Os monstros brasileiros

Da Revista de História

O lobisomem do Jequitinhonha

Em sua versão mais conhecida, o Bicho da Carneira, ou Joaquim Antunes de Oliveira, surge como um cachorro grande no fim da tarde ou à noite

Luís Carlos Mendes Santiago

Um personagem histórico pode se tornar um mito. Mas uma pessoa de carne e osso pode virar assombração? Foi o que aconteceu com o mineiro Joaquim Antunes de Oliveira. Após sua morte, ele foi transformado pela imaginação popular no temível Bicho da Carneira.

A trajetória de Paulo Schilling (1925-2012)

Por Webster Franklin

Da CartaMaior

Um bravo chamado Paulo Schilling (Rio Pardo, 1925 – São Paulo, 2012)

Assessor de Brizola nos duros dias da Campanha da Legalidade, um dos fundadores do Movimento dos Agricultores sem Terra (Master), uma organização precursora do MST, jornalista e escritor. Enfrentou uma luta particularmente dolorosa pela libertação da filha, Flávia Schilling, ferida à bala e presa no Uruguai, por fazer parte do Movimento Tupamaro. De volta ao Brasil, participou da fundação do PT e da CUT e ficou muito próximo do MST. Paulo Schilling levou uma vida exemplar de militante corajoso e dedicado. O artigo é de Flávio Aguiar.

Flávio Aguiar

Hitler e a Igreja

Por AlexandreCarvalho

Comentário do post "História: a formação do Terceiro Reich"

Ao invés de mentiras de protestantes e ateus, eu prefiro o testemunho do cientista judeu mais famoso do mundo:

 Time Magazine

Em um artigo da Time Magazine, do dia 23 de Dezembro de 1940, na página  38, cujo original se encontra online no site da própria revista e pode  ser lido aqui: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,765103,00.html

o cientista mais famoso do mundo, Albert Einstein disse:

História: a formação do Terceiro Reich

Do Opera Mundi

Hoje na História: 1933 - Hitler forma novo governo e inaugura terceiro Reich

Mesmo sem maioria no Reichstag, Partido Nazista assumiria sob promessa de encerrar crise econômica alemã

Na gelada manhã de 30 de janeiro de 1933 chegaria ao fim a tragédia da República de Weimar, a tragédia de 14 frustrados anos nos quais os alemães buscaram, sem sucesso, pôr em funcionamento uma democracia.

WikiCommons

Aproximadamente às 10h30, os membros do ministério proposto em negociações entre nazistas e reacionários da velha escola, somados às forças conservadoras, de centro e de setores sociais-democratas, atravessam o jardim do palácio e se apresentam no gabinete presidencial.

Especial CAPS: evolução desde a reforma psiquiátrica

ESPECIAL CAPS - parte I: A reforma psiquiátrica e a consolidação dos CAPS

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo

Considerada o marco da reforma psiquiátrica no Brasil, a lei nº 10.216/2001 não chega a citar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dispositivo que está no centro da saúde mental no país e que surgiu a partir da década de 1980. Contudo, está indicado no artigo 4º que a internação só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, e que a finalidade do tratamento deve ser a reinserção social do paciente em seu meio. Em nenhum momento é vetada a internação; apenas são definidas algumas restrições. O portador de transtorno mental não pode ser encaminhado para instituições com características asilares e incapazes de proporcionar a integração social, por meio do lazer, assistência social e ocupacional e atendimento psicológico. A internação psiquiátrica não é amaldiçoada, mas se torna apenas umas das vias possíveis, em casos agudos, sob orientação médica e em leitos de hospitais gerais.

Imagens: 
Os Tipos de CAPS
Evolução da expansão dos CAPS
CAPS por Estado

Os 90 anos do nascimento de Brizola

Da Revista de História

Festa brizolista

Os 90 anos de nascimento de Leonel Brizola são comemorados com missa e lançamento de livro

Nesta segunda-feira (dia 23), Leonel Brizola teria feito 90 anos se estivesse vivo – e, claro, o líder esquerdista é lembrado numa série de homenagens, duas delas promovidas pela Associação Brasileira de Imprensa, uma no Rio de Janeiro e outra em Porto Alegre. Na Igreja de São Benedito dos Homens Pretos (Rua Uruguaiana, Centro do Rio de Janeiro), às 11h, foi realizada uma missa. Já na sede da ABI em Porto Alegre (Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro), às 18h, foi lançado o livro “Leonel Brizola – A legalidade e outros pensamentos conclusivos”. A obra, organizada pelos jornalistas Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, reúne o pensamento político e social de Brizola a partir de entrevistas, palestras e discursos do líder trabalhista entre 1991 e 2004.

Abuso de poder contra governados não é reintegração

Da Folha

JANIO DE FREITAS

O que houve em Pinheirinho?

Ficam ali caracterizadas as responsabilidades de quem faltou com seus deveres e recorreu à arbitrariedade

A ação realizada pelo governo paulista por intermédio de sua Polícia Militar em Pinheirinho, São José dos Campos, usou o nome técnico de "reintegração de posse". Algum juiz chamaria, com base no direito que aprendeu, de reintegração de posse o que houve em Pinheirinho? Ou haveria como fazê-lo com base nos artigos e princípios reunidos pela Constituição?

Se o nome técnico de reintegração de posse é insuficiente para designar a ação realizada em Pinheirinho, o que houve lá, com a utilização abusiva de um mandado judicial, ato tecnicamente legítimo de um magistrado?

O ataque foi às seis da manhã. Para surpreender, como se deu, os ocupantes da ex-propriedade de Naji Nahas ainda dormindo ou nos seus primeiros afazeres pessoais.

O governo Alckmin e o prefeito de São José dos Campos, ainda que há muito sabedores de que a reclamada reintegração exigiria a instalação das 2.000 famílias desalojadas, não incomodaram nesse sentido o seu humanitarismo de peessedebistas.

Sair para onde? -Eis o impulso da resistência dos mais inconformados ou menos subjugados pelos séculos de história social que lhes cabe representar.

Não posso dizer o que acho que devessem fazer já à primeira brutalidade covarde da polícia. Seja, porém, o que for que tenham feito, o direito de defesa está na Constituição como integrante legítimo da cidadania. E se foi utilizado, duas razões o explicam.

Morais leva últimos soldados da guerra fria ao Fórum Social

Por Marco Antonio L.

Do Sul21

Os últimos soldados da guerra fria passaram pelo Fórum Social em Porto Alegre

Lançamento do livro de Fernando Morais lotou auditório do Sindibancários | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira

Ao ouvir uma notícia no rádio enquanto estava num táxi em São Paulo, em 1998, Fernando Morais pensou que poderia escrever um livro de aventuras sobre o assunto. Mas acabou colidindo com uma história política. Ao longo de três anos de trabalho, o jornalista descobriu que também havia amor, sonhos e personagens fascinantes por trás da trajetória dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos, acusados de conspiração contra o governo. O resultado está condensado nas 416 páginas do livro Os últimos soldados da guerra fria, relançado na sexta-feira (27) em Porto Alegre, dentro das atividades da edição temática do Fórum Social Mundial. 

Fernando Morais contou os bastidores da obra numa descontraída conversa com leitores no Sindibancários. Ele explicou que enfrentou preconceitos tanto em Cuba quanto nos Estados Unidos. Os primeiros desconfiavam de suas intenções, achavam que ele poderia preparar material contrário à revolução. Os norte-americanos viam o autor – que também escreveu a biografia de Olga Benário – como um comunista convicto. 

Racismo é questão social e não um "desvio psicológico"

Por Weden

O artigo do The Economist sobre a frágil criminalização do racismo no Brasil já é um indício importante de que o mundo começa a desconfiar de que o país é negligente em relação a esta questão. Em outras palavras, não somente aqui dentro, mas também lá fora, a fantasia da democracia racial não se sustenta mais.

Já escrevemos sobre isso, mas não custa repassar a hipótese de que, em relação ao racismo, já vivemos três fases, e precisamos caminhar para a quarta.

A primeira foi a prática do racismo de Estado, durante a escravidão (e mesmo depois da Abolição), quando a discriminação e a violência eram "legitimadas em lei" (ainda que pese a redundância). Naquele momento, o tráfico e a exploração (econônmica, física, sexual) de crianças e mulheres, além dos próprios homens, era vista como natural à sociedade.

Tratar negros como mercadoria, ou tratar religiões afros como casos de polícia enquadram-se nesta etapa das relações raciais brasileiras. Pode-se dizer que esta fase está superada? De um modo geral, sim, mas há ainda traumáticos resquícios de ação discriminatória do Estado em relação aos negros, principalmente (vide a violência policial contra comunidades majoritariamente negras").

O Governo de SP mudando a história

Da Folha

Governo de SP trata golpe militar de 'Revolução'

Secretaria retirou texto do ar e disse que conteúdo não reflete pensamento da administração

DE SÃO PAULO

A Secretaria da Segurança Pública do governo de São Paulo tratou o golpe militar de 1964 como "Revolução de Março" e afirmou que ela foi "desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart".

A informação estava na página da secretaria na internet até as 19h de ontem, quando foi suprimida. A Folha havia questionado a secretaria pouco antes de o texto sair do ar.

O eterno "faça o que eu digo" europeu

Por Mariana Silveira

 

O Brasil quer porque quer ser europeu e, para ser europeu, quer esconder o negro debaixo do tapete. E o que é pior, esquece que este modelo de homem dominar homem foi trazido pelo próprio europeu. As elites brasileiras nunca viram o negro como ser humano. Tudo foi e é negado a ele: dignidade, justiça, honradez, sua crença. E, olha, falo isto com orientação religiosa protestante. 

Secretaria de Segurança de São Paulo tira menção a 1964

No site da Secretaria de Segurança de São Paulo, havia uma linha do tempo que tecia loas ao movimento de 1964.

Hoje houve uim movimento de protesto por emails e nas redes sociais. Recebi um desses emails. Quando cliquei no link percebi que a página referente a 1964 já havia sido retirada.

http://www.ssp.sp.gov.br/institucional/historico/1964.aspx

Graciliano Ramos, Hermes da Fonseca e a mídia

Por braga

nassif, veja as considerações de graciliano ramos sobre o governo marechal hermes.

voce vê alguma semelhança atualmente?

(do livro: Alexandre e outros herois)

MARECHAL HERMES

esse quadrienio 1910-1914 foi tormentoso.talvez nenhum homem publico tenha sofrido o que o marechal hermes sofreu. os jornais disseram dele cobras e lagartos, teatrinhos populares meterem-no em cena como personagem quase abrigatoria de revistas ordinarias, a blague carioca não o poupou.

em geral ninguem se lembrava de atacar-lhe os erros, que foram numerosos:esforçaram-se por cobri-lo de ridiculo e isto contentou a insensatez nacional.. esse homem respeitavel e honesto, bom ministro da guerra no quadrienio anterior, caiu nas malhas da politicagem, que o apresentou ao pais como um idiota. insultando-o a imprensa usou o calão mais baixo; todas as anedotas em que figurava um imbecil vestiram roupa nova; contra o marechal todas as armas se utilizaram: a calunia , a vaia, o cartão obsceno.

tendo sido, em 1910, antagonista de rui barbosa,um geni que, segundo afirmavam, assombrara o mundo, hemes da fonseca foi considerado antonimo do prodigio. isto pareceu razoavel ao publico indigena. o presidente era um sujeito cego, surdo, insensivel. e quando falava dizia bobagens.

mexeram-lhe na vida intima, expuseram em letra de forma horriveis minucias em giria de bordel.

(olha o nunca dantes  - braga-)

nunca houve neste pais torpezas semelhantes.

História: a primeira emissão televisiva, em 1926

Do Opera Mundi

Hoje na História: 1926 - É feita, em Londres, a primeira emissão televisiva

Escocês John Logie Baird apresenta pela primeira vez sua invenção em 1924 

Em 26 de janeiro de 1926, membros da Royal Institution assistem à primeira emissão de televisão da história.

Tratava-se somente de uma pequena imagem animada de 30 linhas verticais em branco e preto, mas que permitia distinguir claramente a silhueta de um personagem transmitida a partir de um emissor na sala vizinha.

Efe

A sessão ocorreu em Londres no laboratório do inventor, engenheiro e empresário escocês John Logie Baird. Depois de longas pesquisas, ele apresentou pela primeira vez seu invento em outubro de 1924 no magazine Selfridges, na Oxford Street. O resultado, no entanto, foi frustrante.

Saudade do Ted Boy Marino, por Veríssimo

Por implacavel

Alguma coisa aconteceu no coração do Brasil quando acabaram com as lutas de “catch”. Elas eram um sucesso na TV e seus astros viajavam em caravanas pelo país, apresentando-se em ginásios e circos. As lutas não eram lutas, eram teatro. Não eram exatamente combinadas, mas seguiam um roteiro estabelecido e havia um acordo tácito de que ninguém sairia do ringue machucado, mesmo que saísse arremessado.

O roteiro básico não variava: era os bons contra os maus, e os bons sempre ganhavam. Ou só perdiam quando o adversário traiçoeiro recorria a um golpe especialmente baixo, sob uivos de raiva da plateia. E a reação da plateia fazia parte do teatro. Havia uma suspensão voluntária de descrença, e todos torciam pelo Bem contra o Mal — ou pelo bonito contra o feio, o esbelto contra a barrigudo, o correto contra o falso — com um fervor que não excluía a consciência de que era tudo encenação.