Vovó Hendrix e seu neto brilhante: entrevista de 1984

Por Nilson Fernandes

Do Globo.com / Blog Em Cartaz na WEB
 

 

 

Uma entrevista fofa concedida pela senhora Nora Hendrix, em 1968, apareceu no YouTube esta semana. 
Nora era avó parterna de Jimi Hendrix e comenta o talento musical do filho para o entrevistador Jack Webster, de Seattle.

Ela fala sobre a primeira vez que viu Jimi tocar, no Vancouver Pacific Coliseum naquele ano. A vovó estava sentada bem em frente ao palco e foi resgatada pela cunhada, que dizia "Mamãe, você tem que sair daqui, é muito barulhento para a senhora"

"Eu respondi, 'sim, eu já estava saindo se você não viesse me buscar'", conta, "O barulho era demais para mim, toda aquela bateria e a forma como ele tocava a guitarra, meu Deus, não sei como ele aguentava todo aquele barulho"

....Apesar do estilo pesado de Jimi não ser o seu favorito, Nora reconhece o imenso talento do neto. Ela lembra quando seu filho - e pai de Jimi - deu a ele uma guitarra (possivelmente um ukelele) quando o garoto ainda era novo e como ele se divertia tocando com os amigos.

"Eu sabia que ele era musical, mas não sabia que havia tanta música nele." 

A partir da metade do vídeo, o assunto muda da música para as drogas. Respondendo a pergunta de Webster, Nora fala como gostava de ver o neto no show business, mas via nas drogas o grande perigo e esperava que ele "não estrasse nessa muito cedo, pois ele entraria, todos estavam nessa, não havia como escapar". 

Segundo o pessoal do Dangerous Minds, que publicou o vídeo, Nora também teve um passado musical, tendo participado como dançarina de uma trupe de vaudeville na juventude. Ela morreu em 1984, aos 100 anos. 

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4 comentários
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Ivan Moraes

(Data errada no titulo, Nassif.  Entrevista eh de 68)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Nilson Fernandes

Exatamente Ivan, a vovó Hendrix concedeu a entrevista em 1968, portanto viu a morte do neto famoso.

 

Nilson Fernandes

 
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Fuhgeddaboudit™

Certíssima a Vovó. 

As guitarras elétricas, quando se sobrepõem às vozes dos cantores, "estragam a música", pois obrigam aos cantores a "berrarem" para superá-las. Daí, o sucesso mais do que centenário da "Classic Americam Country Music" (não confundir com as música sertanejas de dança de terreiro que é um outro segmento da Country Music). Dela sairam os legendários Johnny Cash & Walson Jennings (R.I.P.) e os ainda em atividade Willie Nelson e Kris Kristofferson, que primam pela regularidade e constãncia nos palcos há mais de 50/40 anos, ao contrário das "Bandas Barulhentas de Ocasião e, por isso, transitórias". E, sobre a influência da "Classic Country", centenas de cantores norte americanos e guitarristas,  fizeram sucesso em outros ritmos.

Os Beatlles, Abba, Credence e poucos outros que a memória me trai, foram um dos raros exemplos de observância à supremacia, relevãncia e prioridade da voz frente às guitarras, para o verdadeiro e duradouro sucesso. 


 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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Sergio SS

Aff, Fughe, vc inventou uma teoria para justificar seu gosto musical, ou seja, em causa própria.

Eu gosto de guitarras e distorções, vozes roucas e às vezes histéricas, mas que carreguem conteúdo musical e harmonia.

Se fizermos uma pesquisa, apostaria minhas fichas que Hendrix vende mais do que Johnny Cash atualmente.

Por outro lado estamos falando de gênios (e Hendrix era), que possuem dificuldades em lidar com o sucesso, cuja capacidade de criação os levam a estágios mentais estafantes de pré-loucura, aliviados por drogas e álcool. Aliado a isto tem-se como certo que algumas almas nascem mais rebeldes e precisam se libertar de amarras do sistema convencional e por isto "gritam" mais... :)

Ao mesmo tempo, é bem diferente manter uma vozinha suave por 40 anos comparado a manter voz "roqueira" pelo mesmo período. Mick Jagger pode ser uma rara excessão.

Por fim, Hendrix não era um cantor nato, cantava meio que "falando harmonicamente". Os vídeos abaixo mostram um lado mais melódico e "calmo" do rapaz.

 

 

Viver é afinar um instrumento...

 

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