TV pública argentina cria programa de crítica da mídia

Por Vânia

Da Carta Maior

Crítica da mídia é sucesso na TV argentina

Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.

Criticar a mídia não é tarefa fácil. Primeiro pela falta de espaço. Salvo a internet são raros os canais abertos para a discussão do papel dos meios de comunicação na sociedade atual. Contam-se nos dedos os veículos que fazem algum tipo de autorreflexão. O padrão geral é o da arrogância pura e simples.

Lembro da Ong TVer, no final dos anos 1990, encaminhando reclamações recebidas de telespectadores sobre uma menina, exposta no Fantástico, tendo que decidir se ficava com a mãe biológica pobre ou com a adotiva rica. A resposta da emissora foi de uma soberba a toda prova. Não entrava no mérito limitando-se a dizer que sabia o que o público queria, mais ou menos isso. 

Ouvidorias na mídia brasileira existem apenas em dois jornais diários e nas emissoras públicas de rádio e TV da EBC. Programas de crítica da mídia são raros. Acostumada a se apresentar como quarto poder, ela não admite qualquer debate público sobre o seu trabalho. Coloca-se acima do bem e do mal, não faltando teóricos a ela alinhados para arrumar justificativas positivistas para esse papel quase divino.

A internet tem sido um instrumento importante para quebrar essas barreiras. Quase diariamente os meios convencionais têm seus erros e omissões denunciados em sites e blogues. Mas ainda atingem parcela restrita da população. Daí a importância de se discutir a mídia nos meios de largo alcance.

Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre. 

A estreia ocorreu em 9 de março de 2009 e seu nome 6 7 8 refere-se à presença de seis debatedores, no canal sete, às oito da noite. Mudou de horário (passou para as 21 horas) e ampliou o número de participantes mas não alterou o nome. 

O uso do arquivo é uma das armas mais poderosas do programa. Selecionam previsões de analistas de política ou economia dos grandes meios, feitas algum tempo atrás, e as confrontam com a realidade atual, sempre diferente. É como se aqui fossemos buscar nos arquivos as previsões catastróficas de comentaristas como Miriam Leitão ou Carlos Sardenberg e mostrássemos como elas estavam furadas. É, no mínimo, divertido.

O sucesso do programa é tal que já há até um livro sobre ele: “6 7 8 La creación de otra realidade” (Editorial Paidós). Trata-se de uma longa conversa entre uma ex-apresentadora do programa Maria Julia Olivan e o sociólogo Pablo Alabarces, além de depoimentos do criador do 6 7 8 Diego Gvirtz e do jornalista, especializado em TV, Pablo Sirvén.

O objetivo central do programa é explicitado no livro: contradizer a realidade construída pelos grande meios. Para isso procuram mostrar os mecanismos de construção da realidade no jornalismo que “se apresenta como real, como verdade, quando é antes de tudo uma narração sobre essa realidade”.

Maria Julia deixa isso mais claro ao dizer que “como produto televisivo, 6 7 8 nos conta a sua verdade ou a sua maneira de ver a realidade. Clarín, ao contrário, faz circular a sua opinião dizendo que essa opinião é a realidade”.

Esse debate, levado diariamente à casa do telespectador, é inédito. Chega ao grande público uma prática que, até então, estava restrita ao mundo acadêmico e a alguns militantes políticos: a chamada leitura critica dos meios de comunicação. 

As conseqüências são palpáveis. Acompanhar o 6 7 8 tornou-se uma forma de ação política ou “um ato de militância, de adesão” segundo Maria Julia. No Facebook há mais de 450 mil seguidores. O sociólogo Pablo Alabarces diz que o programa é uma espécie de semiologia para a classe média que “os estudantes de comunicação têm no ciclo básico comum e aqui se transforma em vulgarização televisiva”.

Talvez seja por isso que a mãe de Maria Julia tenha dito que “até começar a ver o programa, eu acreditava que todas as notícias eram realidade mas depois me dei conta que a informação é construída; que não é o mesmo se te dizem as coisas de uma maneira ou de outra”.

6 7 8 não esconde seu alinhamento com o governo. No entanto revela, ao mesmo tempo, a existência de um público que apóia o governo e não era contemplado pelos demais meios de comunicação. Nesse sentido o livro ressalta a existência, pela primeira vez na história da Argentina, de uma política oficial de comunicação. Entre seus objetivos está o de contradizer os meios de comunicação tradicionais, papel desempenhado com desenvoltura pelo programa 6 7 8.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

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32 comentários
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leonidas

aha...


e qual o vies dessa televisão " Publica " ?


há alguma possibilidade de que as tais criticas sejam motivadas por algo voltado a razão e não demagogia politica de ocasião?


Putz


A Argentina é uma naçao dominada por uma demagoga que como todo populista é totalitaria e nao tem o menor pudor de usar mecanismos imorais para minar a imparcialidade tão importante na maquina publica.


Esse programa certamente é tao parcial e desonesto quanto os jornais dos quais discorde...


Mas obvio né que a turma do relativismo moral e etica vai a loucura vendo alguem exercer seus sonhos totalitarios


Pois na verdade o problema não é e  nunca foi midia parcial ou manipulada , e sim isso ocorre por conta de quem os tais tenham divergencias...

 

leonidas

 
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LuizCLP

 

aha...

 

e qual o vies dessa imprensa " isenta " ?

 

há alguma possibilidade de que as tais criticas sejam motivadas por algo voltado a razão e não demagogia politica de ocasião?

 

Putz

 

O Brasil é uma naçao dominada por uma imprensa demagoga que como todo cartel é totalitaria e nao tem o menor pudor de usar mecanismos imorais para minar a imparcialidade tão importante na democracia.

 

Essa mídia certamente é tao parcial e desonesta quanto os jornais argentinos...

 

Mas obvio né que a turma do relativismo moral e etica à moda da direitona vai a loucura vendo alguem exercer seus sonhos libertários e democráticos

 

Pois na verdade o problema é e  sempre será a midia parcial e manipuladora , a fazer a cabeça da militânica da direitona para então suprimir as tais divergencias... e mergulhar fundo na privataria tucana!



 
 
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João Bosco Rocha

Aha...muito boa a sua réplica, Luis.

 
 
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Paulo Santos

 

Caro LuizCL, acredite, eu ia escrever a mesma coisa que você. Por que a direita acha que só ela pode criticar?

 
 
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Miguelito

Leonidas é um exemplo da manipulação e da lavagem cerebral da grande mídia.

Me pergunto o que ele acha da globo e dos "marinhos" "saads" "silvios"?

Tenha o mínimo de senso crítico...

 
 
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Lenilson

Leonidas, parabéns pelo seu comentário. Imparcialidade tem valer para todos os lados´.

 
 
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Vânia

Acredito que um valor muito superior à imparcialidade seja a honestidade. Pelo menos o programa 678 é honesto. Apresenta dados e fatos que comprovam o que estão demonstrando.

A nossa mídia nem precisava ser imparcial, bastava que fosse honesta! Infelizmente, não é uma coisa nem outra.

 
 
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Lenilson

Vânia, trata-se de uma TV Pública, bancada por impostos e o governo usa com impacialidade. Isso é honesto? Pra mim, não. Por ser uma TV Pública, a obrigação de ser imparcial é muito maior. Pelo menos é o que acho. Eu discordo de muitas atitudes da mídia, mas não vou concordar com outras aberrações apenas por ser contra aquilo que não concordo. Preciso ser coerente pra defender as minhas opiniões.

 
 
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Vânia

Repito o que disse lá embaixo para o matheus25(?). Honestidade é um valor superior. Como exemplo, imagine um cara que comenta em blogs da net cada vez usando um nome diferente. Esse cara merece resposta ou consideração? Eu acho que não. Não adianta discutir com gente desonesta.

 
 
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Guga Faria

Como disse a Vânia, bastava a imprensa publicar fatos, mesmos que fosse só a favor de sua ideologia,  e não publicar mentiras ou distorções. 

 
 
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sergio m pinto

Mais do que divertido, essa é uma crítica fundamental, para evitar o que estamos acostumados a ver, ler ou ouvir pela maior parte de nossa imprensa.


A questão é: quem vai fazer isso, além do Observatório da Imprensa, que muito pouca gente acompanha? A TV Cultura, por exemplo?


No nosso caso, o que está dando certo, e com alcance ainda limitado e sujeito aos trolls, são os chamados "blogs sujos". Pena.


A propósito, e a tal Lei de Meios, enfurnada na gaveta do ministro Paulo Bernardo? Não é o caso de aumentar a pressão sobre esse ministro?

 
 
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marcos nunes

Não é informado o índice de audiência, só o número de seguidores do Facebook. Talvez o programa devesse ser menos governista e pudesse fazer apenas a decupagem das notícias, analisando suas construções, um pouco á maneira do Observatório da Impensa que, infelizmente, não faz isso direito, porque possui apriorismos ideológicos que impedem o mergulho mais fundo. Mas um programa do governo que critica a maneira como a oposição trata os fatos não deixa de ser, também, uma forma de construir as notícias sobre os fatos com um viés ideológico a comprometer a lisura das análises.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

 
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Ana Barbosa

Morram de inveja.

 
 
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André LB

  Morri.


  É que aqui no Brasil esse tipo de debate é "perigoso". Afeta a "correlação de forças", sacou? Colaborar para esclarecer o povo é feio, afinal essa gente já tem controle remoto e que se vire com isso.

 
 
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Tio_Zé

Argentina ensinando como se faz....

 
 
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Caetano.

...ensinando como se faz besteira...

 
 
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foo

"Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre."

 

Esta é a receita de sucesso do Daily Show, de Jon Stewart -- que é considerado, hoje, o jornalista mais respeitado da TV norte-americana.

 

http://www.thedailyshow.com/

 

Outro programa que frequentemente critica de mídia, é o Alyona Show:

 

http://www.youtube.com/user/TheAlyonaShow?feature=g-all-u

 

Seria ótimo se tivéssemos um programa assim no Brasil.

 

 
 
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Valmir Gôngora

A imprensa observa o mundo com seus olhos. Trata-se, portanto, de uma visão parcial. Alguns veículos reconhecem essa condição. Outros querem fazer acreditar que não há essa parcialidade. Assim, tornam-se atores não confiáveis. 

Qual a vantagem de um programa como a Voz do Brasil, por exemplo? É que nele se manifestam porta-vozes do governo e da oposição. Sabe-se quem é quem e do que se trata.

Nos jornais nacionais da vida, se quer fazer crer que a notícia é a opinião do dono. E a opinião do dono é a tradução dos fatos. E os fatos estarão errados se ousarem contradizer a opinião do dono.    

 

Valmir Gôngora

 
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Eduardo Ramos

Valmir, é exatamente isso! Recentemente, li um artigo de um desses caras dos jornalões, afirmando que uma lei de mídias "impediria a população de ver a REALIDADE retratada, por causa da censura que se estabeleceria".

Mentira um - Não mostram a realidade, e sim a visão do dono, como você diz.

Mentira dois - Uma lei de mídias moderna, jamais causa censura, impede isso sim, que uma visão monopolista seja passada à população como verdade. Ora, censura quem pratica hoje é a mídia, quando hipocritamente faz programas de "debates" onde todos os convidados falam a mesma língua, têm a mesma opinião e posição política - sempre a da emissora.

 
 
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SantanaFT

Nassif,


O "Repórter Brasil" da TV Brasil deveria assumir uma postura  crítica em relação à velha midia (PIG). Mas, o que parece é que o "Repórter Brasil" é pautado pelo PIG.


 

 
 
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Mauricio Santaliestra

Na verdade basta fazer o que o autor indicou: pegue um comentário da Mirian Leitão no período inicial do governo Dilma com suas previsões catastróficas e compare com os resultados e a situação atual. Esta tudo pronto. A velha mídia morre pela própria boca, sem precisar um pingo que seja de tendencionismo pró-governo (o que pode variar de governo para governo, pois a Cultura, por exemplo, demitiu o Eródoto Barbeiro por ousar questionar o candidato do governo do estado sobre os pedágios de SP).

E segundo o artigo, da a entender que é exatamente isso que estão fazendo, utilizando "ampla documentação".

Só assim, poderemos evitar que pessoas como Leonidas se deixe enganar a ponto de ver as coisas de forma tão distorcida e cética, de um só ponto, como podemos ver em seu comentário.

É claro que há tendencionismo em alguns - não em todos - artigos que vemos nos blogs, mas o mais importante da discussão seria levar o espectador a pelo menos refletir mais sobre as questões abordadas e não simplesmente acreditar em tudo que vê na TV como sendo a verdade absoluta. É ensinar ou ao menos aumentar as suspeitas sobre as informações fazendo com as pessoas procurem outras fontes de informação, outros pontos de vista, outras abordagens.

Vejam que exemplo maravilhoso do que estamos falando: Ex: http://www.viomundo.com.br/denuncias/lino-bocchini-veja-faz-lambanca-no-...

Quanto ao Observatório da Imprensa, o grande problema é que tem um formato muito acadêmico, de linguajar direcionado a meia dúzia de intelectuais, sem graça, terrivelmente chato! Deixe de ficar discutindo, discutindo e discutindo a imprensa entre meia dúzia de especialistas frustados com a imprensa e transformem o Observatório num programa que trabalhe de forma mais dinâmica, solta, com uma cara mais jovem, didática, com um linguajar que possa ser entendido pelo POVO em geral (desde intelectualóides até os mais ignorantes) mostrando os fatos - a capa da revista, o conteúdo da matéria, as previsões, e contrapondo com os fatos, a realidade, o outro lado, o que é ético, o que não é ético, questões legais - e joguem isso num horário nobre, em que muitos e muitos seres de cotidiano normais possam estar disponíveis para assistir, e quero ver se não vira sucesso em pouco tempo.

 
 
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Nilauder

Já assisti alguns programas 678 no youtube, principalmente os que tratavam do Brasil, e é um programa excelente, de alto nível! Recomendo! Dá uma invejinha mesmo...

 
 
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André LB

  Invejinha?? Tô mordendo os cotovelos!

 
 
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Wadilson

Capacidade de escrever bobagens em comentários é inerente ao cerumano. Havia prometido a mim mesmo que nao leria mais isso, pior q ler editorial do Estadão seguido pela Veja .. mas, enfim.

 

Para quem conhece a língua de Borges, http://www.tvpublica.com.ar/tvpublica/articulo?id=13395 , um dos últimos programas do 6,7,8 . Puedo decirles.. es buenisimo. Miren para que se les antoje.

Pois é, Ana Barbosa, confesso tenho inveja sim. Não só dos rioplatenses, dos dois lados do rio, mas de todos os povos da am sul. Não se ufanam, mas se orgulham. Não se jactam, mas se mostram.

 
 
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WilPen

Wadilson, onde você arrumou este cerumano? Seria o mesmo ser humano que estou pensando?

 
 
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Benedito

O programa assume ser governista. Ou seja, mostra honestidade com o telespectador, ao contrário da grande imprensa brasileira que omite suas preferências políticas. O programa mostra apenas uma "outra verdade", e não "a verdade", como quer fazer a grande imprensa brasileira, que se coloca como dona de uma única verdade. A importância desse programa é que ele leva à reflexão. Quem tem que decidir sobre os fatos é o cidadão, e não o dono do jornal.

 
 
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Lenilson

É pra isso que servem os impostos?

 
 
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Vânia

Qual o problema de uma parcela dos impostos, provavelmente irrisória, ser destinada a ajudar os cidadãos a desenvolverem o senso crítico e o discernimento? Isso é ruim para quem exatamente?

 
 
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Matheus25

Penso que é ruim porque seria o governo usando dinheiro público para financiar um programa a favor dele mesmo.

Se você apóia quem está no governo  talvez não pareça tão ruim, mas imagina um governo que você detesta usando dinheiro do povo pra fazer um programa a favor de si mesmo.

 
 
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Vânia

Repito o que disse lá em cima para o lenilson(?). Honestidade é um valor superior. Como exemplo, imagine um cara que comenta em blogs da net cada vez usando um nome diferente. Esse cara merece resposta ou consideração? Eu acho que não. Não adianta discutir com gente desonesta.

 
 

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