Acordo na Grécia inclui demissão de 15 mil em 2012

Do iG

Grécia demitirá 15 mil funcionários em 2012 para agradar credores

Cortes fazem parte do contingente de 150 mil postos de trabalho que a Grécia deve eliminar no setor público até 2015

O Governo grego fechou um acordo nesta segunda-feira com Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para cortar 15 mil empregos públicos até o final de 2012, segundo informou o ministro da Reforma Admnistrativa, Dimitris Reppas.

A medida foi acertada com os negociadores dentro das condições de economia exigidas para a concessão de um novo empréstimo de pelo menos 130 bilhões de euros, valor que evitaria que o país entrasse em moratória. "A redução da força de trabalho está estritamente conectada com a reestruturação de serviços e a organização promovida por cada ministério", explicou o ministro em comunicado.

A relação dívida/PIB na zona do euro

Do Valor Online

SÃO PAULO – A dívida combinada dos 17 países que integram a zona do euro era de 87,4% do PIB ao fim do terceiro trimestre do ano passado, informou nesta segunda-feira a Eurostat. No fim do segundo trimestre, o porcentual era de 87,7% e, no terceiro trimestre de 2010, de 83,2%. 

Os maiores porcentuais foram registrados na Grécia (159,1%), Itália (119,6%), Portugal (110,1%) e Irlanda (104,9%). A menor taxa de endividamento, de 18,5% do PIB, era de Luxemburgo.

Guido tinha razão, por Delfim Netto

Por Assis Ribeiro

Da CartaCapital

Guido tinha razão

Por Antonio Delfim Netto

A crise financeira europeia não terminou, obviamente, mas nas duas últimas semanas a temperatura baixou e um pouco de racionalidade passou a frequentar os encontros de aturdidos líderes dos governos, aparentemente convencidos de que os custos do desmonte da Zona do Euro (políticos, econômicos e sociais) seriam incomensuravelmente maiores do que os da manutenção do sistema.

No setor financeiro, a mudança de clima deu-se a partir da entrada de Mario Draghi no comando do Banco Central Europeu, fazendo-o assumir seu verdadeiro papel como “emprestador de última instância”, o que afastou aquela expectativa imediata de uma crise bancária de grandes proporções na Eurolândia.

Gregos não entram em acordo

Por Paulo F.

Do publico.pt

Passo em falso no acordo grego, passo em frente rumo à bancarrota

Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

<p>Reunião entre líderes gregos foi inconclusiva</p>
Reunião entre líderes gregos foi inconclusiva (Foto: Aris Messinis/AFP)

A Grécia aproximou-se a passos largos da bancarrota depois de mais uma tentativa furada de acordo entre os principais responsáveis políticos sobre as condições exigidas pela zona euro e pelo FMI, como contrapartida de uma nova ajuda de 130 mil milhões de euros.Mais de cinco horas de reunião, neste domingo, entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e os líderes dos três partidos que apoiam o seu governo “tecnocrático” - George Papandreou (socialista), Antonis Samaras (conservador) e George Karatzaferis (extrema-direita) - não foram suficientes para ultrapassar as profundas divergências que os separam sobre o novo programa de ajustamento económico e financeiro que terá de ser adoptado, e cumprido, em troca da ajuda. Na véspera, Evangelos Venizelos, ministro das finanças, tinha fixado este domingo como o limite máximo para a conclusão das negociações, que se arrastam desde o início do ano e que, segundo afirmou, estão “no fio da navalha”. 

A crise e a regulação do sistema financeiro

Por Roberto São Paulo-SP 2012

.... Há espaço para uma política de afrouxamento monetário no Brasil, com elevada probabilidade àconcretização de um cenário que contempla a taxa de juros se deslocando para patamares de um dígito, sem comprometer o nosso objetivo de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.

E para reforçar o nosso mix abrangente de política, foi reafirmada a continuidade da consolidação fiscal.Neste momento, a atenção à solidez fiscal deve ser redobrada. Essa questão não está mais circunscrita à Europa, passando a ser ponto de monitoramento constante dos agentes de mercado em outras economias relevantes.

No atual contexto internacional, a situação fiscal brasileira pode ser considerada um dos principais ativos que a nossa economia possui. Nos fóruns internacionais, a experiência brasileira de ajuste das contas públicas ao longo dos últimos anos e de construção de um arcabouço de monitoramento e disciplina fiscal tem sido apontada como modelo a ser estudado e absorvido pelas economias maduras.

"A Europa está crescendo unida na crise", diz Merkel

Por Paulo F.

Da Deutsche Welle

Merkel defende o euro durante visita à China

O euro fortaleceu a UE, disse Merkel em Pequim

O euro fortaleceu a UE, disse Merkel em Pequim

Em discurso em Pequim, chanceler federal Angela Merkel diz que a Europa está crescendo unida na crise e que o euro tornou a União Europeia mais forte. China garante apoio, mas não dá detalhes sobre possível ajuda. 

Um dos objetivos da viagem de três dias da chanceler federal alemã, Angela Merkel, à China é aumentar a confiança internacional na zona do euro, após a crise da dívida que abalou a Europa e deixou a Grécia à beira da falência.  Em discurso na Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim, nesta quinta-feira (02/02), Merkel afirmou que a moeda comum fortaleceu a União Europeia (UE).

Grécia vive inferno "Made in Germany"

Por Paulo F.

Do dinheirovivo.pt

Inferno Made in Germany

Por André Macedo

O economista Daniel Gros revelou há dias um número relevante: apesar da violenta austeridade imposta à Grécia nos últimos dois anos e da recessão profunda em que o país se encontra – 16 trimestres consecutivos a perder riqueza e ainda a seguir para bingo –, os gregos só têm dinheiro para sustentar 80% do seu nível de vida. O resto, os 20% que seriam precisos para manter o país a funcionar, tem de ser financiado através de empréstimos no exterior, já que não há poupança nem recursos internos para compensar o desequilíbrio, mas hoje esse capital já não existe. Fugiu.

Ou seja, a seguir a este novo pacote que está a ser negociado a custo com a troika, se nada de extraordinário mudar na Zona Euro, a Grécia terá de continuar indefinidamente ligada à máquina e a viver às pinguinhas. Os gregos acabam, portanto, de entrar no quinto ano de recessão, mas já perceberam que têm pela frente mais um interminável período de empobrecimento profundo, enxovalho político e cultural – made in Germany – e um doloroso drama social que envergonhará a Europa durante muitos anos.

A austeridade na Espanha e em Portugal, por Mário Soares

Por Paulo F.

Do Diario de Notícias de Lisboa

Espanha, aqui ao lado

por MÁRIO SOARES  Hoje

1 -É conhecido que sou, e sempre fui, um amigo de Espanha, sem deixar de ser, naturalmente, um patriota português. Amigo e admirador de Espanha, porquê? Porque sou apaixonado pelo génio dos povos de Espanha, pelas suas paisagens e monumentos, pelas suas diferenças tão pronunciadas e criatividade. Devo muito à cultura de Espanha: à sua literatura, artes, ciência, pensamento e até música. Segui de perto, apesar de muito jovem, a guerra civil de Espanha, que politicamente me marcou. Depois, li e reli um livro do embaixador americano, Claude G. Bow-ers, enviado pelo Presidente Roosevelt, que viveu em Espanha de 1933 a 1939 e conheceu de perto todas as grandes figuras desse tempo apaixonante e terrível. Ensinou--me muita coisa e confirmou as minhas convicções. Pessoalmente, viajei muito por Espanha e, depois da morte de Franco, convivi com as grandes figuras políticas e intelectuais que participaram na transição democrática - a começar pelo Rei D. Juan Carlos - e depois, no mesmo dia em que os dois Es-tados ibéricos aderiram à então CEE, hoje União Europeia, as minhas relações com Espanha multiplicaram-se.

O desemprego assola a zona do euro

De Reuters/ O Globo.com

Desemprego na zona do euro é o maior desde 1998

Taxa de desocupação nos 17 países atingiu 10,4% em dezembro

BRUXELAS — O desemprego na zona do euro alcançou o maior nível desde a introdução da moeda única, segundo dados divulgados nesta terça-feira, um dia após a promessa dos líderes da União Europeia de se concentrar em criar vagas para tentar estimular a lenta economia do continente. O desemprego nos 17 países do bloco subiu para 10,4% em dezembro, taxa com ajustes sazonais igual à leitura revisada de novembro, informou a agência de estatísticas Eurostat.

É o maior nível desde junho de 1998, antes da introdução do euro, em 1999, segundo a Eurostat.

El País: o declínio da classe média europeia

Do El País

La pobreza atrapa a la clase media europea

La crisis agudiza los problemas de decenas de millones de ciudadanos de la UE

Campesinos griegos reparten fruta y verdura gratis en una plaza en Grecia. / ANGELOS TZORTZINIS (AFP)

Dimitris Pavlópulos tiene una pensión de 550 euros al mes, y un desembolso en medicinas que ronda los 150. El recorte de subvenciones en gasto farmacéutico le obliga a elegir entre comprar un litro de leche (1,5 euros) o una de las recetas que su enfermedad demanda, porque le es imposible afrontar ambos gastos.

"Europa não está à beira do abismo", diz Sarkozy

Por Paulo F.

Do Jornal de Negocios.pt

Sarkozy: "A Europa já não está à beira do abismo"

Lusa 

O presidente francês Nicolas Sakozy afirmou hoje que as medidas de austeridade impostas para acabar com a crise financeira na Europa finalmente começaram a fazer efeito.

Falando numa intervenção transmitida em simultâneo por vários canais de televisão franceses, Sarkozy afirmou que a "Europa já não está à beira do abismo" e que "os elementos de uma estabilização da situação financeira no mundo e [em particular] na Europa estão em marcha".

No caso de França, Sarkozy afirmou que o défice público desceu mais do que o previsto em 2011 para 5,3 por 5,4 por cento do PIB.

Intenção do The Economist é tirar foco da crise em seu país

Por Leandro Pereira

Esse artígo ridículo não é evidência de desconfiança internacional nenhuma. Somos um dos países mais tolerantes do mundo em relação as diferenças de cor, religião, gênero, etc. A unica coisa que esses britânicos estão pretendendo é desviar, a todo o custo e qualquer pretexto, o foco da opiniao publica deles sobre a propria crise que corroi a sua economia.

Não por acaso, esta semana foi divulgado que o PIB britânico teve a segunda retração trimestral em menos de um ano (http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/01/economia-britanica-se-contrai-02-no-ultimo-trimestre-de-2011.html)

Além disso, é bom lembrar que o Economist é um jornal representativo dos setores mais racistas e anti-progressistas britânicos, os mesmos que desrespeitam os negros abertamente, tal como no episódio recente das manifestações nos suburbios ingleses - em que uma apresentadora britânica, branca, desrespeitou, AO VIVO, um dos intelectuais negros de maior respeito no país, em um jornalistico da BBC!!

 http://blogln.ning.com/forum/topics/a-li-o-de-mr-dowe-a-uma-jornalista-da-bbc?xg_source=activity

Moral da história: o que esses retrógrados conservadores e racistas do Economist têm a ensinar ao Brasil em matéria de racismo? NADA

Fórum Social debate a crise, e soluções possíveis

Por Marco Antonio L.

Da Carta Maior

Cassen prevê longa crise européia; Garcia propõe 'solução argentina'

O jornalista francês Bernard Cassen, fundador do Diplô, e o historiador Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais da Presidência, participaram de debate promovido pela Carta Maior, no Fórum Social Temático. Enquanto Cassen considerou que as medidas de austeridade não solucionam as raízes da crise, Garcia avalia que apenas um calote, como fez a Argentina, poderá colocar os europeus no rumo do crescimento econômico. Ele alertou, porém, que falava como "pessoa física", e não membro do governo brasileiro.

A Reação Ideológica no Filme "Sem Limites"

 

O filme “Sem Limites” (Limitless, 2011) a princípio representa uma reação ideológica à onda de documentários críticos à financeirização global trazida pelo modelo neoliberal ao narrar a estória de um protagonista que poderíamos chamar de “neuro-yuppie” (legítimo representante da chamada “Geração Y) que vê seu cérebro turbinado por “smart pills” e enriquece no mercado financeiro. Um novo modelo de "self made man", não mais legitimado por modelos éticos ou morais protestantes do início do capitalismo, mas agora  fundamentado no paradigma neurocientífico.

Cameron: taxar transações financeiras é "loucura"

Por Paulo F.

Do sol.sapo.pt

Cameron diz que taxa sobre transacções financeiras é 'simplesmente loucura'

A taxa sobre as transacções financeiras, defendida pela França e pela Alemanha, é «simplesmente loucura», declarou hoje o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no Fórum Económico Mundial, em Davos.

«O facto de se considerar isso (a taxa) num momento em que nos esforçamos para assegurar o crescimento das nossas economias é simplesmente loucura», declarou diante dos participantes deste 42.º fórum de Davos, adiantando que a Comissão Europeia calculou em perto de 500.000 o número de empregos perdidos se aquela taxa entrasse em vigor na Europa.

Segundo o primeiro-ministro britânico, a Comissão Europeia calculou ainda em cerca de 200 mil milhões de dólares a redução do produto interno bruto (PIB) para a União Europeia, considerando que o imposto poderá forçar cerca de 90 por cento dos operadores em alguns mercados financeiros a deixar a UE.