Zan Moustacchi, médico

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Exemplar a história do médico Zan Moustacchi. Tem contribuição fundamental para o avanço dos estudos da Síndrome de Down.

Quando residente, Moustacchi presenciou um caso deplorávei de eugenia. Um adulto com síndrome de Down e pneumonia, precisando de internação em UTI. O médico-chefe barrou o pedido, para não ocupar o leito com uma pessoa com deficiência, tirando o lugar de uma pessoa "normal". O rapaz morreu.

A partir daí, o jovem Moustacchi decidiu se especializar no tratamento e na melhoria da condição de vida com pessoas com síndrome de Down. Formou-se em pediatria e genética.

Em 1969, Moustacchi foi vítima de uma infecção que, mal tratada, resultou na perda de massa cerebral, deixando como sequela uma sequela conhecida como hemiplegia que afetou seu lado direito. Por conta da deficiência, foi rejeitado em vários vestibulares que exigiam prova oral. Esse fato contribuiu para que colocasse a questão da inclusão dos deficientes como sua bandeira.

Mais tarde foi para a França e trabalhou com Jerome Le-Jeune, o cientista que descobriu a relação entre a Síndrome de Down e o cromossomo 21.

Muitas doenças são associadas à Síndrome, como hipotiroidismo, envelhecimento precoce, pedra na veísula, catarata. Moustacchi mapeou todas essas sequelas e passou a desenvolver tratamentos preventivos.

Suas rotina consiste em três dias no seu consultório. E dois dias inteiros no Hospital Darcy Vargas, da Legião Brasileira de Assistência.

Mais um dos grandes benefícios da migração: nasceu no Egito, mudou-se para Israel na revolução nassariana e, com a família, tornou-se brasileiro.

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5 comentários
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motoboy

pelo exposto tantas adversidades não tiraram do Zan as suas convicções, seus objetivos, sua perseverança e sua bondade. e no pequeno universo dos que podem fazer alguma coisa pela humanidade, são as poucas pessoas como Zan Moustacchi que nos empurram prá frente e prá cima e muitas que empurram prá trás  e prá baixo. nossa gratidão ao Zan.

 
 
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Eduardo Guimarães

Nassif, doutor Zan foi quem detectou o problema da minha filha, em 2000. Como geneticista, explicou-nos o caso. Consultá-lo foi só para entendermos o que ocorrera com a nossa quarta filha. Até hoje, doze anos depois, a cada aniversário dela recebe um cartão de felicitações desse cientista tão importante. 

 
 
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Maria Luisa

 Parabéns ao doutor Zan Moustacchi pelo belo trabalho.

 
 
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simone souto
 
 
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Eduardo Ramos

Nassif, um belo exemplo! O trauma de ter visto a morte de um paciente deficiente, mudou a sua vida. Lembrei-me imediatamente, de uma das páginas mais lindas que já li sobre isso, também com um médico, o Hélio Pellegrino. O livro é "Lucidez embriagada",  foi escrito por sua neta, se não me engano. O então residente Hélio, viu um velho marinheiro ser exposto cruamente a uma turma de alunos, e chorando, envergonhado, ao urinar nas calças. Na narrativa, de uma poesia indescritível, Hélio conta que ali decidiu que faria psiquiatria, ele e dois colegas chorando junto com o velho, uma sensibilidade humana maravilhosa. Lindo saber que momentos tão dramáticos podem produzir vocações/decisões que mudam para sempre a vida das pessoas, e a de centenas de pessoas que com elas conviverão. Abraço!

 
 

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