A suspeita de abuso sexual na invasão de Pinheirinho

Por Alan Souza

A coisa está ficando cada vez pior, Nassif:

03/02/2012 - 17h24

Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

(http://folha.com/no1043674)

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.

O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.

O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, foi procurado nesta tarde pela reportagem, mas estava em reunião. Segundo um de seus assessores, o comandante irá atender a Folha ainda nesta sexta-feira para falar sobre o caso.

Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.

Época: as modalidades de desvio de recursos no Brasil

Por Erick M

Da Época

Como se desvia dinheiro no Brasil

Com base na análise de casos recentes, ÉPOCA lista as modalidades de corrupção mais comuns no Brasil – e propõe ideias para diminuir a roubalheira

MARCELO ROCHA

O livro Arte de furtar foi concluído em 1656. Atribuído ao Padre Antônio Vieira (mais tarde essa autoria seria contestada), o documento era endereçado ao rei de Portugal, Dom João IV, um dos primeiros representantes da Casa de Bragança. Com o intuito de alertá-lo sobre os malfeitos de seus súditos no além-mar, a obra lista as diversas maneiras encontradas pelos representantes da coroa portuguesa para desviar dinheiro público na colônia. Uma breve passeada pelos títulos de alguns de seus 70 capítulos mostra como a “arte” já se manifestava e se aperfeiçoava no Brasil do século XVII: “Dos que furtam com unhas invisíveis”, “Dos que furtam com unhas toleradas”, “Dos que furtam com unhas vagarosas”, “Dos que furtam com unhas alugadas”, “Dos que furtam com unhas pacíficas” e até “Dos que furtam com unhas amorosas” são alguns deles.   

Com a PM em greve, bandidos saqueiam lojas na Bahia

Autor: 

Pelo menos cinco lojas de eletrodomésticos foram saqueadas na madrugada desta sexta-feira em bairros centrais de Salvador. Segundo testemunhas, grupos grandes, de mais de 30 pessoas, a maioria encapuzada e algumas armadas, promoveram o arrombamento e o furto de mercadorias dos estabelecimentos, que estavam fechados na hora dos ataques. Na avenida Jorge Amado, no Imbuí, também em Salvador, quatro corpos foram encontrados.

Força Nacional na cidade: PMs mantêm paralisação e Força Nacional chega à Bahia 
Clima de tensão: Prefeitura de Salvador reforça segurança após ataques na Bahia

 

O processo de municipalização da educação

Por Erick M

Da Revista Educação

Parceria em descompasso

Iniciado na década de 90 e ainda não consolidado, processo de municipalização deixou grande parte dos municípios à deriva com a falta de recursos e de infra-estrutura; clareza do regime de colaboração entre os entes federados se faz cada vez mais necessária

Paulo de Camargo

"O poeta municipal discute com o poeta estadual qual deles é capaz de bater o poeta federal. Enquanto isso, o poeta federal tira ouro do nariz." Escrita na década de 30, a poesia de Carlos Drummond de Andrade, intitulada "Política literária", cumpre o papel de ilustrar o processo de municipalização das escolas brasileiras ao longo dos últimos 15 anos. Desde a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1996, as diferentes instâncias federativas responsáveis pela educação brasileira vêm se engalfinhando em um complicado jogo de puxa e empurra, que nada tem a ver com qualidade de ensino. Se é verdade que a proporção de alunos do ensino fundamental sob a responsabilidade dos municípios dobrou, chegando a 60% do total, o processo ainda está longe de se completar. Pior: os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), principal combustível da adesão das cidades aos convênios de municipalização, têm data para acabar - 2020 - e não existe uma discussão madura nem sobre a partição de recursos, nem sobre o modelo de colaboração que deve existir entre o governo federal, estados e os 5.565 municípios brasileiros.

ESPECIAL CAPS: A experiência de São Bernardo do Campo

ESPECIAL CAPS - parte IV - A experiência de São Bernardo do Campo com a saúde mental

Em entrevista, Arthur Chioro, secretário de Saúde do município, conta como está sendo estruturada a rede de saúde mental e como São Bernardo se tornou referência no país

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo

A cidade de São Bernardo do Campo, na região da Grande São Paulo, encontra-se em fase avançada de construção da rede de atendimento para a saúde mental. Provas disso são a inauguração de mais uma República Terapêutica, a conclusão de mais dois Centros de Atenção Psicossocial este ano, e a aprovação para a construção de mais dois, em 2013. No total, serão cinco CAPS funcionando em todas as regiões do município, para atender à demanda dos cerca de 4.500 pacientes. A pressa se explica: para que o único hospital psiquiátrico que existe em São Bernardo seja desativado de vez, ainda é preciso fechar 120 dos 380 leitos do prédio. Fora isso, ainda há a chegada de pessoas que fugiram da Cracolândia, região central de São Paulo, depois que a ação de repressão foi instalada no começo de janeiro.

“Não vamos permitir uma nova Cracolândia aqui”, afirma Arthur Chioro, atual secretário de Saúde do município. Segundo ele, as vias contra a territorialização das drogas não são no sentido da repressão, mas do reforço de uma rede integrada capaz de abrir as portas do atendimento para o usuário.

Doutor em Ciências da Saúde pela Unifesp, Chioro foi secretário de Saúde de São Vicente, diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde e consultor da Organização Pan-Americana de Saúde. Ao Brasilianas.org, Chioro falou sobre o atual estágio da reforma psiquiátrica em São Bernardo, cujas políticas para saúde mental se tornaram referência no país.

Licenciamento ambiental atrasa metrô, diz secretário

Por Marcos Costa

Da Revista Ferroviária

Linha 17-Ouro está um ano atrasada, afirma secretário

A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, que irá ligar o aeroporto de Congonhas à região do Morumbi, na zona sul da cidade, está um ano atrasada. A afirmação foi feita pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que criticou mais uma vez a questão do licenciamento ambiental como principal entrave à execução de obras metroferroviárias na capital paulista.

Segundo Fernandes, uma das exigências para a instalação da Linha 17 é o detalhamento de todas as futuras estações – condicionante que não estava prevista na linha no monotrilho da Linha 2-Verde, que foi liberada após um ano e quatro meses de espera. “Isso vai atrasar os projetos básicos, executivos e contratações, e muito nos preocupa”, afirmou.

Especial CAPS: A experiência de Embu

ESPECIAL CAPS - parte III - A experiência do CAPS-Álcool e Drogas em Embu das Artes

"A reforma psiquiátrica no Estado de São Paulo não avança, pois o governo não acredita neste modelo", afirma a coordenadora do CAPS-ad de Embu, considerado referência no Estado de São Paulo.

Por Bruno de Pierro, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo

O município de Embu das Artes tornou-se referência em saúde mental no Estado de São Paulo ao consolidar a gestão de seus Centros de Atenção Psicossocial. São dois CAPS que atendem à cidade: um voltado para pessoas com transtornos mentais e outro especializado em álcool e drogas (CAPS-ad). Ambos são centros de nível II e atendem das 7h as 18h, realizando o primeiro atendimento aos pacientes e familiares.

Brasilianas.org conversou com a psicóloga Marília Capponi, coordenadora do CAPS-ad de Embu e da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, para entender o funcionamento de um CAPS especializado em álcool e drogas, que atualmente tem 200 usuários ativos e 20 funcionários. Marília já trabalhou em diversos centros de atenção da capital paulista, como o CAPS III de Itaim Bibi, o que permitiu a ela desenvolver um olhar crítico e sistêmico sobre os diferentes perfis de gestão dos CAPS do Estado de São Paulo. Confira a íntegra da entrevista abaixo. E no artigo de amanhã, a experiência de São Bernardo do Campo com a República Terapêutica.

O sistema de acompanhamento dos serviços da Previdência

Por Marco Antonio L.

Programa de rádio “Café com a Presidenta”, com Dilma Rousseff, Rádio Nacional, 30 de janeiro de 2012

Luciano Seixas: Olá, eu sou Luciano Seixas e estou aqui para mais um “Café” com a presidenta Dilma Rousseff. Bom dia, Presidenta.

Presidenta: Bom dia, Luciano. Bom dia aos nossos queridos ouvintes.

 

Luciano Seixas: Presidenta, eu queria falar hoje sobre a melhoria dos serviços que o governo presta à população. É verdade que, na Previdência Social, o governo está conseguindo acompanhar tudo o que acontece nas agências em tempo real?

Presidenta: É verdade, sim, Luciano. A Previdência criou um sistema que acompanha, por meio de computadores, cada etapa do atendimento a quem procura uma agência do INSS. Hoje, nós temos 1.353 agências em todo o país. As pessoas procuram essas agências para pedir aposentadoria, para fazer perícia médica ou para requerer outros benefícios. Nosso objetivo é garantir a qualidade e a rapidez do atendimento, é cuidar com carinho da pessoa que procura a Previdência. Por isso, é importante que possamos acompanhar passo a passo e saber onde não está bom o atendimento, onde ele pode melhorar.

Concessionária vai gerir Fernando de Noronha

Do G1

Concessionária vai gerenciar Noronha, que terá ingresso de R$ 65

Além da taxa diária de R$ 43,20, turista pagará para visitar parque.
Empresa promete investir R$ 8 milhões em obras de infraestrutura até 2013.

Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo

Baía do Sancho (Foto: Divulgação/EcoNoronha)Praia do do Sancho, que ganhará nova infraestutura de acesso (Foto: Divulgação/EcoNoronha)

Visitar Fernando de Noronha ficará um pouco mais caro a partir deste ano. Com a entrada da concessionária da EcoNoronha, que venceu a concorrência pública para gerenciar e explorar serviços turísticos no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, o turista passará a pagar um ingresso no valor de R$ 65 para um período de 10 dias (R$ 130 para estrangeiros) para conhecer as principais atrações do arquipélago. Em contrapartida, a empresa assume o compromisso de realizar uma série de obras de melhoria na infraestrutura de acesso ao parque.

A EcoNoronha é uma empresa privada 100% brasileira e filial da Cataratas do Iguaçu S.A., que administra o Parque Nacional do Iguaçu. A concessionária prevê iniciar a cobrança do ingresso até o começo de maio. “As obras começam em fevereiro e a ideia é iniciar a cobrança entre o final de abril e começo de maio, após o término da primeira fase, onde serão construídos dois pontos de informação e controle e as trilhas da Baía dos Golfinhos e do Sancho”, afirma Celso Florêncio, gerente geral da EcoNoronha.

Salvador, 210 assassinatos em 30 dias

Autor: 

O mês acaba hoje. Mas, os números apresentados no site da Secretaria de Segurança Pública relativos às ocorrências neste primeiro do ano já assustam. De acordo com a SSP, até ontem, foram registrados em Salvador e Região Metropolitana 210 assassinatos.

Além disso, foram 104 tentativas de homicídio neste mesmo período e 108 assaltos a ônibus. Para completar outro dado alarmante é o número de roubos e furtos de veículos. Apenas nos 30 primeiros dias do ano, 455 veículos foram levados pelos assaltantes.

Originalmente:http://www.blogmk.com.br/#210-assassinatos-em-30-dias

 

A desaprovação do governo Kassab

Por raquel_

Da Folha.com

Governo Kassab tem aprovação de 22% em SP, diz Datafolha

DE SÃO PAULO

A gestão de Gilberto Kassab (PSD) é considerada ótima ou boa para 22% dos eleitores, informa reportagem de Paulo Gama, publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita aFolha).

Os resultados só não são piores que os registrados pelo prefeito entre maio de 2006 e março de 2007, quando a aprovação a seu governo não passou de 16%.Segundo o Datafolha, houve oscilação dentro da margem de erro (três pontos percentuais, para mais ou para menos) em relação à última pesquisa, feita em dezembro, quando a aprovação foi de 20%.

Dilma e a reforma da gestão pública

Por Daniel Miyagi

De O Estado de S. Paulo

Dilma quer reforma gerencial como nova marca

Presidente pretende construir uma bandeira depois da 'faxina' que marcou seu primeiro ano de governo e pediu à sua equipe foco na gestão do Estado

LU AIKO OTTA, VERA ROSA / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo 

O governo de Dilma Rousseff terá como bandeira a reforma do Estado. Foi o que ela explicou em detalhes à sua equipe ministerial, reunida na última segunda-feira. Não se trata, porém, de discutir o tamanho da máquina pública, como se fez no passado recente, quando ganharam força teses sobre o enxugamento estatal. O que Dilma quer é foco na gestão.

"Não tem essa história de Estado mínimo. Isso é uma tese falida, usada pelos tupiniquins. O Estado tem de ser eficiente", costuma dizer a presidente.

A gestão pública por representantes do mercado

Por Webster Franklin

Da Carta Maior

Crise europeia ilustra necessidade do fim de verba privada a político

Comando de países endividados foi assumido por representantes do 'mercado' que promovem corte de direitos sociais. Depoimento de europeus no Fórum Social Temático expõe riscos da influência do capital privado sobre classe e decisões políticas. Para debatedores brasileiros, poder econômico que financia campanhas é obstáculo a novos avanços sociais e democráticos.

Dilma escala Gerdau para cobrar ministros

Preocupada com os problemas de gestão da administração federal, a presidente Dilma Rousseff decidiu acelerar o processo de adoção de um modelo empresarial para tentar desemperrar a máquina pública e dar um upgrade no atendimento prestado ao público. A estratégia de guinada em direção a um novo modelo prevê conversas do megaempresário Jorge Gerdau com diversos ministros, revisão do funcionamento das pastas por uma consultoria privada, definição de metas e prazos e fiscalização em tempo real dos projetos e gastos públicos.

Esse planejamento estratégico, no entanto, esbarra em problemas como o tamanho da equipe herdada de Luiz Inácio Lula da Silva, com 38 ministros, e a força de partidos aliados, que montaram verdadeiros feudos políticos nas pastas que conduzem, aparelhando áreas vitais para o atendimento à população.

Pobre é entrave ao avanço imobiliário

Da Carta Maior

Terror imobiliário ou a expulsão dos pobres do centro de São Paulo

O modelo é contra os pobres que estão longe de constituírem minoria em nossa sociedade. O modelo quer os pobres fora do centro de São Paulo. Isso é óbvio. O que não parece ser óbvio é que, em última instância, a determinação disso tudo é econômica. A centralidade é a produção do espaço urbano e a mola propulsora, a renda imobiliária. E depois dizem que Marx está morto.

Dificilmente, durante nossa curta existência, assistiremos disputa mais explícita que esta, que opõe prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo (além do governo estadual), que representam os interesses do mercado imobiliário, contra os moradores e usuários pobres, pelo acesso ao centro antigo de São Paulo. Trata-se do único lugar na cidade onde os interesses de todas as partes (mercado imobiliário, prefeitura, Câmara Municipal, comerciantes locais, movimentos de luta por moradia, moradores de cortiços, moradores de favelas, recicladores, ambulantes, moradores de rua, dependentes químicos, e outros) estão muito claros, e os pobres não estão aceitando passivamente a expulsão. 

No restante da cidade, como em todas as metrópoles brasileiras, um furacão imobiliário revoluciona bairros residenciais e até mesmo as periferias distantes, empurrando os pobres para além dos antigos limites, insuflado pelos recursos do Minha Casa Minha Vida no contexto de total falta de regulação fundiária/imobiliária ou, em outras palavras, de planejamento urbano por parte dos municípios. A especulação corre solta, auxiliada por políticas públicas que identificam valorização imobiliária como progresso. 

Ao contrário do silêncio (ou protestos pontuais) que acompanha essa escandalosa especulação que, a partir de 2010, levou à multiplicação dos preços dos imóveis, em todo o país, no centro de São Paulo, foi deflagrada uma guerra de classes.