Público e parte substancial da Polícia federal atacando a corrupção. E nós precisamos, além disso, ter uma elite que se concentre na discussão dos desperdícios pela falta de eficiência”.
Ex-subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento, Motta aponta que não é mais possível melhorar a arrecadação tributária ampliando o número de contribuintes ou o valor das taxações.
“Efetivamente, estamos chegando no limite da capacidade de arrecadação. A única alternativa concreta para o poder público continuar ampliando oferta e melhoria de serviços à população é na qualidade dos seus gastos, ou gastando com eficiência”, em outras palavras fazer mais com o que se tem.
Para tanto, propôs como fio condutor nas dependências gerenciais públicas a discussão da melhoria da qualidade de gastos levando em consideração os pontos planejamento, orçamento, sistema de custos e aquisição de suprimentos. “Basicamente, é nessas quatro dimensões que temos que atuar do ponto de vista da qualificação de pessoal”, coloca.
Desse ponto Motta reconhece dois desafios, um é a pouca discussão sobre a qualidade de gastos no governo – alguns departamentos têm discussões mais avançadas outros nem discutem direito. A outra dificuldade, portanto, é a integração de conhecimento e troca de procedimento entre todos os agentes públicos.
O controle de gastos públicos é a área onde o Brasil mais avançou, assegura, graças ao desenvolvimento, há três anos, do Sistema de Informação de Custos do Governo Federal, desencadeada pelo ex-ministro Nelson Mota, quando ainda secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Compatriótas leitores, a corrupção que corrói o Estado brasileiro é epidêmica. Brasileiros pagam alto para serem cidadãos em incontáveis cascatas de impostos, bi-tributações de produtos e serviços nas mais diversas cadeias de produção pagas ao Estado mascaradas por leis que são eficientíssimas quando o assunto é 'arrecadar impostos'. Nenhum outro cidadão de qualquer país do planeta Terra sustenta um Estado tão caro e ao mesmo tempo tão ineficiente e omisso como o Estado brasileiro. Não temos serviços, mas sim deserviços. A começar pela ampla politicagem profissional banabóia espalhada pelo Brasil que administra a coisa pública - se é que sabem o que significa 'administrar' - como se fosse uma pequena empresa familiar suscetível a mandos e desmandos geralmente na figura do patriarca despótico e que elegemos em verdadeiros négócios que são as eleições brasileiras. Nada contra o negócio e as atividades comercias lícitas - tributadas com cautela -, mas em países sérios onde eleição é negócio também - a exemplo dos Estados Unidos -, o fim é mais importante que o meio, ou seja, o que interessa de fato é a Nação e não o político. Aqui o jogo é inverso e os favores falam mais alto há 511 anos.
Nossos impostos sustentam instituíções ineficazes que deveriam imparcialmente fazer o cumprimento da Lei a bem do país. A qualquer custo. O corporativismo latente, porém, privilegia alguns suspostos dígnos cidadãos e dá à tapa, literalmente, a imagem do povo brasileiro perante o mundo, supostamente pacato e pacífico. A democracia brasileira é problemática em si própria por que é infantile os governantes acham que em democrácia 'vale tudo'. O pacato povo brasileiro, porém, é algo fabricado pela indústria da informação na variável 'produto de qualidade duvidosa'. O Brasil é um dos países - senão o primeiro - onde mais há crimes com arma de fogo e armas brancas no mundo. Se apenas nas capitais for divulgado a bom tom se verá que há uma média de 150 assassinatos por dia no Brasil, fora o interior infindável do país que no mínimo, dobra a soma! E então, onde está o pacato povo pacífico com tanta violência gratuíta e mortes cruéis? - Essa sociedade não existe porque a má distribuição de riquezas faz qualquer país menos violento que o Brasil.
Extremamente consumista e 'lincado' ao modo americano de viver devido à total desvalorização das coisas e costumes nacionais brasileiros, o povo brasileiro sofre de confusão de identidade pois há muitos países e costumes - extrangeiros inclusive - dentro de uma mesma sociedade. Não, não somos pacatos, somos induzidos a nos vermos asssim pela propaganda débil da grande imprensa e que só favorece a corrupção epidêmica no pior lugar onde pode existir num país, em suas Intituíções Públicas! Observa-se que sempre há e sobra dinheiro para a corrupção, dinheiro do erário, da poupança e do povo do Brasil e o mesmo dinheiro falta quando o assunto, entre outros, é organizar a Saúde Pública no Brasil. O SUS é ineficaz por que é visto como um fardo pesado à carregar pelo Estado na figura dos governos. A gestão do SUS é política e a política no Brasil é péssima, quase inqualificável com poucas - poucas mesmas - excessões na figura de seus operadores por isso o SUS é a aberração administrativa Pública em evidência. Não há estadistas na política do país. Não há. A multiplicação de partidos políticos é outra anomalia brasileira. Fossem dois ou três, mas interessados em projeto de Nação ao Brasil como a China - ainda que ditadura - está construíndo - teriámos um começo. Projetos há, mas de partidos! Por isso em 2011 apareceu mais um para engordar o bolo da incompetência a abocanhar recursos da poupança nacional com supostos bons projetos ao país.
A fase que o mundo contemporãneo está passando deveria ser objeto de cuidados e Inteligência de Estado por parte do Brasil. Os países do mundo - admitam ou não - estão voltando à armar-se e o Brasil há décadas patina em tecnologias próprias de Defesa e uma indústria bélica nacional brasileira. O Brasil é o país mais cobiçado do mundo por infinitos motivos de conhecimento público e popular que dispensam comentários e é ao mesmo tempo um Elefante Branco em termos de Defesa. Não duvidemos, absolutamente, não ocupamos cadeira permanente de Estado no Conselho de Segurança da ONU devido às trapalhadas e interesses pequenos internos de sucessivos governos brasileiros. O Brasil tornou-se frágil e praticamente isolado num mundo cada vez mais pressionado por recursos naturais de qualquer natureza. Não há soberania garantida aos brasileiros frente aos países que mais podem ser hostis com o Brasil, Estados Unidos, Rússia e China. Não há soberania! No máximo é garantida frente ao Paraguai, Bolívia, Gana, México... Em uma guerra entre Naçãoes somos alvos fáceis de países como Inglaterra, França, Paquistão, India, Coréia do Norte, Israel - e até o próprio Irã. Todos incendeim o Brasil se quiserem. Não temos poder de fogo para garantir Soberania e nem tampouco armamento em quantidade e nível adequado daqueles países para garantir a Soberania. Grandes países do mundo para não serem elefantes brancos, devem, como possuir indústrias nacionais estratégicas e estão faltando aqui. Temos inúmeras Universidades de centros de pesquisa no Brasil que carecem de recusros e fomento do Estado para pesquisar em alto nível. A agência espacial brasileira é piegas frente à mesma agência da Rússia, dos Estados Unidos e agora, também, à da China. Não teremos Defesa de fato se o Brasil não construir seu próprio modelo de 'GPS' pois em caso de guerra entre Nações os americanos limtam a informação que os países recebem - nunca seremos potência. Países potências se fecham, investem em indústria e pesquisa. China e Rússia estão construíndo os seus 'GPSs' A necessidade de termos de melhorar nossa política, nossas instituíções, nossa Justiça e Leis é uma mudança de comportamento que deve vir de cima, de Brasília. É impossível o Brasil deste tamanho ter sua econômia até hoje menor que a do Japão, e Alemanha. Quem conduz o país está errando feio na gestão há décadas. O pensamento sociológico brasileiro pode ser outro, pode ser mais inteligente e enxuto. Deve ser pois disso depende a própria sobrevivência da Nação.
Pois é... realizei pesquisa ano passado (2011) sobre o tema com foco em DESPERDÍCIO & SUSTENTABILIDADE.
Realmente impressiona o que se "queima de dinheiro" e isso atinge tanto as empresas públicas quanto privadas.
Faz-se mister adotarmos ferramentas simples que possam eliminar esse "buraco negro do desperdício", que é um dos focos em que atuo.
Para saber mais sobre o tema e como agir de imediato, acesse:
http://ricomader.blogspot.com/2011/10/desperdicio-e-sustentabilidade-com...
Corrupção é só parte do desperdício público.
...R$ 70 bilhões seriam a estimativa de desperdícios, 25% via corrupção, 25% via ineficiência”...
Comentário: se tomarmos os 25% da ineficiência, teremos "apenas" R$ 35 bilhões .... algo como R$ 4 milhões por hora por ano!!!
Isso no foco Público... já imaginou isso na sua empresa?
Por isso desenvolvi trabalho que busca o "ZERO DESPERDÍCIO" para que faça valer cada centavo investido / pago de imposto:Acesse e saiba mais em: http://ricomader.blogspot.com/2011/10/desperdicio-e-sustentabilidade-como.html
Rico Mäder www.ricomader.blogspot.com www.synerhgon.com.br skype: hvmader SMS_Móvel: 55.11.9613.8185 _ pronto para lhe ajudar, sempre! _