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CinemaCinema: os 80 anos de TruffautEnviado por luisnassif, ter, 07/02/2012 - 11:00
Por raquel_
Do Brasil de Fato Os 80 anos do autor e seu cinema: Truffaut Nascido em 6 de fevereiro de 1932, o diretor francês deixou um legado de 26 filmes em 25 anos de carreira João Gabriel Villar Cruz
Cena final de "Les quatre cents coups" (Os Incompreendidos) - Fotos: Divulgação Sabor Gnóstico no Filme "Um Sonho Dentro de Um Sonho"Enviado por luisnassif, ter, 07/02/2012 - 01:09O Filme “Um Sonho Dentro de Um Sonho” (Slipstream, 2007), estrelado, dirigido e escrito por Anthony Hopkins certamente se enquadra na categoria do filmes com "sabor gnóstico" ao adotar uma consciência auto-reflexiva não só da realidade como da própria linguagem cinematográfica. O título em português não poderia ter sido mais feliz. Retirado de uma das linhas de diálogo do filme, é uma referência a um poema de Edgar Allan Poe "Dream Within a Dream", escrito quando ele tinha 18 anos, em 1827. Ao fazer uma referência direta a um poema de Poe, o filme se associa à tradição da "ironia romântica" que tematiza a angústia humana em ser prisioneiro da linguagem que não consegue apreender uma realidade que se perde no cruel fluxo do tempo. Um Sabor Gnóstico no Filme "Um Sonho Dentro de Um Sonho"Enviado por Wilson Ferreira, seg, 06/02/2012 - 19:18O Filme “Um Sonho Dentro de Um Sonho” (Slipstream, 2007), estrelado, dirigido e escrito por Anthony Hopkins certamente se enquadra na categoria do filmes com "sabor gnóstico" ao adotar uma consciência auto-reflexiva não só da realidade como da própria linguagem cinematográfica. O título em português não poderia ter sido mais feliz. Retirado de uma das linhas de diálogo do filme, é uma referência a um poema de Edgar Allan Poe "Dream Within a Dream", escrito quando ele tinha 18 anos, em 1827. Ao fazer uma referência direta a um poema de Poe, o filme se associa à tradição da "ironia romântica" que tematiza a angústia humana em ser prisioneiro da linguagem que não consegue apreender uma realidade que se perde no cruel fluxo do tempo. Uma Nova Experiência Pós-Morte em "O Terceiro Olho"Enviado por luisnassif, dom, 05/02/2012 - 21:42O Filme “O Terceiro Olho” (The I Inside, 2004) talvez seja um dos primeiros filmes a representar a experiência pós-morte de uma forma gnóstica. Ao abandonar as representações demoníacas e grotescas do sobrenatural, a dimensão pós-morte é apresentada não somente como uma oportunidade de iluminação, mas, também, como uma possível continuidade da ilusão da realidade terrena: o esquecimento da dimensão espiritual, aqui simbolizada pela perda da memória do protagonista. Uma Nova Experiência Pós-Morte em "O Terceiro Olho"Enviado por Wilson Ferreira, dom, 05/02/2012 - 18:28O Filme “O Terceiro Olho” (The I Inside, 2004) talvez seja um dos primeiros filmes a representar a experiência pós-morte de uma forma gnóstica. Ao abandonar as representações demoníacas e grotescas do sobrenatural, a dimensão pós-morte é apresentada não somente como uma oportunidade de iluminação, mas, também, como uma possível continuidade da ilusão da realidade terrena: o esquecimento da dimensão espiritual, aqui simbolizada pela perda da memória do protagonista. Um encontro através do espelho cósmico em "Another Earth"Enviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 18:00
Por Wilson Ferreira
Nibiru, Planeta X, Calendário Maia, Hercólobus, Marduk, planeta “Chupão” etc. Em uma época de filmes que vão na esteira dessa onda dos mais variados cenários apocalípticos para esse ano, o premiado filme independente "Another Earth" (2011) é um contraponto e ao mesmo tempo um sopro de renovação dentro do gênero sci fi: a proximidade de um estranho corpo celeste na órbita da Terra não promete catástrofes que representem punições morais e nem universos paralelos onde encontraremos mundos alternativos. O mergulho no cosmos não significa encontrar novos mundos ou civilizações, mas um problemático encontro com nós mesmos através de um espelho.
Ben Gazzara em "Crônica de um Amor Louco"Enviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 16:20
Por Jair Fonseca
Homenagem ao ótimo ator Ben Gazzara, que morreu ontem. No papel do alter ego do poeta Charles Bukowski, Gazzara diz um belo poema, que uma Vênus lhe pedira. Cena de Crônica de um amor louco, de Marco Ferreri, filme excelente de 1981. Um Encontro Através do Espelho Cósmico em "Another Earth"Enviado por Wilson Ferreira, sab, 04/02/2012 - 15:22Nibiru, Planeta X, Calendário Maia, Hercólobus, Marduk, planeta “Chupão” etc. Em uma época de filmes que vão na esteira dessa onda dos mais variados cenários apocalípticos para esse ano, o premiado filme independente "Another Earth" (2011) é um contraponto e ao mesmo tempo um sopro de renovação dentro do gênero sci fi: a proximidade de um estranho corpo celeste na órbita da Terra não promete catástrofes que representem punições morais e nem universos paralelos onde encontraremos mundos alternativos. O mergulho no cosmos não significa encontrar novos mundos ou civilizações, mas um problemático encontro com nós mesmos através de um espelho. O papel de Juliet Binoche em "Elles"Enviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 13:20
Por raquel_
Do Valor TORONTO - Aos 47 anos, Juliette Binoche ainda leva a sério o conselho profissional que recebeu dos pais, o diretor teatral Jean-Marie Binoche e a atriz Monique Stalens. “Ao anunciar a minha decisão de seguir carreira nas artes dramáticas, aos 15 anos, eles me alertaram de uma armadilha que paira sobre a profissão: a vaidade. O verdadeiro ator precisa se esquecer completamente de si mesmo”, disse Juliette, adepta da “cara lavada” nos sets de filmagem. A disposição é típica de quem não construiu a carreira apoiada nos predicados físicos. Segura de si, a francesa sempre soube imprimir sensibilidade e inteligência às personagens que encarna no cinema. “Até prefiro filmar sem maquiagem. Não vejo problema em deixar a câmera registrar as rugas do meu rosto. Dá uma sensação libertadora assumir a sua idade e deixar que o público veja como você está envelhecendo. Não há vergonha nisso”, afirmou a atriz de expressivos olhos castanhos. Margaret Atwood e a questão da dívidaEnviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 12:18
Por raquel_
Do Valor Econômico Por Diego Viana | De São Paulo A escritora canadense Margaret Atwood foi considerada visionária em 2008. A crise de Wall Street, disparada pelo escândalo dos "subprimes" e a quebra do banco Lehman Brothers, acabara de estourar quando ela lançou o livro "Payback: A Dívida e o Lado Sombrio da Riqueza" (publicado no Brasil pela Rocco em 2009). Com base em palestras para a rádio canadense, proferidas em 2007, a escritora expunha seu estranhamento diante de uma sociedade fundada sobre o endividamento irresponsável dos cartões de crédito e das hipotecas, que resultaria em desastre, primeiro nos EUA, depois na Europa. A morte de Ben GazarraEnviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 08:25
Por Sérgio Troncoso
Do Terra Ator Ben Gazzara morre de câncer aos 81 anos O ator Ben Gazzara, conhecido pela sua carreira no teatro e no cinema, morreu na tarde desta sexta-feira (3), aos 81 anos, informou o jornal New York Times. Seu advogado, Jay Julien, anunciou que ele tinha câncer de pâncreas e que morreu no hospital Bellevue, em Manhattan. Gazzara ficou famoso em 1955, na primeira montagem de Gata em Teto de Zinco para o teatro. Ele também trabalhou com o diretor John Cassavetes em filmes comoThe Killing of a Chinese Bookie (1976), If It's Tuesday, This Must Be Belgium (1969) e Os Maridos (1970). Mais recentemente, o ator esteve em O Grande Lebowski (1998), O Verão de Sam (1999), Dogville(2003) e Paris, Te Amo (2006). Toda a Ilusão do Mundo em "O Fundo do Coração"Enviado por luisnassif, sab, 04/02/2012 - 02:45
À época do seu lançamento o filme "O Fundo do Coração" (One From the Heart, 1982) foi fracasso de crítica e de público e motivo da falência do diretor Coppola. Ninguém entendeu nada. Não é para menos, pois o filme estava à frente da sua época: um musical romântico hiper-estilizado e metalinguístico reproduzindo Las Vegas em estúdio com um assombroso número de cenários antevia a sensibilidade atual onde, com a proliferação das tecnologias das imagens e virtualização do real, passamos a conviver com a suspeita de que o mundo possa ser uma ilusão fabricada, como um gigantesco estúdio. Parece que Coppola anteviu "Show de Truman" e "Matrix". Toda a Ilusão do Mundo em "O Fundo do Coração"Enviado por Wilson Ferreira, sex, 03/02/2012 - 18:33
À época do seu lançamento o filme "O Fundo do Coração" (One From the Heart, 1982) foi fracasso de crítica e de público e motivo da falência do diretor Coppola. Ninguém entendeu nada. Não é para menos, pois o filme estava à frente da sua época: um musical romântico hiper-estilizado e metalinguístico reproduzindo Las Vegas em estúdio com um assombroso número de cenários antevia a sensibilidade atual onde, com a proliferação das tecnologias das imagens e virtualização do real, passamos a conviver com a suspeita de que o mundo possa ser uma ilusão fabricada, como um gigantesco estúdio. Parece que Coppola anteviu "Show de Truman" e "Matrix". Chaplin: "Os Ricos Compram o Barulho"Enviado por luisnassif, qua, 01/02/2012 - 20:18
Ao contar a história da transição do cinema mudo para o falado, ironicamente por meio da estética em preto e brancob e sem som, o filme "The Artist" (indicado ao Oscar de melhor filme) faz diversas referências ao mais famoso resistente à sonorização: Charlie Chaplin. Ele acreditava que tal inovação destruiria a "abstração cômica" forma que, segundo ele, universalizaria o cinema. Mas havia uma dimensão política por trás dessa resistência: atacado pelas elites culturais na década de 1920 pelo "baixo nível" dos seus filmes voltados para trabalhadores, imigrantes e desempregados via na sonorização o enquadramento político e moral decisivo dos cinema pelos grandes estúdios: "os ricos compram o barulho", denunciava. Chaplin: "Os Ricos Compram o Barulho"Enviado por Wilson Ferreira, qua, 01/02/2012 - 17:49
Ao contar a história da transição do cinema mudo para o falado, ironicamente por meio da estética em preto e brancob e sem som, o filme "The Artist" (indicado ao Oscar de melhor filme) faz diversas referências ao mais famoso resistente à sonorização: Charlie Chaplin. Ele acreditava que tal inovação destruiria a "abstração cômica" forma que, segundo ele, universalizaria o cinema. Mas havia uma dimensão política por trás dessa resistência: atacado pelas elites culturais na década de 1920 pelo "baixo nível" dos seus filmes voltados para trabalhadores, imigrantes e desempregados via na sonorização o enquadramento político e moral decisivo dos cinema pelos grandes estúdios: "os ricos compram o barulho", denunciava. |
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