Um perfil da UGT

Do Valor

UGT atrai sindicalistas avessos ao lulismo 

João Villaverde, de São Paulo
27/07/2010

Era domingo, 30 de agosto do ano passado, quando a União Geral dos Trabalhadores (UGT) realizou sua primeira plenária nacional, na Praia Grande (SP). No evento, quase mil representantes de todos os seus 584 sindicatos. O presidente da UGT, Ricardo Patah, convidara José Serra e Aécio Neves, do PSDB, Lula e Dilma Rousseff, do PT, Marina Silva, do PV, e Ciro Gomes, do PSB. Apenas Serra compareceu. Na ocasião, segundo noticiou o Valor, o atual candidato do PSDB à Presidência declarou: "Me considero aliado dos bons sindicalistas e por isso me considero aliado da UGT". O destino de uma central que administra dirigentes filiados a PPS, DEM, PV e PSDB estava selado - não apoiaria a candidatura do PT.

À exceção da festa de 1º de maio deste ano, quando Dilma, Lula e Marina, em horários diferentes, compareceram, Serra esteve presente em todos os grandes eventos promovidos pela UGT: sua fundação, em 19 de julho de 2007, sua primeira plenária nacional, em agosto do ano passado, e o lançamento de seu manifesto eleitoral, na semana passada.

O Valor acompanhou o desenrolar das discussões no movimento sindical, tendo acompanhado reuniões entre presidentes e dirigentes das seis centrais sindicais reconhecidas pelo governo. A trajetória da UGT, que foge do consenso instaurado no movimento sindical, galvaniza atenções. Mais que isso: sindicalistas descontentes com suas centrais veem na UGT um atrativo para negociarem espaços na direção de suas entidades - ou mesmo migrarem.

o início do ano para cá", diz um dirigente da UGT que não quis se identificar, "dois grandes sindicatos e uma federação representativa, de São Paulo, já nos procuraram para conversar". Eles procuram uma bandeira fora do lulismo.

O movimento sindical, que rachara em 1982 após a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), iniciou trajetória de aproximação há quatro anos, pouco depois que Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República. As últimas fissuras ocorreram em 2007, quando o rol de centrais atingiu o número atual: seis entidades, que desde então passaram a dividir entre si quase R$ 150 milhões repassados pelo governo federal.

"O governo Lula fez a missão impossível dos anos 1990: uniu CUT e Força Sindical", diz um dirigente de alto escalão de uma central sindical. A percepção de ineditismo é generalizada no movimento. Na década passada, a disputa era acirrada. De um lado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), assentada no sindicato dos metalúrgicos do ABC, que fora presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, também fundador do PT. Do outro, a Força Sindical, sustentada pelo sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, presidido por Luiz Antônio de Medeiros, que surgia, à época, como o "sindicalismo de resultados", se opondo ao "sindicalismo de conflitos" da CUT. Uma estava com Lula. Outra, com Collor.

A Força Sindical, que optara por Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006, apoia Lula há quatro anos e seus dirigentes já manifestaram apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) - a primeira vez, desde sua fundação, há 20 anos, que a Força apoia o petismo. Surge como símbolo de um fenômeno que a une com CUT, CTB, CGTB e NCST. Das centrais que recebem uma parte do bolo arrecadado pelo Estado por meio da contribuição sindical, apenas a UGT não compartilha do caminho que uniu as eternas rivais CUT e Força às outras entidades.

A relação entre partidos e centrais é clara. Dirigentes da CUT pertencem ao PT, enquanto a CTB é ligada ao PC do B, a CGTB, em sua maior parte, ao PMDB e a Força Sindical predominantemente ao PDT. Todos os partidos formam a base aliada da candidatura Dilma à Presidência. A UGT, por outro lado, conta com dirigentes filiados a PPS, DEM, PSDB e PMDB paulista, todos apoiando a candidatura de José Serra, e outros ao PV, que lançou Marina Silva como candidata.

Dos sete vice-presidentes da entidade, quatro são filiados a partidos. Antonio Carlos dos Reis, o Salim, é deputado federal pelo DEM e tenta a reeleição. David Zaia é presidente do PPS em São Paulo, Roberto Santiago é deputado federal pelo PV e Laerte Teixeira da Costa, é filiado ao PMDB. Além deles, Chiquinho Pereira, secretário de Organização Sindical, é tesoureiro do PPS em São Paulo e é um dos principais defensores da candidatura Serra na entidade, além de articular o trânsito de Roberto Freire, presidente nacional do PPS, na central.

Dirigentes, líderes e estrategistas de outras centrais avaliam que a posição "isolada" da UGT é, na verdade, "ideológica". Para Wagner Gomes, presidente da CTB, a posição da UGT "não é moderna, ao não se definir por um ou outro candidato", diz. Para Gomes, é "natural" que a UGT fique próxima de Serra, uma vez que seus dirigentes são militantes de partidos coligados ao PSDB.

Em evento realizado pela UGT na Faap em maio, que o Valor acompanhou, duas presenças evidenciam o desconforto das demais centrais: Roberto Freire e Antônio Ramalho - Freire preside o PPS e Ramalho, presidente do sindicato dos trabalhadores da construção civil de São Paulo, filiado à Força Sindical, é candidato à deputado estadual pelo PSDB. A reportagem apurou que as relações de Ramalho na Força não veem bem desde 2006 e sua presença em eventos da UGT pode sinalizar uma migração, dizem sindicalistas.

Em abril, membros da CTB entraram em conflito com os da UGT, quando as duas realizaram manifestações em frente ao Consulado de Cuba, no mesmo dia. "Enquanto eles defendiam os dissidentes, nós estávamos lá manifestando apoio ao povo e ao governo cubano", diz Gomes, da CTB. Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, "o tempo mostrou que estávamos do lado certo, porque o regime de Castro liberou presos políticos à Espanha". Os dirigentes das centrais colocaram panos quentes no episódio, especialmente porque a relação entre seus presidentes, Gomes e Patah, é boa.

Poucos depois, durante os preparativos finais para a realização da 2ª Conclat, a UGT decidiu romper o acordo fechado em janeiro, em reunião na sede da CUT em São Paulo, que o Valor esteve presente. Quando da realização da Conclat, no Estádio do Pacaembu, a UGT foi a única central que não participou. Na Conclat, as cinco centrais aprovaram documento de demandas sindicais aos candidatos à Presidência.

A UGT resolveu realizar evento em separado, promovido há duas semanas em São Paulo, quando entregou documento próprio à Marina, Serra e Aldo Rebelo (PC do B), que representava Dilma. A constante presença de Serra, que no evento da entidade declarou que "está junto dos sindicalistas da UGT", sensibiliza o alto escalão da entidade.

Até o fim do ano, o próximo grande evento da central será a inauguração de sua sede nacional, em São Paulo. Desde 2007, os dirigentes da UGT ocupam o mesmo espaço do sindicato dos comerciários de São Paulo, cuja sede no Vale do Anhangabaú é uma das maiores do país. A nova sede da UGT - um prédio alugado de dez andares no Centro de São Paulo - será inaugurada em setembro, a um mês das eleições. Até lá, diz Patah, "teremos regularizado quase mil sindicatos".  

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43 comentários
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Remindo Sauim

A pluralidade é o melhor caminho para a democracia, a unanimidade é burra, já dizia aquele festejado cronista de direita. Primeiro, por que coloca em discussões idéias e acões, segundo por que a concorrência é sempre saúdavel e em terceiro por que coloca as pessoas em seus devidos lugares. Para aquele trabalhador em que o canto da sereia da direita lhe é válido, por que permanecer num sindicato progressista. E também favorece a esquerda por que sempre existe um mau exemplo a apontar.  

 
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Cafezá

Discordo. Para defender a direita existe as entidades patronais. Para a maioria das reinvidicações dos trabalhadores há aguerrida oposição dos industriais e uma entidade, que se diz protetora dos interesses dos trabalhadores, afigura-se como um contrasenso, pois ela deveria estar na outra ponta da corda.

 
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Cafezá

Para o trabalhador que caiu no canto da sereia existem os partidos políticos de direita, como o PSDB, o DEM e o PPS.

Além disso, o patrcionador político da UGT é JSerra, político de direita, reprovado pelo DIAP na constituinte de 88.

 
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Fabio SP

No organograma do PT, onde é que fica o DIAP mesmo?

 
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Sanzio

Em lugar nenhum. Como você deve saber, mas se faz de tonto, o DIAP é uma organização de assessoria parlamentar "a", "pluri" e "supra" partidária.

O que é 

O DIAP é o DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORlA PARLAMENTAR, fundado em 19 de dezembro de 1983, estruturado para atuar nos Poderes da República, em especial no Congresso Nacional e, excepcionalmente, nas assembléias legislativas e câmaras de vereadores, no sentido da institucionalização, da transformação em normas legais das reivindicações predominantes, majoritárias e consensuais da classe trabalhadora. É um instrumento dos trabalhadores que foi idealizado pelo advogado trabalhista Ulisses Riedel de Resende, atual Diretor-Técnico da entidade.

Como é constituído
É constituído, hoje, por cerca de 900 entidades sindicais de trabalhadores congregando centrais, confederações, federações, sindicatos e associações distribuídas em todos os estados do País, das quais 90 são de Brasília.

Quem comanda
O comando político-sindical do DIAP é exercido pelas entidades filiadas, que constituem a Assembléia Geral, e se reúnem periodicamente na forma estatutária. A sua diretoria, por igual, é constituída por dirigentes sindicais.

Princípios fundamentais
Os princípios fundamentais em que se baseia o trabalho do DIAP são:

  • decisões democráticas;
  • atuação "a", "pluri" e suprapartidária;
  • conhecimento técnico;
  • atuação como instrumento da classe trabalhadora, patrocinando apenas as matérias consensuais no movimento sindical, que representem o seu pensamento majoritário.
 
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Paulo Kautscher

"[...] O destino de uma central que administra dirigentes filiados a PPS, DEM, PV e PSDB estava selado - não apoiaria a candidatura do PT."

SEGUNDO SERRA ESSA NÃO É UMA CENTRAL PELEGA, É SOMENTE UMA CENTRAL CLASSISTA QUE DEFENDE OS INTERESSES DO CAPITAL.

Ps.: gritando mesmo.

“Ao separar a luta econômica, e meramente sindical, da luta política mais geral, a maioria dos sindicatos, ao longo do século XX no Brasil e no mundo, deixaram de cumprir um papel, que apesar de limitado, era e é imprescindível para a luta socialista. A partir da leitura do marxismo clássico, é tarefa dos sindicalistas revolucionários atuais fazer esse balanço e encaminhar ações que procurem pôr em xeque o sistema capitalista como um todo, sem se limitar a lutar meramente contra os seus efeitos, mesmo que estes sejam bastante nefastos.”

Teones França

 
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Gina

Existem várias leituras do Marx. A de Robert Kurz, por exemplo, destaca a dinâmica do capital ou, se preferir, tem o próprio Marx: "Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado." (18 Brumário, 2º parágrafo).

Kurz entende que a crítica deva ser ao capital e não aos capitalistas, figuras criadas na implantação do capitalismo, derivadas e não essenciais. Por isto vem dando ênfase na teoria crítica do valor, que se perdeu a partir da década de 60/70, seria uma leitura das circunstâncias históricas sob a crítica da produção do valor, sob a perspectiva da transformação, sem o conhecimento crítico das circunstâncias não há como fazer escolhas, conscientes, o problema é que o essencial, a forma de produção do valor, o trabalho, foi reduzido à escolhas entre o melhor direcionamento a ser dado ao capital ou entre as figuras históricas produzidas.

 
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Luiz Lima

Kurz já perdeu o rumo faz tempo. É só ver o artigo de 2009 sobre a ocupação israelense em Gaza. Fica evidente que seu esquematismo o impede de enxergar a questão.

 
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Paulo Kautscher

Realmente desconhecia esse autor. Fiz uma busca rápida na internet e encontrei artigos interessantes de sua autoria, como este no link abaixo, que inclusive reproduzi.

http://resistir.info/varios/privatizacao_mundo.html

Poderias me indicar em qual obra de  sua autoria [Robert Kurz] consta esta afirmação "entende que a crítica deva ser ao capital e não aos capitalistas".

saudações

 

 

 

 
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Gustavo Belic Cherubine

o PK disse tudo.

 
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Vivian S.

Acho estranho esses sindicatos de trabalhadores que apoiam partidos de Direita... fico sem entender a logica: são instituições criadas dentro de fabricas e industrias para defender os direitos dos trabalhadores assalariados e que se ligam à partidos que... privatizam tudo, estão no poder ha 500 anos (o que chamam elite) e cuidam em especial dos interesses de... do patronato! 

 
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Cafezá

Essa tal de UGT não passa de um braço do patronado. Como é possível que entidade de trabalhadores tenha como político pratrocinador alguém que votou contra todos os direitos dos trabalhadores que foram assegurados na Contstituição de 1988...

Sim, JSerra foi reprovado pelo DIAP:

Reprovado pelo Diap

Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: “Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais”.

Por isso, conforme recordam os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora, em particular o capítulo sobre direitos sociais.

http://faltandoteclas.wordpress.com/2010/07/10/manifesto-de-centrais-sin...

 
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Spok da Silva

Pela reprovação do DIAP vê-se que Serra sempre foi um direitista, trabalhando em defesa do capital e contra os trabalhadores. Como uma pessoa dessas conseguiu enganar tanta gente por tanto tempo? Pior: continua enganando!

 
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Paulo Kautscher

Em primeiro lugar no  Brasil é defenir o que é ESQUERDA. Veja o vídeo abaixo.

 

 
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Marco St.

A dura REALIDADE dos fatos....

O PPS, chamado pelo seu líder Roberto Freire, como o "partido da ética" e que  deste modo não teria nenhum candidato "ficha suja" lançado pelo partido, acaba de ser "premiado" como o primeiro partido a ter um candidato barrado pelo lei ficha limpa.

A realidade aqui:

http://www.jusbrasil.com.br/politica/5340956/candidato-em-minas-e-o-1-ba...

A Ficção aqui:

 

 

 
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Eduardo Viveiros

 

Ih, sujou!

 
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franciscão

O que chama a atenção aqui é:

Nasce o nosso Jean Marie Le pen!

Para aqueles que davam como certo o fim político de Serra após a derrota que se evidencia, a lembrança de que o buraco é mais pro fundo...

 
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danielquireza

Concordo. Também não acredito tanto nesta estória de que Serra sumirá após as eleições. Será que não há um nicho a ser ocupado por ele na extrema direita, para a qual ele ja se encaminha ?

 
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ruyacquaviva

Bem mais pro fundo... o buraco é profundíssimo. E Serra vai se enterrar definitivamente nele...

 
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jorge

o apoio da Força Sindical à Dilma foi uma grande vitória política de Lula, tão importante quanto o apoio do Pmdb. Caso se aprofunde, pode mudar os rumos da política paulista, inclusive.

 
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Sanzio

E com essas figurinhas aí pode mudar o nome da sigla para União dos Golpistas Tresloucados.

 
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João Aguiar

vayam com Dios, cabróns

 
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Paulo Kautscher

Organizar a luta da classe trabalhadora brasileira na perspectiva de construir a Central Sindical Classista

 

Os trabalhadores brasileiros, em sua rica história de lutas, vivenciaram diversas experiências organizativas. Desde a Confederação Operária Brasileira, passando pelo Movimento de Unificação dos Trabalhadores e pelo Comando Geral dos Trabalhadores do Brasil, no período pré-golpe de 1964, chegando até a CUT, criada no ocaso da ditadura militar. Todas essas experiências refletiram o momento histórico vivido pela luta dos trabalhadores e o seu grau de organização. Tiveram o seu surgimento, existência e desaparecimento condicionados pela necessidade histórica de os trabalhadores construírem as suas organizações para enfrentar o capital, naquele estágio da luta de classes.A superação dos limites organizativos impostos pelo Estado, com a circunscrição dos sindicatos à representação das respectivas categorias, sempre foi bandeira do movimento sindical em nosso país. A luta pela liberdade e autonomia sindicais sempre esteve presente na pauta da classe trabalhadora. A realização do Conclat em 1981 desafiou a proibição governamental e apontou para um patamar mais avançado da organização de classe.A CUT surgiu em um marco de divisão no movimento sindical. Sua trajetória representou as aspirações imediatas dos trabalhadores e congregou, durante uma boa parte de sua história, grande parte dos setores mais avançados do movimento sindical. A CUT esgotou-se enquanto instrumento da luta da classe trabalhadora antes do governo Lula e atingiu os seus limites no advento desse governo. De símbolo da luta dos trabalhadores, a CUT se tornou numa correia de transmissão do governo no movimento operário. O esgotamento da CUT fez diversos setores romperem com essa central e buscarem novas formas de organização.Do bojo da CUT surgem duas experiências organizativas dos trabalhadores no país: a Intersindical e a Conlutas. Fundada em 2003, na esteira da reforma da previdência, a Conlutas teve como base setores importantes do sindicalismo do setor público, com um grande peso do PSTU em sua direção e formulação política. Define-se como uma organização sindical e popular, em que convivem em uma mesma organização de massa sindicatos, movimentos sociais, estudantes e movimentos contra a opressão. Em 2008, a Conlutas fez o requerimento, junto ao Ministério do Trabalho, de seu registro como central sindical.A Intersindical foi fundada pelos setores que romperam com a CUT no processo congressual dessa entidade no ano de 2006. A Intersindical surgiu como um instrumento de organização e luta dos trabalhadores. Participaram de sua fundação a Unidade Classista - PCB, a ASS e as correntes do PSOL que não faziam parte da Conlutas: a APS, o Enlace e o Csol. Mesmo sem organização em todos os estados, a Intersindical teve um papel relevante nas lutas do último período.Em 2008, no II Encontro Nacional da Intersindical, em São Paulo, após um profundo debate sobre a oportunidade ou não de se criar a Central Sindical naquele momento, precipitou-se uma fissura nesse encontro, tendo como eixo norteador a continuidade da Intersindical ou a unificação com a Conlutas. As correntes do PSOL optaram pela estratégia de unificação com a Conlutas, o que redundou na convocatória para o Congresso de Santos, em 05 e 06 de junho deste ano. Por outro lado, os comunistas, a ASS e independentes optaram por reforçar a Intersindical como instrumento de organização e luta dos trabalhadores.

O Congresso de Santos, que teria como objetivo principal a unificação da Conlutas com as correntes do PSOL que reivindicam a Intersindical, terminou com a retirada dessas correntes, juntamente com Unidos pra Lutar e do Movimento Avançando Sindical. O fracasso da tentativa de unificação tem causas que transcendem o Congresso e evidenciam as contradições de concepção de central, da metodologia de sua construção e de condução do processo em si.

A questão da Central: as diversas concepções 

A Conlutas se construiu como uma organização de sindicatos, oposições e coletivos sindicais, convivendo organicamente com diversos movimentos sociais, incluindo aqueles dedicados às lutas contra a opressão, além de estudantes. As relações entre as diversas expressões nos marcos de um mesmo espaço político e organizacional nunca foi resolvido pela Conlutas. A não resolução dessa questão favoreceu a hegemonia política, não necessariamente numérica, de um partido, o PSTU, sobre as demais correntes políticas. Mais: a diluição da representação política interna e das instâncias de direção fez aprofundar o hegemonismo e o aparelhismo. Em 2008, nas vésperas do congresso nacional da Conlutas, diversas correntes, todas participantes do Congresso de Santos, se retiram da Conlutas por esses motivos.

O PCB contrapôs a essa concepção de central sindical e popular a necessidade de uma organização que expresse a intervenção dos trabalhadores enquanto classe, tendo como mote a contradição capital-trabalho. Os movimentos contra a opressão – anti-racismo, gênero, diversidade sexual – devem ser entendidos pelo ponto de vista de classe. Essas questões são importantes, mas são dimensões da exploração e da opressão do capital sobre o trabalho. Sem essa compreensão, os movimentos contra a opressão se tornam movimentos de busca por melhores condições de participação na dinâmica do sistema capitalista.A organização dos trabalhadores deve refletir todas as dimensões da luta de classes. Deve-se evitar o risco de se diluir a questão central, a exploração do trabalho pelo capital. As lutas contra a opressão devem, necessariamente, ser tratadas de acordo com as suas especificidades. A inclusão desses setores em uma organização sindical é prejudicial à sua própria dinâmica. E a inclusão dos estudantes se torna ainda mais complexa, tendo em vista que o conjunto dos estudantes não se constitui como classe. O movimento estudantil é transitório e policlassista por sua própria natureza.Todas as experiências organizativas dos trabalhadores brasileiros refletiram uma necessidade colocada pelo grau de mobilização do movimento operário. Apesar de lutas significativas de diversos ramos e categorias, a mobilização da classe trabalhadora não possui ainda um caráter nacional. A necessária unidade de ação do conjunto da classe é uma tarefa para este momento. O ponto alto de uma ação unificada foi o Encontro Nacional de 25 de março de 2007, ocasião em que o Fórum Nacional de Mobilização, que deveria ter surgido daquele encontro, não vicejou. Também fracassaram as tentativas de elaboração de um programa comum.O patamar da luta de classes no Brasil coloca para os trabalhadores a necessidade da construção de uma Central Sindical classista. Apesar das diferenças de concepção, da frágil unidade de ação e da ausência de um programa comum, a construção dessa Central não pode se dar apenas como um acordo entre correntes, mas deve ser encarada como tarefa dos diversos setores que lutam pela transformação da sociedade e têm, na luta contra o capital, a perspectiva de uma nova sociabilidade. Esse debate terá por tarefa a unificação das lutas específicas, a concepção de bandeiras gerais e o estabelecimento da solidariedade de classe como pontos básicos para a sustentação do projeto de construção da Central.A recente tentativa de criação de uma central sindical e popular na cidade de Santos expôs as fragilidades do seu processo de convocação e de preparação, além de reproduzir os mesmos problemas de concepção existentes na Conlutas. Como resultado, ao invés de contribuir para a unidade, aprofundou a fragmentação. Urge a necessidade de se retomar a unidade de ação entre as diversas organizações dos trabalhadores. Esse exercício deve contribuir para a construção da luta da classe na perspectiva da unidade organizacional.Pressupostos para a reorganização do movimento operário 

Como afirmado anteriormente, a Central Sindical tem um papel de unificação das lutas dos trabalhadores. Para tal, a ação da central supera o puro e simples economicismo. Ultrapassa, também, as manifestações espontâneas dos trabalhadores. A ação econômica, sem politização, descamba no peleguismo e na adaptação do movimento operário ao jogo da concorrência capitalista. Ou seja, não bastam conquistas salariais e de melhores condições de trabalho. Também é importante superar o obreirismo, evitando a divisão entre setor público e privado, situação formal ou informal, lutas da cidade e do campo.

Nós, comunistas, não subestimamos o papel dos partidos e correntes no movimento operário. Organizamos o nosso partido, o PCB, que se propõe a ser um destacamento de vanguarda do proletariado. Temos clareza, porém, que a vanguarda não substitui a classe e a organização sindical, seja na Central, seja nas demais organizações sindicais. Portanto, devemos respeitar os mecanismos de mediação da classe trabalhadora.O maior patrimônio do movimento operário é a sua unidade. Mas essa unidade não pode ser construída burocraticamente. Promover essa unidade de ação é responsabilidade dos setores que se reivindicam de vanguarda. Nós, comunistas do PCB, estamos dispostos a participar de todas as discussões necessárias à construção da unidade de ação e do programa capazes de nortear o caminho para a efetiva criação da Central Sindical Classista, uma central autônoma frente ao governo e ao patronato, que tenha centro nas organizações sindicais da classe trabalhadora. A construção dessa central não pode ser fundada por mero ato de vontade. Sua concepção tem que ser debatida a fundo entre as organizações da classe e não pode se submeter apenas às disputas entre partidos e correntes. A Central surgirá como uma construção da luta dos trabalhadores em nosso país, juntamente com a sua vanguarda, organizada na unidade de ação.Nós, comunistas do PCB, trabalhamos pelo fortalecimento da Intersindical - instrumento de organização e luta dos trabalhadores - e conclamamos, para a unidade de ação e organização da luta, aqueles setores que, tendo divergido da condução hegemonista no Congresso de Santos, entendem a necessidade de construção de uma Central Sindical Classista que surja da ação e do debate entre as diversas organizações da classe trabalhadora e forças políticas que se dedicam de fato à unidade e à organização da classe no enfrentamento ao capital e na perspectiva da construção da sociedade socialista em nosso país.OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!



 
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Luiz II

Central Sindical simpatizante da direita lutando pelos trabalhadores??? É algum tipo de pegadinha?

 
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Andretusa

Como servidor do TJ de São Paulo, agora entendo o porque o sindicato da nossa categoria saiu de uma briga com a cúpula da corte, em plena greve dos servidores. A nossa central é ligada a UGT, e até agora não fez nada, efetivamente, na defesa dos nossos direitos. A UGT retornou para as nossas assembléias agora, só porque se sentiu ameaçada, quando viu bandeiras de uma outra central nos dando apoio. É vergonhoso ter uma central pelega desta, nos representando, brigando com um patrão que à apóia.

P.S.: Nossa greve já dura 91 dias, e nada de propostas concretas para retornarmos ao trabalho

 
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Andretusa

Como servidor do TJ de São Paulo, agora entendo o porque o sindicato da nossa categoria saiu de uma briga com a cúpula da corte, em plena greve dos servidores. A nossa central é ligada a UGT, e até agora não fez nada, efetivamente, na defesa dos nossos direitos. A UGT retornou para as nossas assembléias agora, só porque se sentiu ameaçada, quando viu bandeiras de uma outra central nos dando apoio. É vergonhoso ter uma central pelega desta, nos representando, brigando com um patrão que à apóia.

P.S.: Nossa greve já dura 91 dias, e nada de propostas concretas para retornarmos ao trabalho.

 
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silvio de sousa

Nassif, em poucas linhas o trabalhador Andre mostrou-nos o que é praticar 'peleguismo' em 2010!

Imagine a CUT impedindo a atual luta dos trabalhadores nas empreiteiras das grandes usinas do Norte do País? Pois fizeram greves para ter o sábado livre (semana inglesa), por questões salariais, por melhores alojamentos, por ... E sob a direção de sindicatos da CUT. Pela lógica do peleguismo, a CUT não poderia atrasar as obras de um projeto que tanto interessa ao presidente Lula.

É importante informar que o sr. Paulo Patah, o presidente da UGT, também é o presidente da poderozíssima máquina  - entenda-se, arrecadadora de contribuição sindical - chamada Sindicato dos Comerciários de São Paulo ("430 mil trabalhadores, tornou-se o maior Sindicato da América Latina", informa o site da entidade).

Assim, fica esclarecida mais uma mentira de Serra: central de trabalhadores pelega é a UGT e não as demais cinco  ( CUT, Força, CGTB, CTB e Nova Central) que estão apoiando a candidata do PT.

 
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Mary A.S.

O Sindicato dos Comerciários de SP é o exemplo mais concreto do que é o peleguismo.  Desde 1989 já ia contra a maré ao apoiar Collor e não promove conquistas aos seus filiados. Parece atender mais as demandas da Associação Comercial de SP do que os direitos dos trabalhadores.

 
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Carlos Henrique Machado

Pelos mares que a jangada da UGT navega, PPS, Dem, PSDB, dá para se ter ideia do aboio entoado por eles. Seria interessante saber quais as reivindicações deles. Vão seguir o estilo melão que Serra iniciou ou vão partir também para a pancadaria? É difícil uma sigla como esta fazer campanha baseada no discurso do Serra que, aliás, é absolutamente vazio. Mas queria entender o anti-lulismo dessa embarcação pirata. As velhas oligarquias usam seus velhos guisados, tentando produzir dentro de um sistema sindical um sentimento miúdo que, diante das questões profundas do país, não faz um arranhão sequer na imagem de Lula.

A grande mídia tenta, a qualquer custo, fazer de qualquer palavra um monumento contra Lula e, de seus opositores, os grandiosos. Serra, o salvador dos nossos brios, parece mais o conspirador de Paquetá, vive lá e cá tentando impor maldições a alma do governo Lula usando uma espécie de capa de veludo preto e um discurso rececado como folhas mortas. A verdade é que o carrasco Serra só é famosinho dentro dessa composiçãozinha que, no final, fica do tamanho de um caroço de azeitona. E isso as pesquisas já estão revelando, não essa coisa pavorosa que o Datafolha criou para tentar silenciar o avanço de Dilma segundo o Vox Populi.

Serra, o Napoleão paulistano, saiu do campo das intrigas e foi tentar erguer paixões contra Lula justamente porque sabe do verdadeiro resultado das pesquisas de opinião. Na realidade, a única luz a guiá-lo agora é se mostrar possuido em cólera em nome de uma moral de personalidade caricata.

 
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Filipe

Central sindical com membros do DEM, uma piada mesmo.

 
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Sérgio Troncoso

Essa UGT é patronal! Abraços.

 
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Geraldo Galvão

No meu tempo de dirigente sindical era mais difícil identificar os pelegos. Hoje em dia eles já até criaram uma central sindical.

 
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Hari Seldon Sr.

A UGT parece redefinir o conceito de "pelego" para o século XXI! :)

Impressionante!

Creio que não há problema algum não apoiar Lula, Dilma, etc...

Mas se ligar à direita é insanidade, não dos dirigentes, que sabem o que fazem... mas dos filiados, que podem não saber com quem estão se metendo!

 
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Lyra Filho

 

Serra é favor desta central sindical.

 

As outras por não o apoiar não prestam.

 

O homem está é delirando.

 
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Egler

 

Constituição da República Federativa do Brasil:

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
...
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da
categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

...
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
...

 
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Andretusa

Legal Egler,

mas na prática não funciona assim.

O sindicato dos servidores do TJSP, Sindicato União, filiado a UGT, ele simplesmente colocou um artigo em seu estatuto em que só aceitaria novos filiados depois de passar por analise de seu presidente, que também fez constar no estatuto de deve se dirigir a ele como: Gran Mestre.

O nosso sindicato já nasceu pelego, e foi blindado de uma forma que impede a entrada de pessoas combativas em sua diretoria. É simplesmente lamentável.

 
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TiagoGS

O que é "pelego"? Segundo o Aurélio, " Bras.  Deprec.  Designação comum aos agentes mais ou menos disfarçados do Ministério do Trabalho nos sindicatos operários". Nada mais pelego, portanto, que a CUT e as demais centrais governistas; não que a UGT seja um exemplo, pelo contrário. Para o exemplo citado de suposto combate com o capital, há centenas de outros em que o peleguismo falou mais alto, justamente em decorrência da ligação de dirigentes sindicais com políticos do PT.

As organizações que seguem combativas, porém, não têm espaço, principalmente na mídia; podemos citar, como exemplo, a Intersindical e a Conlutas. Estas, sim, combatem o capital, defendendo os interesses dos trabalhadores independentemente de quem seja governo.

 
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Nilva de Souza

Liguei para o Sindicato da minha categoria que é filiado à UGT e

 perguntei quem eles estão apoiando para Presidente.

Eles disseram que estão apoiando a Dilma.

Contei sobre o que li e eles disseram que o Paulinho (FS) esteve

lá e eles fecharam com a Dilma

Disseram que vão fazer ato conjunto para fazer a campanha dela.

 

Minha intenção era dar uma enquadrada e, se preciso fosse,

diria que iria me desfiliar pois eles não mje representavam..

Mas, felizmente, não precisou.

 
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clemente

A todos que aqui se manifestaram,  faço uma singela pergunta,  a China é um pais "comunista" composta por uma parte "capitalista"  certo?? qual das duas esta melhor ??

 
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TiagoGS

Não dá para dizer que é um país comunista com uma parte capitalista; ou é um, ou é outro. A China tornou-se, faz tempo, um país capitalista.

 
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Oscar Augusto

O Magnífico Professor Hariovaldo é o presidente do Sindicato dos bons e mansos trabalhadores da pátria????

 
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Raí

É bom que o "pelego"Ricardo Patah,tenha conciencia,que a sua Central,dita independente,não seria tão independente assim,se não fosse o (ainda)benaplácito apôio federal,ao atual sistema de "punga"que os sindicatos desta Central,impôe aos trabalhadores de seus sindicatos,e que garante-lhe  sobras de recursos,para tantas festas  para os seus sindicatos;Compras de sedes suntuosas,como a do Sindicato dos  Comercários de São Paulo;Constantes viagens de seus diretores por todo o Brasil,"comprando"novos sindicatos, e que é  tudo,menos uma central representativa dos trabalhadores,e sim uma República de pelegos,custeada pela exploração da base sindical.

Isso pode acabar ! 

 
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Raí

Sou do tempo do nascimento do verdadeiro sindicalismo,que enfrentou o Estado ditador,que sofreu debaixo das botas e das patas dos cavalos do Erasmo Dias e da polícia política do Maluf,e que jamais dobrou-se ante as adversidades.

Daquele sindicalismo,que antes de ser político,pretendia apenas reverter o processo de escravidão,pelo qual passava o trabalhador apolítico,saiu o "sindicalismo de resultado"que foi substituído pelo atual sindicalismo de exploração consentida,dos trabalhadores,sindicalizados ou não,que têm tudo,menos um sindicato,para representa-los,e sim uma cambada de aproveitadores desta brecha na legislação sindical,que espero acabe com esta farra,quando da posse da futura Pres.Dilma,que já prometeu rever esta legislação obsoleta e "forçar"uma reforma sindical de verdade.

 

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