O "chá das cinco" em São Paulo

Por Andre Araujo

Publicado originalmente em 27/05/2012

O CHÁ DAS CINCO EM SÃO PAULO - Até o final dos anos 40 e mesmo no inicio dos 50 São Paulo ainda tinha salões de chá da tarde, no estilo inglês. O mais fino era o da Confeitaria Vienense, na Rua Barão de Itapetininga, com decoração belle epoque e  musica ao vivo de violinos. Uns150 metros antes havia o chá do Mappin, a famosa loja de departamentos de origem britanica, em São Paulo desde o inicio do século como Mappin & Webb. Outra com chá era a Galaeria Paulista de Modas, na Rua Direita, antiga Casa Alemã de antes da guerra. Mais classe media era a Clipper, em Santa Cecilia.

A tradição inglesa de chá da tarde em grandes lojas de deprtamentos já era bem antiga. A loja Harrods londrina,  tinha um lindo salão de chá com vitrais no teto no ultimo andar da famosa loja . outras department stores de Londres tambem tinham salões de chá mas a Harrods era a mais famosa pela beleza do salão e pela qualidade da frequencia, era e é a loja aonde a Rainha compra suas roupas de baixo, escovas, lenços e luvas.

O habito inglês em São Paulo era realmente uma delicia. No Mappin tambem se celebravam aniversarios de crianças no chá da tarde, as mulheres muito bem vestidas, algumas ainda com luvas. Acompanhava o chá biscoitos, bolos, podia-se pedir sanduiches e tortinhas. Leia mais »

O projeto contra o preconceito na zona norte do RJ

Sugerido por Adamastor

Do O Globo

Professor reúne apelidos racistas e cria projeto contra preconceito

LEONARDO VIEIRA

RIO - Mais de 125 anos depois da Lei Áurea, o racismo entre alunos do ensino fundamental chamou a atenção de Luiz Henrique Rosa, professor de biologia da Escola Municipal Herbert Moses, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Assustado com a agressividade das crianças, Rosa pediu que todos colassem no papel os apelidos já ouvidos na escola. O resultado? Das mais de 400 terminologias catalogadas, cerca de 360 continham conteúdo racista, como “macaco”, “galinha de macumba” e “asfalto”.

No mesmo período dessa pesquisa, Rosa, entusiasta da história dos negros no Brasil, ficou impressionado com a falta de curiosidade pelo aniversário da Revolta de Vassouras, rebelião escrava ocorrida em 1838. Pressionado pelo racismo em sala de aula, de um lado, e o desconhecimento da cultura negra, de outro, o professor resolveu agir. Assim nasceu, no fim de 2009, o projeto “Qual é a Graça?”.

No quintal então abandonado da escola, Rosa pediu para que seus alunos escrevessem e colassem no muro os quase 200 nomes de escravos que participaram da revolta. O objetivo era que cada um “apadrinhasse” um cativo, estimulando o sentido de responsabilidade. Cada estudante contribuiu com R$ 6 pelo pedaço de mármore. É possível encontrar nomes cristãos como "Concórdia", "José" e "Cesário", dados aos cativos assim que chegavam ao Brasil. Já as pedras com os dizeres "Deus Sabe seu Nome" representam os escravos não identificados, fazendo uma analogia com o "Soldado Desconhecido", no monumento em homenagem aos combatentes da Segunda Guerra Mundial. Leia mais »

Apresentadora Oprah Winfrey diz que sofreu racismo na Suíça

Sugerido por Gilson AS

Até a negra mais rica do mundo sofre com o preconceito racial.

Do G1

Oprah Winfrey afirma ter sido vítima de racismo na Suíça

Ela alega que vendedora de loja negou mostrar bolsa por ser 'caro demais'. Apresentadora estava em Zurique para casamento da cantora Tina Turner.

A apresentadora norte-americana Oprah Winfrey afirmou ter sido vítima de racismo numa butique de luxo em Zurique, onde ela se encontrava para participar no casamento da cantora Tina Turner.

Em uma entrevista concedida ao apresentador Larry King no site Ora.tv, a rainha dos talk-shows contou que uma vendedora negou-se a mostrar uma bolsa, afirmando que o acessório "era caro demais para ela". A vendedora ainda explicou que o artigo havia sido criado exclusivamente para a atriz Jennifer Aniston. Leia mais »

A novela das oito e a hipersexualização do negro

Sugerido por implacavel

Do Portal Geledés

Mateus Solano e a hipersexualização do negro

Por: Higor Faria

Não é de hoje que a novela de Walcyr Carrasco, 'Amor à vida', tem causado polêmica nas questões étnico-raciais. Há alguns meses atrás, o autor recebeu de telespectadores reclamações de que não havia nenhum negro no elenco. Verdade, não tinha nenhum preto escalado para o folhetim. Depois dessas queixas, chamaram Ana Carbatti para fazer o papel de uma doutora que até então não estava na sinopse. Num país onde mais de 50% da população é negra (IBGE), é no mínimo estranho não haver gente dessa etnia numa trama com tantos atores, mas a discussão não é essa.

A polêmica da vez surge de uma declaração do ator Mateus Solano — principal antagonista (e destaque) da trama. Em entrevista, o ator afirmou "Eu cheguei até a cogitar que o Félix seria preso e que encontraria um negão na cadeia que faria ele feliz, ou coisa parecida". Nesse momento, ouço Ali Kamel berrando "não somos racistas". Mas nada me tira da cabeça que o discurso de Solano (consciente ou não) se baseia em antigos pilares da estereotipia para estigmatizar o negro alto e corpulento — ou, como o próprio ator classifica: o negão.

Ao longo dos séculos, foram construídos e reproduzidos diversos estereótipos sobre o corpo negro, como da mãe preta, da mulata sensual, do negro-de-alma-branca e do negão (aqui um belo trabalho sobre isso no cinema). Esses estereótipos não são motivos de orgulho nenhum e só servem para estigmatizar e reduzir a figura do preto que o carrega e do grupo ao qual faz parte. Leia mais »

A pornografia vs o sexo real

Sugerido por Henrique, o Outro

Do Expresso.pt

Pornografia vs sexo real: de comer e chorar por mais

Paula Cosme Pinto

Lembro-me de há uns meses ter participado num workshop feminino dado por uma atriz porno portuguesa e de ela ter satisfeito grande parte das curiosidades do mulherio presente sobre os filmes para adultos. Sim, "lá muito de vez em quando" até tinha um orgasmo durante as filmagens, mas quem é que "atura estar em alta durante quase uma hora de penetração ou meia hora de sexo oral?", disse-nos sem papas na língua. Quanto às ejaculações femininas dignas de filme: "Ui, até com iogurte líquido nós as simulamos e eles também". Enfim, se havia naquela sala alguém que ainda tivesse idade para achar que tudo o que se vê nestes filmes pornográficos roça a realidade da vida sexual fora do ecrã, deve ter percebido que há mais mitos do que o Pai Natal.

Quando na semana passada me enviaram um vídeo que, tal como previa, tinha tudo para se tornar viral, recordei as palavras daquela atriz e das risadas que deu com algumas das perguntas ingénuas que lhe faziam. E a sinceridade com que assumiu que em sua casa é tudo muito mais rápido, com direito a dores de cabeça de vez em quando porque não está, simplesmente, para ali virada. Mesmo que o sexo seja a sua vida. Leia mais »

Vídeos: 
Veja o vídeo

O meio gay é o mais homofóbico que existe

Autor: 

Walcyr Carrasco desceave nesta entrevista a homofobia no mundo gay e fala de seu personagem Félix a "bicha malvada"

http://acapa.virgula.uol.com.br/cultura/o-meio-gay-e-o-mais-homofobico-que-existe-walcyr-carrasco-fala-sobre-felix-e-as-bichas-mas/3/4/22639

“O meio gay é o mais homofóbico que existe”

Walcyr Carrasco fala sobre Félix e as “bichas más”

O autor Walcyr Carrasco revelou em um texto na sua página no Facebook, que o vilão Félix seria uma mulher na sinopse original de “Amor à Vida”. Leia mais »

Imagens: 
O meio gay é o mais homofóbico que existe

Alguns fatos sobre os hábitos sexuais

Sugerido por Luiz Eduardo Brandão

Do Diário do Centro do Mundo

As percepções versus as realidades no sexo

Fabio Hernandez

Engraçado como no sexo as coisas são exatamente o que parecem ser.  Um artigo no site americano The Daily Beast compilou uma série de pesquisas sobre hábitos sexuais.  Vou adiantar algumas das principais conclusões para os debates:

a) Você acha que pessoas que bebem e fumam fazem mais sexo que as demais? Acha mesmo? Pois é exatamente isso. Bebida é afrodisíaco e cigarro, embora não seja, revela que a pessoa é mais propensa a correr riscos.  Quem fuma e bebe é 200% sexualmente mais ativo do quem não faz nenhuma das duas coisas.

b) Todo mundo é levado a crer que quem frequenta missas faz menos sexo que os ausentes. Pois uma pesquisa mostra que é isso mesmo. Carolas têm 31% menos sexo que os demais.  O sentimento religioso de culpa inibe o desejo. Leia mais »

Especialistas falam sobre o orgasmo perfeito

Sugerido por BRAGA-BH

Do iG

Você sabe o que é orgasmo perfeito?

Especialistas explicam o que é e como ter um orgasmo duplo, também conhecido como perfeito

Bianca Castanho

O que se entende por orgasmo perfeito, na verdade, são dois tipos diferentes de orgasmos atingidos ao mesmo tempo: o vaginal e o clitoriano

Quem não gostaria de ter um orgasmo tão bom que poderia ser considerado perfeito? Duas especialistas em sexo, Sadie Allison e Yvonne Fulbright, falaram à revista norte-americana Cosmopolitan, em abril deste ano, sobre o tão desejado êxtase e despertaram a curiosidade de homens e mulheres. Será que ele existe mesmo? No Dia Internacional do Orgasmo, celebrado em 31 de julho, o Delas entrevistou especialistas que atestam: o orgasmo perfeito existe e não é tão difícil de ser atingido. Leia mais »

Cuidado, Os 1% Acordaram

Autor: 

 Mas não se surpreenda, nem encha o bolso de pedras. Eles não foram pra rua; mandaram seus capachos e lacaios fazer o estrago que temos visto por aí. Uma horda de Homers Simpson, e leitores da veja com suas demandas genéricas.
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Por Que Protestam???

Autor: 

 

Em 68 era contra a ditadura, no Brasil, no resto do mundo contra o Sistema em geral. Queriam amor livre além de liberdade, igualdade e fraternidade, demandas seculares jamais alcançadas.

Foi uma primavera movimentada. Leia mais »

A Carta do Colégio de Procuradores sobre a PEC 37

Carta de Brasília - Por que somos contra a PEC/37:

O Colégio de Procuradores da República, órgão do Ministério Público Federal, autoconvocado, reuniu-se em 18 de junho de 2013, no exercício de seu dever constitucional de zelar pelo estado democrático de direito e pelo respeito aos direitos constitucionais, para garantir a manutenção da capacidade de investigação para fins penais do Ministério Público e outras instituições atualmente investidas de poder de polícia, e impedir retrocesso em favor da impunidade e contra a segurança cidadã. Para isso, é necessário dizer não à PEC 37.

A PEC 37 pretende estabelecer o monopólio da investigação pela Polícia. O Estado abriga vários órgãos com poder de polícia, como a maioria dos países do mundo. A limitação a um só canal reduz em muito a capacidade de investigação dos órgãos do Estado.

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Para se entender os Filhos da Democracia

Autor: 

Nassif,

 

Nesse momento em que escrevo, meu coração está com meus amigos que estão na passeata dos 30 mil em BH. Enquanto o movimento cresce no coração de cada belorizontino, alguns presentes outros acompanhando somente via relato dos próprios, tento me colocar de fora e pensar o que chega a ser o tão alardeado R$ 0,20.

Há muita desinformação e pouca discussão acerca do levante que tomou conta do país. A midia tenta, perplexa, entender e já muda um pouco a postura na cobertura desses eventos e atribuem ao aumento das passagens. A Globo já tenta jogar políticamente dizendo ser manifestação acerca do "aumento do custo de vida". Os próprios governantes, de esquerda, de direita ou de centro, não sabem como lidar com um movimento sem lideranças, sem bandeiras e sem forma. Como negociar com essa geração que já nasceu em uma democracia, que possuem referências diversas e se levantam em um grito que se espalha como um vírus pela população? Leia mais »

A polêmica do uso de saia por homens em colégio paulistano

Por implacavel

Da EBC

Estudantes de colégio particular em SP usam saia para protestar

Fernanda Cruz

São Paulo – Cerca de 50 alunos, entre meninos e meninas, vestiram saia hoje (10) para assistir às aulas no colégio particular Bandeirantes, uma instituição tradicional da zona sul da capital paulista. A ação foi em protesto contra preconceito de que teriam sido vítimas dois estudantes, na semana passada.

Na quinta-feira (6), o aluno João Fraga, 16 anos, vestiu-se com roupas femininas para a festa junina do colégio. Segundo os estudantes, porém, João teria sido repreendido pelo professor de biologia Juvenal Shalch, que teria pedido ao aluno para que se retirasse da sala e trocasse de roupa. Posteriormente, Shalch teria comentado com outros colegas da turma que João confundiu a festa caipira da escola com a Parada Gay, que ocorreu no domingo (2) em São Paulo.

O professor confirmou ter feito o comentário, mas informou que não teve a intenção de parecer preconceituoso. “Eu falei para o João: assim você não vai entrar. O Bandeirantes não é uma escola de bairro. Nós temos alunos que são budistas, desde o judeu ortodoxo ao liberal, adventistas e muitos não admitem”, disse. O professor declarou também que não esperava tamanha repercussão na imprensa. “Nós estamos, hoje, presos a ditadura do politicamente correto. Qualquer coisa que você fala sem querer é motivo de falsas interpretações”, acrescentou. Leia mais »