A análise da personalidade pelo tipo sanguíneo no Japão

Por Demarchi

Da BBC Brasil

"Diz-me teu tipo sanguíneo e te direi quem és" - dita a obsessão japonesa

Ruth Evans

Você é A, B, O ou AB? Na maior parte do mundo, perguntar sobre o tipo sanguíneo de uma pessoa é relevante em um contexto médico, quando se discute a possibilidade de uma transfusão de sangue. Não no Japão.

Na sociedade japonesa existe a crença de que a personalidade de uma pessoa está vinculada ao seu tipo de sangue - e isso pode ter implicações profundas sobre sua vida amorosa e profissional.

Reza a lenda que pessoas do grupo sanguíneo A são sensíveis, perfeccionistas e trabalham bem em equipe, mas são ansiosas demais. As do grupo O são curiosas e generosas, porém, teimosas. Indivíduos com tipo de sangue AB são artísticos, misteriosos e imprevisíveis. Os do grupo B são alegres, porém, excêntricas, individualistas e egoístas.

Cerca de 40% da população japonesa pertence ao grupo A, 30% ao grupo O, 20% ao grupo B e 10% ao grupo AB. Leia mais »

O humor segregacionista dos EUA

Por Gunter Zibell - SP

Do Pragmatismo Político

Racismo explícito no Zorra Total relembra humor segregacionista dos EUA

Jorge da Silva

Nos Estados Unidos, o uso de atores brancos – ou mulatos – com a cara pintada de preto, ou “blackfaced”, em papeis que ridicularizavam os negros foi prática comum nos tempos da segregação racial

Um quadro do programa Zorra total, da Rede Globo, tem provocado indignação no público sensível aos problemas do racismo e da discriminação racial no Brasil. Tem como protagonista uma mulher chamada Adelaide – interpretada pelo ator – em que se concentram todos os estereótipos negativos atribuídos às mulheres negras: é feia, desdentada, ignorante, e costuma fazer referências pejorativas, por exemplo, ao cabelo dos negros. Um combustível perfeito para o bullying que aflige as crianças negras, especialmente as meninas, na escola e nos círculos de convivência, contribuindo para manter baixa a autoestima de um segmento da população quotidianamente adestrado a se sentir e comportar como inferior. Leia mais »

O amor em tempos de internet

Por Marco Antonio L.

Do Sul 21

O tempo do amor

Por Otávio Augusto Winck Nunes

Com idade beirando os 70 anos, mais de um metro e noventa, peso que ultrapassava os três dígitos, e o sotaque característico do interior, um conterrâneo de Gisele Bündchen, interroga se é possível o amor durar em tempos de internet. Ele acostumado que está as formas mais tradicionais de encontrar e conhecer a pessoa amada, seja no clube, na igreja, na escola, no trabalho. Não se absteve de, inclusive, apresentar a receita que ele e sua esposa encontraram para manter um relacionamento de 45 anos: a conversa diária. Uma de suas preocupações é o “encurtamento” das distâncias possibilitado pela internet; outro, a desconfiança que o estranho mundo virtual, e o encontro com o outro estranho, o amado, possam ser enganosos. Preocupações, por certo, pertinentes e que sempre ocorreram. Mas, que tem se potencializado, ao se acentuar a determinação do tempo nas relações em detrimento de outros referentes para medir a eficácia das relações. Leia mais »

Os comediantes reacionários

Por alfeu

Do Diário do Centro do Mundo

Sobre os humoristas brasileiros

Paulo Nogueira

À falta de graça eles aliam um reacionarismo que os isola da voz das ruas

O Brasil, conforme constatou agudamente um leitor do Diário, tem uma esquisitice humorística: os comediantes são reacionários. Não vou entrar no fato de que são essencialmente sem graça. Me atenho apenas ao conservadorismo. Comediantes, como artistas em geral, costumam, em todo o mundo, ser progressistas. Eles quase sempre têm uma forte consciência social que os leva a criticar situações de grande desigualdade e a ser antiestablishment.

Os comediantes brasileiros fogem da regra, e esta é uma das razões pelas quais são tão sem graça. Marcelo Madureira é um caso extremo de conservadorismo petrificado e completo alinhamento com o chamado “1%”. Marcelo Tas é outro caso. De Londres, não o acompanhei, mas ao passar algumas semanas no Brasil, agora, pude ver – sem sequer assistir a um episódio de seu programa – o quanto ele é mentalmente velho. Leia mais »

A receita do feijão tropeiro "vovó Julieta"

Por Zuraya

Comentário ao post "Sugestão para o almoço de domingo"

Feijão tropeiro  "vovó Julieta"

Ingredientes:

1/2 Kg de toucinho fresco

300 gramas de lingüiça temperada

2 colheres de bom óleo de cozinha

2 colheres de cebolinha picadinha

2 ovos

3 xícaras de feijão mulatinho novo

1 xícara de boa farinha de mandioca Leia mais »

As práticas de corrupção do dia a dia do brasileiro

Do Terra

Lista aponta 10 'práticas de corrupção' do dia a dia do brasileiro

MARIANA DELLA BARBA

Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano. "Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público", diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.

Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético. Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção. A lista inclui não dar nota fiscal, não declarar Imposto de Renda (IR), tentar subornar o guarda para evitar multas, falsificar carteirinha de estudante, dar/aceitar troco errado, roubar TV a cabo, furar fila, comprar produtos falsificados, no trabalho, bater ponto pelo colega e falsificar assinaturas.

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A exposição da vida das crianças nas redes sociais

Por Marco Antonio L.

Da Agência Brasil

Pesquisa mostra que crianças expõem vida pessoal nas redes sociais

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília- Sexta-feira, fim da tarde. Crianças e adolescentes se divertem embaixo do bloco em um condomínio fechado de classe média alta da capital federal. É o anúncio da chegada do fim de semana. Entre as velhas brincadeiras, futebol e polícia e ladrão são algumas das preferidas. Mas, além de se divertirem como na época dos pais, a turma entre 9 e 13 anos tem outra mania: as redes sociais.

“Pelo menos, uma vez por dia, acesso [o Facebook] para conversar com meus amigos, jogar e compartilharlinks com imagens de quadrinhos ou gravuras engraçadas”, diz Guilherme Lima, de 11 anos.

A professora Fabíola Neves, mãe dele, diz que está sempre de olho no que o filho faz na rede. “Com o consentimento dele, tenho as senhas de conta de e-mail e redes socais e sempre vejo com quem ele conversa e que tipo de conteúdo acessa", conta. Porém, admite que não é possível monitorá-lo por 24 horas. “Não sei que conteúdos ele acessa quando não está em casa [na escola ou na casa de amigos], mas acredito que sejam sempre os mesmos. Se ele já tivesse visto algo inadequado ou tivesse em contato com estranhos, eu saberia pelo comportamento”, garante. Leia mais »

Os perigos do maniqueísmo

Por Marco Antonio L.

Do Direto da Redação

O perigoso mundo do maniqueísmo

Por Rodolpho Motta Lima

O dicionário define maniqueísmo, em seu sentido extensivo, como uma “doutrina que se funda em princípios opostos, bem e mal”. Suas origens remontam a uma concepção religiosa surgida na Pérsia e disseminada pelo mundo, mas não é minha intenção aqui ir além dessa consideração histórica. Importa-me, nesta oportunidade, perceber que tal visão – presente como fundamental em praticamente todas as religiões - espalha-se para outros domínios, sendo exaustivamente encontradas nas narrativas mais antigas e nas contemporâneas, nos dramas de então e de agora, em um rol de dicotomias de tipo mais que variado. Pense, por exemplo, na Cinderela e na madrasta má do conto infantil, no lobo e na ovelha da fábula, no lado luminoso e no escuro da Força na Guerra das Estrelas. Pense nas incontáveis histórias que envolvem os bons terráqueos e os terríveis extraterrenos. Pense nos fundamentalismos maniqueístas espalhados pelo mundo, no Oriente e no nosso Ocidente. Pense em Carminha e Nina, se quiser... Leia mais »

A trama novelesca do assassinato do Secretário de Maringá

Por Zeza Estrela

Nassif, ontem me senti em outro país, ou pelo menos o Paraná pareceu fora do comum. Lendo uma notícia antiga sobre o assassinato de um ex-secretário de fazenda de Maringá, que fez um tremenso assalto aos cofres públicos da cidade, pareceu que eu estava em algum outro local, onde o casamento entre pessoas de mesmo sexo é completamente comum. 

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1197952&tit=Motivacao-era-me-livrar-do-Paolicchi-antes-que-ele-se-livrasse-de-mim 

O companheiro do morto, que btw foi o mentor do assassinato, vivia em regime de comunhão de bens com o falecido e o pai dele, que também se envolveu no crime é chamado de sogro do falecido, mesmo que não soubesse da tendência sexual do filho até o trágico desfecho. 

Sinceramente me senti em outro país, ou em alguma realidade paralela. O_O

Ruína da Pólis, Ruína do Esporte

Cabe recorrer à mitologia. Os Jogos Olímpicos teriam sido inaugurados por Hércules, para celebrar um de seus doze trabalhos.
Curiosamente, não se trata de derrotar um monstro poderoso e terrível. O tal trabalho celebrado é o quinto.
Precisou limpar os currais do rei Augias, que guardavam três mil bois e, havia trinta anos, não eram limpos.
O estado era tão terrível que a área estava envolta num gás fedorento e mortal. Para realizar sua missão saneadora, Hércules teve que desviar dois rios. Leia mais »

Imagens: 
Ruína da Pólis, Ruína do Esporte

Sobre a questão da caridade

Por Antenor Filho

Comentário ao post "Às vezes Jesus se disfarça..."

Comigo aconteceu algo parecido e eu nunca me perdoei por isso.

Eu morava na Baixada Fluminense e certa noite, por volta das 20 horas, ao voltar da casa de uma namorada em Belford Roxo, enquanto aguardava o ônibus, apareceu uma senhora com uma receita de um remédio na mão dizendo que precisava comprar um xarope para seu filho. Antes dela se aproximar eu já notei passos meio cambaleantes, e quando ela falou sua voz era baixa e trêmula e seus olhos estavam vermelhos de puro álcool eu deduzi logo. Fui logo dizendo que não tinha um centavo sequer no bolso.

A senhora se afastou e logo apareceram duas senhoras caminhando em nossa direção e a senhora com a receita na mão as abordou, uma das senhoras abordadas retirou uma nota de sua bolsa e entregou para a bebum e eu fiquei só observando. Meu ônibus se aproximava mas deu tempo de ver a bebum entrando numa farmácia e logo saindo com uma sacolinha branca com um típico vidro de xarope dentro. Leia mais »

A trajetória do Cine Popular, em Itabaiana

Por Jose de Almeida Bispo

Comentário ao post "O caminho do fim da Newsweek"

O Cine Popular foi um marco: não mais uma sala improvisada no mercado público, ou em alguma sala mais espaçosa de uma casa ou mesmo antigo armazém, mas, uma sala de cinema. Passaram por ele clássicos variados do cinema mudo ao nascente filme sonoro e até colorido. Mas, por volta dos 50, alguma coisa aconteceu e ele entrou em rota de extinção. Pior, ao começar operar por volta de 1962, o Santo Antônio levou toda a clientela da pequena cidade de então 13 mil habitantes, de gosto mais popular. O Popular, sob variadas direções que o arrendou, capengou durante mais vinte anos exibindo filmes de pornochanchada com cada vez menos adeptos. Seu grande dia de glória ao final da vida foi quando em maio de 1981 recebeu um agitador trabalhista com uns poucos assessores e pelo menos uns dez agentes do SNI, disfarçados ou nem tanto, fora os dedos duros, para uma palestra. Fechou em definitivo por volta de 1985 e nunca mais abriu. E o agitador tornou-se depois um dos homens públicos mais brilhantes da história recente do país, e seu presidente.

Parece sina de quem está caindo pelas tabelas buscar se aferrar a qualquer coisa que aparente servir de tábua de salvação, o que de fato, só faz piorar as coisas, porque, além da desconfiança de que vá quebrar, também perde a confiança no caráter.

O cinema em questão, usado como ilustração existiu em minha ciade, desde 1922. Leia mais »

As leis e teorias do debate na internet

Por Assis Ribeiro

Comentário ao post "A não-etiqueta das redes sociais"

Do blog Memento

Se debatendo na internet

Então você está gostando dessa coisa chamada internet e resolveu entrar em algum fórum ou rede social para debater um assunto que lhe interessa. Talvez você queira postar algo sobre um tópico polêmico como religião, política, futebol ou vegetarianismo.

Apesar de ser praticamente impossível se preparar para a infinidade de desdobramentos possíveis, um pouco de teoria sobre a babaquice humana permite prever algumas das situações com que você certamente irá se deparar.

Lei de Poe

É uma ironia sobre comportamento em debates na internet que estabelece que:

Sem uma “carinha feliz” (emoticon) ou outra óbvia exibição de humor, é impossível criar uma paródia de fundamentalismo (religioso, normalmente) que alguém não vai confundir com um argumento verdadeiro.

A Lei de Godwin

Ela diz que:

À medida que uma discussão na internet cresce, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Hitler ou nazistas aproxima-se de 1 (100%). Leia mais »

Os prós e contras da mudanças provocas pelas redes sociais

Por JB Costa

Comentário ao post "A não-etiqueta das redes sociais"

Confesso que já fui crítico ácido das chamadas redes sociais. Fruto, talvez, da minha dificuldade de não acolher o fútil, os esnobismos, auto-ajuda(arg!), a pregação moralista religiosa, a linguagem telegráfica e as agressões costumeiras a "ultima flor do Lácio".

Felizmente, depois do internamento por sessenta dias numa clínica especializada em "redeofobias", hoje minha visão crítica esmaeceu um pouco. Em resumo: entrei no jogo.

Eis o grande paradoxo da pós-pós....modernidade: o indivíduo reduzindo cada vez mais suas interações pessoais ao tempo em que passa a se integrar em comunidades virtuais  sem fronteiras, nas quais a afetividade cede lugar ao impulso de fundo egocêntrico de "mostrar-se ao mundo".

Sou ainda do tempo em que ainda  vicejava uma sociedade "primitiva" com relação a essa. A simplicidade, a incipiente - quase inexistente - disponibilidade de bens de consumo duráveis, os valores ditos morais, os excessos de "espaço", impulsionavam automaticamente para a sociabilidade, as interações pessoais, o companheirismo, a cumplicidade nas alegrias e tristeza; enfim, a sublimação do sentimento de pertencer a uma família, a um grupo, comunidade, num sentido totalmente diverso do que hoje permeia essas chamadas redes sociais. Leia mais »

A Razão de Deus: economista discute deus e ciência em livro

A razão à favor de deus

Em livro, economista José Carlos de Assis aborda um deus natural, filosofia e ciência e defende a Era da Cooperação

Por Bruno de Pierro, do Brasilianas.org

No final dos anos 1920, os físicos Niels Bohr e Albert Einstein travaram um famoso debate em relação às novas ideias que surgiam no campo da física, a respeito do quantum, a partícula subatômica indivisível, em torno da qual se estruturou a Física Quântica. Bohr, junto com o também físico Werner Heisenberg, defendiam o princípio de incerteza, segundo o qual é impossível determinar, em valores exatos, a posição e a velocidade de uma dessas partículas. Einstein, por sua vez, não se dava por satisfeito e refutava a concepção probabilística dos colegas, lançando desafios que sempre eram vencidos por Bohr. Foi neste embate acadêmico que Einstein tornou célebre a frase “Deus não joga dados com o universo”, como forma de consolidar seu posicionamento sobre o determinismo na ciência.

Décadas depois, os princípios de Bohr prevaleceram, e a máxima de Einstein teve de ser alterada. Em meados dos anos 1990, o físico agnóstico Stephen Hawking fez a correção: “Deus às vezes joga dados”. Ao menos no meio científico, o Princípio da Incerteza de Heisenberg influenciou outras áreas do conhecimento, impondo restrições à precisão científica e consolidando o modelo de que a ciência deve levar em conta a incerteza e a probabilidade dos sistemas complexos. Contudo, deus não entrou nessa história por acaso. Assim como em Einstein, a idéia de um criador determinista é tão viva quanto a Teoria da Relatividade. E o embate entre crentes e ateus perdura por séculos.

Buscando superar a tradicional polarização entre criacionistas e evolucionistas, o economista e professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) José Carlos de Assis lançou, em agosto, A Razão de Deus (Editora Civilização Brasileira, 352pp.). No livro, Assis recupera a noção de um deus probabilístico, ou seja, oposto àquele que tudo criou definitivamente. “A natureza profunda da física é probabilistica. Na medida em que você já tem o conhecimento da física quântica, é muito mais fácil entender o livre-arbítrio”, explicou, em entrevista concedida ao Brasilianas.org.

Confira a entrevista em vídeo, com transcrição completa abaixo.

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