Preço alto e Pré-sal estimulam mudanças na indústria de gás
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 21/05/2012 - 10:58Por Marcelo Colomer, do Blog Infopetro
Os altos preços do gás natural, o monopólio da Petrobras e os elevados investimentos necessários para o desenvolvimento da produção na área do Pré-sal têm estimulado a entrada de novos agentes em regiões produtivas marginais e não tradicionais. Nesse sentido, percebe-se atualmente uma tendência de mudança na estrutura de oferta de gás natural embora a não definição de alguns atributos regulatórios ainda impeçam o fortalecimento da competição no setor. Leia mais »
As novas empresas da bioindústria e o Brasil
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 14/05/2012 - 10:29Por José Vitor Bomtempo e Flávia Chaves Alves, do Blog Infopetro
Os resultados do Plano Conjunto BNDES-Finep de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (PAISS) são muito interessantes para se compreender o processo de desenvolvimento da bioindústria no Brasil. Um dos pontos que saltam aos olhos ao consultar a relação das empresas selecionadas é a presença de start ups americanas que estão realizando ou pretendem realizar investimentos no Brasil para desenvolver seus projetos de inovação. Esse fenômeno foi mencionado na nona postagem dessa série. Apresentamos hoje uma reflexão inicial de uma pesquisa em andamento que tem por objetivo entender a natureza desse processo na construção da bioindústria e sua relação com a inovação no Brasil.
Fizemos uma comparação entre três importantes start ups da bioindústria – Amyris, Solazyme e LS9 – que estão desenvolvendo parte de seus projetos de inovação no Brasil e tiveram seus planos de negócios selecionados pelo PAISS. Leia mais »
A energia eólica é realmente competitiva no Brasil?
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 07/05/2012 - 15:05Por Luciano Losekann, do Blog Infopetro
Desde a implantação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), a energia eólica tem experimentado uma trajetória de forte difusão no Brasil. Após ser a fonte de geração com maior participação no programa (1.422 MW), a energia eólica passou a ter participação crescente nos leilões de expansão do sistema elétrico brasileiro.
Primeiramente, parques eólicos foram selecionados em leilões orientados para fontes com menores impactos ambientais (leilões de reserva – LER e leilões de fontes alternativas – LFA). Posteriormente, no leilão de expansão com antecedência de três anos (A-3) ocorrido em 2011, aproveitamentos eólicos venceram o certame competindo diretamente com as demais fontes de geração.
Por intermédio do PROINFA e dos leilões, já foram contratados 7 GW de capacidade de geração eólica no Brasil. Desse total, 1,4 GW está em operação. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) considera que em 2020 a capacidade instalada de centrais eólicas no Brasil alcançará 11 GW. Leia mais »
Acidentes ambientais e custos da exploração offshore
Enviado por Ronaldo Bicalho, qui, 03/05/2012 - 14:21Por Edmar de Almeida e Helder Consoli, do Blog Infopetro
Ao longo da história da indústria do petróleo, verifica-se a necessidade de que as empresas que atuam no setor avancem suas atividades do upstream em direção a novas fronteiras de exploração. Neste sentido, observa-se a trajetória da indústria que iniciou suas atividades de exploração em terra e, a partir do final dos anos 1930, no mar. A escassez do petróleo implica que as empresas busquem tal matéria-prima em condições geológicas mais complexas. Leia mais »
2012: o ano da energia solar fotovoltaica no Brasil?
Enviado por Ronaldo Bicalho, qua, 02/05/2012 - 14:45Por Clarice Ferraz, do Blog Infopetro
No dia 13 de março, o site bloomberg alardeou o fato de diversos países terem atingido a regra de ouro da “grid parity” para a energia fotovoltaica, e o Brasil é um deles. Isso significa que, em muitos casos, para o consumidor final já vale a pena instalar seus painéis fotovoltaicos, e produzir eletricidade para si próprio, em vez de comprar eletricidade de sua distribuidora. A conexão à rede, entretanto, continua sendo fundamental para atender as demandas de alta potência e cumprir a função de bateria para os sistemas individuais conectados.
Fig.1: Países que atingiram a “grid parity” para o solar fotovoltaico:

Fonte: Bloomberg Leia mais »
Yvan Barreto de Carvalho: um petroleiro
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 30/04/2012 - 11:36Por Antonio Dias Leite, do Blog Infopetro
Chegamos no mesmo mês de janeiro do ano de 1920, Yvan em Juazeiro, à margem do Rio São Francisco e eu em Botafogo, no Rio de Janeiro. Só nos conhecemos cinqüenta anos mais tarde. Neste mês de Abril ele nos deixou. Leia mais »
A China e o futuro das energias limpas
Enviado por Ronaldo Bicalho, ter, 24/04/2012 - 11:28Por Ronaldo Bicalho e Felipe de Souza, do Blog Infopetro
A China é o maior consumidor de energia e o maior emissor de CO2 do mundo. Sua matriz energética é baseada no carvão, que atende a 67 % da sua demanda energética e gera 79 % da sua eletricidade.
De acordo com a Agência Internacional de Energia, o gigante asiático será responsável por um terço do aumento da demanda global de energia de hoje até 2035.
Se em 2000 a China demandava o correspondente a metade da energia consumida pelos Estados Unidos, espera-se que em 2035 os chineses irão consumir 73% a mais do que os americanos; em um quadro no qual além de maiores consumidores de energia eles serão também os maiores importadores mundiais de petróleo. Leia mais »
2011: um ano surpreendente para a indústria solar americana
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 02/04/2012 - 10:53Por Jacqueline Batista Silva, do Blog Infopetro
Para a indústria de energia solar nos EUA, 2011 foi um ano histórico. Assim começa o “US Solar Market Insight: Year-in-Review 2011”, – uma publicação trimestral da Solar Energy Industries Association (SEIA) e da GTM Research, voltada à análise das condições de mercado, oportunidades e perspectivas para a indústria de tecnologias relacionadas à energia solar. São utilizados dados coletados diretamente de produtores, fabricantes e agências de estado afim de prover uma análise sobre instalações, custos, produção e projeções de mercado. Leia mais »
A exploração offshore e o regime fiscal
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 26/03/2012 - 10:01Por Thales Viegas, do Blog Infopetro
Nas postagens anteriores (*) tratamos de aspectos geológicos, operacionais e tecnológicos das operações em águas profundas. O objetivo desse artigo é discutir os aspectos fiscais que influenciam na atratividade dos investimentos em exploração e produção. Será feita uma comparação entre as características dos três principais produtores mundiais em águas profundas, a saber: Brasil, Estados Unidos e Angola.
As descobertas acumuladas desses países também figuraram entre as maiores na última década. O potencial remanescente de petróleo ainda por descobrir em águas profundas também é alto. Os três países compõem o que a indústria convencionou chamar de “Triângulo de Ouro”. Juntos eles respondem por dois terços das operações e da produção mundial em águas profundas como se pode observar no gráfico 1. (...) O texto continua no Blog Infopetro.
O jogo do gás natural entre Europa e Rússia
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 19/03/2012 - 13:06Por Renato Queiroz e Felipe Imperiano, do Blog Infopetro
O acesso a recursos que revertam em segurança energética constitui-se em tema relevante nas pautas de política externa dos países. A concentração espacial de recursos naturais estratégicos para o desenvolvimento das nações e garantidores do nível de bem-estar de seus cidadãos tem consequências profundas no delineamento das políticas energéticas das nações. O uso de ativos energéticos como ferramenta de defesa de interesses políticos e econômicos não é algo novo no cenário internacional. Leia mais »
Expansão do parque de refino brasileiro e a autossuficiência
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 12/03/2012 - 10:11Por Marcelo Colomer e Ana Tavares do Blog Infopetro
A recém empossada presidente da Petrobras Graça Foster, em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, declarou que caso a Petrobras possuísse mais refinarias com o perfil de produção voltado para o diesel e para a gasolina, a importação desses derivados estaria em um patamar consideravelmente menor e, em consequência, a queda do lucro da empresa que ocorreu no último trimestre de 2011 poderia ter sido minimizada.
Graça também defende que não somente a ampliação do parque de refino nacional irá atender à crescente demanda por combustíveis – entre 2011 e 2010, houve aumento de 6,6% dessa demanda –, mas também o aumento da participação da Petrobras no mercado de etanol, a fim de conceder aos motoristas o poder de escolha nos postos de abastecimento, garantindo de tal forma o equilíbrio econômico aliado a essa crescente demanda. Leia mais »
A encruzilhada da política de precificação dos combustíveis
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 05/03/2012 - 10:14Por Edmar de Almeida, do Blog Infopetro
Com a descoberta do pré-sal o Brasil colocou na sua agenda aquele que deve se tornar o principal desafio da política energética nacional nas próximas décadas. Mais precisamente, trata-se da tentação política de praticar preços de combustíveis no país abaixo dos praticados no mercado internacional. Os países que são exportadores de petróleo em sua grande maioria acabam cedendo à esta tentação política, com grandes impactos negativos para a política econômica e energética.
O Brasil pelejou com este problema constantemente durante as décadas de descontrole inflacionário. Naquele momento, o país era grande importador de petróleo. O fato de segurar os preços do petróleo tinha efeitos econômicos desastrosos para a Petrobras e também para as contas públicas. Foi justamente a consciência de que as conseqüências seriam desastrosas que garantiu um mínimo de racionalidade na política de preços de combustíveis no Brasil ao longo do tempo. Leia mais »
2011: o ano 1 da era pós-etanol?
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 27/02/2012 - 10:26Por José Vitor Bomtempo, do Blog Infopetro
A revista Technology Review, editada pelo MIT, divulgou no final do ano passado um interessante balanço das inovações em energia em 2011. O relato resume os sucessos e fracassos; as surpresas e decepções do ano nos diversos segmentos da área de energia. Em biocombustíveis, foram destacados dois pontos: o início da produção da Amyris e o surgimento de um grupo de empresas que anunciam processos inovadores para a obtenção de açúcares a baixo preço a partir de materiais lignocelulósicos. Esta corrida pelo açúcar, vista hoje como uma passagem crítica para o futuro da bioindústria, foi destacada no nosso artigo anterior.
Maldição dos recursos naturais: o erro de comparar alhos com
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 13/02/2012 - 10:07Por Luciano Losekann e Thiago Periard(*), do Blog Infopetro
Em postagem anterior discutimos a validade da tese de maldição dos recursos naturais (MRN) para países com abundância de petróleo. Corroborando as conclusões de Warner e Sachs (2001), a análise apontava para um menor crescimento econômico dos países que mais exportam e que detêm as maiores reservas de petróleo. Esse artigo busca avançar nessa análise, utilizando variáveis mais apropriadas para mensurar abundância de petróleo e desenvolvimento econômico. Além disso, optamos por testar a tese de maldição comparando países do mesmo continente, que compartilham de semelhantes condicionantes de desenvolvimento e, assim, separar alhos e bugalhos. Leia mais »
A independência energética americana
Enviado por Ronaldo Bicalho, seg, 30/01/2012 - 09:42Por Ronaldo Bicalho, do Blog Infopetro
Em um curto período de uma semana, no final de Outubro do ano passado, três grandes jornais anunciaram que os Estados Unidos estavam a um passo de alcançar a sua independência energética.
Se no New York Times as novas tecnologias redesenhavam o quadro energético mundial, no Washington Post nascia uma nova ordem petrolífera mundial, enquanto que no Financial Times o pendulo energético mudava o seu curso e passava a apontar na direção da independência petrolífera americana.
Por trás das boas novas encontravam-se os avanços na produção de petróleo e gás não convencionais – das areias betuminosas do Canadá à revolução mundial do shale gás – e na exploração offshore em águas profundas – do Golfo do México às costas brasileiras e africanas – que colocavam à disposição do ocidente um volume significativo de hidrocarbonetos que redesenharia completamente o mapa energético mundial; em detrimento do oriente médio, que perderia a sua relevância no suprimento da energia ocidental. Leia mais »


