Voto e coalizações, por Maria Inês Nassif

Da Carta Maior

Sistema político é ruim, mas a história é inexorável

As regras continuam as mesmas – e em algum momento o Brasil vai ter que se decidir entre duas que são incompatíveis: um sistema de votação presidencial que fortalece popularmente o presidente eleito em dois turnos (ou já consagrado majoritariamente num primeiro) ou um sistema de votação parlamentar que tende a pulverizar cada vez mais o voto.

Nem tudo é igual no país de Macunaíma. Até o ano passado, o Brasil convivia com uma realidade meio torta, segundo a qual um presidente eleito pelo voto direito em dois turnos (portanto, com exigência de maioria absoluta dos votos válidos), governava sob um sistema partidário extremamente pulverizado que impedia a formação de uma maioria monopartidária, ou uma coalizão menos volumosa. 

As regras continuam as mesmas – e em algum momento o Brasil vai ter que se decidir entre duas que são incompatíveis: um sistema de votação presidencial que fortalece popularmente o presidente eleito em dois turnos (ou já consagrado majoritariamente num primeiro) ou um sistema de votação parlamentar que tende a pulverizar cada vez mais o voto, e que está longe de fortalecer as instituições partidárias. Quando mais o voto é pulverizado, maior o número de partidos para compor um governo de coalizão. 

De certa forma, a democracia brasileira merece os parabéns por conseguir sobreviver nessa corda bamba, com as crises que fatalmente irrompem de leis que fortalecem popularmente um presidente, mas dão, simultaneamente, um poder enorme de barganha aos partidos, mesmo aos muito pequenos.

A distorção, todavia, vem sendo empurrada com a barriga desde a Constituinte de 1988, quando, votadas em separado, as propostas deram ao sistema partidário um perfil parlamentarista, enquanto o presidencialismo vencia e levava para casa um modelito dois números menor que o seu corpanzil. Ainda assim, como a história anda, independente de quanto aperta a roupa, a chamada correlação de forças (termo que minha geração, e também a anterior, usou à farta para explicar por que num momento as coisas fatalmente mudam, mesmo com tanques nas ruas) prevalece sobre as consequências previstas para um determinado sistema político.

Na prática, a pulverização partidária, aliada às práticas tradicionais de fazer política, resultam em enorme poder de barganha dos partidos frente a um Executivo. Mas, como as variantes conjunturais nunca são as mesmas, nem sempre isso acontece. Até pela contradição entre partido forte frente ao Executivo e desacreditado junto ao eleitorado, e entre Executivo forte junto ao eleitorado e refém de um Congresso pulverizado, coisas ocorrem – e podem ser suficientemente fortes a ponto de balançar a lógica desse sistema maluco. 

Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, existia uma maioria parlamentar onde, embora com as restrições conferidas pela lei, o ambiente ideológico, inclusive internacional, era propício à formação de maiorias (que permitiram, por exemplo, a venda de enorme patrimônio público sem qualquer tipo de vantagem para o Estado, como descreve Amaury Ribeiro Jr. no livro que é sucesso de vendas, “A Privataria Tucana”). As maiorias eram mais orgânicas, digamos assim, porque a maioria dos partidos do centro à direita embarcaram na onda neoliberal; e porque nesse processo foram escolhidos, a dedo, aqueles que viriam a se constituir na “burguesia moderna”, capaz de conviver de forma proveitosa com o capital monopolista financeiro. 

Estar no círculo de poder era definitivo. Nossa elite mudou de cara nesse período, sem grande espaço para oposição, que exercia o direito de espernear, apenas. Além das variáveis ideológicas, a “democratização” de recursos junto às “bases tradicionais” viabilizaram um projeto de poder (que era para ser de 20 anos de poder tucano-pefelista e tornou-se oito, mais por conta da conjuntura econômica do que da ação de uma oposição que apenas saiu do atordoamento da queda do Muro de Berlim depois que foi obrigada a governar).

Nos dois governos Lula, as distorções do sistema se acentuariam. No primeiro, o presidente era um homem limitado em suas possibilidades pelo perfil do governo de coalizão, por uma crise financeira que foi uma herança pesada e por uma relação com parceiros no Congresso que, na falta de qualquer afinidade orgânica, passava mesmo pelas relações de troca da política tradicional. 

A partir do segundo, era um presidente consagrado popularmente, e sob cujo governo as condições objetivas da maior parte da população melhorou – e com partidos de oposição cada vez mais enfraquecidos pelo modelo político arcaico em que, quanto mais longe do poder, menos chances uma legenda tem de eleger representantes. O que sobreviveu de oposição valeu-se da força de mediação da mídia tradicional, que teve um importante papel no pleito de 2006, do lado da trincheira do PSDB representada por José Serra, que perdeu para a candidata de Lula, a presidenta Dilma Rousseff. 

O empréstimo de credibilidade da imprensa à candidatura Serra, evidentemente, não foi suficiente para fazê-lo vitorioso, mas estabeleceu um vínculo profundo entre o maior partido de oposição e a mídia tradicional. A perda de credibilidade que resultou dessa relação carnal entre um e outra (mídia e PSDB) atingiu parte de público leitor e tornou cada vez mais reduzidas condições de ampliação de sua influência na opinião pública. Manteve um público leitor fiel, mas partidarizado. Perdeu público que representava a outra parte da polaridade política que, apesar de todas as deficiências do quadro partidário, se consolida numa espécie de Fla-Flu na sociedade.

O poder de persuasão desse tipo de jornalismo, no entanto, é eficiente para os mesmos. O público não se amplia. Da mesma forma que, na internet, a tendência é uma conversa com o lado oposto.

O segundo ano do governo Dilma Rousseff começa com algumas mudanças de parâmetro. Ela não foi ruim na política quanto apostavam seus opositores e temiam seus adeptos – aliás, parece que a presidenta deu um passo além daquele dado por Lula, a partir de 2005, quando estourou o chamado Escândalo do Mensalão. Na época, até porque em véspera de eleição, o grande enfraquecido foi o PT. Embora os outros partidos da base tenham ficado tão expostos quanto o partido, foi o de Lula que sofreu mais. Lula surfou, com sua popularidade, no vácuo deixado pelo partido. Fortaleceu-se como figura política, mas preservou os demais da coalizão. E, embora tenha tirado de letra a oposição sistemática feita pelos meios de comunicação, esteve no meio de uma guerra constante.

Dilma demitiu ministros por pressão dos jornais. No momento em que anuncia uma reforma ministerial, a maioria dos partidos da coalizão foram alvejados por denúncias. Ela está mais forte que os partidos que a apoiam. E, ironia das ironias, a exposição do vínculo carnal da imprensa com o PSDB, em especial com o grupo de Serra, configurada no “Privataria Tucana”, enfraquece também a mídia nesse momento – aquela que, teoricamente, foi a vitoriosa na batalha de derrubar ministros. No mínimo, nesse processo, a mídia mostrou que tem apenas um lado. Um dos diários nacionais, aliás, cometeu um vanguardismo jornalístico: estabeleceu a norma de ouvir o lado acusado sem mencionar as acusações contidas num livro que, aliás, não foi objeto anterior de sua curiosidade jornalística.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

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22 comentários
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sergio luis brito

A oposição hoje é a mídia, mas, eu creio que para a Dilma foi ótimo a mídia partidarizada, pois, dos ministros demitidos nenhum tinha perfil técnico e conhacia o "metier" da sua pasta, ademais Nelson Jobim, o serrista, demorou demais a sair.

 
 
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armando botelho

Em tempos idos se dizia que governar era abrir estradas ,agora mudou , governar é distribuir ministérios aos amigos apoiadores . Foram criados mais de 15 ministérios , muitos sobrepostos entre si , e a máquina pública inchou como nunca e agora a presidente Dilma se vê na contingencia de ter que arrochar as despesas do governo neste começo de ano , e muitos seram contrariados acostumados com as mamatas e tudo isto nas vésperas de uma eleição . O que se espera é que o povo comprienda a seriedade da presidenta que começou bem seu governo fazendo logo uma faxina , que não foi causada pela mídia , mas sim pelos próprios ministros que enfiaram a mão na jaca ,pois assim estavam acostumados com a leniencia do ex presidente Lula , que nunca sabia de nada nem via nada...So mesmo uma mulher para acertar a casa .

 
 
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meiradarocha

"[...] a máquina pública inchou como nunca [...]"

Mais uma vez a mentira repetida tentando se tornar uma verdade....

 
 
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Filgueiras

Acho que vou adotar um mantra, este ano: " Sem uma reforma do Estado, não vai funcionar".

Com certeza, há simplificações. Talvez, só talvez, possamos utilizar mais o art. 14 da Constituição. Basta uma lei para regulamentar o uso amplo de plebiscitos e referendos.

E nem me falem em fortalecimento dos partidos. Como está, nem pensar, depois de alguma reforma na política, veremos...

 
 
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Lindomar Bomfim de Carvalho

Esta mulher é um tank thinker.

 
 
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Roberto Veiga

>>>> (...) que permitiram, por exemplo, a venda de enorme patrimônio público sem qualquer tipo de vantagem para o Estado (...)

Bom, os numeros ja foram alguma vez colocados para debate por aqui? O falecido ex-ministro Paulo Renato discorda, como diz neste artigo sobre a privatizacao da Vale: http://marcus-mayer.com/blog/2007/09/23/706/. Pode-se discordar dele? Claro! Mas nao basta dizer que nao houve nenhum tipo de vantagem para o Estado.

 
 
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Pública é lucro certo

Empresa pública, por maior que seja o prejuízo, sempre é lucrativo mantê-la, pois só a garantia dos salários evita-se ter que gastar bilhões com assistência social.

 
 
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economista_frustrado

Cedo ou tarde vai se consolidar a percepção de que o que é hoje o chefe do Executivo tenha também função legislativa, em concorrência com o parlamento. É algo imposto pela realidade e não significa, por si, comprometimento da democracia. Isso não leva, por si, à inviabilização das iniciativas de democracia representativa ou direta tradicionais, apenas possibilita que se tome um rumo em face da omissão ou falta de suficiente definição dos representantes no parlamento ou dos próprios representados.


O parlamento sempre teria a possibilidade de vetar (evidentemente por maioria qualificado ou não) iniciativas legiferantes que entendesse inoportunas.


Seria uma mudança que na verdade viria para fortalecer o Estado Democrático.

 
 
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Remindo Sauim

Não sei se a Dilma demitiria os 6 ministros da base aliada se seus partidos não tivessem se borrado de medo da mídia. O Palocci foi também detonado pelos puristas do PT. Agora com o Pimentel, o Partido apoiou e a Dilma o manteve no poder. Não existe sistema político bom ou ruim, existe o que funciona.

 
 
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Eduardo Pessoa

Texto gostoso de ler, suave, flui naturalmente. Bela análise, mais uma vez, de Inês Nassif.

 
 
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Juliano Santos

Gostei dessa "tirada de sarro" da Inês Nassif: O vanguardismo jornalístico do pig que publicou a reação dos tucanos sem publicar o que a motivou, a denúncia do Amaury.

Realmente me lembra aqueles filmes de vanguarda da década de 60 que descontruíam a linearidade da narrativa.

É como um famoso debate entre Hitchcock e Godard. O primeiro perguntou ao segundo, visivelmente perturbado pelo vanguardismo do francês: "O sr. pelo menos concorda que um filme tem começo, meio e fim". Ao que Godard respondeu: "Sim, mas não necessariamente nessa ordem"

O pig é nouvelle vague! Só quero ver quanto tempo demorará para puplicar o começo da história "privataria tucana"

 

Juliano Santos

 
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Felipe Vargas

Uma possível volta de Lula a Presidência é uma realidade , Lula está muito novo para não continuar no serviço público , Alencar era vice , e que vice , com mais idade , havendo o retorno o que se abrem são as inúmeras possibilidades.


A Presidência seria favorito no PT e na eleição , bom , ótimo na verdade , formador e administrador de equipes e tensões somado a obtenção de resultados positivos , cabe praticamente em qualquer cargo.  Vamos começar por Lula Deputado Federal , quinhentos e um tanto de todos os tipos de seres humanos ,Lulão no meio da massa , um ambiente riquíssimo e com todas as características da sociedade , Lulão no meio da turba , quase surtam uns aos outros , depois teríamos o Senado , 81 elementos representando a Casa Alta do Legislativo , Lulão no meio da turma , aquilo é importante mas está meio xarope a oposição ta fraquinha e burra, fica um lengua lengua o Governo tem ampla maioria e fica cozinhando e concedendo um em ponto aqui outro ali , mas aprova pela maioria e pouco de criticas construtivas saem da oposição , tem pessoas que assistem aos canais legislativos oposição , o tempo que a sociedade avaliava atuação de políticos e governos pela velha mídia já foi.


Bom agora vamos para o Executivo , todos ministérios tem capacidade técnica , área diplomática e relações exteriores também administrando uma equipe da área comercial , ficava manero por que podia circular pelo cenário político nacional , área econômica seria um peso pesado aportando no ministério , interlocutor dos principais economistas nacionais e progressistas ao redor do mundo , experiência , resultados , bom senso e credibilidade em todos os mercados financeiros mundiais , medidas e planos anunciados por Lula..... , é punk , área social talvez trouxesse muita satisfações ao poder acompanhar obras epoliticas públicas como andar pelo Brasilzão vendo os resultados do, com licença , progressismo, PT observando,  seu Governo.


Teriamos as estatais , cacetada na Petrobras detonava tudo , ia te que balança na gaiolinha , turba petroleira diz que pode ir que garante , e lá vai Lulão , pra cá e pra lá , pra cá e pra lá, com menos emoção teríamos , BB , CEF e BNDS , acompanha eparticipa de perto a economia nacional e internacional .


E a UNASUL e BRICS , começa a aparecerem sinais de aumento e representatividade deste grupo ao mesmo tempo que a onu sofre um esvaziamento de representativo e legitimidade , a pouco tempo mandaram suas decisões as favas , através dos BRICS pode ocorrer a unidade de uma maioria relativa mas suficiente para eleger e moldar uma nova instituição mundial ou reformas na ONU , outro assunto que Habermas manja muito Lula , a sociedade empurraria este instituição ou as lideranças a formariam como instituições referencia ou padrão, vamos ver, vamos ver , outro lugar maneirissimo Irmão , Hermano , Lulão Calango , Tupinambá tem que falar com o Cacique, segura essa , resmungos vindo da floresta...... mimo para distrair durante a revisão da Máquina, bons ventos , ondas , escaladas  estradas e entradas      

 
 
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Felipe Vargas

Um pesquisador indiano colocando a importância da Amazônia e a classificando como maior capital global do meio ambiente , e estranhando que ele indiano esteja colocando isto e não as autoridades brasileiras , globonews.


Não tem como não comentar uma eleição da diários americanos associados ou coisa parecida, as organizações globo fazem parte , Merkel eleita com folga , Berlusconi outro dos votados, todo jeito de associação de mídias simpáticas a mídia estaduniense da mesma linha, para que dar publicidade de uma eleição destas de uma associação como esta , só a globo pode responder.


Começam ou melhor , aumenta o espaço destes debates e novas valorações, agradecemos a dica e apoio indiano, BRICS em ação.


Centro do  poder se deslocando , não é somente isto e sim um novo conceito de poder , centro do poder não significará poder invadir outras nações,  manobrar mercados financeiros , fazer emissões de moeda e pressões comerciais emilitares contra outros países , esse é o primeiro passo que alguns interlocutores internacionais tem que atentar e entender.


Uma unidade internacional com a participação de todas nações , com soberania ,capacidade técnica , e legitimidade.  

 
 
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Felipe Vargas

Qual o tamanho da classe media iraniana , que a velha mídia trataria por ocidentalizada , estudam ou exercem as mesmas profissões roupas e equipamentos eletrônicos e acaba a semelhança por aí , falam sua próprio idioma , tem seus próprios hábitos culturais e são adaptados em suas nações , o que um sujeito destes tem de ocidentalizado.


A classe media brasileira é sul americana não é ocidentalizada , a classe media chinês é chinesa , a indiana é indiana , sobraram alguns itens que surgiram no ocidente , carros , a Ásia fabrica quase a metade , fora as modernidades eletroeletrônicas, ainda seriam ocidentais.... e alguma mídia do EUA e EU as nações hoje em dia privilegiam muito mais suas culturas e de vizinhos que o pacotão cultural da velha mídia ocidental.


O fim de ano aumentou a audiência televisiva , um pacote básico de canais da globo , NET , entre as tranqueiras , um programa de surf em Cuba.


Galera bem alimentada , com educação e saúde básicas garantidas , um montão de praia e se amarram em esportes , tá feito o point ou pico de surf , alguma regra aqui ou ali , Cuba acerta em cheio em sua abertura ou reformas. Com população e área geográfica não muito grande , estrutura social sólida, próxima de economias desenvolvidas , ao norte  , e ao sul , somos a sexta e tem toda a AS , o surf deve ser um dos várias atividades esportivas com caráter turístico  e também comercial , sem ser o prioritário, que irão decolar na ilha.


Galera de prancha nova , equipamentos da hora chegando , galera de fora indo surfar eao natural eles também surfarem em outros países , que barato , a galera, o povo cubano tem em sua formação a valorização de valores como solidariedade , justiça e soberania muito presentes , os médicos sempre deixaram boas impressões os surfistas pelos que estavam também farão bonito, era uma surftrip pela ilha em um motorhome , cheio de maluco a fim de surfarem , muito manero , sec XXI esportivo e de em seguida darem rolé a vontade ,todo surfista tem este sonho, se ainda existem embaraços tem o desconto que tem muita praia em Cuba para surfar.....Boas ondas e começaram a participar dos campeonatos.

 
 
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Felipe Vargas

Roda viva , Amozous ,escritor israelense, Israel o primeiro pais a reconhecer por motivos históricos a Palestina, tem luz no fim do túnel , exatamente os mesmos motivos que legitimam Israel , simples , óbvio , e a cartada política em favor da paz e de soluções diplomáticas , desarma o foco de tensão militar entre estados envolvendo Israel, é um progressista. Um almoço italiano é uma tranqüilidade perto da sociedade israelense uma definição própria do cenário colocado.


Um escritor , mora no deserto , imagina o visual, na região na qual começa a história , o que guerra tem a ver com isto , qual a valoração e importância de princípios , valores e interesses que transformaram este litígio em porradaria militar e violência exagerada. Se sustentam hoje , quais lideranças da região estariam dispostas a aposentar a possibilidade militar , setores da sociedade , investir em equilíbrio jurídico e trabalho social nas populações árabes , a pergunta maior é quando , como parece simples.

 
 
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Felipe Vargas

Prefeitura do Rio , Paes com a faca , o queijo , o salame , o pão na mão , Freixo a segunda campanha , no momento mais festejada , Rodrigo Maia com Clarissa Garotinho , as poucas vezes que vi ela falar na Camara Estadual manda bem , é uma política , não concordo com todas posições  ela tem( na frase anterior como posterior , liberdade ortográfica)  um arrasto que são alguns fatos discutíveis de Garotinho sr e ela defende os governos do pai e mãe , mas tem capacidade e preparo para ser uma política mesmo sem o sobrenome , até porque qdo universitária perdeu eleição para diretório ou seja disputou eleições e espaço , ser vice do Rodrigo Maia ia ser fenomenal para sua carreira e imagem ideológica , comentarista caindo da cadeira , mas se houver o harakiri garostesco , pelo perfil do eleitorado a ser atingido , e Garotinho tem votos que mesmo com perfil de esquerda o acompanhariam nessa empreitada , a tornariam a segunda colocada nas eleições , já que a superioridade eleitoral , de alianças , máquina pública e obras realizadas , devem definir esta eleição .


Na próxima não teremos Paes e o cenário ficará parecido com o atual para a próxima eleição para governador no Rio , das amplas alianças que sustentaram Cabral e Paes por dois mandatos deve sair o candidato , ou candidatos que disputarão entre si o governo e formarão um novo mapa sem a amplitude atual de alianças.


Psdb e Aspásia compõe as candidaturas , ou seja estas seis candidaturas , de certa forma são o panorama do eleitorado carioca , interior e Grande Rio,  Paes é um administrador que finalizou o canal , amplo e o Rio agradece , de comunicação , municipal , estadual e federal , construído entre outros por Sergio Cabral e Lula.


Qual seria o próximo perfil ideológico, pós Paes, da prefeitura , qual assunto , segurança já se modificou , o emprego existe em número razoável , o eleitor conhece um governo afinado com os governos estaduais e federal , um viés ideológico ou a manutenção de segurança administrativa cobrando mais eficiência e retidão na aplicação dos recursos .


Freixo talvez seja a opção ideológica , Clarissa-Rodrigo ideológicamente é meio novos baianos, me amarrava na galera mas não entendia porra nenhuma, Rodrigo Maia começou sua carreira para ser ministro ou presidente neoliberal , olhem suas características políticas e fica óbvio , no atual cenário é uma figura política deslocada do momento político ecultural que o mundo atravessa , ou fica vivendo daquele setor da sociedade ou mudanças e transformações no discurso e ações, a diferença se é um político ou se fazia parte de um processo político de Cesar Maia.


Freixo hoje tem uma preocupação que se torna fato eleitoral , que é o combate as milícias , tem queixas e reclamações da administração estadual , mas vemos uma mudança Freixo tem mais de 50 pessoas do Governo Estadual trabalhando com ele , seria difícil a algum tempo imaginar um concorrente político recebendo tantos recursos de seu adversário , Cabral sabe o que é um pepino na área de segurança, Beltrame , Sergin tranquilão, a contribuição de Freixe supera com folga uma disputa eleitoral. A avaliação também do trabalho que Beltrame vem fazendo como a boa vontade do Governo em tornar possível o trabalho de Freixo é um fato . As boas relações de Freixo com o Governo são de interesse de toda a sociedade, assim como sua ação política de forma que este trabalho de combate as milícias não sofra com a disputa eleitoral , aos eleitores mais atentos será a construção de uma bagagem política considerável , ou seja é dos que pega pra empurrar para frente depois pensa em dividendos ou resultados, este desafio político talvez seja o ponto chave de uma campanha na qual o resultado das urnas é bem previsível.


 O outro fato é o aumento dos debates ideológicos pós a aliança política que colocou o Rio no eixo , com erros e acertos , a divisão de responsabilidades que estas alianças trazem também dividem os méritos, a sociedade pegou junto , a economia nos ajudou e muito e Sergio Cabral tem o mérito de estar no cargo de Governador , aonde no final das contas a bomba e estoura se as coisas vão mal , com erros e acertos está fazendo sua parte.


Cenário futuro , continuando o desempenho econômico , o avanço na relação sociedade-representante–estado , o cenário ideológico deve se abrir , temos problemas sociais mas o Rio não é grande geograficamente facilitando redes de saúde e educação por exemplo , e ordem social por isso a milícia extinta  ou sob controle e sem influência ou ocupando funções do Estado, a PM também tem apresentado cada uma pm com p minúsculo , devia estar melhorando, é importante. O grau de importância , o tamanho e espaço que o debate ocupa , assim como os resultados obtidos na segurança pública nos dão um bom pilar , e pela diferença de tamanho o Estado tem condições , e está fazendo, de colocar nos eixos a segurança pública.


Se confirmando ou mantendo ao atual cenário, questões culturais , enriquecimento do debate político , tá represado o Rio faz tempo que não tem um luminoso cenário político com grandes nomes e discussões , o neoliberalismo emburreceu o mundo, são possibilidades no cenário de progresso e avanço desejado , ou esperado.


 Coluna de Jõao Ubaldo Ribeiro PrimeiroeÚnico , Ubaldin , tá imperdível, ele desejando feliz ano novo e outras considerações , comentarista aos prantos , o Veríssimo também tá ótimo , fardão quando lançar o meu tô na fila.......

 
 
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Marcos Vinicius Viana

"Um dos diários nacionais, aliás, cometeu um vanguardismo jornalístico: estabeleceu a norma de ouvir o lado acusado sem mencionar as acusações contidas num livro que, aliás, não foi objeto anterior de sua curiosidade jornalística."


kkkkkkkkkkkk


Perfeito! (aplausos). "Vanguardismo jornalístico": como eu queria ter pensado nisso antes. Esta eu vou usar. Obrigado, Mª Inês!

 
 
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Felipe Vargas

As vezes a velha mídia tenta colocar Chavez com se ele tivesse uma birra ou ranço com o nazineoliberalismo , não é muito importante , ou relevante , mas arrancaram Chavez de seu local de trabalho , Presidência da Venezuela, eleito por voto direto e estava na oposição , jogaram em um automóvel , enfiaram um monte de revolveres em seu rosto e lhe disseram que se não assinasse sua renuncia o matariam , todos sabemos que ele não assinou. Há vinte anos atrás, antes de Chavez, se sequestrava Presidente eleito na Venezuela, não sei quantos sabem deste fato que ocorreu com Chavez . Quem era um dos patrocinadores , velha mídia internacional e interesses nazineoliberias , já que essa conta o povo americano está tomando medidas , o atual Presidente tem tido posição democrática , a boa vontade é importante , Chavez com sua breve história, agora o que os republicanos deixaram de tralha para ser recolhida....., outra benesse neoliberal legada aos EUA .


Quanto a declaração é natural quando temos tantos progressistas tendo câncer pensarmos nos nazineoliberais, é quase natural , não sabemos porque....... comentarista prendendo a respiração , em suma sempre houverem experiências , Chavez não falou nenhuma novidade , novamente se prioriza uma declaração menos importante e não se dá o destaque adequado a Venezuela antes e depois de Chaves , alguém da velha mídia ou neoliberal quer apostar o almoço....

 
 
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Felipe Vargas

FHC com ótica ocidental , pontuando né , a ONU nunca foi democrática teve e tem mandantes , atualmente é difícil de se dizer que os BRICS tenham menos poder que EUA e UE , debate que vai ficando anacrônico com o novo posicionamento dos EUA que praticamente termina com diferenças estruturais e fator guerra . A China teve o primeiro momento como interlocutora dos BRICS , depois Índia atuou , o Brasil levantou temos que tomaram a atenção do mundo , olha os resultados , a África do Sul exige espaço e se preparou para isto , outra ação política mundial dos BRICS  e atualmente a Rússia com a obtenção de um bloco euroasiatico e suas intervenções quando de tensões com o Iraque.  FHC o que os EUA e UE alem das crises financeiras e políticas participam no mundo, nas invasões no OM , caiu o Iraque e a paz não veio é brincadeira , sem comentários, e na Líbia, alem disso quais mercados ou nações atualmente estariam propensas a continuar aceitando a ONU em seus atuais moldes por exemplo , os BRICS e outras nações não estariam muito mais propensas a reorganizar as valorações das nações no cenário geopolítico a continuar seguindo a atual molde de liderança da OTAN. Já temos a sinalização norte americana para o abandono do quesito militar em negociações internacionais , defesa e deu mas defesa de quem  , paz e justiça social , ainda que houvesse ou exista este quesito em números a aliança BRICS e nações simpáticas é muito maior , até porque como classificar os EUA hoje, Obama é de esquerda não vai terminar com o mercado ou com o liberalismo norte americano mas não o estimula, não o apóia e provavelmente vai tentar algumas regulamentações e aumentar o tamanho e poder decisório do Estado. Não de forma militar mas com maior participação da sociedade , o Estado maior implica em maior participação da sociedade. Os EUA não tem estatal talvez fosse legal uma Petrobras , Pdvisa , esses  trabalhadores formam uma categoria que sustentam um Estado , ajuda dá mais base ao Estado quanto coletivo, esse dias um indiano alertava os brasileiros sobre seu potencial ecológico , entre os progressistas ou BRICS funciona assim.


Século da Ásia , novamente apequena a discussão a centrando em uma região específica , o movimento de reorganização geopolítico é mundial. Esta visão claudicante não combina com sua literatura  sempre atualizada como interlocutores.


Ao final delega a liderança dos EUA a construção do cenário progressista , os BRICS agradecem , que monstrinho....


Lucros máximos , engenharias financeiras , conquista de mercados a qualquer custo , devorações e canibalismo por dinheiro , tem lideranças em que parte do mundo atualmente, cadê a thatcher , o reagan , os bushs , e as economias que os sustentavam e alavancaram suas loucuras nazistas ,  completamente sem sustentabilidade de qualquer ordem , como estão estas economias e as nações...... me responde esta FHC , vai dizer que não está tão ruim que o autor é tendencioso. Quero ver a engenharia intelectual , tem desconto porque defender neoliberalismo e o falido molde EUA-EU como ordem de poder não é fácil, ou o neoliberalismo internacional entranhado nestes Estados e os manuseando em uma  tentativa de domínio global , Habermas é uma boa leitura FHC.


   

 
 
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Felipe Vargas

Por que China , Rússia , Índia , Brasil e África do Sul não se sentem ameaçados pelo Irã , seja este nuclear ou não , porque já vivemos com um EUA governado por psicopatas nazistas , apoiado por uma Inglaterra e França na mesma linha e agora desmamadas , o que justifica um mundo no qual alguns tem arsenais nucleares e outros não , eles são melhores que os outros povos......... haveria uma justificativa moral ou ética um simplesmente uma imposição com o respaldo da força militar


Sempre vi o quadro mais provável como o do Brasil adquirindo armas nucleares , só que talvez não fosse dos produtores ocidentais , pagando sua multa ou jóia para ingressar no clube , afinal qualquer idiota sabe que o Brasil não tem motivos para disparar armas contra ninguém , mas teria que comprar porque existem países as portando mundo afora e alguém vendendo a possibilidade de conflitos , estimulando uma tensão , sobrevalorando um fato , empurrando a opinião pública e aquecendo o mercado guerra , meio por aí.


Os BRICS são os não agressivos ou não militaristas , sendo os EUA presença bastante recente e com uma eleição próxima. Seja qual for o resultado das eleições norte americanas, este e outros fatos ocorridos em 2011  que solidificaram um novo quadro geopolítico mundial me fazem acreditar que não compraremos ou formaremos arsenal nuclear próprio, e sim participaremos da administração e desenvolvimento de um futuro arsenal mundial.


 O Brasil com sua participação nos BRICS , participação na formação da UNASUL , relações com o continente africano , diminuição de preocupação com os EUA e príncipe Charles , teria qual tipo de ameaça , no século XXI qual o coeficiente de risco de ser invadido por alguém , e as outras nações seriam diferentes porque, se a imensa maioria é pacifica . E aí aparecem os números e orçamentos militares, a aberração fica exposta, é quase patético porque se investe tanto em guerra se não existem riscos ou ameaças compatíveis, seria antiético tentar uma supremacia para depois destroçar a democracia e a justiça e utilizá-la contra os outros, também uma atitude covarde , características destinada aos nazistas não as tropas norte americanas ou da resistência.


Não fosse o desequilíbrio espalhado pelo mundo pelos nazineoliberias , o Irã faz fronteira com China e Rússia o que os EUA estão se metendo ou fazendo lá, garantindo o petróleo e o petróleo é deles por acaso ou a China ou Rússia se movem como quem atacaria os árabes e passaria a mão nas reservas como eles fazem , o cenário deveria estar mais próximo do fim da industria da guerra , uma industria de característica atemporal e emergencial passa a ser um dos setores produtivos, tem algo errado.


O mundo já viu os candidatos republicanos dos EUA ,  um cara daqueles que vai dizer para alguém que o sujeito pode ou não ter armas nucleares, tá de....... Até agora não houveram declarações mais fortes dos governos , sendo a velha mídia o  bom e velho canal de comunicação dos vendedores de guerras.


Quem promoveu invasões arbitrarias contrariando as decisões da onu e todas as nações contrarias contra um país desarmado , foi o Irã , seu último conflito foi quando foi invadido pelo Iraque governado pelo então aliado norte americano Saddam Hussein que depois foi morto pelos mesmos norte americanos , a velha mídia e esses neonazistas devem achar que a humanidade é formada por um monte de débeis mentais.


O Irã que faça exercícios , testes que quiser , quando seu vizinhos reclamarem é outra coisa , China e Rússia estão ameaçando o Irã , o que o Irã não pode fazer é jogar míssil ou bombas em ninguém , com dois vizinhos como Rússia e China seria um risco considerável, como todos os outros países.


Com a saída das tropas americanas do Iraque , depois do Afeganistão, faltariam as bases , um clima de tranqüilidade , a diminuição das tensões favorece também a Primavera Árabe, e não militarismo poderia apressar o processo e evitar os saltos midiáticos que políticos e a velha mídia ocidental fazem nestas ocasiões.


O cenário de um Norte da África e OM mais democráticos , independentes e organizados socialmente é bom para quase todos , alguns setores que jogam contra , os exercícios vão terminar e eles conseguiram vender alguns jornais e minutos em suas empresas.     

 
 
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Filipe Rodrigues

Lula nunca se preocupou em construir uma base qualificada e de esquerda, sempre preferiu o fisiologismo do PMDB, PR, etc.

Ele poderia ter usado seus 80% de aprovação popular para os partidos de esquerda e progressistas elegerem uma grande bancada no parlamento.

 
 
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Bruno Cabral

Uma correção ao texto: Serra concorreu com Dilma em 2010, em 2006 foi Alckmin contra Lula.

 
 

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