Carta Iedi n. 516 – Assimetria cambial e indústria

(...) países de empresas concorrentes das brasileiras tanto doméstica quanto internacionalmente praticam uma política cambial agressiva, com taxa real sobre-desvalorizada. Além da vantagem de preços conferida por menores custos de mão-de-obra e capital, os produtos importados da China, Índia, Paquistão, Bangladesh e outros possuem também a vantagem dos diferenciais de câmbio. Como o Brasil possui uma taxa sobrevalorizada, esta “dupla assimetria” ocasiona distorções graves nos preços dos bens transacionáveis, as quais não são cobertas e nem tampouco suavizadas de forma significativa por medidas de proteção tarifárias.

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Rebelde com causas...

Vídeo do senador Requião (PMDB-PR) fala sobre desvios das esquerdas.

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Desprotecionismo e desindustrialização

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Déficit nos bens da indústria de transformação

Segundo o Iedi:

O déficit comercial dos bens típicos da indústria de transformação por si só não é ruim. Mas, a persistir o descompasso entre vendas do varejo e produção física interna da indústria, como aconteceu em boa parte de 2011, o quadro é distinto. Os obstáculos relativos a tanto são bem sabidos. Há capacidade ociosa na indústria asiática, concorrendo para agressivos preços baixos. A taxa de câmbio continua como óbice às vendas externas do Brasil, assim como os conhecidos problemas de infraestrutura, complexo sistema tributário, cara intermediação financeira e a carência de recursos humanos qualificados e mesmo de serviços especializados.

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Déficit nos bens da indústria de transformação
Déficit nos bens da indústria de transformação

Indústrias centrais e pioneiras no desenvolvimento regional

O artigo trata a teoria do desenvolvimento a partir da identificação de indústrias-chave à sustentabilidade desse processo. Contribuições teóricas de Fernando Fajnzylber ajudam a identificar essas indústrias e a propor linhas de ação desenvolvimentistas para o presente. Uma nova taxonomia será criada para a proposição de políticas de desenvolvimento industrial regional: indústrias centrais e pioneiras.

Palavras-chave: teoria do desenvolvimento; indústrias-chave; Fajnzylber.

Ipea: impactos do câmbio nos instrumentos de comércio internacional (tarifas)

Guerras cambiais podem desencadear guerras comerciais. Chama a atenção no estudo do Ipea:

“a valorização cambial do Brasil, nos níveis considerados de 30%, significa não só a anulação das tarifas consolidadas na OMC, como incentivo às importações do país porque reduzem as tarifas aplicadas a níveis negativos. Diante desse quadro, exigir cortes mais significativos nas tarifas consolidadas, no âmbito da Rodada de Doha, seria impor maiores distorções aos níveis tarifários já negociados. A mesma consideração pode ser feita quando forem analisadas as opções de negociação de novos acordos preferenciais de comércio. Em síntese, para o Brasil, a valorização da sua moeda praticamente anula o instrumento das tarifas e representa incentivo às importações em geral. Diante de câmbio desvalorizado como o dos EUA e da China, os níveis tarifários negociados na OMC também são anulados, representando que o Brasil está oferecendo acesso a seus mercados de forma muito mais aberta do que negociou na OMC”.

Para uma valorização de 30% do câmbio do Brasil: Leia mais »

Preocupações no horizonte?

O governo Dilma Rousseff tem condições políticas e coragem para efetivar uma nova política industrial sintonizada com mudanças necessárias na macroeconomia vigente?

Maior programa de concentração de renda do planeta?

O Brasil gastou, em 2010, 44% do Orçamento Geral da União com o pagamento de juros, amortizações e refinanciamento da dívida, enquanto setores-chave como saneamento básico, transportes, urbanismo e cultura não chegam a ter 1% da fatia.

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Maior programa de concentração de renda do planeta?
Maior programa de concentração de renda do planeta?

Balança comercial levanta preocupações no horizonte

No contexto das precárias condições que se esperava que fosse perdurar por um bom tempo, Keynes (1932) recomendou que se "fizesse de conta, para nós mesmos e para todo mundo, que o certo é errado e o errado é certo; porque o errado é útil e o certo não". Não há como negar que o mundo vive ainda os efeitos perversos da crise de 2008.

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Balança comercial levanta preocupações no horizonte

Iedi: “A primarização das exportações brasileiras”.

O debate tem crescente interesse e diz respeito ao aumento que vem ocorrendo exportações de produtos primários e um retorno a um passado em que o Brasil ainda não tinha empreendido sua industrialização. (Clique aqui para ler mais).

Economia nacional usa pouca mão de obra qualificada

Professor Ben Ross Schneider, do MIT, abordou no Ipea as características do capitalismo na América Latina

A presença de um número elevado de multinacionais no país e a exploração de recursos naturais por grandes grupos econômicos nacionais reduz a demanda por mão de obra qualificada no Brasil. A tese foi defendida pelo professor Ben Ross Schneider, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele apresentou uma palestra sobre as variedades do capitalismo na América Latina nesta quinta-feira, 30, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Leia mais »

Brasil se desindustrializa e canta como cigarra a música da China

Da Folha de S. Paulo, 12.06.2011:

PESSIMISTA, PROFESSOR DA UNICAMP PREVÊ FIM DE "FARRA DAS COMMODITIES" E RECLAMA DA AUSÊNCIA DE UMA ELITE INDUSTRIAL E DE UM GOVERNO MAIS "NACIONALISTA" NO PAÍS

A desindustrialização no Brasil avança. O país está regredindo. Não basta ter uma política industrial. É preciso mexer no câmbio e reduzir muito os juros. O diagnóstico é do economista Wilson Cano, 73.

Nacionalista e admirador de Celso Furtado, Cano tem sua vida acadêmica ligada à história da Unicamp. Doutor e livre-docente em economia, hoje aposentado, ele é professor voluntário na Universidade. Leia mais »