A imagem de Nossa Senhora em uma tora de madeira

Sugerido por Marcia

Do Uol

Imagem 9/51: Uma imagem semelhante à de Nossa Senhora Aparecida em uma tora de madeira chamou a atenção dos moradores do município de Jaquirana, cidade de cerca de 4.000 habitantes localizada no Rio Grande do Sul. A tora desembarcou na cidade em um carregamento. Após notarem a marca que se assemelha à padroeira do Brasil, fiéis colocaram o pedaço de madeira em um altar na igreja São Sebastião, em frente à praça da cidade. A foto acima, feita no dia 23 de julho, foi divulgada nesta segunda-feira (29)  Leia mais »

Reformas podem colocar em perigo vida do papa, diz Teólogo

Sugerido por Webster Franklin

Da Carta Maior

Opção por reformas poria em perigo a vida do Papa

Essa avaliação é do teólogo e filósofo Fermino Luís dos Santos Neto, um atento observador dos rumos da Igreja. Segundo ele, ameaças vêm da máfia internacional, que atua na máquina do Vaticano para lavar dinheiro da corrupção e do contrabando.

Por Dermi Azevedo

Essa avaliação é do teólogo e filósofo Fermino Luís dos Santos Neto, um atento observador dos rumos da Igreja. Em entrevista à Carta Maior, ele, que é graduado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas/SP, afirmou que essas ameaças explicam os seguidos pedidos de oração feitos pelo papa em vários momentos de sua visita ao Brasil. Leia mais »

A visão dos religiosos sobre os declarações do papa

Do Estadão

Religiosos analisam declarações de Francisco sobre mudanças na Igreja

Com visões distintas, José Oscar Beozzo e Francisco Borba Ribeiro Neto respondem a 5 questões do 'Estado'

Marcelo Godoy

Depois de entrevistas e declarações marcantes do papa Francisco nos últimos dias da Jornada Mundial da Juventude, o Estado convidou dois religiosos para discutir alguns dos pontos aboradados pelo pontífice. Com visões diferentes, o teólogo e historiador progressista, José Oscar Beozzo, e Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, ligado ao movimento Comunhão e Libertação, respondem a cinco questões relacionadas às mudanças propostas pelo pontífice.

1- É possível dizer para onde vai o papa Francisco e a Igreja?

Beozzo: Ele disse que a Igreja deve ir em direção aos pobres, aos que sofrem, aos excluídos, sair da acomodação e ser uma igreja missionária, reformando-se internamente e tornando-se presença positiva no mundo nas questões que afligem a humanidade: a fome, a crise ambiental, as guerras e a paz, os refugiados e migrantes. Pessoalmente ele busca viver modestamente e de maneira pobre. Pediu o mesmo aos cardeais, bispos e padres. Leia mais »

Francisco: o nascimento de um estadista

Autor: 

Coluna Econômica

O Rio de Janeiro assistiu o nascimento de um estadista, o Papa Francisco. Foi inesquecível sua atuação na Jornada Mundial da Juventude. Poucas vezes um estadista conseguiu ser tão preciso nos discursos, redesenhando um organismo milenar como a Igreja Católica através da identificação das ideias básicas a nortear o novo rumo.

Não ousou investir contra alguns dogmas, ainda que anacrônicos - como o celibato ou a condenação das relações homossexuais. Mas verbalizou a volta da tolerância ao se indagar: "Se um gay busca Deus, quem sou eu para julgar?".

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Mais que isso.

No período em que o mundo conviveu com o maior processo de inclusão da história - das grandes massas miseráveis nos países do terceiro mundo - a Igreja se afastou dos pobres. Na era das quebras de tabu, da condenação a toda forma de preconceito, a Igreja se esmerou na condenação moral para fora e no acobertamento para dentro.

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O Papa foi preciso ao identificar nas massas pobres e na juventude a seiva do revigoramento da Igreja. E no enclausuramento da Cúria, no Vaticano, seu maior problema.

Há muito tempo a vocação religiosa deixou de atrair os melhores quadros. A maneira de enfrentar a contemporaneidade dos movimentos evangélicos foi estimular os padres-show, atuando na mesma piscina rasa dos pastores. Ao propor a volta do espírito da catequese, em contraposição à banalização da vida moderna e ao consumismo e busca de status que caracterizam os tempos atuais. Leia mais »

Francisco propõe erradicação da pobreza, mas mídia omite

Por carlos do maranhão

Em discurso que pouco repercutiu junto à mídia, talvez abafado pela  entrevista coletiva ao "Fantástico", o Papa Francisco disse que " futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir".

A referência foi feita durante o encontro com a sociedade civil no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na manhã de sábado. No pronunciamento Francisco disse que "Todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade, em uma Nação, são chamados a enfrentar o futuro "com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade", como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima ["Nosso tempo", in: A vida sobrenatural e o mundo moderno (Rio de Janeiro 1956), 106].

As questões relativas  humanização da economia e da erradicação da pobreza foram abordados no segundo dos três aspectos desse "olhar calmo, sereno e sábio": " Queria considerar três aspectos deste olhar calmo, sereno e sábio: primeiro, a originalidade de uma tradição cultural; segundo, a responsabilidade solidária para construir o futuro; e terceiro, o diálogo construtivo para encarar o presente". Leia mais »

A visita do Papa ao Brasil pelo The Guardian

Por Andre Araujo

A VIAGEM TRIUNFAL DO PAPA - Esta é a expressão do mais importante jornal britanico The Guardian sobre a Jornada Mundial da Juventude no Rio, após a missa em Copacabana com estimados 3 milhões de pessoas. The Guardian assinala que o Papa conseguiu um triunfo em sua primeira viagem internacional e diz que fontes do Vaticano se surpreenderam com a excepcional acolhida do Papa no Brasil. A matéria é bastante longa, com muitas fotografias e videos, e reporta o evento de forma muito positiva, ressalvando todavia graves problemas de organização, o que será a tonica da imprensa mundial amanhã.

Do The Guardian

Pope Francis's final mass in Brazil 'attended by 3m'

Pontiff wraps up first overseas trip as head of Catholic church with address to worshippers on Copacabana beach in Rio

Jonathan Watts in Rio de Janeiro

Pope Francis wrapped up a triumphant first overseas trip as pontiff with a Sunday mass on Copacabana beach attended by three million worshippers, according to Rio authorities' estimates.

In the evangelical, simple and radical style that has characterised his week-long visit to Brazil, Francis made an appeal to pilgrims to return to their home countries and revitalise the Catholic church. Leia mais »

Papa ataca abuso de poder na Igreja e pede reforma

Do Estadão

Em discurso duro, papa critica bispos e pede reforma da Igreja

Em encontro com o Celam, Francisco atacou o abuso de poder na Igreja, a mentalidade de 'príncipes' entre os cardeais, o carreirismo e a distância imposta pelos bispos aos fiéis

Jamil Chade

RIO - O papa Francisco fez neste domingo uma autocrítica antes de deixar o Brasil: a Igreja está "atrasada" e mantém "estruturas caducas". Para ele, chegou o momento de a instituição entender que precisa se modernizar e deixar de viver de tradições ou de vender esperanças para o futuro. Em seus improvisos, porém, deixou claro que é preciso mudar sem perder dogmas nem valores.

A ocasião escolhida para apresentar seu "programa de governo" para a Igreja – baseado no documento de 2007 da Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida – foi a reunião que manteve com os cardeais, ontem à tarde no Rio. Francisco fez um ataque ao abuso de poder na Igreja, à mentalidade de "príncipes" entre os cardeais, à inclusão de ideologias sociais no Evangelho – tanto marxistas quanto liberais – e uma denúncia frontal contra o carreirismo e contra a distância imposta pelos bispos aos fiéis. Leia mais »

A entrevista do papa Francisco ao Fantástico

Do G1

Fantástico exibe entrevista exclusiva com Papa Francisco

Pontífice conversou sobre temas difíceis com o repórter Gerson Camarotti.

O Fantástico deste domingo (28) exibe entrevista exclusiva com o Papa Francisco, a primeira a um jornalista desde sua eleição. Na sua visita ao Brasil, o sumo pontífice encontrou tempo na agenda para receber o repórter Gerson Camarotti, da GloboNews, para uma conversa franca.

Na entrevista, o papa abordou assuntos difíceis, como os escândalos no Vaticanoe os desafios da Igreja Católica para atrair fiéis. Comentou também a acolhida que teve no Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, e deu lições de humildade, solidariedade e humanidade.

Francisco também explicou a atitude que toma em relação a sua segurança.

“Eu não sinto medo. Sei que ninguém morre de véspera. Quando acontecer, o que Deus permitir, será. Eu não poderia vir ver este povo, que tem um coração tão grande, detrás de  uma caixa de vidro. As duas seguranças (do Vaticano e do Brasil) trabalharam muito bem. Mas ambas sabem que sou um indisciplinado nesse aspecto.” Leia mais »

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Desmond Tutu não acredita que Deus odeie os homossexuais

Por Marcia

Da Agência EFE

Prêmio Nobel Desmond Tutu não acredita que Deus odeie os homossexuais

Johanesburgo, 26 jul (EFE).- O arcebispo emérito da Cidade do Cabo na África do Sul e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu disse nesta sexta-feira que não acredita que Deus odeie os homossexuais, e comparou a homofobia com o racismo.

"A muitos de nós causa angústia imaginar que Deus pode criar alguém e dizer: 'Te odeio. Te odeio por como te fiz", disse o líder religioso anglicano na Cidade do Cabo, durante a apresentação de uma campanha da ONU pela igualdade das minorias sexuais. Leia mais »

O papa e a descriminalização das drogas

Por Almeida

Papa critica proposta de descriminalização das drogas

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Papa reconhece incoerências da Igreja

Do Estadão

Papa admite incoerência da Igreja e costura apoio para reforma na Cúria

Aos que deixaram o catolicismo, pediu que voltem a Cristo; 'Jesus se une a tantos jovens que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus', disse

Jamil Chade - Enviado Especial

RIO - O papa Francisco reconheceu pela primeira vez em público as "incoerências" da Igreja e, em plena Jornada Mundial da Juventude, costura politicamente sua reforma da Cúria - que será iniciada assim que retornar a Roma.

Durante a via-crúcis realizada na sexta-feira, 26, na Praia de Copacabana, o pontífice fez um mea-culpa, diante de uma Igreja que ele assumiu. Em um recado a todos que estão insatisfeitos com as instituições católicas, pede que voltem a colocar Cristo no centro de suas vidas. "Jesus se une a tantos jovens que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho", declarou o papa.

Em pouco mais de quatro meses de pontificado, Francisco tem evitado temas como os escândalos sexuais da Igreja. Mas sabe que os problemas afetaram de forma profunda a imagem e a credibilidade do Vaticano. Parte deles vem justamente de dezenas de padres e bispos que, por anos, abafaram escândalos em comunidades, enquanto a Santa Sé fez vista grossa. Leia mais »

Papa tem desafio de reter fiéis na América Latina

Da Reuters

Apesar da recepção calorosa, papa enfrenta desafios na América Latina

Por Anthony Boadle e Philip Pullella

RIO DE JANEIRO, 26 Jul (Reuters) - O papa Francisco teve uma recepção de astro no Brasil na primeira viagem de volta ao continente natal desde que assumiu o pontificado, mas a grande pergunta é se a visita poderá interromper a sangria da Igreja Católica na América Latina.

O primeiro papa latino-americano está claramente apreciando o entusiasmo popular, num momento em que a Igreja tenta reter fiéis numa região que já foi seu reduto inquestionável.

Nesta sexta-feira, ele assumiu as funções de um simples padre e escutou confissões de jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Depois, mostrou novamente seu toque pessoal ao almoçar com jovens e se reunir com menores infratores.

Até 1 milhão de pessoas foram à praia de Copacabana na quinta-feira para vê-lo, e um número ainda maior é esperado nos eventos de sexta à noite, sábado e domingo, também na orla. Leia mais »

O proselitismo religioso na mídia brasileira

Sugerido por Edsonmarcon

Da Carta Capital

Mídia e religião: muito além da cobertura da visita do Papa

Proselitismo religioso na TV é algo marcante não apenas esta semana, mas uma tendência histórica da mídia brasileira, que desrespeita a diversidade de credos e afronta a laicidade do Estado. 

Intervozes

Desde o desembarque do maior líder da Igreja Católica em solo brasileiro, na última segunda-feira (22), as principais emissoras de televisão aberta do país têm dedicado grande parte das suas programações a conteúdos sobre cada passo do Papa Francisco. Pela tela das TVs, o Brasil parece ter parado, e nada que não tenha relação com o cotidiano do argentino Jorge Mario Bergoglio merece destaque nos grandes meios. Os telejornais praticamente se transformaram em extensões da assessoria de imprensa do Vaticano; os programas de variedade e entretenimento resumem-se ao papel de retratar hábitos e curiosidades da passagem do primeiro papa latino-americano pelo Brasil. Enfim, uma série de informações desprovidas de senso crítico que abandonam o jornalismo e o interesse público e escancaram uma relação íntima entre mídia e religião no Brasil.

A cobertura da presença do Papa Francisco no Brasil pelas principais emissoras, em si, já é algo preocupante, pois, ao privilegiar e conceder tamanho espaço a um determinado segmento religioso, vai na contramão da laicidade do Estado. Porém, a intimidade entre mídia e religião em nosso país guarda outros aspectos, muitas vezes pouco percebidos e discutidos, que vão muito além das notícias sobre o Papa. Leia mais »

O sentido político e social nos discursos do papa

Da Agência Brasil

Historiadores observam acentuado sentido político e social nos discursos do papa Francisco

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese, disse hoje (25) à Agência Brasil, estar “particularmente surpreso” com os discursos feitos até agora pelo papa Francisco no Rio de Janeiro, onde participa da Jornada Mundial da Juventude, e em Aparecida.

Na análise de Chevitarese, são discursos muito acentuados do ponto de vista social e econômico. “De alguma maneira, nós estamos percebendo uma certa quebra em um ritmo ditado por João Paulo II e por Bento XVI de evitar politizar questões relacionadas à miséria, à pobreza, a um anseio por demais excessivo ao materialismo”.

O professor da UFRJ destacou o tom mais crítico que percebeu no papa Francisco em relação a um sistema capitalista que prioriza o dinheiro e os bens materiais. “Ele tem feito críticas que eu gosto muito de ouvir e que, de alguma maneira, estavam esquecidas. Achei muito interessante isso”. Leia mais »