Três mitos sobre a eleição de Dilma

Por zanuja castelo branco

Três mitos sobre a eleição de Dilma

Marcos Coimbra 31 de outubro de 2010 às 19:25h

Marcos Coimbra desfaz falsas análises a respeito da eleição da petista

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.

Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.

Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.

Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos “especialistas” desde a noite de domingo.

O “economicismo” – O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo.

Consiste em explicá-la pelo velho bordão “é a economia, estúpido!”
É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.

Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre “é a economia, estúpido!”

Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.

É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela “com o bolso”.
Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.

Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).

A “segmentação” – O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.

Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.

Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre “dois Brasis”, opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.

Também não é verdade que Dilma foi “eleita pelos pobres”. Ou afirmar que Serra era o “candidato dos ricos”. Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socioeconômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.

As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.

Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil e não em razão de um segmento.

O “paternalismo” – O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do “paternalismo” e do “assistencialismo”. Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família.

Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.

As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.

 Marcos Coimbra

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

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84 comentários
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Abel

A segmentação é mesmo ilusória. Passa pouco das 23 h, e no Brasil, Dilma vence por 56,05 à 43,95% (mais de 99% das urnas apuradas). Esses percentuais são curiosamente muito semelhantes aos da minha zona eleitoral no Rio de Janeiro, que embora fique na Zona Norte da cidade, é considerada uma "área chique": Dilma também venceu por 55,78 à 44,22%. Numa zona eleitoral próxima, mas na Zona Norte "pobre", Dilma teve percentuais nordestinos: venceu por 68,57 à 31,43%, índices superiores aos do estado como um todo: 60,48 à 39,52%.

 
 
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Marcia

A verdade é um só.

 

Se não fosse o Nordeste   Dilma não se elegeria.

 
 
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Leandro

É claro! Tira os Estados em que Dilma ganhou e so vai sobrar os Estados onde ela perdeu! Onde empatou não faz diferença.

 
 
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priscila maria presotto

Marcia ,

o nordeste faz parte do Brasil.

 
 
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Odorico Carvalho

Se não fosse Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, também não!

 
 
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Ricardo Athias

Cara Marcia.

Só para lembra-la que o Nordeste faz parte do Brasil e que Dilma ganhou em Minas e no Rio de Janeiro também. Seu argumento parece pobre.

Se tivermos o mesmo pensamento que o seu. Podemos afirmar que se não fosse a Região Sul Dilma ganharia de lavada, com uma diferença descomunal.

Dilma ganhou no Brasil

 
 
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Emanoel Guimarães

Engano seu!

 

Sul/Sudeste -  Dilma venceu Serra com diferença de aproximadamente: 400 mil votos

Centro-Oeste - Serra venceu Dilma com dif. aproximada de: 100 mil votos

Norte/Nordeste - Dilma venceu Serra com dif. aproximad. de: 11.500.000 milhões de votos

 

Dilma venceu no sudeste do país! Minas e Rio deram a vitória a Dilma!!!

Consolidou a vitória no norte/nordeste.

 

 
 
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Luiz Augusto

Se não fosse o Nordeste, o Brasil não existiria

 
 
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jossimar

Que pensamento mais curto. Se ela não tivesse os votos que teve no sul "desenvolvido", ela também não teria sido eleita.

 

 
 
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johnnygo

Acabei de descobrir que Rio e Minas ficam no Nordeste.

 

 
 
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ruyacquaviva

E se não fosse o sul Serra não teria nem 20%.

O que isso quer dizer, NADA.

Eu até entendo que os perdedores inconformados façam seu discurso, mas esse aí á fraco demais.

 
 
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JOEL PALMA

Desculpe-me, mas em São Paulo, Serra ganho apenas com 8% de diferença, em Minas foi o que já se sabe e no Rio também....que negócio é esse de Nordeste? O que se pode perceber é a visão contrária, e como foi dito: não votaram em Serra, mas CONTRA Dilma. Foi o caso do Paraná, onde a diferença foi maior do que em São Paulo, estado que foi governado por Serra...análises têm de vir acompanhadas de consciência e informação.

 
 
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Robson Barros

Se não fosse os votos do Sul, Sudeste e Centro_Oeste ela não se elegeria. Dividi assim, não mostra nada. Somente mostra um discurso que não consegue ver o Brasil como um todo. Somente isto.

 
 
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ManoMauro

Aqui http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/823554-ouca-o-primeiro-pronunciamento-de-dilma-como-presidente.shtml acabei de ouvir o primeiro pronunciamento da Dilma como Presidente da República. É um pronuncimento de grandeza, de uma mulher que está acima de todas essas picuinhas das quais se ocupam a pobre grande mídia brasileira.

 
 
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Eduardo - Rio

"É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores."

 

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense (e petista).

 
 
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Gerson Pompeu

"Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense (e petista)."

 

Isso, segundo a visão de um perdedor.

 
 
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Eduardo - Rio

Não, segundo a conjugação do verbo ficar no futuro do presente do indicativo.

E êpa êpa, calma, não precisa ficar na defensiva... Ser chamado de petista virou ofensa?

 
 
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Jose Martins

Com toda a humildade imaginavel, corrigindo o Gerson: 'de um MAU perdedor'.

 
 
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Rios

eu tenho uma pergunta: como se explica o não crescimento de Dilma em estados como ES, RS, GO e talvez SP onde praticamente todos os votos de Marina foram para o Serra?  como se explica o fato de Dilma nesses estados praticamente ficar estática enquanto o adversário cresceu substancialmente?

 
 
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Fernando M.A.

Essa pergunta é muito importante... Em minha leiga opinião, divago o seguinte:

Primeiro vejo o que é o voto, que seria uma analise dos feitos da administração atual, com as possibilidades futuras de cada candidato.

Vendo isso, SP, RS e em parte GO são estados exportadores e industrializados, sua economia e modo operando giram em torno disso e a desindustrialização, além da economia internacional os afetam mais que muitos estados, portanto mesmo admitindo que o Bolsa Família seja uma obra importante, sentem uma falta do Governo Federal em agir, com um sentimento que estão sendo relegados, fazendo assim uma mudança, mesmo não como boa, algo a dar esperança, ajudando na escolha ao Serra.

Porém só isso não faz sentido, pois MG e RJ também são industrializados e exportadores, até mais que GO, porém estes sentem a presença do PAC, nestes estados a ação é suficientemente presente para que o sentimento da ausência seja mitigado e desejarem menos a mudança. Com isso pode-se até entender por que mesmo reclamando o paulista elege o Alckmin para governador, pois não vê pouca ação do PT e do Governo Federal em pró da vida da maioria dos cidadãos do estado, fazendo assim até as obras do metrô paulistano um feito maior nas suas vidas, mesmo que estas demorem séculos a serem feitas, fazendo a ilusão que o PSDB é melhor que o PT.

P.S.: O que escrevi dá para estender a PR e SC facilmente, mas sinceramente não sei as motivações do ES, realmente lá não tenho base nem para especular, mesmo sabendo que possui um dos maiores portos do país e isso pode influenciar.

 
 
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Ramalho

Burrice.

 
 
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Joana Porto

Essa pergunta é boa de se fazer para os TREs respectivos... se houvesse uma foram de fiscalizar, certamente o resultado seria outro. Vamos mudar o TSE, que engloba de uma vez: executivo, legislativo, judiciário e ministério público... nunca se viu tanto poder acumulado. Vamos fazer a urna eletrônica pelo modelo da Venezuela.

 
 
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Eduardo - Rio

Ora, por que não pulamos essa etapa e passamos à urna eletrônica cubana?

 
 
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Abel

Tirando a situação do ES, da qual pouco ou nada conheço, Serra teve votações expressivas no "cinturão do agronegócio", uma faixa a oeste do Brasil, que vai do Paraná (ou do Rio Grande do Sul) ao Acre. Seria interessante também analisar como foi a votação dele nas novas fronteiras agrícolas da Bahia e do Piauí. Qualquer leitor da CartaCapital (e eu sou um deles) sabe disso...

 
 
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Gersier

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E ouvindo o  serra falar,não sei se dá vontade de rir ou chorar.Dizer que é defensor da liberdade de expressão,que o diga os do PIG, a mírian  leitão,o ribeiro,o garrido e  os que não são serviçais do tucanato.Dizer que quer um Brasil onde os políticos entendam que o Brasil é do povo e finalizar cantando parte do Hino Nacional onde diz que "Um filho teu não foge a luta,"é  de um cinismo sem tamanho. Quem foi mesmo que fugiu para o Chile e depois para os Estados Unidos enquanto a Dilma ficou,foi presa e torturada?Ou seja,menospreza a inteligência do brasileiro medianamente informado. Quanta diferença da Dilma que disse :"prefiro o barulho da imprensa,ao silêncio da ditadura.” Ou ”confesso que em alguns momentos me  senti magoada mas não guardo rancor". Estendo  a mão aos que não estiveram ao  meu lado nessa campanha."Enquanto o serra disse, “enganam aqueles que pensam que nos derrotaram a  guerra  continua e está apenas começando".

O que será que ele quis dizer com isso?

 
 
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bast

 

Querido, guerrilha no Brasil foi de dar vergonha- simplesmente incompetentes, pensaram que fosse festa. Vc conhece algum lugar na America onde o exercito teve 100% de eficiencia? Melhor nao lembrar essa fase.........................

 
 
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manoel

Essa historia de mito eh engracada.

Hoje, quando ia para a secao eleitoral, na Vila Madalena em Sao Paulo, vi duas senhoras vindo pela calcada de bracos dados. As duas, seguramente, com mais de 80 anos, com grande dificuldade para andar. De longe, divisei bottons de papel adesivo em suas blusas, mas como eram em azul e amarelo, imaginei serem do Serra. Ao aproximar-me, vi que eram da Dilma. E emocionei-me. Lindo! tao velhinhas, de aparente otima situacao financeira, as duas com adesivos no peito de uma candidatura considerada pelos paulistas, no minimo, "inadequada". Lindo!

 
 
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luka

Tenho pra mim que o fator religião foi o determinante para não ter existido uma diferença maior. Parece óbvio, mas e um numero difícil de ponderar.

A questão do bolsa familia pode estar bem alterado devido ao fervor religioso.

Qual peso se deu ao bolsa familia e a questão religiosa??

 
 
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Panambi-II

Também acredito que se não tivesse havido a interferência fanática dos Malafaias e Bergonzinis da vida, a vitória da Dilma poderia ter sido por uma margem muito maior.

 
 
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Paulo Resende

Amigos!!!, que maravilha, que satisfação, que alegria, que vitória!!!!!!!! Enfrentamos a campanha mais rasteira, mais baixa, mais mentirosa e mais abjeta da história das eleições, que somente uma oposição cujo líder é ( era ) José Serra, com o auxílio “luxuosíssimo” ( perdão, Luiz Melodia) do PIG e seus assemelhados, poderia realizar. Realizaram, mas não vencerem, e isso será motivo para análises mais atentas, futuramente. Mas o que importa realmente, agora, é comemorar, e muito!!!, pois essa vitória não veio de graça, exigiu muito de todos, governo ( fundamentalmente do presidente Lula, artífice principal desta vitória, este é mesmo o Cara), governadores, senadores e deputados eleitos, da militância e das classes sociais, que assumiram decididamente a sua parte, principalmente no 2º.turno ( e vale lembrar os ótimos programas eleitorais do marqueteiro João Santana).

mos que fazer uma menção especial de agradecimento à blogosfera em geral e a  todos os grandiosos blogueiros progressistas, muito obrigado a todos vcs: Nassif, PHA, Helena, Eduardo Guimarães, Azenha, Brizola Neto, Maria Frô, NaMaria , Rodrigo Vianna, Rovai, Marco Aurélio, Marcos Donizeti, Idelber, Favre, Miro, Leandro, Cloaca, FBI, etc, etc ( e tb os impagáveis Tia Carmela e Professor Hariovaldo), enfim, não dá pra citar todos pq são muitos – felizmente -, a vitória de Dilma tem muito do empenho e da dedicação de vcs. E não nos esqueçamos do auxílio, esse luxuosíssimo mesmo ( valeu, Luiz Melodia) da Carta Capital ( grande Mino), Istoé ( ao que tudo indica, agora realmente independente), Rede Record ( subindo constantemente e fazendo contraponto importantíssimo na área televisiva ), e mesmo Band e SBT, que tiveram comportamento correto na reta final. Penso que, no governo Dilma, será imprescindível a união de todos para colaborar ( e fortalecer) decisivamente na área das comunicações ( que, quem sabe, poderá trazer importantes e benéficas surpresas). Enfim, graças a todos vcs “a verdade venceu a mentira, a honestidade venceu a baixaria, a blogosfera ( e mídias afins) venceu o PIG”. Muito obrigado! Dá-lhe, presidente Lula, dá-lhe, presidente eleita Dilma, dá-lhe, povo brasileiro!!!

 
 

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