UM DEDO DE PROSA COM MARCELA TEMER

Olá Marcela! Feliz natal! Espero que ainda saibas ou que algum dia soubes o sentido e o significado do natal, que nada tem com bons ou maus velhinhos, mas com a essência daqueles que nascem para servir, e não servir-se, e por isso merecem receber presentes e desfrutar do banquete da vida plena. Pois é, Marcela, não nos conhecemos e tão pouco sei nada sobre sua família, como fostes criada, seus princípios e valores. Qual o sentido que você mensura para a vida, Marcela? Para mim, só me veio conhece-la pela mídia. Uma moçoila, do interior paulista, ex-miss ou modelo, que é levada a um evento e clica sua objetiva, de Smartphone, na direção do velho anfitrião. Fotografam-se juntos. Casam-se poucos meses depois. Nada demais, Marcela, viu? Leia mais »

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Marcela Temer, primeira-dama do Brasil - 2016.

Guerra e Paz

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No final do Século XIX o capitalismo mundial passou por um grande rearranjo, que provocou crises e profundas mudanças, pois “a guerra é produto da paz”. Foi neste período que ocorreu a fusão das indústrias (advindas da Revolução Industrial), com os bancos (que se fortaleceram ao longo do Século XIX), formando o que ficou conhecido como Capital Financeiro. Capital este que ultrapassa os limites geopolíticos estabelecidos, os estados nacionais, e que migra de acordo com seus interesses e/ou lucros. Essa fusão cria as grandes corporações multinacionais, grandes monopólios supranacionais – com poder político e econômico superior a grande maioria dos estados nacionais -, e com caraterísticas imperialistas. Esses grandes conglomerados necessitam de novos mercados, e precisam, portanto interferir nos monopólios nacionais, nas oligarquias nacionais, causando novas correlações de forças entre diferentes atores e interesses envolvidos. O que provoca grandes conflitos internos e tem como consequência a barbárie, criando rupturas e oportunidades. Além da consequência estrema: as guerras mundiais. 

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A Chuteira Sem Pátria

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Naqueles gramados de chão batido, os pês descalços corriam atrás de bola, feita de meia e cheia de estopa e pano. Foi nesses campinhos, que se espalhavam e se estendiam, a todos os bairros, de qualquer rincão do Brasil, que surgiram Pelé, Marta, Garrincha, Formiga, Tostão, Daniela, Reinaldo, Zico, Roseli, Sócrates, Pretinha, Romário, Debinha, Barbosa, Barbara, Éder, Cristiane, Dener, Érica e tantas outras. Longe das escolas, que sequer existiam. Nelson Rodrigues acertou na mosca, “a pátria sem chuteiras”. Pois o futebol foi é uma paixão nacional. E pouco importa o 7 a 1 dentro de casa. Pois no futebol, o brasileiro consegue ser grande, ser gigante. No futebol o David vence Golias. Mesmo sem chuteiras, sem escolas, sem saúde, moradia, assistência social, sem saneamento básico, às vezes até sem alimento. Lá nos gramados, dentro das quatro linhas, nós o povo brasileiro é gigante. Leia mais »

Proclamação da República?

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Inspirados nas ideias “positivistas” de Auguste Comte e no “Sonho Americano”, em 15 de Novembro de 1889, foi declarada a “proclamação” que instaurou a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil. O positivismo fica marcado na bandeira, “L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but”. (“O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim"). Como compunha os apoiadores ao “golpe” os latifundiários e grandes ruralistas, descontentes com fim da “Escravidão”, optou-se por retirar a palavra “amor”, e correr o risco de ser taxado de...

Do “Sonho Americano” também não foi possível aproveitar muita coisa, afinal, construir ferrovias, cortando o Brasil de norte a leste, de oeste a sul com o modal mais barato e eficiente, seria um serio risco as “velhas elites dominantes”, que ganham seu pão, sem muito suor [seu, próprio] desde 1500, com uma formula antiga: latifúndio, trabalho escravo (ou análogo), monocultivo e matéria prima para exportação. “Eis o nosso eterno destino”.  Leia mais »

Trump e o Mundo Novo

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Impressiona inocência [perspicaz] dos grandes analistas e intelectuais de nosso tempo, ao justificar sempre o voto ao apelo moral. (“Não voto no Crivella que ele é contra o aborto”; “não voto no Trump porque ele peida fedido”; etc.). Como apelar a “moral”, se a própria moral se esvaiu? Se dissipou? Virou fumaça. A Globalitária (globalização autoritária de mercadorias, como disse Milton Santos) mentiu. Não há democracia no mundo. As grandes corporações tem seus interesses representados pelo Banco Mundial, a Organização Mundial do Comercio, o Fundo Monetário Internacional, entre outras. E essas “organizações” [poderosas] não são democráticas. Leia mais »

Carta Aberta ao Senador Cristovam Buarque

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Vossa Excelência,



Senador Cristovam Buarque



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A Esquerda é Popular? (Para Lirinha/Cordel Fogo Encantado)

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E se virar de trás pra frente, será que num vai ser diferente? E se inverter a lógica, eu também posso aprender. Pra quem pensar mecanicamente? Parece que o povo num sabe pensar. Tu não consegue enxergar entender? E se a linguagem diferente, no idioma popular. Porque o café bom não é pra gente? Ah, mas o açúcar é amargo pra quem corta cana. Ah, mas a carne tem cheiro de bosta pra quem trabalha em frigorifico. Ah, mas o óleo tem gosto de veneno, pra quem trabalha no campo. Parece inté que é cobra. O povo rindo, vive de sobra. E quando sobra! Porque gringo tem trato diferente? E se porco andasse de transporte urbano, haveria ar condicionado, rede e mais um monte de mimo? Porque o trânsito é indecente? E este salário mínimo, que resumindo, as contas no fim de mês num consigo fechar? Está tudo errado minha gente. Leia mais »

Não Verás Ciclovia Nenhuma?

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As ciclovias são uma ótima opção nestes tempos de crise. Por diversos motivos, que poderia enumerar, como exemplo, realizar exercício físico (economizar com “academia”) e melhorar a saúde; não utilizar “veiculo de passeio” (menor gasto com combustíveis fosseis e menor poluição atmosférica); entre outros. Somente considerando a questão da poluição, na capital Paulista em 2011 morreram 3,5 mais pessoas decorrentes de problemas respiratórios, comparado ao de acidente de trânsito. Ou seja, não somente o trânsito mata, a poluição mata. Entretanto, o importante aqui, é compreender que ir de carro ou de bicicleta é uma decisão pessoal, e acima de tudo uma decisão política. Os nossos políticos tem em mãos a decisão de contribuir para construção de uma cidade saudável ou não. Certo? Leia mais »

A CHIADEIRA AUSTRALIANA E O ACIONAMENTO DO "MODO VIRA-LATAS"

Não é uma questão de desqualificação ou despreparo para grandes eventos, de nós brasileiros. Fazemos anualmente dois dos maiores do Mundo: O Réveillon e o Carnaval. O que está acontecendo com as Olimpíadas é resultante do momento político que vivemos, e do capitalismo especulador e predador brasileiro, e internacional, aliado a uma mídia caseira tão aculturada e vassala que nos dá enjoos. Todo evento transitório, que envolve milhares de pessoas, precisa necessariamente de planejamento, logística e infra-estrutura. As Olimpíadas são um evento privado, cuja gestão é do COI. O planejamento é deles. A logística é deles. A cidade sede entra com a infra-estrutura, que os governantes (em todas as cidades do Mundo) denominam de "legado olímpico". Pois bem, aonde estava o COI, nesses quase dez anos, na atuação sobre o Planejamento e Logística? Leia mais »

Amizade líquida via facebook

A interconexão através das redes sociais interfere significativamente nos aspectos da vida social e pessoal dos indivíduos, produz novos modelos de pensamentos, de atitudes e de convivência. O que está em jogo é uma transformação radical no modo em que as relações humanas se configuram. Essas mudanças já passam a ser sentidas em vários contextos da vida cotidiana. O grande “palco” da vida passou ser o mundo virtual. Estar conectado tornou-se mais do que simples necessidade - transformou-se em obsessão. Leia mais »

BRASILEIROS ONDE ANDAM VOCÊS?

Desde 2013 um onda verde-amarela invadiu nossas ruas por mais do que alguns centavos. A primeira impressão era que uma "primavera brasileira" despontava para libertar o país de vez de tantas ignomínias. Leia mais »

Na Casa da Democracia

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Desde a infância Aberlado aprendeu as coisas duras da vida. Por que vida é linha reta. Palavra é pedra; não é água. E bigode corta mais que fio de navalha. Aberlado aprendeu com seus calos a respeitar Lei e Palavra. Foi assim que Aberlado respeitando a Lei de Deus se casou na igreja; e respeitando a Lei do Homem registrou em cartório. Aberlado casou com Margarida Aparecida, e teve seis crias, cinco delas sobreviveram, sendo quatro mulheres e dois homens. Maria, Ana (natimorta), João, Claudio, Daina e Flavia, em ordem cronológica decrescente, respectivamente. Leia mais »