União faz levantamentos para desabrigados do Pinheirinho

Por MiriamL

Agência Brasil

Governo federal fará levantamento de terrenos para assentar famílias despejadas de Pinheirinho 

27/01/2012 - 18h15

Yara Aquino e Luciana Lima
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O Ministério das Cidades fará até um levantamento dos terrenos da União que podem ser usados para habitação de interesse social para a construção de moradias para as famílias desalojadas na reintegração de posse em Pinheirinho, São José dos Campos (SP). A previsão [é de que o levantamento seja feito até a próxima quinta-feira (2), por meio, por exemplo, do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A informação é do secretário de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, que participou hoje (27) da reunião no Palácio do Planalto para discutir o assunto.

O governo também decidiu que a Advocacia-Geral da União (AGU) fará um levantamento da dívida que a massa falida da Selecta, dona no terreno Pinheirinho, tem com a União. A ideia é executar a dívida e usá-la para a aquisição de parte da área de Pinheirinho, para assentar as famílias despejadas.

De acordo com o secretário, as medidas serão tomadas em comum acordo com o município. Ele também informou que a Selecta também tem dívida com o governo de São Paulo e com a prefeitura de São José dos Campos.

“Para nós o mais digno seria eles permanecerem em Pinheirinho, verticalizar a área, construir creches, escolas, postos de saúde”, disse Maldos que enfatizou que um dos critérios a ser observado para o assentamento é a proximidade com o local de trabalho dos moradores. "Não concordamos em realocar essas pessoas muito longe do centro. Esse é um critério a ser levado em conta", destacou.

Participaram da reunião representantes da AGU, Ministério das Cidades, Secretaria-Geral e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. De acordo com Maldos, na próxima quinta-feira (2), haverá uma nova reunião para tomarem conhecimento dos locais levantados para a construção das novas casas e decidirem os próximos passos.

Maldos estava em Pinheirinho no dia em que a Polícia Militar de São Paulo invadiu a ocupação cumprindo ordem de reintegração de posse emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. No conflito, ele foi atingido na perna por uma bala de borracha.

O secretário contou que estava em missão do governo federal para conversar com as famílias na tentativa de encontrar uma solução pacífica para o problema, no entanto, acabou se deparando com uma "praça de guerra".

"A minha intenção era aferir, da conversa com os moradores, até onde nós poderíamos chegar na negociação. Quando desembarquei em São Paulo já fui avisado da operação. Ao chegar ao local tentei conversar, mostrei os distintivos, mas não fui ouvido", disse o secretário.

Maldos disse ainda que o governo federal continua disposto a colaborar com o município na busca de uma solução para as famílias despejadas e que, mesmo depois da ocupação, vem mantendo conversas com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB). Na terça-feira que sucedeu a reitegração de posse, por telefone, o prefeito pediu desculpas ao secretário pelo incidente.

"Não foram desculpas pessoais. Ele pediu desculpas pelo incidente da bala de borracha. O prefeito disse que não queria que o desenlace desse problema fosse a reintegração de posse", disse o secretário.

O pedido de desculpas, segundo ele, foi aceito, mas o secretário manteve o tom crítico do governo em relação a operação, classificada pela presidenta Dilma Rousseff como "barbárie". "Trataram a população como inimigos e essa é a divergência pontual com a posição do governo federal. Por isso, a presidenta Dilma Rousseff classificou a ação como barbárie em seu discurso no Fórum Social Temático ontem à noite, em Porto Alegre", destacou o secretário.

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15 comentários
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Mario Blaya

porque não fez antes, e porque somente se limitar aos desabrigados do pinheirinho, e os demais cidadãos que vivem em locais irregulares na cidade, ou será que somente os que estão na midia e terão atenção?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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IV AVATAR

Não pq eles estejam na midia e sim pq estão na rua, muitas crianças estariam começando seu período letivo nesta semana, olha só onde elas estão, quando poderiam estar em seus lares, caso não fossem covardes os 3 poderes do estado de SP


 
 
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Mario Blaya

e vc acha que tirando petistas, alguém acredita que o governo federal fara qualquer coisa nos proximos 10 meses para ajudar os moradores?  se enviarem barracas de campanha ja será um avanço enorme!

a união está fazendo onda para surfar!!!!

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Rogério Santos Souza

Oh Blábláblaya pára com essa paranóia antipetista, havia em Pinheirinho o  perecimento do direito de propriedade, os moradores eram donos por natureza e não o Naji Nahas, o que ocorreu ali foi de uma imoralidade sem tamanho, será dificil vc entender isso

 
 
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AlessandroBispo

Blaya, quem não acredita é quem realmente está torcendo contra qualquer ação do governo federal, talvez com medo de sujar mais a já imunda imagem do PSDB de SP.

 

Uma mente equilibrada lê essa notícia com ceticismo, e esperando que realmente o governo federal faça alguma coisa pelas famílias.

 
 
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Filipe Rodrigues

A União é criticada por fazer política, ora só rindo mesmo, igual a um comentário que li na internet:

"A mesma coisa que proibir um violeiro de tocar violão".

 
 
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Osvaldo Ferreira

Há um programa que nada tem a ver com situações emergenciais, que o senhor deve conhecer, chamado MINHA CASA, MINHA VIDA, que alimenta a construção civil, produz empregos, gera receitas e contribui para o crescimento do país. O Governo Federal tem gestão e racionalidade nesta gestão, muito diferente de outros poderes federativos que tomam ações sem saber o que acontecerá no próximo capítulo. GESTÃO....esta é a palavra chave!

 

Osvaldo Ferreira

 
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Fernando Curi

A convivência política pacífica entre o govêrno federal e o govêrno de São Paulo tem uma linha limitando as possibilidades de atuação de cada um. Quando os interesses políticos falam mais alto, o governador de São Paulo ultrapassa essa linha, ignorando as limitações estabelecidas pela política de boa vizinhança entre ambos os governos.

Podem reparar que todas as últimas ações polêmicas por parte do governador Alckimin foram de antecipação de medidas anunciadas ou intencionadas por parte do governo federal, dando a entender a disputa política pela paternidade dessas ações, tais como as escaramuças na Cracolandia, para combate ao tráfico e uso do Crak, a desocupação do Pinheirinho, quando o governo federal, pelo que se sabe, já estava agindo para encontrar soluções e, agora, o anúncio das moradias populares para os desabrigados expulsos de suas casas na tentativa de, primeiro, conserta a cacaca que fez e, segundo, assumir a liderança da execução do programa Minha Casa, Minha Vida, em São Paulo, encurtando o espaço dos interesses petistas com relação ao estado e, ao mesmo tempo, tentar auferir os ganhos políticos de tais medidas, pois se o PT conseguir emplacar seu (s) candidato (s) nessas eleições, morre não só o Serra, mas haverá um suicídio coletivo nas hostes tucanas paulistas, com o que o Aécio ficará radiante. Ano de eleições é fogo e em São Paulo, com o quadro que está sendo pintado, o PSDB alckimista vai prá cima, com tudo e não quer nem saber quem envernizou as asas da barata, só quer saber se sobrou verniz.

 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

 
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xispagato

Excelente analise Fernando. A questão é meramente de disputa politico partidaria por parte dos tucanos. E essa pratica não começou com os casos Pinheirinho ou Cracolandia. Lembra-se da atuação do secretário de segurança Saulo de Castro do primeiro governo Geraldo Alckmin quando dos ataques do PCC em São Paulo? Lembra-se dele fazendo o papel de testa de ferro do governador Alckmin recusando de forma sumaria a ajuda do governo federal que se propunha a enviar a força de segurança nacional para São Paulo? O resultado foi a morte de quase 600 pessoas em todo o estado, muitas delas com marcas de execução. E essa atitude mesquinha foi precipitada pela intenção do Sr. Alckmin que na época já tinha se afastado para  se candidatar para a presidência da republica em 2006.

 
 
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claudio melo

A massa falida tem um pra vender em SJC, é só pedir que a juiza autoriza e o presidente do tribunal assume a responsabilidade. 

 
 
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IV AVATAR

 

Ecos do Pinheirinho

 
 
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Gabriel Dimas

O gov Alkimin é o grande responsável por tudo isso. Afinal, ele comanda a PM de SP. Ou não? Seria o sr. Nahas? Sabendo que cometeu um erro terrível,  Alkimin já correu ao Sírio-Libanês para se deixar fotografar ao lado do ex-presidente Luiz Inácio. Este, a contragosto, o recebeu.

 
 
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Osvaldo Ferreira

O Sr Blaya sabe o que é gestão na administração pública?

 

Osvaldo Ferreira

 
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Avelino

Caro Nassif

Alckmin é apenas um expoente de uma classe, que dia a dia fica mais falida e apelam para a estupidez que bem a caracteriza, o mal são os blogueiros que ficam denunciando toda essa selvageria, se fosse  só pela mídia, ele seria mais um herói.

A classe do Alckmin é a mesma do Daniel Dantas, Naji Nahas, não espere ética e nem sensiblidade social.

Acredito que a União já tenha esse levantamento, mas está se fazendo de atrasado.

Saudações

 
 
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Carlos Lima

Resposta lenta, parece mais uma mea culpa, ao fazer isso aprova o vandalismo jurídico e policial que derrubou casas e jogou familias na lama da desumanidade, isso é pouco São Paulo precisa de uma resposta dura, cirúrgica para enteder os direitos humanos, o governo federal fraquejou. A delcaração de reintegração do desembargador foi uma declaração de guerra ao governo federal, a ordem era pra rechaçar até tropa federal que estivesse no pinheirinho, São Paulo assumiu o governo federal na marra e fez o que quiz com o povo e niguém do governo federal os acudiu, somente reporteres e juristas que assistiram as barbaries em HD levantaram vóz. Dilma recitou o poema música de Caetano Veloso para o THC, e para o povo do pinheirinho não recitou nada.

 
 

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