Os Belos e Belo Monte

Pois estimados leitores cá estamos, dependendo de onde estamos. Se estivermos em São Paulo, por exemplo, podemos aproveitar das maravilhas da Balada Literária, a criação do Marcelino Freire para mostrar que evento de literatura pode, sim, pode, ser muito legal, ter altíssima qualidade, e, ora vejam, ser grátis. Basta querer que todo mundo que queira entrar entre, não é mesmo?

E entre um momento e outro da Balada cá estava eu, ciscando no Tuiti e pronto, fui atingido por um vídeo gravado por muitos atores globais baixando o cacete na hidrelétrica de Belo Monte, garantindo que ela é o mal sobre a Terra, o exu, o capeta, o diabo em sua versão mais úmida, e eu me pergunto, como eles sabem de tudo isso? E mais, por que o vídeo deles é igual a um americano, dirigido pelo Spielberg para fazer os americanos tirarem a bunda do sofazão e irem votar? Leia mais »

Abuso Sexual na Infância

Até muito recentemente, o abuso sexual de crianças era tratado como um assunto proibido na sociedade. Entretanto, de alguns anos pra cá esse tabu vem sendo quebrado, principalmente por conta da ação dos movimentos feministas, visto ser a mulher a vítima mais comum. E o que tem sido encontrado é alarmante, não apenas em freqüência de tais práticas, mas também em termos de conseqüências biopsicossociais. A criança, além de todo o sofrimento durante o abuso sexual, pode sofrer danos a curto e longo prazo; e uma simples intervenção precoce e efetiva pode ter impacto decisivo, a longo prazo, no crescimento e desenvolvimento da criança e um efeito positivo em todo o funcionamento da família.
Portanto, torna-se essencial que todos os profissionais de saúde que tenham contatos com crianças estejam cientes da realidade do abuso sexual infantil e estejam preparados para identificá-lo, para intervir corretamente e para ajudar a criança vítima. Leia mais »

O Homossexual no Cinema: O Dilema da Representação

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Fábio Silveira, jornalista especializado em cinema e música, explica como a temática gay vem sendo sendo discutida e representada pela narrativa cinematográfica mundial.

Ao contrário do que muitos possam pensar, a representação do personagem homossexual no cinema não aconteceu tardiamente em termos absolutos. Ela existe desde o início. Literalmente: em 1895, Thomas Edison já rodara um filme experimental, "The Gay Brothers", em que 2 homens dançavam ao som de um violinista. O primeiro beijo entre dois homens foi registrado no filme "Wings", de 1927, o primeiro vencedor na história de um Oscar de Melhor Filme. Antes disso, insinuações de situações de temática gay já podiam ser encontradas em filmes de Chaplin (Behind the Screen, 1916) ou em alguns curtas de O Gordo e o Magro. Após, até em musicais, como em "A Alegre Divorciada" (1934), estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers.

Imagem: Cena emblemática de "Juventude Trasnviada" (Rebeld without a cause), clássico de 1955 Leia mais »

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O Homossexual no Cinema: O Dilema da Representação

Tênis x Frescobol

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Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’ Leia mais »

O caminho que não leva a nada

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Era uma tarde fresca. Estávamos assentados à sombra de um flamboyant na casa do meu primo Tatão, lá em Boa Esperança, jogando conversa fora. Gozado, pela primeira vez essa expressão “jogar conversa fora” chamou a minha atenção. Joga-se fora aquilo que não é para ser guardado. Não se diz “jogar conversa fora” de conversas de negócios entre executivos. Nas conversas de executivos nada é para ser jogado fora. Cada palavra vale dinheiro. Jogar conversa fora é uma brincadeira parecida com soprar bolhas de sabão. As bolhas de sabão são de curta duração. Mas são tão divertidas... Vão-se umas, sopram-se outras. Leia mais »

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  O caminho que não leva a nada

Os Gays e a Bíblia

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É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde,vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as "pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc.).

No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela "despenalização universal da homossexualidade”. Leia mais »

Os riscos da arrogância do Império

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Image previewConto-me entre os que se entusiasmaram com a eleição de Barack Obama para Presidente dos EUA, especialmente vindo depois de George Bush Jr., Presidente belicoso, fundamentalista e de pouquíssimas luzes. Este acreditava na iminência do Armagedon bíblico e seguia à risca a ideologia do Destino Manifesto, um texto inventado pela vontade imperial norte-americana, para justificar a guerra contra o México, segundo o qual os EUA seriam o novo povo escolhido por Deus para levar ao mundo os direitos humanos, a liberdade e a democracia. Esta excepcionalidade se traduziu numa histórica arrogância que fazia os EUA se arrogarem o direito de levarem ao mudo inteiro, pela política ou pelas armas, o seu estilo de vida e sua visão de mundo. Leia mais »

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Os riscos da arrogância do Império

Senado do Uruguai invalida lei que anistiava crimes da ditadura do país

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Decisão, apoiada pelo governo Mujica, dá sinal verde a julgamentos.
Lei da Caducidade havia sido aprovada por uruguaios em dois referendos.

O Senado do Uruguai invalidou nesta terça-feira (12) a Lei de Caducidade, que havia perdoado as violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura militar (1973-1985), abrindo assim as portas, sem exceção, aos juízos contra militares e policiais responsáveis por crimes no período.

O controverso projeto de lei foi aprovado após mais de 12 horas de intenso debate, com 16 votos a favor, todos da esquerdista e governista Frente Ampla (FA), e 15 contra, um deles do governo

Segundo o texto, os tribunais locais terão de reconhecer como protegidos pela Constituição todos os tratados internacionais em matéria de direitos humanos assinados pelo Uruguai e, desta forma, declarar inconstitucional a Lei de Caducidade de forma automática, fazendo-a inaplicável. Leia mais »

Razões para comemorarmos o Dia Internacional do Homem

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Quando Simone de Beauvoir escreveu “O Segundo Sexo”, começou dizendo que a ninguém ocorreria escrever um livro sobre os homens. “Um homem não teria a ideia de escrever um livro sobre a situação singular que ocupam os machos na humanidade”, afirma ela. A filósofa francesa chamava a atenção para o fato de que, na medida em que ser homem era equivalente a ser humano, a mulher carregava a obrigação de se definir, se explicar, se apresentar a partir do seu sexo.

A centenária comemoração do Dia Internacional da Mulher – esse ano, pelo menos no Brasil, em ritmo de samba e carnaval – tem a ver com isso que a filósofa feminista francesa identificava: a distinção de uma certa singularidade para as mulheres naquilo que as diferenciam do padrão – supostamente neutro, mas historicamente masculino –, uma homenagem às especificidades do feminino. Leia mais »

O vento leste do feminismo

A participação das mulheres no primeiro escalão do governo da presidenta Dilma pode ser creditada à luta de ativistas como Heloneida Studard. Sua lucidez a levava a compreender o feminismo como parte de uma transformação geral no mundo, em que a libertação das mulheres diz respeito à libertação dos homens em geral.

Um sopro de vento percorreu o saguão da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, onde, na tarde de 3 de dezembro de 2007, foi velado o corpo da parlamentar, jornalista, escritora e ativista Heloneida Studard. Três anos antes da eleição da primeira mulher para a Presidência da República, o Brasil perdeu uma militante que sempre agiu a descoberto, cabeça erguida no espaço das intempéries, desdenhando, com um humor desconcertante, os que a ela se opunham nas diversas frentes em que combateu. Leia mais »

Que é isso, deputado?

Pajelança, no primeiro dia?
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Culto religioso em pleno Congresso Nacional?

O presidente de um poder republicano não pode, não tem o direito de participar ou deixar que terceiros participem de ritos místicos-religiosos no recinto de uma instituição pública.

Reverência, oração, preito de natureza transcendental são atos exclusivos da esfera privada dos indivíduos. A um homem público no exercício de suas funções e no espaço público é vedado práticas como a que se vê na fotografia. Que vá, então, para um templo ou terreiro honrar e bendizer as suas divindades.

No Congresso, não!

http://diariogauche.blogspot.com/2011/02/que-e-isso-deputado.html

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 Que é isso, deputado?

Desafios e avanços nos direitos das mulheres

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A crescente participação das mulheres nos últimos anos no máximo nível de representação governamental é uma amostra dos progressos realizados na região em matéria de gênero.

Seis delas ocuparam ou ocupam a Presidência da República de países como Argentina, Chile, Costa Rica, Jamaica e Trinidad e Tobago e, recentemente, no Brasil, desde o primeiro dia de 2011, Dilma Rousseff ocupa o cargo político mais importante do país.

Também nos parlamentos da região há um numeroso incremento na representação feminina, que supera inclusive em proporção a representação de nações desenvolvidas. Leia mais »

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Desafios e avanços nos direitos das mulheres

Os assessores de imprensa na ditadura

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Recife (PE) - Do livro “No Planalto, com a imprensa”, cujos dois volumes reúnem entrevistas de secretários de imprensa e porta-vozes de JK até Lula, prefiro ressaltar frases de assessores que serviram à ditadura brasileira. Nas passagens que o eufemismo recomendaria chamar de momentos menos honrosos, são indicadas  ações vis como se fossem coisas bobas, ossos do ofício de experientes assessores,  entre um riso e outro. 

É sintomático do nível geral do jornalismo que ninguém mais se espante com informações graves, como estas cândidas palavras de Carlos Chagas, assessor de Costa e Silva, ao lembrar seus tempos de O Globo:   Leia mais »

Inspeção do trabalho sofre intimidação em Santa Catarina

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Produtores rurais de Ituporanga (SC) protagonizaram ameaças contra a fiscalização trabalhista. Prefeita em exercício chegou a pedir que auditores fiscais do trabalho se retirassem e cancelassem autos de infração e multas

Por Bianca Pyl, da agência Repórter Brasil

Fiscalização rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina (SRTE/SC) recebeu ameaças durante inspeções em propriedades de cultivo de cebola, no município de Ituporanga (SC).

Em reunião realizada no início de dezembro do ano passado, a então prefeita em exercício de Ituporanga (SC), Angelita Goedert de Oliveira (PSDB), pediu que a fiscalização trabalhista do governo federal se retirasse da cidade e cancelasse os autos de infração e multas aplicadas. Leia mais »

Homofobia em preto e branco

Episódios de violência contra homossexuais trazem à tona a discussão sobre  direitos negados e preconceitos, que são encarados como corriqueiros pela sociedade

No último 14 de novembro, quatro menores de idade e um jovem de 19 anos agrediram fisicamente, utilizando até lâmpadas fluorescentes, três pessoas que caminhavam na avenida Paulista, em São Paulo. No mesmo dia, um estudante foi xingado e baleado por um militar do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, logo depois do fim da Parada Gay carioca. Ainda que as imagens da agressão paulistana tenham chocado, isso não evitou que, 20 dias depois, outros dois jovens fossem vítimas de nova agressão, na mesma avenida. E, no dia seguinte, que imagens de um circuito de segurança mostrassem outro caso na mesma região. Leia mais »