Azenha: Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais

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 Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais e sugerem Lúcio Flávio Pinto como primeiro beneficiário

publicado em 2 de abril de 2013 às 23:55

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Contribuição para a Crítica da Economia Política

Do Blog Política Nada Imparcial

 

Trecho selecionado do livro “Contribuição para a Crítica da Economia Política” - por Karl Marx

 

Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência

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Lula e o exorcismo que vem aí, por Luiz Carlos Azenha

Por Assis Ribeiro

Lula e o exorcismo que vem aí

Por Luiz Carlos Azenha, no VIOMUNDO

Uma capa recente do Estadão resumiu de forma enxuta os caminhos pelos quais a oposição brasileira pode enveredar para tentar interromper aos 12 anos o domínio da coalizão encabeçada pelo PT no governo federal.

De um lado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeria renovação do discurso do PSDB.

De outro, um novo depoimento de Marcos Valério no qual ele teria citado o nome do ex-presidente Lula:

Valério foi espontaneamente a Brasília em setembro acompanhado de seu advogado Marcelo Leonardo. No novo relato, citou os nomes de Lula e do ex-ministro Antonio Palocci, falou sobre movimentações de dinheiro no exterior e afirmou ter dados sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Curiosamente, no dia seguinte acompanhei de perto uma conversa entre quatro senhores de meia idade em São Paulo, a capital brasileira do antipetismo, na qual um deles argumentou que Fernando Haddad, do PT, foi eleito novo prefeito da cidade por causa do maior programa de compra de votos já havido na República, o Bolsa Família. Provavelmente leitor da Veja, ele também mencionou entrevista “espírita” dada por Marcos Valério à revista, na qual Lula teria sido apontado como chefe e mentor do mensalão.

Isso me pôs a refletir sobre os caminhos expressos naquelas manchetes que dividiram a capa do Estadão.

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A restrição de mulheres em universidades no Irã

Por Gunter Zibell - SP

Irã restringe acesso de mulheres a universidades e gera debate

Do Terra

A decisão de restringir a participação feminina em diversos cursos em universidades do Irã, no momento em que se inicia o novo ano acadêmico, vem provocando uma ampla discussão sobre os direitos das mulheres à educação no país - e o impacto de longo prazo que essas restrições podem ter. Mais de 30 universidades adotaram novas regras excluindo as mulheres de quase 80 diferentes cursos acadêmicos.

As restrições englobam uma desconcertante variedade de cursos, de engenharia, física nuclear e ciência da computação a literatura inglesa, arqueologia e negócios. Nenhuma razão oficial foi dada para a decisão, mas ativistas como a advogada e Nobel da Paz Shirin Ebadi alegam que é parte de uma política deliberada das autoridades iranianas para excluir as mulheres da educação. "O governo iraniano está usando várias iniciativas (...) para restringir o acesso das mulheres à educação, impedi-las de serem ativas na sociedade e mandá-las de volta para casa", disse Ebadi à BBC.

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Dados da ONU sobre Renda e Saúde da população

About this Chart (Sobre o gráfico):

Tradução livre: O mapa-mundo Gapminder foi produzido pela Gapminder em agosto de 2012, com as últimas série de dados disponíveis até 2011. O gráfico compara os países e territórios da ONU (Organizações das Nações Unidas) com mais de um milhão de população, por Renda (poder paridade de compra) e Saúde da população. Leia mais »

Hollywood e a criação de imagem negativa do povo árabe

Por Zuraya

Do Blog ComTextoLivre 

Como Hollywood Vilificou um Povo

 
Documentário que expõe de maneira detalhada como o cinema de Hollywood, desde o início da sua história até os mais recentes blockbusters, mostrou os árabes de forma distorcida e preconceituosa.
O filme tem como apresentador o aclamado autor do livro “Reel Bad Arabs”, Dr. Jack Shaheen, Professor da Universidade de Illinois e estudioso do assunto.Faz uma análise, baseado em uma longa lista de imagens de filmes, de como os árabes são apresentados como beduínos bandidos, mulheres submissas, homens violentos, sheiks sinistros ou idiotas perdulários, ou ainda como terroristas armados e prestes a explodir pessoas e lugares. Uma maneira brilhante de mostrar em uma narrativa bem construída, como as imagens contribuíram e contribuem para formar os estereótipos em torno dos árabes, suas origens e sua cultura.
Para escrever o livro, o autor analisou mais de 900 filmes, o que possibilitou formar esta contra-narrativa, reforçando a necessidade de mostrar a realidade e a riqueza da Cultura e da História Árabes.
O filme foi exibido em diversos festivais nos EUA, Europa e Mundo Árabe e recebeu o apoio do Comite Anti-Discrimição dos Árabes Americanos.
 
 
No Blog do Bourdoukan
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Fiocruz critica estudo da Universidade de Stanford

Por cariry

Do Portal Vermelho

Stanford lança estudo sobre orgânicos; Fiocruz critica

Uma pesquisa recente da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicada no ‘Annals of Internal Medicine’ e noticiada esta semana pelo jornal O Globo, Folha de São Paulo e agências internacionais, equiparou o valor nutricional dos alimentos orgânicos aos cultivados pela agricultura convencional. O resultado causou polêmica entre os especialistas no tema.


Para Marcelo Firpo, pesquisador titular do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP/Fiocruz, a abordagem que a mídia deu sobre o estudo não destacou os benefícios dos orgânicos. “Até os responsáveis pela pesquisa ressaltaram que os orgânicos são vantajosos por conter menos resíduos químicos (quase 5 vezes menos) e estarem até 33% menos expostos a bactérias resistentes a antibióticos”, afirmou Firpo.

Para especialistas, avaliar os produtos orgânicos apenas por seu valor nutricional é um equívoco, pois desconsidera que eles são livres de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos ou sementes transgênicas, prejudiciais à saúde. Prevenir produtos químicos comprovada ou potencialmente perigosos à saúde já é um benefício. “Nossos alimentos estão com muito mais agrotóxicos do que o permitido e várias dessas substâncias já são proibidas em outros países justamente por ser comprovado que elas causam problemas ao sistema reprodutivo, neurológico e ainda podem causar câncer”, explica Alan Tygel, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

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A possibilidade de limpeza étnica na Síria

Por Marco Antonio L.

A Síria pode ser a nova Iugoslávia?

Por José Antonio Lima, na Carta Capital

Nesta semana, em 16 meses de levante contra Bashar al-Assad, li o relato mais perturbador sobre o que o ditador poderia estar planejando na Síria. NoTelegraph, Michael Weiss, do think tank The Henry Jackson Society, cogitou a possibilidade de Assad estar realizando uma limpeza étnica contra sunitas ao longo de um corredor geográfico para criar um lar alawita (sua religião) na costa oeste da Síria. A bizarra possibilidade é reforçada por este mapa que mostra como os maiores massacres cometidos até agora ocorreram justamente no que seria a “fronteira” deste corredor.

Mapa dos massacres na Síria. Imagem: blog Philosophy and Law

Na Foreign Affairs, Katie Paul fez excelente reportagem mostrando que muitosalawitas, inclusive vários que não dão a mínima para o futuro de Assad, estão realmente migrando para e comprando imóveis neste corredor oeste, no qual as principais cidades são Latakia (de onde Assad nasceu) e Tartus (onde a Rússia tem uma base).

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Recuperação dos EUA é miragem perigosa, diz Roubini

Nouriel Roubini: A recuperação econômica dos EUA é uma miragem perigosa

De O Globo

O economista, em artigo no ‘The Guardian’, afirma que a recuperação vai demorar muitos anos para ocorrer devido ao alto nível de endividamento público e privado

RIO — O Dr. Apocalipse ataca de novo. Em meio ao consenso de que os Estados Unidos estão no caminho da recuperação econômica, o economista Nouriel Roubini afirma que esse processo ainda demorará muitos anos para ocorrer, devido ao alto nível de endividamento dos setores público e privado. Até lá, diz ele, os resultados da maior economia do mundo deverão ser sempre abaixo do esperado.

— Mesmo este ano, o consenso foi errado, esperando uma recuperação para crescimento acima da expectativa, mais veloz que 3%. Mas a taxa de crescimento da primeira metade do ano parece se aproximar de 1,5%, abaixo até mesmo do funesto 1,7% de 2011. E agora, depois de entenderem errado a primeira metade de 2012 muitos estão repetindo o conto de fadas de que uma combinação de preços menores de petróleo, vendas de automóveis em alta, preços das casas em recuperação e o ressurgimento da manufatura irão impulsionar o crescimento na segunda metade deste ano e no próximo — afirma o economista, no artigo intitulado “A recuperação econômica dos EUA é uma miragem perigosa”, publicado nesta sexta-feira no jornal britânico “The Guardian”.

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A heterogeneidade da Amazônia

Por Caetano Scannavino

Florestas, Amazônia e Inclusão – Parte II

Parte II - UM RECORTE (NO BOM SENTIDO) DA AMAZÔNIA E O BRASIL

OBS: Este texto é trecho do capitulo Florestas e Inclusão, do livro "Economia Verde e outros Componentes de um Mundo Sustentável", lançado na RIO+20 pela Fundação Konrad Adenauer, da Alemanha. Cliqui AQUI para ler a parte I ou AQUI para acessar o artigo completo.

Não se resolve o ambiental sem oferecer respostas ao social

A Amazônia, com uma superfície de quase 7,8 milhões km²;  ocupa 44% da América do Sul, envolvendo nove países. Abriga um quinto de toda disponibilidade de água doce. Suas extensões florestais representam mais da metade das florestas tropicais úmidas existentes, concentrando grande parte da biodiversidade mundial (Pnuma e Otca, 2008).

Há muitos mitos em relação a Amazônia, como a percepção do público geral de outras regiões de que é uma coisa só ou uma grande mata sem gente. Leia mais »

Florestas, Amazônia e Inclusão – Parte II

Parte II - UM RECORTE (NO BOM SENTIDO) DA AMAZÔNIA E O BRASIL

Não se resolve o ambiental sem oferecer respostas ao social


A Amazônia, com uma superfície de quase 7,8 milhões km²;  ocupa 44% da América do Sul, envolvendo nove países. Abriga um quinto de toda disponibilidade de água doce. Suas extensões florestais representam mais da metade das florestas tropicais úmidas existentes, concentrando grande parte da biodiversidade mundial (Pnuma e Otca, 2008).

Há muitos mitos em relação a Amazônia, como a percepção do público geral de outras regiões de que é uma coisa só ou uma grande mata sem gente.

Ao contrário do que se pensa, é um bioma bastante heterogêneo, cuja diversidade pode ser percebida pelo seu conjunto de formações ambientais - abrigando desde áreas de cerrado e de savana até florestas densas, de planície, de terras altas e inundáveis,  rios de águas barrentas, pretas e azul-esverdeadas – o que contribui para a geração de uma grande variedade de espécies animais e vegetais.

É também uma região de imensa diversidade sociocultural, com 420 povos indígenas, 86 línguas, 650 dialetos e aproximadamente 60 etnias vivendo em situação de isolamento (Pnuma e Otca, 2008; Otca, 2007). A heterogeneidade da natureza amazônica suscitou diversos modos de vida, estratégias de subsistência e tecnologias de manejo dos recursos naturais para cada uma das formações ambientais da região - fruto das interações humanas milenares - constituindo uma enciclopédia de conhecimentos tradicionais.

Há ainda os diferentes processos de colonização iniciados pelos países europeus no século XVI (Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Holanda) e continuados pelas nações depois independentes (Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Peru e as Guianas), com  distintas políticas, formas de ocupação e fluxos migratórios ocorridos em cada uma delas. 

Uma região antes de tudo habitada, com uma população de 34,1 milhões de pessoas – desde indígenas sem contato até industriais, comerciários, fazendeiros, acadêmicos e profissionais liberais - cerca de 65% vivendo nas cidades (Ara, 2011).

Enfim, um bioma complexo e megadiverso em todos os aspectos. Diante disso tudo, não se pode afirmar que haja uma solução única para Amazônia. O desafio pelo desenvolvimento sustentável da região deve levar em conta suas diferentes realidades locais - sobretudo com a ativa participação dos seus habitantes - para a partir do seu conjunto traçar diretrizes, políticas e estratégias mais amplas.

Apesar das várias Amazônias, há um elemento comum à todas as nações integradas pelo seu território: um processo de ocupação predatória, que historicamente mais extraiu do que trouxe riquezas para região, com grande impacto ambiental associado e enormes contradições sociais.  Leia mais »

NOVO CÓDIGO, VELHO DESENVOLVIMENTO

O meio ambiente não é nem deve ser exclusividade dos ambientalistas ou Ongs, que também não desejam isso. O fato é que todos pedem #VetaDilma: empresários, advogados, redes sociais, o relator do Código Florestal, este que escreve e quase 80% da população brasileira, segundo as pesquisas de opinião.

Uma razão a mais para que esta discussão não seja vista ou reduzida a um mero embate entre ambientalistas e ruralistas. Enxergar todos os ecologistas como travas do desenvolvimento ou todos os agricultores como inimigos da natureza só ajuda a ofuscar o debate do mérito do que poderia vir a ser uma nova legislação florestal para o país. Em outras palavras, a oportunidade que se tem para pensar as escolhas do Brasil que queremos nesse século 21.

Sem as florestas e seus serviços ecossistêmicos, não tem agricultura. A Amazônia, por exemplo, evapora diariamente 20 bilhões de toneladas de água doce, que seguem regiões afora na forma de rios voadores, tornando férteis as terras do sul do país e de outras nações. Leia mais »

Aumenta visibilidade da Frente de Esquerda francesa

Por Marco Antonio L.


“Front de Gauche”, França: Reinventar a esquerda


Da Al Jazeera (tradução: Vila Vudu)


Paris, França – A candidatura de Jean-Luc Mélenchon à presidência na França, embora não tenha sido vitoriosa, deu à Front de Gauche [Frente de Esquerda], aliança de partidos de extrema esquerda, massiva visibilidade na França.


O candidato da Front de Gauche recebeu menos votos que os esperados, depois de pesquisas que indicavam que poderia ter 16-17% dos votos.


Apesar de a coalizão de esquerda tem obtido 11,1%, o que a pôs em 4º lugar entre dez candidatos, a extrema-esquerda reafirmou-se e voltou a ter espaço na discussão política no país.


Yasmine Ryan (YR), da rede Al Jazeera, entrevistou Raquel Garrido (RG), da Frente de Esquerda francesa, aliada há muito tempo de Mélenchon. Como Mélenchon, Garrido também deixou o Partido Socialista no final de 2008, para engajar-se no novo movimento.


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Florestas, Amazônia e Inclusão – Parte I

Parte I - OU MUDAMOS JÁ O JEITO DE VIVER OU O JEITO QUE VIVEMOS VAI MUDAR

“Sou filho dos antigos Yanomâmis, habito a floresta onde vivia o meu povo desde que nasci e eu não digo a todos os brancos que a descobri! Ela sempre esteve ali, antes de mim. Eu não digo: ‘Eu descobri esta terra porque meus olhos caíram sobre ela, portanto eu a possuo! Ela existe desde sempre, antes de mim. Eu não digo: ‘Eu descobri o céu!’. Também não clamo: ‘Eu descobri os peixes, eu descobri a caça!’. Eles sempre estiveram lá, desde os primeiros tempos. Digo simplesmente que eles são parte da vida, assim como eu. Isso é tudo.”  -  Davi Kopenawa Yanomami (Psa, 2006: p.03)

A sociedade dita civilizada deveria ouvir e aprender mais com os povos da floresta, muitas vezes considerados os primitivos. Como nos ensina Davi Kopenawa, líder dos Yanomamis, etnia indígena da Amazônia, as florestas podem até existir sem a gente, mas nós não podemos existir sem ela, que não nos pertence, nós que pertencemos a ela. Se a vida é a maior riqueza que o nosso Planeta nos proporciona, temos que respeitá-lo assim como as árvores, os animais e as gerações que ainda estão por vir.

Davi Yanomami relata que quando os índios estão a caminho de um ponto de destino prospectando uma área desconhecida, eles o circundam seguindo uma rota na forma de espiral para que, quando alcançado, já tenham domínio de tudo que está em sua volta e, aí sim, interagir de forma mais harmônica com o entorno. Já os brancos, com todo aparato tecnológico, seguem em linha reta direto ao ponto e quando o alcançam, aí então vão ver o que destruíram no caminho.

Algum dia no passado todos eram povos da floresta. Hoje, em um mundo com 7 bilhões de seres humanos – mais da metade vivendo em cidades – muitos esqueceram ou nunca tiveram contato com suas origens. Esta estratégia de ir direto ao ponto já consumiu boa parte das riquezas naturais da mãe Terra, que conta hoje apenas com 31% de áreas florestadas (Fao, 2010). Leia mais »