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Tomás Rosa BuenoUma previsão das revoluções tunisiana, egípcia e espanhola, feita em 2007Enviado por luisnassif, qui, 26/05/2011 - 00:23
Autor:
Tomás Rosa Bueno 28/05/2007 13:49 Comentários enviados a um jornalista que não quer ver I Uma previsão das revoluções tunisiana, egípcia e espanhola, feita em 2007Enviado por Tomás Rosa Bueno, qua, 25/05/2011 - 23:48
Autor:
Tomás Rosa Bueno 28/05/2007 13:49 Comentários enviados a um jornalista que não quer ver I Quem lucra com o golpe no Egito?Enviado por Tomás Rosa Bueno, qua, 16/02/2011 - 13:53
Autor:
Tomás Rosa Bueno Os militares que armaram um autogolpe preventivo para evitar perder tudo nomearam uma comissão para reformar a constituição egípcia. Essa comissão formada por dez pessoas é liderada por Tareq al-Bishri, um conhecido islamista que afirma que "o secularismo e o Islã não podem concordar a não ser mediante uma falsificação [talfiq], ou se cada um se afastar do seu verdadeiro sentido", e tem dois outros membros da Irmandade Muçulmana, que só se uniu às manifestações contra o regime depois que elas já haviam tomado as ruas e praças de todo o Egito. A junta deu à comissão dez dias para cozinhar uma constituição "reformada" que servirá como marco da "transição democrática". A alta hierarquia militar do Egito, que está no centro do poder há 59 anos e é literalmente dona do país, prefere muito mais viver sob um regime islamista totalitário que lhe permita continuar tocando os seus negócios espúrios do mesmo modo que à sombra do Mubarak do que em uma democracia que com certeza acabaria mandando todos eles prà cadeia. Tudo como dantes no quartel d'AntawiEnviado por Tomás Rosa Bueno, seg, 14/02/2011 - 09:17
Autor:
Tomás Rosa Bueno
Suspender a constituição e fechar o congresso é o programa mínimo de um golpe de Estado, não o motivo pelo qual pelo menos trezentos egípcios morreram enfrentando as forças do regime que agora tenta perpetuar-se na forma de um Conselho Supremo. As reivindicações dos manifestantes, comunicadas pelo Ziad al-Olaimai, advogado de 32 anos da Campanha Popular para Apoiar El-Baradei e único porta-voz autorizado da Liderança Unificada da Juventude da Revolução da Ira, agrupamento que reúne os principais grupos que organizaram e conduzem as manifestações no Cairo e nas cidades mais importantes do Egito, são sete: Notas sobre o EgitoEnviado por Tomás Rosa Bueno, dom, 06/02/2011 - 18:29
Autor:
Tomás Rosa Bueno Série de notas sobre o Egito enviadas a diversos correspondentes nos últimos dias. Tradução mais tarde, quando houver tempo. [08h50 | Feb 06 - To private mailing list] Chief-Torturer Omar "Extraordinary Rendition" Suleiman is holding talks with self-appointed "opposition figures", including the Muslim Brotherhood. Of course with full US support, who'd rather deal with a military/MB government than with a full democracy in Egypt. They've done it before in Iran, and it's not that they haven't learned: the results were what they wanted. However, despite all the hype around the demonstrations, the Mubarak regime won't fall. Mubarak himself may have to go enjoy his billions under German protection, but the regime he represents will stay on. Egypt is too important in the general scheme of domination to be allowed to fall into the hands of its people just because a few million brave middle-class Egyptians have been facing the police and the army for two weeks. As long as the Egyptian workers keep going to work every day, even if they defy the curfew to join the demonstrations after work, the regime will survive.
Real x yuan, de novo, até entenderEnviado por Tomás Rosa Bueno, ter, 11/01/2011 - 14:53
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Tomás Rosa Bueno Volta à baila, mais uma vez, o mesmo tema surrado do real "supervalorizado" e do yuan "subvalorizado". Desta vez, comparam-se as taxas de 2008 com as de hoje para dizer que o real valorizou-se 38% e é, segundo a mesma Goldman Sachs que foi incapaz de ver o tamanho do saco para onde ia a economia mundial, a moeda mais supervalorizada do mundo. Por que 2008? Porque por alguns meses, em 2008, contrariando uma tendência de vários anos, o real se desvalorizou frente ao dólar. Caberia perguntar-se não porque o dólar vale hoje 1,66, real em perfeita sintonia com a tendência de valorização que se observa há mais de dez anos, mas porque valia 2,34 em dezembro de 2008, completamente fora da curva. Mas não, compara-se o atípico ao normal para, pela enésima vez, iniciar a cantilena da supervalorização e queixar-se da "subvalorização" do yuan, que seria um sinal de manipulação da moeda chinesa. O terror de Estado na Itália e Cesare BattistiEnviado por luisnassif, seg, 03/01/2011 - 09:07
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Tomás Rosa Bueno Do início dos anos 70 em diante, a Itália começou a ferver. De norte a sul, o absenteísmo subiu a níveis inauditos, a sabotagem da produção industrial generalizou-se, as greves se sucediam, os bairros se organizavam em coletivos que regiam cada vez mais aspectos da vida social, da ocupação do espaço coletivo aos preços praticados pelo comércio local, as universidades se esvaziavam enquanto a juventude se recusava cada vez mais maciçamente a enquadrar-se nas "opções" de trabalho, lazer e educação que a sociedade lhe oferecia. Rádios piratas pipocavam por toda a parte e em uma região como o “centro storico” de Roma, dezenas de coletivos de ruas e de praças decidiam tudo, de quanto se pagaria de aluguel a quanto os supermercados locais poderiam cobrar por um quilo de arroz ou um pacote de velas. Os cinemas eram obrigados a franquear a entrada pelo menos um dia por semana e um show do Lou Reed em um estádio de Roma teve menos público dentro do que policiais e jovens do lado de fora atirando pedras para dentro, porque o “artista” se recusara a fazer um show gratuito em praça pública, contrariando o que já se tornara uma tradição para as bandas de rock que visitavam a cidade. O terror de Estado na Itália e Cesare BattistiEnviado por Tomás Rosa Bueno, seg, 03/01/2011 - 03:48
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Tomás Rosa Bueno Do início dos anos 70 em diante, a Itália começou a ferver. De norte a sul, o absenteísmo subiu a níveis inauditos, a sabotagem da produção industrial generalizou-se, as greves se sucediam, os bairros se organizavam em coletivos que regiam cada vez mais aspectos da vida social, da ocupação do espaço coletivo aos preços praticados pelo comércio local, as universidades se esvaziavam enquanto a juventude se recusava cada vez mais maciçamente a enquadrar-se nas "opções" de trabalho, lazer e educação que a sociedade lhe oferecia. Rádios piratas pipocavam por toda a parte e em uma região como o “centro storico” de Roma, dezenas de coletivos de ruas e de praças decidiam tudo, de quanto se pagaria de aluguel a quanto os supermercados locais poderiam cobrar por um quilo de arroz ou um pacote de velas. Os cinemas eram obrigados a franquear a entrada pelo menos um dia por semana e um show do Lou Reed em um estádio de Roma teve menos público dentro do que policiais e jovens do lado de fora atirando pedras para dentro, porque o “artista” se recusara a fazer um show gratuito em praça pública, contrariando o que já se tornara uma tradição para as bandas de rock que visitavam a cidade. O terror de Estado na Itália e Cesare BattistiEnviado por Tomás Rosa Bueno, seg, 03/01/2011 - 03:38
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Tomás Rosa Bueno
/* Style Definitions */ A terceirização do terror de EstadoEnviado por luisnassif, qui, 02/12/2010 - 13:11
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Tomás Rosa Bueno Assisti em primeira mão à chegada do tráfico na Rocinha, em 1979. Quem assassinava os líderes comunitários que se opunham à instalação de bocas de fumo e de cocaína no morro não eram os traficantes, eram policiais. Quem fazia a segurança das bocas não era traficantes armados, eram policiais à paisana. A terceirização desses serviços para os próprios varejistas só se deu muito mais tarde, quando os pontos de venda já estavam firmemente entrincheirados e não enfrentavam mais oposição local. Não são policiais corruptos que são cúmplices do tráfico, é justamente o contrário: os pés-de-chinelo que comandam a distribuição varejista nas favelas é que são cúmplices menores em um esquema muito mais amplo, que vai até os altos escalões da República. A terceirização do terror de EstadoEnviado por Tomás Rosa Bueno, qui, 02/12/2010 - 12:33
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Tomás Rosa Bueno Assisti em primeira mão à chegada do tráfico na Rocinha, em 1979. Quem assassinava os líderes comunitários que se opunham à instalação de bocas de fumo e de cocaína no morro não eram os traficantes, eram policiais. Quem fazia a segurança das bocas não era traficantes armados, eram policiais à paisana. A terceirização desses serviços para os próprios varejistas só se deu muito mais tarde, quando os pontos de venda já estavam firmemente entrincheirados e não enfrentavam mais oposição local. Não são policiais corruptos que são cúmplices do tráfico, é justamente o contrário: os pés-de-chinelo que comandam a distribuição varejista nas favelas é que são cúmplices menores em um esquema muito mais amplo, que vai até os altos escalões da República. A ladainha do câmbio ganha créditoEnviado por Tomás Rosa Bueno, seg, 29/11/2010 - 17:43
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Tomás Rosa Bueno [Comentário a A volta dos cabeças de planilha] Aquela terra ainda vai cumprir seu idealEnviado por Tomás Rosa Bueno, seg, 15/11/2010 - 12:52
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Tomás Rosa Bueno Não me entendam mal: sou apaixonado por Portugal. Morei lá em duas ocasiões, num total de cinco anos. O meu primeiro grande amor foi por uma portuguesa, que conheci em Paris como namorada do nosso garboso ex-ministro do meio ambiente e que foi motivo de eu ter ido morar em Lisboa depois de ter trocado com ela não mais de cinquenta palavras em dois dias. Foi o único país em que morei que fiz questão de conhecer de cabo a rabo (verdade que não é difícil) e tenho certeza de que poucos lisboetas conhecem Lisboa como eu. Os únicos poemas não galantes e mal intencionados que escrevi na vida foram sobre Lisboa. Isto posto, estou torcendo para que os portugueses quebrem a cara bem quebrada na aventura europeia, e que percam um pouco da empáfia e da arrogância que os bilhões de euros derramados em Portugal a fundo perdido lhes instilaram, fazendo-os crer-se mais lavadinhos com Omo do que o resto dos bugres falantes de português. O futuro de Portugal é o Brasil. Quanto mais rápido eles se convencerem disto, melhor para eles - e para nós. Abaixo a presidenta Dilma!Enviado por Tomás Rosa Bueno, ter, 02/11/2010 - 10:27
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Tomás Rosa Bueno Essa história de chamar a Dilma de "presidenta" sempre me incomodou. Como precedente, diga-se que a Real Academia da Espanha, autoridade máxima da língua espanhola, aprovou recentemente o uso de "presidenta". Contudo, e que me perdoem os acadêmicos e as acadêmicas reais da Espanha, há nas nossas línguas neolatinas uma certa lógica que deve ser seguida, não como camisa-de-força, mas justamente para conservar os mecanismos que tornam possível a sutileza das variações semânticas. Abandonar essa lógica é empobrecer a língua. Esses substantivos terminados em "ente" são, na verdade, uma forma de gerúndio. Presidente é quem tem a tarefa de presidir, aquele ou aquela que está presidindo, assim como residente é aquele ou aquela que está residindo e afligente é aquele ou aquela que está afligindo, e fico aflito com a ideia de um gerúndio com gênero. Quando a Dilma for presidenta, o Lula será ex-presidento? A força dos KirchnerEnviado por luisnassif, qui, 28/10/2010 - 15:23
Autor:
Tomás Rosa Bueno
Por Tomás Rosa Bueno
Rapidinho, porque hoje a minha carga de trabalho hoje está especialmente cruel. Estive na Argentina durante todo o processo que culminou com a eleição do Kirchner, e participei ativamente primeiro na oposição ao governo dos farrapos da velha Argentina representados com brio pelo duende Duhalde, e depois na campanha contra as eleições que levaram o Néstor Kirchner ao poder - não contra a pessoa do Kirchner, que pessoalmente me parecia duplamente inofensivo, por parecer inofensivo em si e por não ter a menor chance de se eleger - mas pelo boicote ao processo eleitoral, que para um amplo setor da sociedade argentina pareciam ser o caminho mais seguro para trazer o inominável (toc, toc, toc!) de volta ao poder. |