Resposta à matéria suspeita de Veja

Por Jair Fonseca

Carta da Associação Brasileira de Agroecologia - ABA - à Veja, sobre recente defesa dos agrotóxicos feita pela revista, em forma de matéria jornalística.

Da Associação Brasileira de Agroecologia

Prezado Diretor de Redação,

Referentemente à matéria de Veja, da edição de 04 de janeiro/2012, sobre o tema dos agrotóxicos, chamou-nos primeiramente a atenção o tratamento parcial e tendencioso dado ao assunto, uma vez que se trata de um tema controverso, mesmo nos meios científicos, e que recebeu apenas o veredito de profissionais com legitimidade e isenção questionáveis, considerando que é possível que alguns representem, eles próprios, um comprometimento com a indústria de agrotóxicos, a qual é, obviamente, parte interessada na venda desses produtos. Segundo, soa como prepotente, para dizer o mínimo, a Revista tentar apresentar-se como dona da verdade em um tema sensível e controverso como esse. Por uma questão de imparcialidade e ética, o que se esperaria é que a matéria desse também amplo espaço para o contraditório.

Direitos Humanos e a cavilosidade de Cláudio Humberto

Autor: 

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

Foi-se o tempo em que certos jornalistas, por meio de uma imperceptível parcialidade diante dos fatos, seduziam legiões de incautos. Eles - os certos jornalistas - perderam o poder de "convencer" os leitores das falácias e cavilosidades jornalísticas.

É sabido que a presença de tais "entes" é maciça nas grandes corporações midiático-golpistas que tentam, por razões não mais obscuras, desestabilizar um governo eleito democraticamente. Esse processo de desestabiização e desgaste, com factoides e tais e quais, deu-se mais intensamente no governo Lula e finca raízes no governo Dilma.

Editoriais: Quem levará o "Panfletão do Ano"?

Autor: 

 

Ler editoriais era para poucos. Mas, há até alguns anos, os apreciadores de editorais, mesmo que não concordassem com a opinião do veículo, tinham pelo menos o prazer de se deparar com um vocabulário mais rico, um estilo mais refinado, uma argumentação mais precisa. Os grandes jornais brasileiros se diferenciavam dos panfletos partidários, de associações, de facções seja do que for, pelo primor estilístico.

Hoje, para citar apenas três jornalões, Estadão e Globo principalmente, e por vezes a Folha, não fazem questão de esmero textual, nem da admiração do leitor mais exigente e qualificado.

Repetem o linguajar agressivo e chulo dos pasquins do século XIX, ou dos frequentadores mais fanáticos dos seus portais, sem perceberem que o editorial ainda é a imagem do jornal enquanto instituição.

Aliás, a agressividade nem sempre foi sinônimo de pobreza textual. Até hoje há admiradores, mesmo entre os mais progressistas, dos textos de Carlos Lacerda, na Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro. Admiradores da escrita, do estilo, da capacidade de brilhar com as palavras.

O jornalismo na atualidade, por Wilson Figueiredo

No Observatório da Imprensa

ENTREVISTA / WILSON FIGUEIREDO

“O colunista precisa de liberdade de crítica”

Por André Bürger em 31/01/2012 na edição 679

Reproduzido do Nós da Comunicação, 5/12/2011, título original “‘O colunista não pode se colocar contra o jornal, mas precisa de liberdade crítica’”

No fim de 2010, o jornalista Wilson Figueiredo, 87 anos, e 65 de profissão, lançou o livro E a vida continua(Editora Ouro Sobre Azul), para contar sua trajetória profissional. Além de suas memórias – só em jornal impresso foram 50 anos – a obra traz também o registro de importantes acontecimentos da imprensa brasileira.

Após passar por grandes veículos, como o Jornal do Brasil, Wilson trabalha atualmente na agência de comunicação FSB. Na entrevista a seguir, concedida ao Nós da Comunicação, o jornalista falou sobre a reforma gráfica do JB, as transformações que o mercado de comunicação vem passando nos últimos tempos e o trabalho em assessoria de imprensa.

TV pública argentina cria programa de crítica da mídia

Por Vânia

Da Carta Maior

Crítica da mídia é sucesso na TV argentina

Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.

Criticar a mídia não é tarefa fácil. Primeiro pela falta de espaço. Salvo a internet são raros os canais abertos para a discussão do papel dos meios de comunicação na sociedade atual. Contam-se nos dedos os veículos que fazem algum tipo de autorreflexão. O padrão geral é o da arrogância pura e simples.

Lembro da Ong TVer, no final dos anos 1990, encaminhando reclamações recebidas de telespectadores sobre uma menina, exposta no Fantástico, tendo que decidir se ficava com a mãe biológica pobre ou com a adotiva rica. A resposta da emissora foi de uma soberba a toda prova. Não entrava no mérito limitando-se a dizer que sabia o que o público queria, mais ou menos isso. 

Irã abre a HispanTV, emissora em espanhol no Oriente Médio

Por Marco Antonio L.

No Vermelho.org / Prensa Latina

Irã inaugura primeiro canal em idioma espanhol do Oriente Médio

Autoridades do setor das telecomunicações do Irã inauguraram oficialmente nesta terça (31) o canal HispanTV, a primeira emissora via satélite em idioma espanhol do Oriente Médio, destinada a fortalecer a relação deste país com a América Latina. 

O canal foi formalmente inaugurado pela Corporação Televisiva da República Islâmica (IRIB, sigla em inglês), e contou com a presença do ministro iraniano de Relações Exteriores, Alí Akbar Salehi, e de embaixadores e outros representantes de países da América Latina.

Também assistiram a transmisssão o chefe da IRIB, Ezzatollah Zarghami, e o responsável pelo Serviço Mundial da corporação, Mohammad Sarafraz, entre outras autoridades.

O Brasilianas.org sobre regulação da Internet

Programa exibido na última segunda-feira, 30, na TV Brasil. Recebemos Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas do Google e professor da FGV-SP e Demi Getschko, engenheiro e diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Os 60 anos de "O Petróleo é Nosso", por Mino Carta

Por Webster Franklin

Da CartaCapital

Sessenta anos depois

Por Mino Carta

"O petróleo é nosso". Esta batalha os vetustos donos do poder perderam. Foto: José Vieira Trovão / Ag. Petrobras

A deterioração editorial da Época e o caso Irma Passoni

Autor: 

Outro dia o Miguel do Rosário fez um xiste sobre o padrão de ilação do jornalismo atual: a mídia descobriu que o sobrinho do fulano de tal andou na garupa da moto do primo do sujeito que foi amigo de beltrano que foi apanhado pelo TCU. Época ainda chega lá.

Confira a denúncia desta semana.

Tempos atrás houve uma discussão interna na Globo sobre o posicionamento editorial da revista. Durante certo período, Época praticou um belo jornalismo.Conversei uma vez com um correspondente da revista no nordeste: ele mandava a reportagem, era editada; depois recebi a versão final em PDF para conferir se não houve nenhuma alteração no conteúdo. Fontes da revista eram consultadas depois da entrevista, para conferir se as declarações aproveitadas refletiam o conteúdo. Se persistisse, poderia se tornar uma alternativa à falta de conteúdo da Veja.

Internamente, jornalistas defenderam a tese de que a Época deveria se posicionar mercadologicamente em uma centro-esquerda civilizada, sem criminalizar movimentos sociais, sem se submeter ao papel sórdido de assassinar reputações de adversários e, principalmente, praticando jornalismo.

Desabamento e mídia: uma análise do conjunto

Por Webster Franklin

Do Observatório da Imprensa


DESABAMENTO NO RIO: O júbilo, o luto e as lições


Mauro Malin


A hipótese mais forte para explicar o desabamento do Edifício Liberdade, no Centro do Rio de Janeiro, tem relação com obras em andamento em dois andares. Remoção de partes estruturais e acúmulo de entulho teriam provocado o colapso da estrutura, segundo engenheiros e professores ouvidos.


Um operário da obra, Alexandro da Silva Fonseca, salvou-se voltando instintivamente para o elevador, que despencou. A estrutura da caixa do elevador impediu que ele fosse esmagado por escombros.


Alexandro tornou-se o personagem mais conhecido da tragédia. Estava feliz porque acreditava ter nascido outra vez e até pretende comemorar duas datas, a do desabamento e a de seu nascimento biológico, não metafórico, em fevereiro.

"Busca ativa" dos incluídos para fortalecer a democracia

Por Webster Franklin

Da Carta Maior


Ministro defende 'busca ativa democrática' contra ideologia da mídia


Em debate no Fórum Social, Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) diz que avanço da democracia requer 'disputa ideológica' e aproximação com 'novos incluídos', para que não fiquem 'à mercê da ideologia' da mídia. Para ele, governo também tem responsabilidade na democratização da comunicação. Publicidade oficial contribui, mas marco regulatório defasado, não. Secretaria prepara-se para lançar portal da participação popular.



Porto Alegre – O avanço social e da democracia no país exige uma “busca ativa democrática” dos brasileiros que subiram de vida nos últimos anos e começam a fazer parte do jogo político nacional, para que eles não fiquem “à mercê da ideologia dos meios de comunicação”.

A opinião é do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que participou nesta sexta-feira (27) de debate sobre democracia, no Fórum Social Temático.

A expressão "busca ativa democrática" é uma referência ao mecanismo da "busca ativa" usado pelo governo no programa de combate à miséria, com o qual tenta achar os pobres que teriam direito ao bolsa família mas estão fora do programa.

Segundo Carvalho, o Brasil tem hoje “necessidade de uma disputa ideológica de projetos”, para que os “novos incluídos” vejam com clareza quais são as opções existentes e possam escolher a melhor para si e para o país.

Ajudem a limpar o Blog

Hoje houve uma invasão de trolls dos dois lados. Não conseguimos controlar todos os comentários com baixarias.

Peço aos comentaristas habituais do Blog que ajudem a limpá-lo usando o botão DENUNCIAR.

Mônica Waldvogel põe jornalismo "entre aspas"

Por Weden

Mônica Waldvogel passou por um dos momentos mais constrangedores na história da GoboNews. Pautada para defender as ações da PM paulista, da Prefeitura de São José dos Campos e do Governo Alckimin no caso do massacre de Pinheirinho, por várias vezes, ela passou por cima dos entrevistados e tentou impor o ponto de vista da casa.

A própria chamada do programa já mostrava a tendência imposta pelos editores da GloboNews: "Interesse eleitoral pode comprometer ações sociais (referência à Cracolândia) e da Justiça (referência a Pinheirinho)".

Ou seja, a disposição já era de dizer que as ações eram corretas e as críticas, eleitoreiras. O vídeo de abertura do programa insistiu nesta tecla, mas Mônica, por conta própria, foi ainda além.