Contemplação
Enviado por Mathilde D'Antanho, sab, 14/01/2012 - 18:50
Autor:
Mathilde D'Antanho Contemplação
dec.80
Se me apresento ao mundo
Com olhos de estar distantes
Pode parecer aos que são contentes
Desinteresse, descaso ou desquerer.
Eis que não são olhos de enxergar.
São olhos de olhar, não são olhos de ver.
Se meus olhos não perguntam,
É porque não são olhos de inquirir.
Não procuram no que vêem
Nenhum sentido a se buscar.
Talvez tenham à vista horizonte tão largo
E tão plano
Que não exista um único, um só ponto
A chamar sua atenção.
Entre confusos e perplexos,
Contemplantes.
Não são olhos de argüir,
Não procuram,
São olhos de achar.



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