Um caso de anti-bullying

Minha amiga Helô, da primeira leva de comentaristas do blog, reclama que há tempos não trago aqui histórias das menininhas

O desafio da Helô e esse problema do bullying me trouxeram uma lembrança grata.

Dois anos atrás fui à avaliação semestral na escola da Dodó e da Bibi. Com um ano de diferença, em geral os professores da Dodó tinham sido, antes, da Bibi. Na época, a Bibi estava com 10 anos, a Dodó com 9.

Eram duas professoras por classe. Terminada a avaliação da Dodó (invariavelmente,  as professoras a definiam como "uma querida"), uma delas pede para falar, não como professora, mas como mãe. E agradece emocionada o que a Bibi fez por sua filha.

Eu conhecia apenas metade da história.

Classe de 18 alunos, entra uma nova, filha de professora. A classe se ouriça e as "populares" insuflam as demais a ficar contra a menina.

Bibi contou a história para a mãe que, indignada, jogou um belo desafio nas suas costas: "Você não pode permitir isso: são 18 contra uma". Lembrou-me dona Tereza.

Conhecia apenas essa parte da história. A outra, a professora-mãe me contou naquele momento.

Bibi, a tímida Bibi, se transforma, decide virar "popular", aprende os trejeitos, a ironia, a maneira de dançar das "populares. Um mês depois, tinha conquistado seu espaço em um estilo que está a léguas de distância de seus modos tímidos, de quem é pão-duro até para abraços de pai.

Conquistada a liderança – me conta a professora – ela reúne as colegas e começa o questionamento:

- Vocês acham fulana chata?

- Achamos.

- Pois é. Mas ela é apenas uma contra 18. Imaginem 18 chatas contra ela.

As meninas ouviram, pensaram, conversaram entre si.

No dia seguinte, a nova colega estava integrada ao grupo. E Bibi se sentiu liberada para não viver mais a personagem "popular". 

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27 comentários
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Odonir Oliveira

Nassif, durante anos de magistério, pude conhecer situações semelhantes a esta vivida por sua Bibi. Muitas, em ambientes pouco propícios, por vários motivos, levavam o/a ingressante a estigmas eternos- enquanto estavam na escoLa e até depois de sua saída.

Propus sempre, auxiliada por colegas professores, que se aconchegasse o ingressante. Havia  assembleias em que eram feitas as apresentações dos "veteranos" e dos novatos na classe. Por conhecermos o jeito de agir  dos primeiros, sugeríamos a alguns/algumas que acompanhassem os novos, nos intervalos, em relação às matérias, aos princípios da escola etc. Acreditávamos que os colegas eram os melhores representantes para isso. E, continuávamos observando,quando necessário, fazíamos ajustes e intervenções.

Pude ver na escola pública estadual, em Carapicuíba, anos 80, alunos recém-chegados do Ceará, do Piauí ... serem rejeitados por outros tantos também vindos de regiões nordestinas, com certos índices de crueldade até - o que ao  entendimento de nós, professores, apresentava pouca explicação.Tratava-se de uma 7ª série, hoje seria 8ª.

Assim, escrevemos um PROJETO envolvendo várias disciplinas, no qual se estudaram todas as regiões brasileiras, suas semelhanças e diferenças e, primordialmente os estados nordestinos, inclusive lendo Vidas Secas, Capitães da Areia,O que é o nordeste brasileiro... Estudaram os regionalismos linguísticos, a música de Luís Gonzaga  em comparação com as letras de João Bosco e Aldir Blanc etc. Descobriram a importância da cultura canavieira: seu apogeu e declínio; além de aspectos culturais muito valorizados por seus próprios pais e, naquele momento, ridicularizados pelos alunos em função de músicas importadas e pasteurizadas pela mídia.

Cozinharam- pratos que comiam em seus lares, servimo-nos deles etc. Passaram a valorizar sua ascendência, passaram a respeitar diferenças e a aceitar como desafio aquilo que não se conhece ou se conhece pouco ainda.

O PROJETO, descoberto pela Secretaria de Educação, foi gravado pela TV CULTURA, em 1988, como um dos temas do PROJETO IPÊ para professores da Rede Estadual de Ensino e transmitido duarante muitos anos também pela TV Educativa TV E. Os alunos se sentiram por demais importantes. Depois deste gravaram outros, em relação a lição de casa, leituras em classe etc. 

Por isso, entre outros motivos, acredito que EDUCAÇÃO se faz com forma e conteúdo. Acredito na CONSTRUÇÃO do conhecimento. Acredito em Vigotsky, Wallon, Lurian, Leontiev, Piaget, Lino de Macedo (pai do menino Pedro - que foi também meu aluno). Acredito em Fernando Hernandez- mestre espanhol- no trabalho prático/teórico de Barcelona.

Por isso acredito em José Pacheco e na ESCOLA da PONTE portuguesa.

Por isso acredito na EDUCAÇÃO maiúscula, que vai além das salas de aula.

E, principalmente por isso, ainda SOU PROFESSORA. 

 
 
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cyro

Filha e pai, grandes figuras!

 
 
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Gustavo Belic Cherubine

Só tenho uma coisa a dizer: a Bibi é Corinthiana.

Salve a Bibi!

Salve o Corinthians!

 
 
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Rosiméri

Estou  com a Helô, fazia tempo que não ouvia histórias das menininhas! Elas  são lindas.

 
 
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Alirio Cesar.

Odonir,

Admirando o resultado do seu trabalho, que orgulho eu sinto pela profissão que não pude(depois não quis) exercer!

Ainda. Já resolvi meus problemas de sobrevivência. Famílias criadas, aposentadoria em breve, que fazer?

A opção pela Educação, como trabalho voluntário, é o que mais me estimula.

Parabenizo, tanto o 'post' quanto teu comentário.

 
 
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Odonir Oliveira

Obrigada, Alírio. Meus alunos , todos eles, desde 1972, sempre me ensinaram mais do que eu a eles. Em todos os sentidos. Até quando eu, sem saber como encaminhar/resolver os problemas que se apresentavam, por causa deles, me via obrigada a estudar mais, pesquisar mais e aprender com meus colegas,já à frente do meu percurso no magistério.

Ser professor, como já escrevi nesse blog em outras oportunidades, é recolher flores, em ramalhetes de todas as cores e matizes, durante uma vida inteira. Mesmo que isso demore.

Obrigada.

 
 
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Mello

Orgulho!!!

 

Parabéns à sua Bibi(Esses apelidos familiares me emocionam, Nassif. Lirismo puro) e a você Nassif.

 

Uma família consciente e humanista.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Linda história. Pessoas como a Bibi me fazem nunca perder a fé na humanidade. Viva a Bibi!

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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commentsbuz

Nassif,

elogio sinceramente a atitude, pois acho legaw sair do "eu" para virar "nós", mas é um processo ao longo da vida... não para (pára? rsrs).
o próximo passo é ensinar a pessoa a andar com as próprias pernas depois de "ajudar".

o mais engraçado é qdo vc vê uma pessoa meio "maus" emocionalmente, percebe algumas circunstâncias q a levaram a isso e qdo tenta ajudar, de diversas maneiras, passa por intrometido, e outras, q se aproveitam da fragilidade dessa pessoa, são legais...
mas como o mundo dá voltas, e a gente não ajuda para receber algo de volta, às vezes vc ouve um obrigado mtos anos depois, e se não ouve, pelo menos tem a certeza q não se aproveitou de um momento de fragilidade alheio(a).

qto a defesa "física" e "moral" de pessoas mais "fracas", tímidas ou vítmas de preconceitos, tbém ajudei sempre q possível... esse caso aí relatado me levou aos tempos de "ginásio", onde eu já tinha uma embrionária noção de "amparar" os mais "deixa esses pra lá" da classe... lembrei de 2 colegas com os quais convivi mto bem, e não sei pq, sempre gostavam de me ter por perto, inclusive para fazer os trabalhos escolares em equipe (pois os "espertos" da turma largavam a parte deles para os outros fazerem, e eu não só não fazia a minha como não permitia largar tarefa para os outros... era meio "justiceiro")... rsrs

resumindo, uma atitude digna, q deveria ser comum (para mim, é!).

 
 
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André LB

  E o pai, todo orgulhoso, conta a história.

  Bela história, Nassif! Parabéns também ao pai e à mãe da Bibi.

 
 
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Cafu

BeeBee fazendo mel, ao invés de bobocas fazendo mal...

Muito bem!

 

Acabou Chorare (Galvão - Moraes Moreira)# Arnaldo Antunes

 
 
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mello

Parabéns  duplo:  à  professora  Odonir  e  à  Bibi.

 
 
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As crianças brigam na escola, isso é fato. Umas batem, outras apanhas, a maioria bate e apanha, isso também é fato. Não é justo? Tudo bem, não é, mas assim é. Agora estão dando uma importância desmedida ao tema, chegando às raias do absurdo de se querer nomear um fiscal por sala para cuidar do assunto.

Tá aí, uma boa ideia, mais um ministério bacana para ser criado.

 
 
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GalileoGalilei

É você tem razão: estão dando uma importância desmedida ao tema.

Veja só que absurdo:

Universitária é espancada após denunciar bullying em Ribeirão Preto, SP

http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/04/02/universitaria-espancada-a...

http://oglobo.globo.com/fotos/2011/04/02/02_MHG_sp_nariz1.jpg

SÃO PAULO - A estudante de enfermagem Ana Claudia Karen Lauer, de 20 anos, foi espancada por três alunas na tarde de sexta-feira, em frente do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, a 319 km da capital paulista. Ela teve fratura no nariz. Segundo a estudante, a agressão teria acontecido porque reclamou à coordenação do Centro Universitário que estaria sofrendo bullying e sendo hostilizada pelos colegas. Ana Cláudia pediu transferência para a faculdade há três meses e cursa disciplinas em diferentes salas.

(...)

A mãe da estudante, Cláudia Aparecida Rodrigues Lauer, diz que a instituição de ensino foi antiética ao comunicar os alunos sobre a denúncia e que não socorreu sua filha.

 
 
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Seu post apenas comprova o excesso que estão dando ao caso. Agora tudo é bullying. Quem está com 20 anos e cursa o ensino superior não é vítima de "bullying", seja lá o que isso quer dizer. A moça, que vc expôs a todos, sofreu provalmente injúria e depois lesão corporal. Caso de polícia, simples, não esse tal de "bullying" que vc a fórceps quem subsumir em qualquer situação.

 
 
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Daniel Campos

As crianças batem e apanham, mas isso não deveria acontecer em um lugar como a escola. Aliás, não deveriam acontecer agressões em nenhum lugar se nós fôssemos uma sociedade mais civilizada.

E engraçado dizer que o caso não têm importância, quando geralmente isso irá moldar o caráter da criança para o resto da vida dela. Mas você pelo visto não têm a faculdade de pensar além do dia de hoje não? Mas não se preocupe, felizmente a maioria pensa diferente de você, e se uma criança fizer este tipo de coisa será repreendida. Se fizer contra uma das minhas crianças, o animalzinho vai para o hospital. E se o pai do animalzinho reclamar e vir com um discurso similar ao seu, ele vai para o hospital também. Capiche?

 
 
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Como vc é machão. Primeiro, seus filhos apanham na escola e ao invés de resolverem sozinhos seus problemas vêm contar para o papai. Aí o machão vai fazer o que? Bater em criança até mandá-la para o hostipal. Realmente, é de dar medo vc. E depois, para gargantear, diz que ainda vai bater na família da criança que vc mandou para o hostipal. Quem vc acha que engana com essa conversa, vc é da turma do arco-iris que frequenta este post e agora quer dar de machão. Quer ser homem? Vou lhe contar: ensine seus filhos a não apanhar na escola!

 
 
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Daniel Campos

Prezado, você é o tipo de pessoa que eu considero que deveria ser segregado da sociedade (preferencialmente enjaulado).

Que você é tão ingênuo ao ponto de achar que uma criança pode resolver "sozinha" um caso de agressão contra outra criança certamente maior e mais forte (caso contrário não teria a coragem para agredir os outros)?

E você é tão desleixado com os seus filhos que acha que eles têm que "se virar" mesmo quando não podem ou não têm como?

Eu defendo os meus, especialmente de pessoas como você. E você? Pelo linguajar do seu comentário, você deve sair de casa com um tacape nas mãos e esperando que todo mundo "se vire". Mas não se preocupe, todos irão se "virar". Contra a sua laia.

 
 
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Cristiana Castro

 

Isso é EDUCAR uma criança; não é fácil mas o resultado é esse aí. Parabéns.

 
 
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commentsbuz

Cristiana, o q achou do site do Paulinho?

descobriu alguma coisa interessante? chegou a ler postagens anteriores?

vc faria como eu, recomendar?

 
 
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Cristiana Castro

 

Eu não vi; o que é? Vc indicou o link em algum comentário?

 
 
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commentsbuz

Cristiana,

aqui está o link da discussão em q vc levantou a dúvida.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-guerra-dos-eventos-futebolist...

se puder deixar uma msg confirmando q viu este comentário e o anterior, respondendo tbém sua dúvida, agradeço.

 
 
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commentsbuz

Cristiana,

uma vez havia uma discussão sobre futebol, acho, e vc tinha levantado algumas questões de tretas esportivas, coisa e tal... (se não me falha a memória, era sobre os valores das transações de jogadores - o q é declarado, o vai por baixo do pano, etc)

aí, eu sugeri o ler o Paulinho, pois é um dos únicos, apesar dos poréns, a fazer uma devassa nos subterrâneos do esporte. lembrou?
http://paulinho.midiasemmedia.com.br/

sugeri, inclusive, a ler as páginas mais antigas para entender qdo ele se refere ao "esquema", por ex.; sem ler alguns posts mais antigos, é mais difícil entender com mais clareza assuntos mais complexos agora publicados.

tbém falei q ele tem um gosto político duvidoso (o q é um direito dele como pessoa) e o fórum é um horror, mas o trabalho "investigativo" dele é elogiável, inclusive pelo risco pessoal q ele corre.
não acredito de 1a. no q ele fala, mas se um assunto me interessa, procuro outras fontes, o contraditório e comparo com o "status" das pessoas envolvidas.
normalmente o "palpite" dele bate com o real.

qquer dúvida, pergunte d novo.
(acho q eu estava com meu "apelido" esportivo, "sportsbuz" naquela discussão)

inté!

 
 
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van

Que lindo Nassif, Parabéns!

 
 
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paulov

Sempre achei deliciosas as historias das meninas, especialmente pela maneira como eram contadas. As interferencias da ruivea tambem sempre eram agradaveis. Nunca me senti autorizado a escrever algo por achar invasivo, mas, agora abriu-se a oportunidade. Sempre que possivel, mande as historietas das menininhas. 

 
 
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Eva

linda, linda!!!!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

 
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EDSON MEDEIROS

E por falar em bullying...

Não é só entre as crianças e adolescentes que isso acontece.

O caso abaixo aconteceu aqui em Ribeirão Preto e envolve universitárias.

Lembrando que a faculdade Barão de Mauá é a mesma que há alguns anos atrás teve alunos de medicina envolvidos em caso de racismo. Ele agrediram um senhor que andava de bicicleta na rua gritando palavras como "Preto! "

DA FOLHA

 

Estudante é espancada após dizer que era vítima de bullying

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ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

Uma aluna de enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), foi espancada e teve o nariz quebrado por golpes de capacete após denunciar à coordenação de seu curso que vinha sendo vítima de bullying na instituição.

Ana Cláudia Karen Lauer, 20, foi agredida no início da tarde desta sexta-feira. Uma aluna, disse, discutiu com ela na saída e outras duas a abordaram enquanto pegava sua moto, do lado de fora da Barão, para ir embora.

A vítima contou ter sido agredida com seu próprio capacete por uma das alunas que a abordaram. "Quando ela me bateu, eu cai no chão dizendo 'você quebrou meu nariz' e mesmo assim a garota não parou", relatou.

Ela disse ter ficado indignada também porque alguns funcionários da instituição não a ajudaram. "Enquanto eu apanhava, ficaram todos só olhando, inclusive os seguranças. Até que veio outra menina, que não sei quem é, e me tirou dali", disse.

A estudante de enfermagem afirmou ainda que a Barão se recusou a fornecer o nome completo da garota que a agrediu para a queixa na polícia. "Disseram que era antiético."

Mãe de Ana, Cláudia Karen Lauer afirmou acreditar que a filha podia estar sofrendo preconceito porque foi transferida de outra faculdade para a Barão há três meses e, como já conhecia algumas matérias, se destacava nas aulas.

A jovem contou ter procurado a coordenação do curso para se queixar de bullying porque, além de ser ignorada na maior parte do tempo, era rejeitada em uma das classes até na hora de fazer trabalhos em grupo.

"Quando isso começou a atrapalhar nos estudos, ela procurou ajuda da instituição", afirmou a mãe.

O Centro Universitário Barão de Mauá informou via assessoria de imprensa que uma comissão foi formada para apurar o caso e ouvir todos os envolvidos. A instituição negou ter recusado socorro à vítima, já que o atendimento foi feito por uma unidade médica contratada pela Barão.

 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/897461-estudante-e-espancada-apos...

 
 

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