A “surpresa” todos sabiam, menos o jornal
Enviado por Projeto Nacional, sex, 09/03/2012 - 09:19Quando a gente fala aqui do péssimo nível do jornalismo econômico brasileiro não está se referindo, em geral, à qualidade dos jornalistas, mas à transformação das editorias em máquinas de propaganda política.
Escrevi no Tijolaço, o quanto era ridículo dizer que o Banco Central estava “pressionado” a baixar juros.
Como é evidente que o BC, em nome do Leia mais »
O desastre do crescimento econômico está na análise
Enviado por Projeto Nacional, qua, 07/03/2012 - 11:36O IBGE confirmou os números do Banco Central sobre a evolução do PIB em 2011: expansão de 2,7%.
Pouco, de fato, diante das previsões de 4,5% feitas no início do ano.
Mais, porém, que a média dos oito anos de FHC (2,3%) e um pouco mais que a média do primeiro período Lula (2,6%) Leia mais »
O mercado não assessora; o mercado ganha dinheiro
Enviado por Projeto Nacional, ter, 06/03/2012 - 10:54O dia de hoje deveria trazer lições para aqueles que não entendem que a única lógica do mercado é o lucro.
De manhã, o Banco Central divulgou o boletim Focus, que traz as previsões do mercado sobre inflação e juros.
E o noticiário repercutiu a “aposta” das principais instituições financeiras numa “estabilização” da inflação em 5,24% e mesma expectativa de corte de 0,5% na taxa Selic.
Mas como, se a semana passada foi repleta de indicadores de baixa muito forte da inflação e, hoje, o Índ Leia mais »
Mercado aceita juros menores e corte da Selic pode ir a 0,75
Enviado por Projeto Nacional, sex, 02/03/2012 - 14:55Como se comentou ontem aqui, as reações no mercado já antecipam a possibilidade de uma arbitrarem de juros menores pelo Banco Central, após a reunião do Copom da semana que vem.
Já há instituições financeiras admitindo que o corte pode chegar a 1%,o que não é provável, embora pudesse ser tecnicamente justificável, diante da queda da inflação acumulada em janeiro e fevereiro, que pode ter um IPCA próximo – talvez ligeiramente menor – que Leia mais »
O câmbio não é “casa da sogra”
Enviado por Projeto Nacional, qui, 01/03/2012 - 17:11Ninguém de bom-senso pode achar que num mundo como o de hoje, cheio de vasos comunicantes entre as esconomias e empresas, seja possível adotar um câmbio extremamente rígido, a não ser que o Governo queira manter uma cotação artificial à custa da queima de suas reservas ou de um endividamento brutal para obter recursos.
O Brasil fez isso naquele famigerado tempo da “banda cambial”, que acabou terminando do jeito que todos sabemos. Leia mais »
Lobby não precisa de coerência
Enviado por Projeto Nacional, qui, 01/03/2012 - 12:46A ilustração ai de cima reproduz duas matérias de destaque em O Globo.
A primeira, no dia 15, para dizer que a gasolina brasileira – leia-se Petrobras – era das mais caras do mundo, custando 70% a mais que em Nova York Leia mais »
Pequenas previsões do ano novo econômico
Enviado por Projeto Nacional, qui, 01/03/2012 - 10:19Diz o dito popular que o diabo é o diabo não por ser o diabo, mas por ser velho.Delfim Netto, que já viu tudo que há para ser ver em economia, disse ontem eu seu artigo no “Valor Econômico”, com prudências meramente formais, que um crescimento do PIB brasileiro de 4 a 4,5% “está no radar”.No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que o Brasil está crescendo abaixo do que lhe é possível expandir a economia sem comprometer as metas inflacionárias. Leia mais »
Após o consumo interno, a poupança interna
Enviado por Projeto Nacional, seg, 27/02/2012 - 12:16O Brasil redescobriu o óbvio.
A frase que o economista estoniano Ragnar Nurkse cunhou e que Barbosa Lima Sobrinho tornou célebre por aqui em seu livro sobre o desenvolvimento do Japão: “O capital se faz em casa”.
Capital é acumulação que se transforma em reprodução. Leia mais »
Conteúdo nacional é criar valor valor para os brasileiros
Enviado por Projeto Nacional, sex, 24/02/2012 - 10:20Uma matéria publicada ontem no Valor Econômico dá ideia do que vem sendo os investimentos públicos em infraestrutura e do que representa a política de compras desenvolvida pelo Estado brasileiro, estabelecendo patamares mínimos de conteúdo nacional nas compras de máquinas e equipamentos que estes requerem. Leia mais »
Entre a previsão econômica e mau-humor político
Enviado por Projeto Nacional, qui, 23/02/2012 - 09:39O boletim Focus, do Banco Central, na edição divulgada ontem (22/02) mostra que, como se antecipara semana passada, que não existe nenhuma impossibilidade de que a inflação de 2012, como prevê o Banco Central, se aproxime do centro da meta, ou 4,5% ao ano.
O “núcleo” do mercado financeiro, a esta altura, já sabe disso, embora os economistas e, sobretudo, a mídia ligada a ele ainda relute em admitir.
Embora, como toda previsão, ela só adquira consist Leia mais »
“Pibinho” ou “Pibão”? O número e o seu contexto
Enviado por Projeto Nacional, qui, 16/02/2012 - 17:08Os sites brasileiros, hoje, “comemoram” o crescimento relativamente baixo da economia brasileira em 2011, que ficaria em 2,8%, segundo o IBC-Br, índice de medição da atividade econômica do Banco Central, que é uma espécie de “prévia” do PIB.
Já as agências internacionais registram, sobre os mesmos números, que a economia brasileira apresenta sinais significativos de aceleração. Leia mais »
Agora é com o Copom
Enviado por Projeto Nacional, qua, 15/02/2012 - 17:13O anúncio do Governo de que o contingenciamento orçamentário – porque corte, mesmo, ele só vira na hora em que os recursos não são gastos – abre a última porta necessária ao Banco Central para caminhar rapidamente em direção àquilo que anunciou: a redução para um dígito da taxa de juros pública, a Selic.
A previsão de cortes do ano passado bastou, com grande folga, para o atingimento da meta de superavit primário projetada e, como ela não se elevou este ano, o contingenciamento é mais que suficiente para que seja atingida em 2012 sem maiores problemas.
É a última porta porque já se sabe, a esta altura, que a queda na inflação projetada para o ano vai se realizar com re Leia mais »
Sobre rumos e percalços
Enviado por Projeto Nacional, ter, 14/02/2012 - 15:56Não é nada casual que as análises econômicas no Brasil sejam tão vinculadas ao curto, ao curtíssimo prazo.
É natural que isso ocorra, num país que, por décadas, deixou de lado a ideia de ter um objetivo estratégico e passou a viver da administração dos ganhos e perdas do dia-a-dia econômico.
Tal como as pessoas que não têm um projeto de vida e se vinculam aos resultados imediatos de suas ações, o Brasil passou a ser visto como uma situação que deveria produzir benefícios imediatos com o mínimo de de privações.
O liberalismo econômico tupiniquim, potencializado pelo neoliberalismo político, é a negação de uma visão de futuro e de coerência, em nome dos resultados imediatos.
É algo como se poderia dizer, usando a poesia, como o “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder” no lugar de ” Há uma luz no túnel/dos desesperados/Há um cais de porto/pra quem precisa chegar”.
Certo que não se faz futuro sem hoje, mas o hoje é fadado a passar depressa como o sol no céu. Leia mais »
A crise grega vem da preguiça dos gregos?
Enviado por Projeto Nacional, seg, 13/02/2012 - 15:32É frequente vermos na imprensa os comentários de que é crise grega é resultado da “gastança” feita pelos gregos, que teriam se acostumado a exigir muito e trabalhar pouco.
Um partido austríaco de direita chegou a espalhar out-doors racistas retratando os gregos como entregues ao descanso perdulário, que a gente reproduz no post.
Hoje, artigo publicado pelo jornal romeno Criticatac mostra que, apesar de o preconceito contra os gregos estar se espalhando pela Europa, mostra, com números, que o motivo da crise pode ser tudo, menos isso.
Os gregos, segundo os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OECD, trabalham em média 2090 horas por ano, 48,6% mais que as 1.419 horas anualmente trabalhadas pelos alemães e 35,7% mais que as 1554 horas anuais do trabalhador francês médio.
É irônico que, na longa lista de países que compõe a estatística da OECD, os gregos só percam – e de pouco – para a maior jornada média anual apurada: a dos sul-coreanos, com 2.193 horas, 4% a mais ou, dividindo-se por uma média de 230 dias úteis por ano, 22 minutos diários de trabalho em relação aos gregos. Leia mais »
A “roda-presa” virá em cima da Petrobras
Enviado por Projeto Nacional, sex, 10/02/2012 - 15:56Que a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, se prepare.
A turma da “roda-presa”, este ano, vem doida para cima da empresa.
Depois de idas e vindas, negociações e enxugamento nos preços, 2012 marca o deslanchar dos investimentos da companhia.
Começa a construção das 26 sondas de águas ultraprofundas – que se estenderá até 2015 – para o pré-sal, coisa de US$ 500 milhões cada, com conteúdo nacional em torno de 60%.
Inicia-se o reforço e conversão dos cascos de quatro petroleiros gigantes, com confirmação, nos próximos dias, do resultado da licitação que inclui a reativação do estaleiro Ishibras, agora Inhaúma, no Caju, no Rio de Janeiro, que que vão atuar na área de Franco, onde os testes de longa duração já estão avançados. A primeira delas, que você vê aí na foto ainda como um casco antigo – começa a ser convertida daqui a dois meses e há outras conversões em realização no Rio Grande do Sul e em Angra dos Reis. Cada uma delas é investimento da ordem de R$ 500 milhões, que continuará com um valor cerca de 60% maior para a colocação dos conjuntos de topside – o equipamento petroleiro propriamente dito – em casa uma delas. Leia mais »

















