De onde vem a necessidade da dualidade?

Autor: 

Por Marco Lima

Cá entre nós: a dualidade não é erro ou punição; é necessidade! 

Já viram o famosíssimo e belíssimo símbolo do Yin (primeiro ponto, tese) e do Yang (segundo ponto, antítese)? Ele significa: equilíbrio (terceiro ponto, síntese)! Como diria Aristóteles: "o bem está no caminho do meio"! De fato, tudo o que é demais faz mal, e tudo o que é de menos faz mal. É no equilíbrio, da dualidade, que está o bem. Assim se preserva o ser. 

De onde vem a necessidade da dualidade? Imagine quem sempre viveu somente na luz, sem nunca ter presenciado o escuro, ele saberia dizer o que é a luz, ou seja, teria consciência, conhecimento (terceiro ponto) acerca da luz? Ora para se compreender ou se perceber o que é de fato a luz é necessário poder compará-la com a ausência de luz, para então se entender realmente o que é a luz, e se dar o devido valor à luz. Imagine quem nunca ficou doente, ele saberia entender o que é saúde, e o valor que tem a saúde? Ou seja, a percepção, o conhecimento, a tomada de consciência, depende da comparação que é permitida pela dualidade.  

Daí também vem a necessidade de se conhecer o bem e o mal (conhecida como "a queda"). Daí vem a necessidade de se "comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal". Pois é assim que se dá o processo de tomada de consciência da alma que brota e que se individualiza, à imagem e semelhança...  

Leia mais »