O braço de manuelzão

Por romério rômulo

o braço de manuelzão, 1

minas é um rio comprido
como um cachorro latido
no braço de manuelzão

eu olho minas de perto
como tecido coberto
pelo balaço do mar

manuelzão e mar são coisas
de fazer minas chorar.

romério rômulo

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SAMPA BLUES

SAMPA BLUES

25/01/12

Que terra é essa,

que desconheço

desde o dia em que aqui nasci? 

Que terra é essa,

única,

onde me sinto em casa

por não ter mais aonde ir? 

Que terra é essa,

que me acolhe em seu seio

BRADO INÚTIL

BRADO INÚTIL


Li notícias e vi imagens que encarnam a canção de Adoniram Barbosa,
Truculência policial a mando do católico governador paulista da Opus Dei
Contra indefesos moradores atendendo a interesses de um megainvestidor falido,
Neste país o direito à propriedade e à usura é maior até mesmo do que o primeiro mandamento.
Estupro ao vivo no estúpido reality show,
Ninguém se importa e ignora o Occupy  Wall Street,
Brado inutilmente contra tudo isto
Declamando estes versos tristes.
24/1/2012 14:16:29

'montar a musa, 1', por Romério Rômulo

Do Portal Luis Nassif
Página de romério rômulo

montar a musa, 1

montar a musa é um estado lindo
por só cair em exercício findo.
os pedestais, coivaras e delírios
são pontes soltas pelos meus martírios.

quanta poesia rebelde e insensata
já me queimou na esfera correlata!

 

romério rômulo

O repente do CNJ

Por Edmar Melo

Nassif, meu fora de pauta de hoje vai falando sobre a crise que se instalou entre o Conselho Nacional de Justiça - CNJ e o Supremo Tribunal Federal – STF. E vai no verso.

A JUSTIÇA NA BERLINDA

O grande Montesquieu

Quando pensou o Estado

Dividiu em três poderes

Harmônicos, mas separados

Falou em alto e bom som

Que seria muito bom

Ter os três bem controlados.

Porém, o Judiciário

Não se deixa investigar

Com medo que se descubra

As mazelas que tem lá

Correições iniciadas

Hoje estão paralisadas

Por força de liminar.

Contemplação

Contemplação

dec.80

Se me apresento ao mundo

Com olhos de estar distantes

Pode parecer aos que são contentes

Desinteresse, descaso ou desquerer.

Eis que não são olhos de enxergar.

Trivial de Cecília Meireles

Por lucianohortencio

RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha essas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha esse coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
-- em que espelho ficou perdida
a minha face?

[poema parte do livro Viagem, declamado pela escritora e poetisa Cecília Meireles na Rádio MEC]

 

 

A vida é voo em vão...

A Vida é voo em vão

mínima viagem

fuga mal executada

flecha apenas

relâmpago

Breve solo de flauta de um Deus triste

ave à espera da noite

asa sobre o nada

ovo pávido no vácuo do dia

A vida é voo sem alvo

mínimo poema em movimento

TALVEZ EU SAIBA O QUE IMAGINO

 

TALVEZ EU SAIBA O QUE IMAGINO

 

 

Talvez eu saiba menos do que eu acho que sei

E eu saiba mais do que eu preciso saber

Como tudo o que eu quis eu ganhei ou comprei

Agora jogo fora com mais prazer.

Se eu não sei as perguntas mais básicas

Só posso esperar acontecer

As alegrias belas e as tristezas trágicas

Que engrandecem o meu ser.

Venha o que vier, estou preparado,

Os órfãos do poeta Ferreira Gullar

Por Carlos Alberto Alves Marques

Comentário do post "A pouca solidariedade dos discriminados'

Não posso resistir e peço permissão para postar aqui o excelente texto do professor, escritor e jornalista Juremir Machado da Silva, no jornal Correio do Povo, sobre Ferreira Gullar, o hoje melancólico comunista arrependido, a serviço das forças e interesses que sempre combateu em seus melhores anos.

Porção individual

PORÇAO INDIVIDUAL

                                   12/04

E se por fim eu reconhecesse que você não virá?

E se, então, eu não saísse às ruas nessa procura

Desnecessária,

PORÇAO INDIVIDUAL

PORÇAO INDIVIDUAL

                                   12/04

E se por fim eu reconhecesse que você não virá?

E se, então, eu não saísse às ruas nessa procura

Desnecessária,

Advertencia Al Lector - Nicanor Parra

Autor: 

El autor no responde de las molestias que puedan ocasionar sus escritos:
Aunque le pese.
El lector tendrá que darse siempre por satisfecho.
Sabelius, que además de teólogo fue un humorista consumado,
Después de haber reducido a polvo el dogma de la Santísima Trinidad
¿Respondió acaso de su herejía?
Y si llegó a responder, ¡cómo lo hizo!
¡En qué forma descabellada!
¡Basándose en qué cúmulo de contradicciones!

Según los doctores de la ley este libro no debiera publicarse:
La palabra arco iris no aparece en él en ninguna parte,
Menos aún la palabra dolor,
La palabra torcuato.
Sillas y mesas sí que figuran a granel,
¡Ataúdes!, ¡útiles de escritorio!
Lo que me llena de orgullo
Porque, a mi modo de ver, el cielo se está cayendo a pedazos.

Los mortales que hayan leído el Tractatus de Wittgenstein
Pueden darse con una piedra en el pecho
Porque es una obra difícil de conseguir:
Pero el Círculo de Viena se disolvió hace años,
Sus miembros se dispersaron sin dejar huella
Y yo he decidido declarar la guerra a los cavalieri della luna.

Mi poesía puede perfectamente no conducir a ninguna parte: