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WikiLeaks: a difamação de religiões como estratégia diplomáticaEnviado por luisnassif, dom, 03/04/2011 - 19:07Do Vila Vudu Estratégia dos EUA para engajar o Brasil na difamação de religiões
[cabeçalho aqui omitido] ASSUNTO: 1. (C) RESUMO: A posição do Brasil na questão da "difamação de religiões" na comissão de Direitos Humanos da ONU reflete a conciliação entre as objeções do país à ideia (objeções baseadas num conceito do que sejam Direitos Humanos) e o desejo de não antagonizar os países da Organisation of the Islamic Conference (OIC) com os quais tenta construir relações e que o Brasil vê como importante conjunto de votos a favor de o Brasil conseguir assento permanente no CSONU. À luz da argumentação a favor da abstenção do Brasil, proponho abordagem de quatro braços, envolvendo aproximação com os altos escalões do Ministério de Relações Exteriores; uma visita a Brasília, para pesquisar meios de trabalhar com o governo do Brasil, nessa e noutras questões de direitos humanos; outros governos que possam conversar com o governo do Brasil; e uma campanha mais intensa pela mídia e mobilizando comunidades religiosas a favor de não se punir quem difame religiões . FIM DO RESUMO. Contexto: "Quando Direitos Humanos e ambição de chegar ao Conselho de Segurança entram em choque". 2. (SBU) Essa embaixada levantou várias vezes a questão dos votos do Brasil no Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores. A última vez foi com a chefe do Departamento Ministra Glaucia Gauch. O Brasil nunca discordou de um único argumento dos que apresentamos em outros encontros. A resposta sempre foi a mesma: o conceito de difamar religiões é repugnante. Repugna aos valores e princípios do Brasil e é inconsistente com a legislação brasileira e a legislação internacional. Por isso o Brasil não pode aprovar e não votará a favor de resolução que proíbe que se puna quem difama religiões. O Brasil abstém-se de votar. 3. (C) Perguntada sobre por que o Brasil não vota contra a resolução, dado que a considera absolutamente inadmissível, Gauch respondeu que o país entende que a abstenção é suficiente. Na opinião do Governo do Brasil, o país assume posição baseada em princípios, mas também prática, porque não interessa ao país ofender os países da Organização da Comunidade Islâmica, sobretudo os mais poderosos como Iran, Egito, Turquia e Arábia Saudita, países com os quais o Brasil tenta aprofundar relações. É opinião dessa embaixada que o que mais interessa à política externa do Brasil é conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Como resultado, o Governo do Brasil prefere não antagonizar países e grupos de países cujos votos podem ser valiosos numa futura eleição. Abordagem de quatro braços 4. (SBU) À luz dessa realidade complicada, proponho abordagem de quatro braços no caso do Brasil, sobre essa questão. Antes de qualquer das etapas e movimentos, deve-se declarar o compromisso dos EUA com o diálogo e a cooperação, e nosso empenhado esforço para manter o Brasil como um líder e um parceiro nessa questão. Encontros de alto nível: Ao abordar os mais altos níveis do Ministério de Relações Exteriores, é essencial persuadir o Brasil a mudar seu voto e a trabalhar conosco a favor da "Difamação de Religiões", até chegarmos a uma solução de conciliação. Telefonema da Secretária de Estado dos EUA ao Ministro Amorim das Relações Exteriores, logo depois da recente carta enviada por ela, demonstraria a importância que os EUA damos a essa questão. Também se deve abordar o vice secretário-geral do MRE ministro Antonio Patriota; e o subsecretário Burns deve abordar a subsecretária para assuntos políticos, embaixadora Vera Machado (que supervisiona questões de direitos humanos e política das organizações internacionais), o que muito ajudaria a aumentar a importância do tema na cabeça dos brasileiros (sic). Só as abordagens nos níveis inferiores dificilmente conseguirão modificar a abordagem "em cima do muro" [orig.Brazilbs hands-off approach] dos brasileiros sobre o assunto. Um Diálogo sobre Direitos Humanos: Uma visita dedicada exclusivamente a essa questão, seria, na minha opinião, de pouco efeito, porque o Brasil aceita as premissas de nossa objeção. Ao mesmo tempo, uma discussão mais detalhada dos nossos pontos de vista e de nosso plano de ação, com níveis operacionais e político do MRE seria valiosa. A abordagem mais efetiva (e, no longo prazo, mais valiosa para os interesses mais amplos do Governo dos EUA) poderia incluir a questão atual na pauta de um novo diálogo regular sobre direitos humanos, ideia que o próprio MRE (pelo emb. Patriota) propôs recentemente. O contexto mais amplo de um esforço para trocar ideias e para encontrar vias pra trabalharmos mais próximos do Governo do Brasil no campo dos direitos humanos nas organizações internacionais (tratando também, talvez, de outras das preocupações dos países chaves, incluindo o Irã e a Coreia do Norte, questões sobre as quais o Brasil sempre se abstém) criariam um fórum ideal para discussões e para conseguir que o governo do Brasil apóie o plano de ação proposto pelos EUA. Essa abordagem ampla seria atraente para os brasileiros, interessados em construir parcerias com os EUA, que ajudarão a validar o desejo de que o Brasil passe a ser visto como líder internacional. Essa abordagem seria mais bem recebida que abordagem focada, dirigida só à questão da difamação de religiões. Abordagem por outros países: Desde que chegou ao cenário internacional, o atual governo do Brasil tem tido grande cuidado para não alinhar suas políticas às políticas dos EUA. O Brasil tem em alta conta o que considera como sua posição "de ponte" entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos, por causa de sua disposição de falar com todos os países. Minha opinião é que essa posição tende a limitar o peso das opiniões dos EUA dentro do Governo do Brasil. Porque o Brasil vê-se ele mesmo como se fosse líder no bloco dos países latinoamericanos, esses países pouco conseguirão influenciar as ideias do governo do Brasil. O mais provável é que ouçam outros países que consideram 'independentes' [aspas no orig.] dos EUA, como África do Sul, Rússia, China, Índia e França. Ganhar o apoio para nossa posição de alguns membros da Organização da Conferência Islâmica, especialmente do Egito, Turquia e outros 'independentes'[aspas no orig.] influentes seria muito importante para que consigamos influenciar o voto do Brasil a favor da difamação das religiões. Em geral, abordagens feitas por qualquer outro país que apóie ação proposta pelos EUA servem como prova da natureza colaborativa de nossos esforços e podem ser úteis. Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras: Até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões. Mas o Brasil é sociedade multirreligiosa e multiétnica, que valoriza a liberdade de religião. Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil, de altos funcionários do governo dos EUA seriam excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira. Outra vez, especialistas e funcionários de outros governos e países que apóiem nossa posição a favor de não se punir quem difame religiões garantiriam importante ímpeto aos nossos esforços. Essa campanha também deve ser orientada às comunidades religiosas que parecem ter influência sobre o governo do Brasil, quando se opuseram à visita ao Brasil do presidente Ahmadinejad do Irã, em novembro. Particularmente os Bahab e a comunidade judaica, expandidos para incluir católicos e evangélicos e até grupos indígenas e muçulmanos moderados interessados em proteger quem difame religiões [sic]. [assina] KUBISKE +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ [1] Há matéria da Reuters sobre o assunto, de seis meses antes desse telegrama, emhttp://www.reuters.com/article/2009/03/26/us-religion-defamation-idUSTRE52P60220090326, em que se lê: "Um fórum da ONU aprovou ontem resolução que condena a "difamação de religiões" como violação de direitos humanos, apesar das muitas preocupações de que a condenação possa ajudar a defesa da livre expressão em países muçulmanos (sic)" [NTs].
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Comentários + votados
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RACS14
03/04/2011 - 19:21
Nem consegui ler até o final, mas a minha opinião é a mesma de outro post de hoje sobre religião: Então, religião é mesmo um cancro para o ser humano, mas não se trata somente de religião, no...
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Marco Santo
03/04/2011 - 19:23
É, nada como um dia após o outro...........
“Um fórum da ONU aprovou ontem resolução que condena a “difamação de religiões” como violação de direitos humanos, apesar das muitas preocupações de que...
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Marco Santo
03/04/2011 - 19:25
Amigo, como sugestão, leia. Veremos por onde o PIG caminha.............
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Leider Lincoln
03/04/2011 - 19:32
"Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas". Cadê o nome dos bois?!?
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Marco St.
03/04/2011 - 19:43
Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo...
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Cidi
03/04/2011 - 19:53
Destaco três trechos:
"...e uma campanha mais intensa pela mídia..."
"...Aumentar a atividade pela mídia..."
"...embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas...
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Martins Andrade
03/04/2011 - 19:59
Depois dessa, tem-se a explicaçao do porque há 40 anos Kadafi está no poder, e só agora a imprensa brasileira descobre que é um ditador sanguinário.
Ela, a imprensa, sobretudo a nossa, dança de...
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Ivan Moraes
03/04/2011 - 20:00
"RESUMO: A posição do Brasil na questão da "difamação de religiões" na comissão de Direitos Humanos da ONU reflete a conciliação entre as objeções do país à ideia (objeções baseadas num conceito do...
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Fabio Passos
03/04/2011 - 20:01
Os ianques e seus aliados nazistas de israel cometem as maiores atrocidades contra nossos semelhantes.
A bestialidade destes carrascos ocidentais contra os povos muçulmanos só prospera porque...
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Ivan Moraes
03/04/2011 - 20:04
Concordo. Nao precisa. Do conteudo da pra saber exatamente aonde estao as reportagens plantadas. Dali, eh so ler o nome assinado do reporter. No meio religioso eh muito pior,...
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Ivan Moraes
03/04/2011 - 20:08
(
Nassif: nao sei se eh so no meu computador mas a pagina esta "toda desformatada" e esta muito mais legivel! Se possivel, deixe a formatacao assim!!!!!!!!!
)
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Fabio Passos
03/04/2011 - 20:09
Muito lógico...
Quem sabe mesmo explicar a Política de Estado ianque e tem legitimidade para isso é o André Araújo.
O relato da embaixada estadunidense, que expõe claramente que difamar religiões é...
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lucas driedi
03/04/2011 - 20:18
Houve e há no Brasil, religiões diurtunamente difamadas e literalmente demonizadas sem que ninguém faça algo, são as religiões ditas de origem africana.
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Fabio Passos
03/04/2011 - 20:25
Zach de La Rocha e Jon Theodore sentam a púa... no deus fdp: tio sam da igreja wall street
"
your god is a homeless assassinwho roams the world to savehe's digging for buried...
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Marco St.
03/04/2011 - 20:25
Exatamente Ivan. Basta substituir a palavra "religiões" por islamismo. É disso que se trata.
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JMP
03/04/2011 - 20:26
Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar.....
Os EUA nem perguntam se os jornalecos TOPAM.... são...
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Marco Santo
03/04/2011 - 20:27
Valeu, Roberto, apenas afirma o que tudo resumi no paragrafo copiado em negrito. O fato é que ocorreu o bla..bla...de sempre e a nossa "querida imprensa" segue a orientação maior do Tio Sam. Não é...
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JMP
03/04/2011 - 20:34
Não são embaixadores, são jogadores de futebol disfarçados.
Truques da CIA!
Dedéujo já brincou com vários deles, em Brasília.
Íntimos!
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luizcpsilva
03/04/2011 - 20:34
André, se esse documento vem da espuma da diplomacia americana, como explica isso?
Encontros de alto nível: Ao abordar os mais altos níveis do Ministério de Relações Exteriores, é essencial...
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Nem consegui ler até o final, mas a minha opinião é a mesma de outro post de hoje sobre religião: Então, religião é mesmo um cancro para o ser humano, mas não se trata somente de religião, no mundo contemporâneo ela apenas é utilizada como pretexto para uso da força imperialista na sua sede irrefreável de poder e rapinagem dos povos menos desenvolvidos.
Amigo, como sugestão, leia. Veremos por onde o PIG caminha.............
Marco Santo,
Obrigado pela dica. Minha opinião evidentemente continua a mesma e acredito que em conformidade com a opinião dipomática do Brasil :"Abordagem por outros países: Desde que chegou ao cenário internacional, o atual governo do Brasil tem tido grande cuidado para não alinhar suas políticas às políticas dos EUA. O Brasil tem em alta conta o que considera como sua posição "de ponte" entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos, por causa de sua disposição de falar com todos os países. Minha opinião é que essa posição tende a limitar o peso das opiniões dos EUA dentro do Governo do Brasil. Porque o Brasil vê-se ele mesmo como se fosse líder no bloco dos países latinoamericanos, esses países pouco conseguirão influenciar as ideias do governo do Brasil. O mais provável é que ouçam outros países que consideram 'independentes' [aspas no orig.] dos EUA, como África do Sul, Rússia, China, Índia e França." Ou seja, não sou religioso, mas também não concordo com o uso da religião como forma de manipulação imperilista.
Só para complementar:
A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos
como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo I.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo II.
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Obrigado, abraço,
Roberto
Valeu, Roberto, apenas afirma o que tudo resumi no paragrafo copiado em negrito. O fato é que ocorreu o bla..bla...de sempre e a nossa "querida imprensa" segue a orientação maior do Tio Sam. Não é possivel, somente "eles" ditarem a pauta ao sabor dos seus próprios interesses. No mais, concordo contigo. Nesse caso, eu tive "estomago" para ler até o fim.
......... Então, religião é mesmo um cancro para o ser humano,. . . . . . . .
. ........ Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. ........
esses americanos são rapidos e são bons mesmo!!!!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Eu penso um pouco diferente: para mim, religião é uma variável cultural - subjetiva como é a culinária, a língua, e até as preferências sexuais.
Assim, quem quer ter, que tenha. Cada um faz o que quer.
Só me preocupa quando a religião é USADA com finalidades escusas. Daí copio exatamente o que você disse. Se a religião ficasse circunscrita ao âmbito do subjetivo e da cultura estaria bom. O problema que ela ultrapassa isso.
Já ouvimos aqui falar da ditadura gay... por exemplo.
Exatamente como temos ditaduras religiosas...
ditaduras dos anti-ditaduras...
etc
Sator Arepo Tenet Opera Rotas
É, nada como um dia após o outro...........
“Um fórum da ONU aprovou ontem resolução que condena a “difamação de religiões” como violação de direitos humanos, apesar das muitas preocupações de que a condenação possa ajudar a defesa da livre expressão em países muçulmanos (sic)” [NTs].
Depois da revelação, agora passamos entender porque essa guerra "santa". De repente só há "homens bons" contra "homens maus". Aproveitaram o "gancho" e resolveram "demonizar" todos que são contra eles. Está ai a prova. Nessa canoa vai o PIG, e outros bichos mais..........Continuo dizendo a guerra de informação contra o Irã se enquadra nesse tema. Engraçado, na época do Xá tudo era lindo..........
"Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas". Cadê o nome dos bois?!?
Leider Lincoln
E precisa??...
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Concordo. Nao precisa. Do conteudo da pra saber exatamente aonde estao as reportagens plantadas. Dali, eh so ler o nome assinado do reporter. No meio religioso eh muito pior, no entanto, porque eles nao admitem espionagem jamais, eh tudo "porque Deus mandou" ou "porque a Biblia diz" ou coisa parecida. Mesmo assim eles estao fazendo espionagem de sabotagem da populacao e nunca fizeram outra coisa.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
À luz deste cabo revelado pela Wikileaks de "acionamento" por parte dos representantes dos EUA dos SEUS jornalistas infiltrados na grande imprensa brasileira (ou será a grande imprensa "brasileira" que é toda "dominada"?), mormente o Estadão, O Globo e a revista Veja, já começo a concluir, como o governo iraniano, que a hipótese do cineasta Maziar Bahari, jornalista da Newsweek, ser um agente do império está longe de ser um delírio:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/maziar-bahari-a-voz-calada-do-ira
E a entrevista com ele, em um dos órgãos de confiança de propaganda pró-imperial - as organizações Globo - é mero bate-bola entre agentes.
Novamente, o Wikileaks nos presta um favor.
Vou dissonar aqui como (quase) sempre. Leiam o Leak inteiro, e verão que ele nada tem de repugnante (como muitos outros). É diplomacia fazendo o que diplomacia tem de fazer: colher informações por meios legais e tentar influenciar e aplicar seus interesses (nesse caso bem legítimos). A posição do Brasil realmente é, se defensável por méritos outros, insustentável com o que prega nossa constituição, com o que prega nossas leis e nossos costumes. A criminalização da blasfêmia repugna nossos valores e os EUA tem todo o direito de apontar o fosso entre nossa retórica e prática. E ao contrário do que o título da a entender, não se trata aqui de um uso oportunista da questão para forçar o Brasil a tomar uma posição e fazê-lo perder sua posição de interlocutor-não há nada no telegrama que indique isso- e sim de uma banal operação diplomática.
Ou seja, estamos vendo a diplomacia americana no seu melhor aqui, defendendo valores positivos, progressistas e usando seu peso imperial para isso. É uma pena que nem todo o arquivo de leaks seja assim.
Ih rapaz... acertou com o martelo na própria cabeça?
Não há nada de progressista em promover genocídio... para roubar.
E desenvolver uma máquina de propaganda para demonizar as vítimas não é algo que mereça elogios aos carrascos.
Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país.
Esses diplomatas americanos são bem pragmáticos. Sabem muito bem a quem recorrer. Só faltou dizer quais seriam os jornalistas de aluguel.... Mas acho que para esse tipo de informação nem precisa do Wikileaks.
Será que algum grande veículo de nossa impoluta e democrática imprensa vai publicar esse cable???....
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar.....
Os EUA nem perguntam se os jornalecos TOPAM.... são sócios, há quase 50 anos.
E fazem muito mal ao Brasil, isso.... eu vi.
Vi na Petr, no Bacen, na Globo.... a coisa é tão suja que mensalão é jujuba!
Vi em governos outros... não no governo Lula... não participei.
O grande problema é.. direito de resposta.. Nassif conhece... e sofre... e o monópolio do Globo, já que Folha e Estadão são apêndices.
E.. de quem é o GLOBO, senão dos EUA?
Pensar que aquilo é fruto do trabalho hérculeo do RM é brincadeira. O CNPJ é dele... mas o comando... é "deles".
Brasil melhor.... apenas sem GLOBO e sem sucessora.
Não creio, infelizmente...o povo ainda é muito bobo... ou Globo.
Precisaríamos de uns 06 Lulas, consecutivos.
E.. uma bombinha nuclear, que já..... pois é.
E eu que pensava que nunca leria isso! Até que enfim alguém para dizer que RM não é e nunca foi NADA mais que uma laranja podre! Não existe Brasil descolonizado com as Organizações Globo. Nenhum governo que pretenda, de fato, alterar o Brasil, aceitará conviver com esse braço sionista que controla desde de o Futebol até a Medicina. Roberto Marinho é só um prego que se prestou a fazer o trabalho imundo de vender o seu país. É tratado como grande herói e deveria ser jogado na lata de lixo da História. Quem sabe tratar essa gente é Hugo Chavez.
No caso das Organizações Globo, nem leis nem moralismo. Eles controlam as leis e a moral da sociedade. Não vou aceitar nunca o fato do Governo Lula não ter cassado essa concessão. A Globo não é e nunca foi brasileira.
O texto capenga em linguagem tosca mostra a completa inadequação desse deploravel Embaixador
Informes remetidos por embaixadas a seus superiores burocraticos devem ser analisados como a visão dessa Embaixada
naquele determinado momento e sobre esse determinado assunto, essa opinião não significa de modo algum UMA DECISÃO POLITICA de Governo sobre esse assunto, a maioria desses informes não produz efeito algum e tem como destino a lata de lixo. Muitos santelmos aqui confundem um cabo de embaixada com POLITICA DE GOVERNO dos Eua, embaixadas mandam dezenas de informes por dia, pouca coisa se aproveita de fato, o Embaixador precisa mostrar serviço e dar demonstração de que está bem entrosado e informado pais aonde é acreditado, grande parte disso é espuma sem valor algum.
Muito lógico...
Quem sabe mesmo explicar a Política de Estado ianque e tem legitimidade para isso é o André Araújo.
O relato da embaixada estadunidense, que expõe claramente que difamar religiões é uma Política de Estado ianque, não passa de um engano.
Não são embaixadores, são jogadores de futebol disfarçados.
Truques da CIA!
Dedéujo já brincou com vários deles, em Brasília.
Íntimos!
Não vamos nos precipitar.
Seguramente o André vai convocar todo o corpo diplomático estadunidense, passar um belo sabão nos trapalhões e bem instruí-los sobre os objetivos reais da política externa ianque.
Pior que isso Fabio!! Segundo o AA os diplomatas americanos não passam de uns fanfarrões inúteis a procura de atenção e que querem mostrar serviço para os patrões. Bom roteiro para uma comédia tipo "Loucademia de Embaixadores", não?
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Pois é.
Ainda bem que temos o André Araújo, provavelmente nomeado pelo obama, para nos esclarecer e impedir que as tolices escritas por seus subalternos ganhem asas...
Negativo. Os diplomatas americanos de csrreira são em geral bem preparados como os nossos, la tem uma escola de diplomatas desde 1916, o Foreing Service Institute. O problema são os não-diplomatas, amigos do Presidente ou seus financiadores de campanha, presenteados com Embaixadas, é um horror, o Brasil foi premiado nos ultimos dez anos com três, é sacanagem com o Brasil, nenhum deixou saudades, em compensação os dois de carreira, Dona Hrinak e o atual Tom Shannon são uma referencia, vai ser dificil encontrar uma bobageira dessas escrita por algum deles.
Uma das grandes realizações do Presidente Lula, nota dez para ele, foi ter eliminado diplomatas improvisados como Embaixadores, o Brasil hoje não tem nenhum, tivemos politicos absolutamente incompetentes na Emabaixada em Lisboa, um vexame para o Brasil, diplomacia não é para amadores.
George Kennan, o melhor diplomata americano do Seculo XX, Embaixador em Moscou e Belgrado, nas suas memorias (Memoirs 1925-1950) demonstra sua repulsa a esse velho costume dos Presidentes americanos nomearem cupinchas para Embaixadas, quase todos foram desastres, com raras exceções, como W.Averell Harriman para Moscou (depois sua esposa, Pamela Harriman, a aventurosa ex-nora de Churchill, foi nomeada Embaixadora na Franaça). Kennan, que morreu na decada passada com mais de 100 anos, foi o maior critico no Departamento de Estado para essa péssima pratica da Casa Branca, com toda a razão, uma turma de penetras que só trouxeram problemas para as relações internacionais dos EUA.
"diplomatas americanos de csrreira são em geral bem preparados como os nossos":
Preparadissimos: as fontes brasileiras deles sao politicos de extrema direita e... Mainardi e Magnoli.
Analfabetos lunaticos de extrema direita dignos das Honduras, isso sim.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Eu queria muito entender o que vc entende por diplomacia? Até agora, tudo que diplomacia americana vem conquistando é um anti-americanismo, gigantesco. Basta dar uma lida nos sites/portais/redes sociais. Se diplomacia significa angariar desafetos no mundo inteiro, então estão no caminho certo.
A função de uma diplomacia, latu sensu, não é angariar adeptos, é representar os interesses de um Estado. OS EUA enquanto Pais tem amigos e inimigos, sempre os teve, como tambem tinha o Imperio Britanico, o Imperio Napoleonico e o Imperio Romano. Depois do fim da URSS e do comunismo, o numero de inimigos diminuiu consideravelmente e no geral os EUA tem muito mais amigos que inimigos, não confunda os bares da Vila Madalena com o mundo.
Na verdade a aversão aos valores ianques (arbítrio, tortura, guerra para roubar, genocídio) só aumenta em todo o planeta.
No meu mundo tem bares, entre outras coisas, é claro.
Mas que mundo é esse do André Araújo, que para nós simples mortais é totalmente inacesível? Visto que segundo ele, não entendemos nada de nada, principalmente da política externa americana e suas alianças com governos subscervientes e seus respectivos meios de comunicação idém.
Então esclarece-nos, ó mestre André (não confunda com o saudoso mestre de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel). Essa poítica de difamação de religião (muçulmana, é claro) como estratégia de luta contra os islâmicos anti-americanos é delírio da cabeça do tal embaixador? Não existe nenhum traço de verdade nisso?
Juliano Santos
André, se esse documento vem da espuma da diplomacia americana, como explica isso?
Encontros de alto nível: Ao abordar os mais altos níveis do Ministério de Relações Exteriores, é essencial persuadir o Brasil a mudar seu voto e a trabalhar conosco a favor da "Difamação de Religiões", até chegarmos a uma solução de conciliação. Telefonema da Secretária de Estado dos EUA ao Ministro Amorim das Relações Exteriores, logo depois da recente carta enviada por ela, demonstraria a importância que os EUA damos a essa questão. Também se deve abordar o vice secretário-geral do MRE ministro Antonio Patriota; e o subsecretário Burns deve abordar a subsecretária para assuntos políticos, embaixadora Vera Machado (que supervisiona questões de direitos humanos e política das organizações internacionais), o que muito ajudaria a aumentar a importância do tema na cabeça dos brasileiros (sic).
Me parece uma defesa de visão fundada em uma ação oficial de Política do Governo, não?
Não vou lhe faltar ao respeito e perguntar se você recebe jabá da Embaixada Americana no Brasil, mas tá difílcil defender essa bola!
"Não vou lhe faltar ao respeito e perguntar se você recebe jabá da Embaixada Americana no Brasil, mas tá difílcil defender essa bola!"
Não, não é da embaixada, é do Pentágono (rsrsrsrs):
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-trolls-do-pentagono
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