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Uma história sucinta da guerra dos computadoresEnviado por luisnassif, dom, 21/08/2011 - 20:07
Por André B.
A HP não adotou o Itanium de mão beijada não. Se algo, ela entregou 80% do projeto do EPIC para a Intel para que esta fabricasse o tal monstro de processador de 64 bits. Lembrando que isso é da época em que o MIPS era o processador 64 bits dominante nos clusters da SGI e o Alpha era o novato rebelde que tendia a ultrapassar a todos em desempenho. Aí aconteceu a sucessão de asneiras: a Compaq comprou a Digital, a HP comprou a Compaq, a SGI amarelou e emancipou a divisão do MIPS para adotar o novo processador da Intel+HP, a IBM deixou na mão da Motorola a produção de PowerPC enquanto concentrava-se em entupir de cache o Power "grande" (e aí tenho que deixar algum crédito com a Motorola, que deixou a Apple colocar a mão no desenvolvimento do AltiVec, de onde veio então o G4), e uma empresa britânica então meio obscura ganhou uma injeção de grana da Apple pra desenvolver o que hoje é o processador mais disseminado do mundo, o ARM. Resultado: o time da Digital migrou pra AMD e teve responsabilidade direta na produção da linha K6, K7 (Athlon) e K8 (Opteron), com isso projetando a AMD no mercado de servidores, ao criar a arquitetura x86_64 e fazer a Intel passar litros de vergonha; as duas melhores arquiteturas de processador do mundo foram pra lata (Alpha definitivamente, mas MIPS foi ressuscitada pelos... Chineses!!), a IBM retomou o desenvolvimento do PowerPC tardiamente e perdeu a clientela da Apple (ironicamente, ganhando no lugar a da Microsoft, ao dar um tombo na Sony). (E, numa jogada de 1997 que só frutificou 5 anos depois, a Apple forçou a Microsoft a continuar desenvolvendo o Offce para Mac e ainda pagar 150 milhões de dólares em ações sem direito a voto e com retenção mínima de 3 anos, por estar na beira de perder um processo por espionagem industrial e roubo da tecnologia QuickTime para criar o Video for Windows, aquele que deu origem ao .avi; isso quase ninguém sabe que se desenrolou dessa forma! Com isso, muito ironicamente montada nas costas da Microsoft, ganhou sobreviva no Mac OS 8 e 9 enquanto desenvolvia o X.) Mais recentemente, a Intel foi praticamente obrigada a beijar a mão da AMD, abrindo mão de processos contra ela para licenciar o x86_64, que a AMD tentou passar a chamar de AMD64 e a Intel rebatizou de EMT64 e depois cinicamente de Intel 64; a AMD tomou o ferro mais previsível da história quando a Intel largou a HP para afundar sozinha com o Itanium enquanto vendia o Xeon para todo mundo; e agora a AMD respira por ajuda de aparelhos, e isso porque a Intel precisava dela para não ser arrebentada por abuso de monopólio. Paralelo aos eventos dos parágrafos 2 e 3, a NVIDIA comprou a 3Dfx e passou 3 anos estudando a tecnologia deles. Culminou em incorporar aos poucos a tecnologia adquirida nos produtos de consumidor enquanto desenvolvia a arquitetura de pipeline gráfico programável; uma coisa levou à outra e os processadores gráficos viraram a esperança do alto desempenho computacional paralelo com o CUDA. Nisso a AMD acordou e comprou a ATI antes que a Intel o fizesse. Agora, aos poucos, a AMD sai do coma ao incorporar a tecnologia de GPU direto nos CPUs, enquanto a Intel se safa literalmente colando uma GPU ao lado de uma CPU no mesmo chip. Novamente paralelo a isso tudo, a Apple viu que suas boas relações com a ARM podia levar à segunda revolução da computação pessoal, e começou a desenvolver quietinha sua tecnologia móvel, depois de afastar todas as suspeitas ao cancelar o Newton. A grande sacada foi que a corrida pelo desempenho puro estava perdida (a Intel ganhou, e não tem como ser desbancada pelo menos dentro dos próximos 4, 5 anos), mas a da produtividade mal tinha começado. Investiu tudo para ganhar flexibilidade no software. Jogou fora as interfaces de programação antigas (Carbon), forçou os desenvolvedores a adotarem as novas (Foundation e Cocoa), e apareceu com o iPad. Em 4 anos, ficou maior que Intel, IBM, Microsoft e... Nesse mês, por dias vezes, Exxon. E admito sim: isso foi lindo. Todo mudo quebrando cabeça com processador e software medíocre, enquanto a Apple pegou o processador mais barato e simples que podia, esperou aparecer o ponto aceitável na curva consumo/desempenho, e botou todo mundo no bolso.
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Comentários + votados
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Bruno Carneiro da Cunha
21/08/2011 - 21:52
A coisa que mais me impressiona nessa história toda é essa sucessão de boas decisoes estratégicas que estão na história da Apple já há quase 10 anos.
Recentemente migrei do Linux para o Mac....
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Paulo Mario
21/08/2011 - 21:59
O OS/2 não era caro não, eu comprei duas versões (a 3 e a 4) enquanto ainda era estudante secundarista. Ele rodava aplicativos Windows melhor que o próprio Windows, a sua GUI (Workplace Shell) era...
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Zarastro
21/08/2011 - 23:22
É muito fácil fazer um sistema operacional que funcione bem com o hardware que você mesmo especifica. Outros fabricantes como Oracle/Sun (SPARC), IBM (POWER) e HP (PA-RISC, descontinuado) fazem isso...
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Paulo F.
22/08/2011 - 00:49
E tudo começou em 2 garagens. Mas parece que Wosniak e Jobs deram-se melhor que Hewllet e Pakcard.
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André B.
22/08/2011 - 00:59
É muito fácil fazer um sistema operacional que funcione bem com o hardware que você mesmo especifica. Outros fabricantes como Oracle/Sun (SPARC), IBM (POWER) e HP (PA-RISC, descontinuado)...
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Zarastro
22/08/2011 - 03:29
Fala sério André, você é melhor que isso. Lógico que é muito mais fácil desenvolver o software quando você tem controle total sobre a plataforma de hardware. E quanto ao desenvolvimento do NT, os...
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Pardalzinho
22/08/2011 - 06:58
"Apple pegou o processador mais barato e simples que podia, esperou aparecer o ponto aceitável na curva consumo/desempenho, e botou todo mundo no bolso"
Parece-me mais uma daquelas explicações...
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André B.
22/08/2011 - 12:26
Fala sério André, você é melhor que isso. Lógico que é muito mais fácil desenvolver o software quando você tem controle total sobre a plataforma de hardware.
Senso de humor, cadê você? :)
E...
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André B.
22/08/2011 - 13:13
Deixei uma coisa de fora nesse último post que é melhor esclarecer. Todo software que não for comprado especificamente para situações de missão crítica (como os embarcados em equipamentos médicos,...
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André B.
22/08/2011 - 16:08
Parece-me mais uma daquelas explicações simplistas que reduz a um toque de genialidade o sucesso de uma empresa que acaba de ultrapassar a Exxon em valor de mercado.
A explicação foi simplista mesmo...
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André B.
22/08/2011 - 18:00
Quanta torcida...!
O Woz já não era mais o mesmo desde o acidente com o avião.
A Apple mesmo não era a mesma desde a saída do Steve Jobs. Ele queria vender o Mac original por 700 dólares e o...
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André B.
22/08/2011 - 18:24
Por favor... Parem de chamar a interface do Mac OS X de "bonitinha" ou "eye candy". Pesquisem um pouco sobre o Quartz e por que ele permite tanta firula gráfica desde 2001 enquanto a Microsoft levou...
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Bruno Cabral
22/08/2011 - 09:14
Antes do sucesso do iPod, iPad e iPhone, Steve Jobs saiu da Apple e criou o Nexus, um computador estiloso mas que não tinha (na epoca) porta de disquete porque Steve Jobs achava que enfeiava o...
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Zarastro
22/08/2011 - 09:53
No momento, a empresa de Jobs está por cima. Inclua Wozniak fora dessa, ele saiu da empresa em 1985 e a Apple era muito diferente do que é hoje. Por outro lado, as coisas nem sempre foram assim.
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A IBM deverria der vendido o OS2 a preços reduzidos ou pq não de graça, ele era superior(muito) ao windows 95-98.
Lembrando da 3dfx eu tenho ainda uma voodoo 1 e uma voodoo 2, o opengl ainda é superior ao direct x no meu ver.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
O OS/2 não era caro não, eu comprei duas versões (a 3 e a 4) enquanto ainda era estudante secundarista. Ele rodava aplicativos Windows melhor que o próprio Windows, a sua GUI (Workplace Shell) era extremamente avançada para a época, mas era um sistema operacional corporativo, praticamente só os bancos e seguradoras usavam (o Banco do Brasil usava até um tempo atrás). Não tinha condiçôes de competir com o Windows que já vinha instalado (de forma legal ou não) em todos os PCs. O meu interesse pelo OS/2 era puramente "curiosidade de nerd", tanto que, no meu micro, foi sucedido pelo BeOS e posteriormente pelo FreeBSD (este sim, é a elegância em pessoa no mundo dos sistemas operacionais), dois exemplos de sistemas totalmente fora do mainstream.
A coisa que mais me impressiona nessa história toda é essa sucessão de boas decisoes estratégicas que estão na história da Apple já há quase 10 anos.
Recentemente migrei do Linux para o Mac. Estou impressionado. Tudo funciona bem, e eu não preciso fuçar nas configurações para nada. A interface com o usuário foi realmente bem pensada. O hardware é de excelente qualidade (corpo de alumínio, tela de vidro, bateria de 7h e carregamento rápido). A integração entre o computador e o iPad é impressionante: posso usar o iPad como mesa digitalizadora, segunda tela, controle remoto, terminal e o que mais. Plugo o bicho em um segundo monitor e imediatamente tudo funciona. Quando quero fuçar, abro um terminal como o que eu tinha no Linux. Compilo programas e faço a automação de tarefas usando os mesmos programas que tinha antes.
Os únicos senões são o controle das informações do usuário, via o app store que o Jobs migrou do iPad, e o preço, que no Brasil é proibitivo. Mesmo nos EUA os computadores são algo caro, mas aqui as taxas só deixam os computadores acessíveis a empresas e universidades. Quando a Apple instalar uma fábrica aqui no Brasil, vai ser uma revolução.
É muito fácil fazer um sistema operacional que funcione bem com o hardware que você mesmo especifica. Outros fabricantes como Oracle/Sun (SPARC), IBM (POWER) e HP (PA-RISC, descontinuado) fazem isso literalmente há décadas. Suportar a miríade de hardware do mundo do PC é outra história, e levou à Microsoft quase 7 anos para ter resultados decentes nesse sentido com o lançamento da família Windows 2000 (Professional, Server e Datacenter). Isso se não contarmos o tempo de desenvolvimento do próprio OS/2, que era uma joint-venture entre IBM e Microsoft; caso contrário, esse tempo salta para 10 anos.
Além disso, um dos únicos senões que você coloca - o cercadinho digital que Steve Jobs impõe a quem compra os produtos da Apple - é algo simplesmente intolerável para mim. Não faz o menor sentido que uma empresa decida como e o que vou rodar em MEU COMPUTADOR PESSOAL. E quanto ao senão do preço, você paga por algo completamente intangível, já que o hardware dos Macs é completamente comoditizado. Tanto que, se você se propusesse a montar um computador para rodar o Mac OS X você gastaria muito menos do que comprar um produto da "grife" Apple; assim, as razões para não liberá-lo para todo o mercado do PC são políticas e mercadológicas, e não técnicas. Isso é tão verdade que já existem por aí modificações no Mac OS X que permitem executá-lo em qualquer PC, sem contar a perseguição da Apple a empresas que vendiam clones com Mac OS X pré-instalados.
Desta maneira, para quê migrar para o cercadinho digital? Fico com a liberdade de meu Fedora Linux com KDE, obrigado.
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This is not right. This is not even wrong!
(Wolfgang Pauli)
Que liberdade?
Por acaso vc não pode rodar qualquer programa Linux/BSD no Mac OS X?
Claro que pode. Do que vc está sendo impedido afinal?
Vc pode achar que ter o prazer de só rodar aplicativos open source no seu Fedora é sinônimo de liberdade e se sentir incomodado em ter de "aceitar" que parte do código no Mac OS X seja fechado, mas não venha com esse papo de que vc não tem liberdade de rodar o que quiser no OS X porque isso é M-E-N-T-I-R-A.
A partir do momento que vc boota pela primeira vez uma máquina com OS X vc não precisa gastar 1 centavo a mais do que gasta no Fedora em aplicativos. Vc não precisa comprar um aplicativo sequer na App Store da Apple.
Pode usar apenas programas livres e/ou grátis como faz em qualquer distribuição Linux/BSD.
Até os programas de desenvolvimento da Apple são grátis.
E se não gostar deles ou se não quiser desenvolver para OS X, pode instalar qualquer programa para desenvolvimento e criar apenas aplicativos open source e desenvolvê-los com o objetivo de que rodem em Linux/BSD.
Vc tem todo o direito de usar o que quiser, mas pare de propagar algo que não é verdade.
Whatever, me refiro ao cercadinho digital do iPod e do iPhone. E na minha opinião, é só uma questão de tempo para que a mesma coisa ocorra no Mac OS X também, sempre com o mesmo objetivo: "preservar a experiência do usuário", que eu também leio como "retirar a liberdade do usuário". E a questão do controle também me incomoda no Mac OS X - nem a M$ impõe aos seus usuários uma "Apple ID", algo que está explicitamente colocado na licença do Mac OS X.
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This is not right. This is not even wrong!
(Wolfgang Pauli)
Apple ID é uma conta que vc cria, ou não, se quiser usar os serviços tipo Mobile Me, iCloud etc.
Não tem nada a ver com o que vc acha que tem (espião digital, rs).
Vc tem todas as ferramentas Unix na OS X pra controlar o que sai e o que entra na sua rede.
Se o usuário sabe utilizar essas ferramentas, aí são outros 500...
Quanto ao iPod, tb é falso o que vc imagina.
Depois que vc compra o iPod, vc pode usá-lo apenas com os arquivos que vc quiser. Eu, por exemplo, nunca comprei uma música sequer na iTunes Music Store para encher o meu iPod de 1 giga.
Boto cerca de 10 CDs que eu mesmo ripei da minha coleção nele, o suficiente para algumas horas de música, e uso o restante como pen drive.
Se eu baixasse um torrent de MP3 da web, ele iria para o iPod sem qualquer impedimento. Tecnicamente, nada impede que vc copie os arquivos que quiser para o iPod. São apenas arquivos e o iPod é só um "disco rígido" minúsculo.
Ou seja, esse é mais um meme anti-Apple.
É impressionante como as coisas que as pessoas repetem a respeito da Apple não tem o menor fundamento técnico, mas mesmo assim elas repetem. Essa do iPod é clássica.
Quanto ao iPhone, bom, se vc realmente quiser fazer o que quiser com ele, é só "jailbreakar" o bicho.
Numa raridade, vou discordar de voce, Zarastro!
"Isso é tão verdade que já existem por aí modificações no Mac OS X que permitem executá-lo em qualquer PC, sem contar a perseguição da Apple a empresas que vendiam clones com Mac OS X pré-instalados":
--os rumores que um OSX para PC's existe ja tem decadas e ninguem jamais viu um deles.
--a Apple teve sua pior fase em todos os sentidos quando aquele tal Gil Amelio apareceu e colocou a compania numa situacao tao pessina que ela tinha mais de 50 modelos (inclusive o sofrivel "Performa" que eu tinha) competindo com... com os clones que ELE tinha permitido. No entanto, isso foi muito anterior ao OSX, hoje a Apple nao permite essa bagunca.
A decisao nao tem nada de politica nem de comercial --nao eh aa toa que os macficionados sao apelidados de "evangelistas"; tem tudo a ver com a qualidade do sistema operacional, e somente com a qualidade do sistema operacional.
Ivan, procure por "iATKOS" na Internet. Você ficará surpreso.
Eu mesmo já rodei um Mac OS X aqui no meu AMD véio de guerra - claro que não era a versão "retail" e sim essa a que me referi aí em cima. De resto, funcionava e cheirava igual um iMac. No final das contas, só serviu mesmo como experimento: não conseguiria baixar nada que não fosse possível por downloads anônimos, o suporte a hardware seria limitado e não receberia atualizações de segurança do SO. Não valia a pena trocar a segurança (e a legalidade, por que não?) que já experimento com meus Fedoras e CentOS aqui de casa pelo "cuteness factor" do Mac OS X. O qual, inclusive, não fica nem mais tão cute assim perto do KDE e do novo Gnome 3.
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This is not right. This is not even wrong!
(Wolfgang Pauli)
É muito fácil fazer um sistema operacional que funcione bem com o hardware que você mesmo especifica. Outros fabricantes como Oracle/Sun (SPARC), IBM (POWER) e HP (PA-RISC, descontinuado) fazem isso literalmente há décadas. Suportar a miríade de hardware do mundo do PC é outra história, e levou à Microsoft quase 7 anos para ter resultados decentes nesse sentido com o lançamento da família Windows 2000 (Professional, Server e Datacenter). Isso se não contarmos o tempo de desenvolvimento do próprio OS/2, que era uma joint-venture entre IBM e Microsoft; caso contrário, esse tempo salta para 10 anos.
Se é fácil, quero 10 pra viagem, por favor! :)
Brincadeira à parte, não acho que a Microsoft aproveitou nada considerável do OS/2 para usar no Windows não. Pesquise um pouco sobre o David Cutler e o VMS para saber das origens do NT. E, se as ferramentas de gerência saltaram alto em qualidade entre o 3.51 e o 4 e do 4 para o 5 (2000), arquiteturalmente o kernel NT 4 foi um retrocesso comparado ao 3.51, e o 5 foi ainda pior. A Microsoft misturou coisa que só fazia sentido em sistema para consumidor final em sistema para servidor, como colocar o subsistema gráfico no kernel. Por sinal, coisa que só começou a desfazer com o NT 6 (Vista/2003).
Além disso, um dos únicos senões que você coloca - o cercadinho digital que Steve Jobs impõe a quem compra os produtos da Apple - é algo simplesmente intolerável para mim. Não faz o menor sentido que uma empresa decida como e o que vou rodar em MEU COMPUTADOR PESSOAL.
Você confunde o iPad com um computador pessoal, algo que ele não é, não é "marketado" como tal, não é vendido como tal, e não será na atual encarnação. Um produto futuro que herde do iPad e do MacBook poderá vir a ser um computador pessoal, mas o iPad não o é. O hardware atual do iPad pode até ter o potencial de substituir com vantagens dezenas de funcionalidades de um PC, mas, a despeito do seu desejo, não é para isso que esse produto serve.
Outra coisa: a Apple não decide o que vai rodar no seu computador pessoal, ou mesmo o que vai rodar no seu iPad. Quem decide isso é você, que compra ou baixa algum app na loja da Apple. O que ela decide é o que entra na "prateleira virtual" dela. Francamente... Quem é que reclama do Abílio Diniz ou da Casino por ser vendida a marca de arroz X no supermercado da rede deles, mas não a Y que você prefere?
E quanto ao senão do preço, você paga por algo completamente intangível, já que o hardware dos Macs é completamente comoditizado. Tanto que, se você se propusesse a montar um computador para rodar o Mac OS X você gastaria muito menos do que comprar um produto da "grife" Apple; assim, as razões para não liberá-lo para todo o mercado do PC são políticas e mercadológicas, e não técnicas. Isso é tão verdade que já existem por aí modificações no Mac OS X que permitem executá-lo em qualquer PC, sem contar a perseguição da Apple a empresas que vendiam clones com Mac OS X pré-instalados.
Tem hora que não sei nem como reagir a alguns comentários... Acabo sorrindo, meio pasmo!
Perseguição? Uma empresa clona um produto seu e vende junto com alguma outra coisa que de fato é sua; você dá de ombros e resmunga "Ah... Essas crianças levadas..."?! Não, você leva o caso à Justiça. E foi o que a Apple fez. Ela não apenas tem obrigações para com seus acionistas, tem também obrigações legais de proteger suas marcas e propriedade intelectual. Goste você disso ou não, é assim que funciona a legislação nos EUA. Se a Apple ficasse quieta, poderia ser processada por negligência pelos próprios acionistas, e perderia.
Quanto ao "hardware comoditizado", faça uma visita ao site iFixit.com e olhe como um Mac é por dentro. Faça o mesmo com as máquinas da HP, Sony e Dell. Compare com carinho. Leia os comentários dos próprios técnicos do site. Se não estiver convencido, visite pessoalmente assistências técnicas da Apple, Sony, HP e Dell. Peça para ver algumas máquinas abertas. Depois volte aqui e responda honestamente se é verdade que a Apple só jogou peças dentro de uma caixa de alumínio, coisa que qualquer adolescente com um ferro de solda faria igual, e que não há realmente nada que diferencie como ela monta suas máquinas comparado aos concorrentes. A única empresa que eu realmente acho que se esforça para competir em qualidade com a Apple é a Asus. Os notebooks topo de linha dela são sensacionais. Olhe os modelos U36JC, UL30Jt e N45SF por exemplo.
Quanto à grife... Nem sei por onde começo. Se pela inconveniência de montar um hardware, se pela de encontrar gambiarras para solucionar pequenas incompatibilidades, se por faltarem algumas funções que dependem da integração com o firmware (como gerenciamento de energia), se pela falta de suporte técnico ou garantia para qualquer problema que você enfrentar com qualquer software, se pela possibilidade de uma atualização automática destruir todo o seu meticuloso trabalho de configurar o sistema pra rodar redondo no seu hardware 98% compatível, se pela possibilidade de cancelar uma atualização para não recair no cenário anterior levar seu computador a ser invadido pela falta da aplicação de uma correção de segurança...
Tem gente que gosta de pagar pela comodidade, aceite isso! E olha que pelo menos no caso da Apple o hardware é bom e o software é sem par; há exemplos bem piores para usar: um sanduíche feito em casa é cem vezes mais gostoso e dez vezes mais barato que um McDonald's, mas ainda há quem pegue fila e pague caro por um Big Mac!
Desta maneira, para quê migrar para o cercadinho digital? Fico com a liberdade de meu Fedora Linux com KDE, obrigado.
É uma boa distribuição, mas Linux por Linux prefiro o Mint :)
Fala sério André, você é melhor que isso. Lógico que é muito mais fácil desenvolver o software quando você tem controle total sobre a plataforma de hardware. E quanto ao desenvolvimento do NT, os próprios insucessos na joint-venture Microsoft/IBM no desenvolvimento do OS/2 devem ter ensinado algumas lições a todos os envolvidos. E no quesito estabilidade, independentemente da "beleza" ou não da arquitetura do SO, o aparecimento do Windows 2000 foi um grande salto em relação à tosquice do NT 4.0 e suas versões anteriores. Detalhe: mexo com Linux profissionalmente desde 1994, e mesmo assim na época fui obrigado a reconhecer que, finalmente, o pessoal da M$ havia feito um bom trabalho no sentido de tornar sua plataforma realmente confiável.
Quanto ao iPad, back to basics: ele tem uma CPU, tem memória, recebe um fluxo de dados como entrada e manda um fluxo de dados como saída. Ele é sim um computador - pessoal - apesar de não ser "marketado" (argh!) como tal - mesmo porque se não fosse pelo brilho falso do marketing, as pessoas teriam condição de avaliar melhor o que ele é. Pode ser bonitinho, pode ter uma interface inovadora, pode fazer ovos mexidos e suco de laranja. Mas no final das contas, não passa de um computador - tanto quanto o seu smartphone o é e seu aparelho de DVD e Blu-Ray também é. Além disso, sua analogia com o Pão de Açúcar do Abílio Diniz acaba sendo bastante apropriada: quase nunca eu compro o quer que seja por lá, pois é tudo sempre o dobro do preço da concorrência. E o único jeito de obter os descontos é compartilhar os seus hábitos de consumo com o grupo. Muito parecido com a Apple. É, acho que não nasci para ser fofo mesmo.
Quanto à "qualidade das máquinas" e à postura da Apple como companhia em geral, sugiro que você leia este artigo. Já quanto ao lance do "adolescente com o ferro de solda", eu só posso rir disso. Mas também te dou uma dica: Foxconn. Se isso não é fabricação comoditizada, eu não sei mais o que é. Fazer o quê. Por outro lado, você tá tão intoxicado pela "hypagem" da Apple que solta essa última bobagem: "garantia para qualquer problema que você enfrentar com qualquer software". Sugiro que você leia o ítem 7 do contrato de licença de seu Mac OS X. Chama-se "Isenção de Garantia". Posso não ser fofo, mas também tento não ser bobo.
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This is not right. This is not even wrong!
(Wolfgang Pauli)
Fala sério André, você é melhor que isso. Lógico que é muito mais fácil desenvolver o software quando você tem controle total sobre a plataforma de hardware.
Senso de humor, cadê você? :)
E desenvolver sistemas operacionais nunca é algo fácil. Apenas isso. Fosse, a Amiga estaria por aí até hoje, a Be também, ambas por algum tempo desenvolveram hardware e SO próprios.
E quanto ao desenvolvimento do NT, os próprios insucessos na joint-venture Microsoft/IBM no desenvolvimento do OS/2 devem ter ensinado algumas lições a todos os envolvidos.
Não sei não, o problema do OS/2 foi muito mais de marketing (e de licenças exclusivas que a Microsoft fechou com um sem-número de fabricantes de PCs) que de ordem técnica. A IBM ficou sozinha com o OS/2. E olha que a IBM tentou... Lembro até de merchandising na novela do Cigano Ígor. Não deu muito certo.
E no quesito estabilidade, independentemente da "beleza" ou não da arquitetura do SO, o aparecimento do Windows 2000 foi um grande salto em relação à tosquice do NT 4.0 e suas versões anteriores. Detalhe: mexo com Linux profissionalmente desde 1994, e mesmo assim na época fui obrigado a reconhecer que, finalmente, o pessoal da M$ havia feito um bom trabalho no sentido de tornar sua plataforma realmente confiável.
Com isso eu li que você é muito fã de Linux :)
Eu "mexo" com ele desde o tempo dos CDs da InfoMagic. 1996, acho. Antes disso nem computador eu tinha...
Mas meu SO preferido é o FreeBSD.
Quanto ao iPad, back to basics: ele tem uma CPU, tem memória, recebe um fluxo de dados como entrada e manda um fluxo de dados como saída. Ele é sim um computador - pessoal - apesar de não ser "marketado" (argh!) como tal - mesmo porque se não fosse pelo brilho falso do marketing, as pessoas teriam condição de avaliar melhor o que ele é. Pode ser bonitinho, pode ter uma interface inovadora, pode fazer ovos mexidos e suco de laranja. Mas no final das contas, não passa de um computador - tanto quanto o seu smartphone o é e seu aparelho de DVD e Blu-Ray também é. Além disso, sua analogia com o Pão de Açúcar do Abílio Diniz acaba sendo bastante apropriada: quase nunca eu compro o quer que seja por lá, pois é tudo sempre o dobro do preço da concorrência. E o único jeito de obter os descontos é compartilhar os seus hábitos de consumo com o grupo. Muito parecido com a Apple. É, acho que não nasci para ser fofo mesmo.
Vou colocar da seguinte forma... Seu aparelho de DVD não roda o software que você quiser. Ele tem um firmware, uma memória, um processador, pode ler uma grande massa de dados e tem ainda capacidade computacional para descriptografar e decodificar os filmes. Ainda assim, não é um PC.
Não sei se você sabe, mas alguns dos primeiros aparelhos de DVDs eram PCs, com drive ligado à placa-mãe por cabo IDE e tudo.
Várias impressoras Xerox têm o que seria um PC inteiro nelas embutido, rodando um sistema operacional proprietário. Mas não são PCs.
Podemos começar a discutir a filosofia do que faz um PC um PC, mas o mais simples é dizer que é como o fabricante decidiu vender a máquina. Se há hackers que querem potencializar o hardware com outras funções, é louvável e eu mesmo faço isso bastante, mas não dá pra querer jogar isso no colo do público geral.
Quanto à "qualidade das máquinas" e à postura da Apple como companhia em geral, sugiro que você leia este artigo. Já quanto ao lance do "adolescente com o ferro de solda", eu só posso rir disso. Mas também te dou uma dica: Foxconn. Se isso não é fabricação comoditizada, eu não sei mais o que é. Fazer o quê. Por outro lado, você tá tão intoxicado pela "hypagem" da Apple que solta essa última bobagem: "garantia para qualquer problema que você enfrentar com qualquer software". Sugiro que você leia o ítem 7 do contrato de licença de seu Mac OS X. Chama-se "Isenção de Garantia". Posso não ser fofo, mas também tento não ser bobo.
Sobre o artigo, fale o nome de qualquer empresa grande e haverá algo equivalente. Todas as críticas são procedentes, mas posso levantar coisas equivalentes sobre todas as empresas de tecnologia! E muitas empresas e pessoas do mundo do software livre já fizeram coisas altamente discutíveis. Incluindo Debian e RedHat. Vou tentar deixar velado porque sei que você vai entender e não preciso de ficar expondo essas coisas, mas no kernel do Linux existe um sistema de arquivos escrito por um assassino condenado, frio e calculista. E aí?
Quanto ao ítem 7, por favor, leia mais algumas vezes o primeiro parágrafo do mesmo, e tente interpretar o resto à luz disso. Conhecer um pouco das legislações de onde contratos são escritos é muito positivo.
Quanto à Foxconn, ela já produzia as máquinas baseadas em PowerPC. Isso faz algo diferente? Isso iguala a Volksvagen, a Fiat e a Mercedes porque todas fabricam em Minas Gerais? Ou teria mais relação com incentivos fiscais?...
Você não é fofo nem bobo, mas repete uns argumentos que não têm nada a ver com o que você quer defender. Não é preciso descer o pau na Apple pra defender o Linux. Nem na Microsoft. Ele tem méritos próprios. E eu o uso por isso. Bem como uso Windows 7 no meu PC (montado), o Lion e o Mint no meu MBP, o Gentoo no meu NAS, o FreeBSD nos servidores que administro... E tou aguardando o OpenIndiana produzir uma versão estável. Cada ferramenta potencializada onde prefiro!
(É, não tenho um iPad :))
Deixei uma coisa de fora nesse último post que é melhor esclarecer. Todo software que não for comprado especificamente para situações de missão crítica (como os embarcados em equipamentos médicos, reatores nucleares, veículos -- especialmente militares etc.) terá uma cláusula dessa. Pode olhar no Windows, no RedHat Enterprise Linux (pode olhar!), no Solaris (e olha que já vi um Solaris embarcado em um tomógrafo, o que reforça a questão da especificidade).
Mesmo assim, existem contratos adicionais de suporte que são adicionais às licenças e podem mudar os termos da mesma durante o a vigência do contrato.
Então, além do EULA ser regido primariamente pela legislação local, freqüentemente esses termos são modificados por adicionais, inclusive sendo esse o negócio primaário da RedHat.
O ponto é que essa possibilidade se perde diante de situações como instalar um software em ambiente não-homologado, como rodar Office sob o Wine ou o Mac OS X (e todo e qualquer software de terceiros, como os da Adobe, que também oferecem contratos desses) num hackintosh.
Pra você, que evidentemente dá manutenção no hardware e configura tudo por conta própria, nada disso importa, mas há todo um mercado girando em torno disso. Inclusive o de uma empresa que você apóia.
O erro do OS/2 foi justamente ter aceitado hospedar o Windows 3 dentro dele (better windows than windows). Este foi o pílula envenenada que matou a industria de software em cima do OS/2 que não viu interesse de desenvolver pra ele ja que a versão Windows rodava (quase) sem problemas.
Realmente o desktop do OS/2 tinha inovações muito adiantadas em relação ao Windows. Mas a IBM nunca entendeu direito o mercado de varejo de computação e só se deu mal. Foram bem sucedidos em reconhecer que não era a praia deles e se voltaram para as grandes empresas.
Mais do que nunca, a industria de computadores/tecnologia em geral é uma cadeia de valor extensa que hoje atende pelo eufemismo de "ecosistema".
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
A HP perdeu a guerra.
No mundo corporativo da tecnologia da informática, quem não compartilhou conhecimentos e não uniu sinergias, mesmo com os concorrentes, para diminuir despesas e elevar a produtividade, e não evoluiu no sentido de admitir, que não era o dono da verdade, está sofrendo os mesmos problemas que a HP, que conduzida por CEOs conservadores, e executivos do passado, acaba de "jogar a toalha" e admitir que os pequenos concorrentes estão lhe tomando a clientela.
O seu conselho acionário acaba de colocar a marca e o parque fabril da empresa á venda, pela módica quantia(neste mercado trilhionário)de U$ de 4.5 bilhões de dólares, uma pechincha, para quem quiser investir no mercado mais promissor e remunerador do momento, embora exija ser dirigido por profissionais antenados com o futuro e com as mudanças.
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
E tudo começou em 2 garagens. Mas parece que Wosniak e Jobs deram-se melhor que Hewllet e Pakcard.
No momento, a empresa de Jobs está por cima. Inclua Wozniak fora dessa, ele saiu da empresa em 1985 e a Apple era muito diferente do que é hoje. Por outro lado, as coisas nem sempre foram assim.
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This is not right. This is not even wrong!
(Wolfgang Pauli)
Quanta torcida...!
O Woz já não era mais o mesmo desde o acidente com o avião.
A Apple mesmo não era a mesma desde a saída do Steve Jobs. Ele queria vender o Mac original por 700 dólares e o Sculley forçou para custar mais de 2000.
A Apple entre 1986 e 1996 sobreviveu por embalo, porque a Microsoft não tinha nada comparável. Mas soltou o Win85 e despejou um dinheiro na Adobe para incorporar a tecnologia de fontes enquanto a última produzia versões ótimas das suas aplicações gráficas para Windows.
Com a volta do Jobs, a primeira coisa que ele fez foi simplificar a linha de produtos e parar de vez com o uso de hardware muito esquisito, como o barramento NuBus da Texas Instruments. Além disso, o G3 era um excelente processador, que só começou a perder mesmo quando surgiu o Pentium 3. E aí sucedeu a guerra, G4 - Pentium 4 - G5 - Pentium 4 de segunda geração. E a capitulação, ou melhor, o reconhecimento que a IBM não ia fazer um G5 rápido o suficiente e "frio" o suficiente pra colocar num notebook.
O Steve Jobs em si nunca esteve nem aí pra essa guerra, embora vendesse o peixe do PowerPC muito bem. Mas internamente a Apple manteve versões do Mac OS rodando em Intel, desde os tempos do Mac OS 7 (projeto Star Trek). Essa saída de emergência sempre houve.
Considerando que o NeXTSTEP rodava redondo em Intel (e em mais 3 arquiteturas), essa saída continuou possível. E foi usada na hora certa.
"Apple pegou o processador mais barato e simples que podia, esperou aparecer o ponto aceitável na curva consumo/desempenho, e botou todo mundo no bolso"
Parece-me mais uma daquelas explicações simplistas que reduz a um toque de genialidade o sucesso de uma empresa que acaba de ultrapassar a Exxon em valor de mercado. Independentemente de sistemas para rodar as máquinas, fico com a sensação de que a arrancada fulgurante da Apple, a partir da música digital, o iPod, está mais relacionada com a obsessão da empresa em desenvolver "aparelhos" competentes sob o ponto de vista funcional e, especialmente, o estético. Dá gosto comprar um produto da Apple; eles funcionam bem e são BONITOS.
Parece-me mais uma daquelas explicações simplistas que reduz a um toque de genialidade o sucesso de uma empresa que acaba de ultrapassar a Exxon em valor de mercado.
A explicação foi simplista mesmo, mas, como disse, foi um projeto de uma década, sendo que só em 2004 para 2005 foi decidido criar um celular. Bem no início a intenção era ressuscitar o Newton usando o mesmo kernel do Mac OS X.
Independentemente de sistemas para rodar as máquinas, fico com a sensação de que a arrancada fulgurante da Apple, a partir da música digital, o iPod, está mais relacionada com a obsessão da empresa em desenvolver "aparelhos" competentes sob o ponto de vista funcional e, especialmente, o estético. Dá gosto comprar um produto da Apple; eles funcionam bem e são BONITOS.
É bem por aí mesmo. Além de não se preocupar em atender a todos os mercados/perfis de usuário ao mesmo tempo, mas apenas aqueles que são lucrativos.
Antes do sucesso do iPod, iPad e iPhone, Steve Jobs saiu da Apple e criou o Nexus, um computador estiloso mas que não tinha (na epoca) porta de disquete porque Steve Jobs achava que enfeiava o gabinete!!! Lembre-se, a 25 anos não existiam pendrives, internet ou redes locais domésticas, como diabos ele queria que as pessoas trocassem arquivos???!!!
Depois ele voltou pra Apple e fez tudo diferente, e deu certo.
Quer outro exemplo de empresa e produto que não se adaptou? O walkman da Sony. Nem a mico$oft com toda a grana que dispõe emplacou seu Zune.
Você consegue rodar o MacOS-X em alguns computadores "normais" que tem hardware similar, basta pesquisar um pouco na internet para achar o procedimento e a imagem. A sacada da Apple (primeira empresa que trocou de processador DUAS VEZES sem perder usuário no caminho, do Motorola 68000 para o PowerPC e deste para o x86) foi pegar um SO estavel (freebsd) e desenvolver a interface gráfica "por cima". Bill Gates com seu desejo de controlar tudo podia ter feito o mesmo 25 anos atrás com o XENIX (ou o SCO unix) - que já tinha o ambiente gráfico X-windows - mas preferil copiar (mal) o Mac original (com o rwindows 1 e 2), e depois jogou tudo fora quando abandonou a multiplataforma do NT4 (que rodava em powerpc, MIPS e nos processadores ALPHA da extinta Digital Equipment DEC) no w2000.
Mais ou menos aliás como abandonou o Vista
Voltando um pouco, o sucesso do Winblows frente ao OS/2 se deu mais por conta da pirataria ("todo mundo" tinha em casa o win3.1 com o winword, o que acabou forçando as empresas a usar o mesmo para diminuir custo de treinamento) e hoje ela usa essa dominância de mercado para vender computador com ruindows pré-instalado e querer cobrar taxa de licenciamento mesmo sem ter vendido o software (como quer fazer com o android e faz na Dell por ex. nos computadores que esta vende com linux de fábrica).
Antes do sucesso do iPod, iPad e iPhone, Steve Jobs saiu da Apple e criou o Nexus, um computador estiloso mas que não tinha (na epoca) porta de disquete porque Steve Jobs achava que enfeiava o gabinete!!! Lembre-se, a 25 anos não existiam pendrives, internet ou redes locais domésticas, como diabos ele queria que as pessoas trocassem arquivos???!!!
Há 25 anos não existiam redes?!? Em 1984 não tinha rede de computador?!?!!!!!!!!!!!!!! O primeiro Mac de 1984 tinha porta de rede, imagine os outros PCs da época!
Nexus? Que diabos é Nexus?!?
Compra um livro de história da informática, por favor...
Como eu posso tentar ler o resto do seu comentário se vc começa desse jeito?!?
Ele quis dizer redes locais DOMËSTICAS. Há 25 anos os PCs para uso doméstico eram vendidos sem placa de rede, e isso é verdade. Para a troca de arquivos, o protocolo utilizado era o famoso DPCDPL (disquete para cá, disquete para lá).....
Acho que ele quiz dizer NeXT, ao invés de Nexus. Nexus é o celular do Google.
E, por favor, é X Window, e não X-windows. E quem diz que o X Window podia ser simplesmente copiado num produto comercial da Microsoft ignora a história do X.
Sobre a pirataria, na época em que eu comprei o OS/2 Warp 3 e o OS/2 Warp 4, conseguiam-se versões piratas sem muita dificuldade. A questão não é essa, mas sim que os computadores à venda (tanto os montados com componentes do Paraguai quanto os de marca - Compaq, HP, IBM, etc.) já vinham todos com o Windows pré instalado.
E ao colega que mostrou sua preferência pelo FreeBSD: saudações "diabólicas", rs rs rs. Ainda estou para ver algo tão impressionante quanto o Ports do FreeBSD. Com três comandos você (re)compila o kernel, o sistema operacional base e o X inteiros, com todas as dependências associadas.
Por favor... Parem de chamar a interface do Mac OS X de "bonitinha" ou "eye candy". Pesquisem um pouco sobre o Quartz e por que ele permite tanta firula gráfica desde 2001 enquanto a Microsoft levou mais 5 anos pra chegar perto.
Palavras-chaves: NeXTSTEP, Display PostScript, Quartz, Display PDF, composição, superfícies gráficas. E isso entre 1986 e 1996 na NeXT e de 1997 adiante na Apple.
Outra: parem de dizer que a Apple empilhou uma interface gráfica sobre o FreeBSD, gravou num CD e vendeu. Muito antes de FreeBSD existir a NeXT já usava um sistema BSD (associado ao kernel Mach) porque bebeu da mesma fonte do FreeBSD: as universidades. Pesquise quem é Avadis (Avie) Tevanian e quem ele foi na Universidade de Carnegie-Mellon, na NeXT e na Apple.
A adoção de código do FreeBSD foi natural nesse contexto. Inclusive o fundador do FreeBSD, Jordan Hubbard, trabalha até hoje na Apple.
Quem não conhece a história geralmente acha que foi exploração... É e foi longe disso. Direta e indiretamente a Apple contribui muito para o movimento do código aberto. Exemplo recente: ao investir pesadamente (inclusive contratando o arquiteto-chefe) no LLVM, que é o sonho dourado dos BSDs há muito tempo: um compilador moderno, não-GPL, com a licença UIUC/MIT.
A Apple comparada as outras empresas definiu uma melhor estratégia de mercado, enquanto as outras empresas tentavam superar umas as outras com hiper, super processadores, demandando tempo e maiores gasto. A apple é um exemplo que um processador mais robusto pode ser a melhor solução.
A Apple só está na vantagem, porque é a única no mercado a produzir um sistema computacional por inteiro (hardware e software), enquanto as demais só focam em uma dessa duas áreas. Acredito que se a Microsoft, a IBM, a Intel, e até mesmo a Google investirem também nas duas áreas ao mesmo tempo, estariam frente a frente com a Apple ou até a superando. Mas também devemos considerar que o dono (Steve Jobs) da Apple morreu recentemente, e isso pode prejudicar a empresa. Vamos ver como ela irá se sair daqui em diante.
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