A volta do caso Herzog

Da Folha.com

Caso Herzog deve ser investigado, diz ministro da Justiça

LUCAS FERRAZ
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO

Para autoridades do governo federal, a Comissão da Verdade deveria convocar para depor Silvaldo Leung Vieira, autor da imagem do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, em 1975.

Em reportagem publicada ontem pela Folha, Silvaldo diz ter sido "usado" pela ditadura (1964-85) para forjar a cena de suicídio de Herzog, que, segundo testemunhas, morreu após ser torturado.

O fotógrafo de Herzog

Do Terra

'Tudo foi manipulado', diz fotógrafo que fez imagem de Herzog

Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo em 1975, Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, fez em 25 de outubro daquele ano a imagem mais importante para o Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos de repressão da ditadura, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", contou o fotógrafo, que teve de abandonar o emprego e o País; ele vive em Los Angeles, nos EUA, desde 1979. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Livro conta história de Apolônio de Carvalho

Do O Globo

Viúva lança livro com histórias de Apolônio, lendário comunista

"Uma história de lutas", da francesa Renée de Carvalho, de 86 anos, será lançado sexta-feira, em Brasília

RIO - Os primeiros dias de abril, após o golpe de 1964, foram passados pela família Carvalho em torno da banheira de casa. Antes que a polícia chegasse, Apolônio, a mulher e os dois filhos se lançaram no esforço frenético de destruir com água sanitária tudo que pudesse delatar os companheiros do PCB, incluindo textos do partido, fotos de dirigentes e livros. Como pouca coisa restou, não é de se esperar que o acervo familiar a ser doado ao Arquivo Nacional, na quarta-feira, contenha revelações históricas. Na semana do centenário de nascimento de Apolônio de Carvalho, morto em 2005, a novidade não sairá de papéis, mas da memória. Pela primeira vez, a viúva Renée concordou em tornar pública a sua visão sobre os 68 anos de convívio com o lendário dirigente comunista.

Os monstros brasileiros

Da Revista de História

O lobisomem do Jequitinhonha

Em sua versão mais conhecida, o Bicho da Carneira, ou Joaquim Antunes de Oliveira, surge como um cachorro grande no fim da tarde ou à noite

Luís Carlos Mendes Santiago

Um personagem histórico pode se tornar um mito. Mas uma pessoa de carne e osso pode virar assombração? Foi o que aconteceu com o mineiro Joaquim Antunes de Oliveira. Após sua morte, ele foi transformado pela imaginação popular no temível Bicho da Carneira.

Especial CAPS: evolução desde a reforma psiquiátrica

ESPECIAL CAPS - parte I: A reforma psiquiátrica e a consolidação dos CAPS

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo

Considerada o marco da reforma psiquiátrica no Brasil, a lei nº 10.216/2001 não chega a citar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dispositivo que está no centro da saúde mental no país e que surgiu a partir da década de 1980. Contudo, está indicado no artigo 4º que a internação só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, e que a finalidade do tratamento deve ser a reinserção social do paciente em seu meio. Em nenhum momento é vetada a internação; apenas são definidas algumas restrições. O portador de transtorno mental não pode ser encaminhado para instituições com características asilares e incapazes de proporcionar a integração social, por meio do lazer, assistência social e ocupacional e atendimento psicológico. A internação psiquiátrica não é amaldiçoada, mas se torna apenas umas das vias possíveis, em casos agudos, sob orientação médica e em leitos de hospitais gerais.

Imagens: 
Os Tipos de CAPS
Evolução da expansão dos CAPS
CAPS por Estado

Os 90 anos do nascimento de Brizola

Da Revista de História

Festa brizolista

Os 90 anos de nascimento de Leonel Brizola são comemorados com missa e lançamento de livro

Nesta segunda-feira (dia 23), Leonel Brizola teria feito 90 anos se estivesse vivo – e, claro, o líder esquerdista é lembrado numa série de homenagens, duas delas promovidas pela Associação Brasileira de Imprensa, uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre. Na Igreja de São Benedito dos Homens Pretos (Rua Uruguaiana, Centro do Rio de Janeiro), às 11h, foi realizada uma missa. Já na sede da ABI em Porto Alegre (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro), às 18h, foi lançado o livro “Leonel Brizola – A legalidade e outros pensamentos conclusivos”. A obra, organizada pelos jornalistas Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, reúne o pensamento político e social de Brizola a partir de entrevistas, palestras e discursos do líder trabalhista entre 1991 e 2004.

Graciliano Ramos, Hermes da Fonseca e a mídia

Por braga

nassif, veja as considerações de graciliano ramos sobre o governo marechal hermes.

voce vê alguma semelhança atualmente?

(do livro: Alexandre e outros herois)

MARECHAL HERMES

esse quadrienio 1910-1914 foi tormentoso.talvez nenhum homem publico tenha sofrido o que o marechal hermes sofreu. os jornais disseram dele cobras e lagartos, teatrinhos populares meterem-no em cena como personagem quase abrigatoria de revistas ordinarias, a blague carioca não o poupou.

em geral ninguem se lembrava de atacar-lhe os erros, que foram numerosos:esforçaram-se por cobri-lo de ridiculo e isto contentou a insensatez nacional.. esse homem respeitavel e honesto, bom ministro da guerra no quadrienio anterior, caiu nas malhas da politicagem, que o apresentou ao pais como um idiota. insultando-o a imprensa usou o calão mais baixo; todas as anedotas em que figurava um imbecil vestiram roupa nova; contra o marechal todas as armas se utilizaram: a calunia , a vaia, o cartão obsceno.

tendo sido, em 1910, antagonista de rui barbosa,um geni que, segundo afirmavam, assombrara o mundo, hemes da fonseca foi considerado antonimo do prodigio. isto pareceu razoavel ao publico indigena. o presidente era um sujeito cego, surdo, insensivel. e quando falava dizia bobagens.

mexeram-lhe na vida intima, expuseram em letra de forma horriveis minucias em giria de bordel.

(olha o nunca dantes  - braga-)

nunca houve neste pais torpezas semelhantes.

Saudade do Ted Boy Marino, por Veríssimo

Por implacavel

Alguma coisa aconteceu no coração do Brasil quando acabaram com as lutas de “catch”. Elas eram um sucesso na TV e seus astros viajavam em caravanas pelo país, apresentando-se em ginásios e circos. As lutas não eram lutas, eram teatro. Não eram exatamente combinadas, mas seguiam um roteiro estabelecido e havia um acordo tácito de que ninguém sairia do ringue machucado, mesmo que saísse arremessado.

O roteiro básico não variava: era os bons contra os maus, e os bons sempre ganhavam. Ou só perdiam quando o adversário traiçoeiro recorria a um golpe especialmente baixo, sob uivos de raiva da plateia. E a reação da plateia fazia parte do teatro. Havia uma suspensão voluntária de descrença, e todos torciam pelo Bem contra o Mal — ou pelo bonito contra o feio, o esbelto contra a barrigudo, o correto contra o falso — com um fervor que não excluía a consciência de que era tudo encenação.

Gravação de 1912: Ernesto Nazareth e Pedro de Alcântara

Por lucianohortencio

ERNESTO NAZARETH (piano), e PEDRO DE ALCÂNTARA (flauta).
Disco odeon, lançado por volta de 1912, cem anos passados.
Album:Recordações de um Sarau Artístico. (FENAB)

Livraria Camões, histórica no Rio, fechará as portas

De O Globo.com

Após 40 anos, Livraria Camões anuncia fim das atividades

Notícia desencadeou onda de protestos no Brasil e em Portugal

José Estrela, gerente da livraria e principal difusor da literatura portuguesa no Brasil Foto: Paula Giolito / Agência O Globo
José Estrela, gerente da livraria e principal difusor da literatura portuguesa no Brasil Paula Giolito / Agência O Globo

RIO - São apenas 75 metros quadrados, mas suficientes para abrigar Portugal. Ou, pelo menos, uma parte representativa de Portugal. É a Livraria Camões, no Shopping Avenida Central, no Centro do Rio, aberta em novembro de 1972 e frequentada por escritores, professores, pesquisadores, estudantes e entusiastas da cultura e da literatura portuguesa.

História: o massacre da Chácara São Bento

Por Andra

Do Vermelho.org

Aconteceu em 10 de janeiro de 1973.

Massacre da Chácara São Bento: a equipe do delegado Fleury destrói a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) em Paulista, PE, graças ao agente infiltrado cabo Anselmo. Entre os 6 mortos sob torturas está Soledad Viedma, paraguaia, 28 anos, grávida de 7 meses, do delator.

Soledad Viedma 

A Privataria Tucana chega ao Paraná

Por foo

Do Tijolaço

Debate lança “A Privataria Tucana” no Paraná

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Com antecedência, para todo mundo poder divulgar e se planejar: dia 19, uma quinta-feira, Amaury Ribeiro Júnior lança o seu “A Privataria Tucana” no Paraná. E, como desde o início aconteceu, com o suporte da blogosfera. Organizado pelos blogueiros Cleverson Lima, Sergio Bertoni, Walter Koscianski, Mario Cândido e Ivo Pugnaloni, através do site coletivo ParanaBlogs, ele vai acontecer no auditório do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, cujo endereço está aí no cartaz que a gente reproduz no post.

Quem puder  divulgar para os amigos paranaenses e colocar nos seus sites estará prestando um serviço ao Brasil.

A imagem é ampliável, basta clicar nela,  para poder ser impressa por quem quiser divulgar.

http://www.tijolaco.com/debate-lanca-a-privataria-tucana-no-parana/

Privataria alcança marca recorde de vendas

Por Marco Antonio L.


Do Vermelho


120 mil exemplares: 'A privataria tucana' chega ao topo dos mais vendidos


O ano começou com mudanças surpreendentes. Na lista geral dos títulos mais vendidos, a dobradinha da Companhia das Letras, que dominava o topo desde novembro com "Steve Jobs" e "As esganadas", foi desbancada por "A privataria tucana", lançado há um mês com muito barulho. Já na lista de autoajuda, foi o padre Marcelo Rossi quem perdeu o posto de mais vendido pela primeira vez em mais de um ano – e para Nietzsche, justamente o filósofo que anunciou a morte de Deus."A privataria tucana" (Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que faz denúncias envolvendo figuras-chaves do PSDB, chegou ao topo da lista geral com 8.851 exemplares vendidos. "Steve Jobs", livro campeão de vendas no mês do Natal, e "As esganadas", de Jô Soares, fecharam a primeira semana do ano com 6.011 e 5.862 cópias, respectivamente.
Desde que foi lançado, o livro do jornalista Amaury Junior já vendeu mais de 120 mil exemplares. Um recorde nacional em livros do gênero.
Em autoajuda, "Nietzsche para estressados" (Sextante) chegou ao primeiro lugar com 2.242 livros, apenas dez a mais do que "Ágape" (Globo Livros), de Marcelo Rossi, o maior sucesso nacional dos últimos tempos.

Fonte: da redação, com informações da PublishNews


Morre Beatriz Bandeira, sobrevivente da cela 4

Por Edivaldo Dias Oliveira

Do Direto do Rio / iG

Morre a última sobrevivente da cela 4

Morreu, aos 102 anos, Beatriz Bandeira, a última sobrevivente da famosa cela 4 – onde foram presas, na Casa de Detenção, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, as poucas mulheres que participaram da revolta comunista de 1935 no Brasil.

Beatriz Bandeira Ryff, aos 35 anos, com seus filhos gêmeos (1945)

Beatriz Bandeira Ryff, aos 35 anos, com seus filhos gêmeos (1945)

Foi na cela 4 que ficaram confinadas Olga Benário (esposa do líder da intentona, Luiz Carlos Prestes), a futura psicanalista Nise da Silveira, a advogada Maria Werneck de Castro e as jornalistas Eneida de Moraes e Eugênia Álvaro Moreyra.