The Independent: a Europa em liquidação

Por Gilberto .

De The Independent

CRISE DA ZONA EURO

A grande venda relâmpago na Europa

Grosse Kinigat (Áustria), floresta irlandesa, Praia Caprera (Itália), o pavilhão de caça real em la Muette (França), o sol grego, helicópteros MoD (Reino Unido).
Grosse Kinigat (Áustria), floresta irlandesa, Praia Caprera (Itália), o pavilhão de caça real em la Muette (França), o sol grego, helicópteros MoD (Reino Unido).

Presseurop

Em toda a Europa, os países procuram uma maneira rápida de arranjar dinheiro. E todos eles parecem ter a mesma ideia: vender bens do Estado.

Tom Bawden | Charlie Cooper

O que têm em comum as festas de Carnaval de Portugal, o sol da Grécia, o National Stud [coudelaria nacional] da Irlanda e a lotaria nacional de Espanha?

Resposta: estão a ser vendidos ou cancelados por Governos europeus, que tentam desesperadamente pôr em ordem as respetivas finanças públicas, ao fim de uma década em que viveram acima das suas possibilidades. Um número considerável de países está a fazer o equivalente a vender as pratas da família, numa venda relâmpago, à escala europeia e sem precedentes evidentes, de bens do Estado.

A Grécia talvez seja o maior leiloeiro do continente, ao pôr à venda bens com um valor estimado de 50 mil milhões de euros. Mas outros tiveram a mesma ideia.

Estas medidas desesperadas podem parecer ambiciosas quando tudo corre bem – mas, neste momento, as coisas não estão a correr bem. E, se toda a gente puser coisas à venda ao mesmo tempo, os preços tendem a baixar. A Grécia, por exemplo, angariou apenas 180 milhões da sua meta declarada de 50 mil milhões de euros.

No entanto, não deverá haver falta de compradores. A China procura investir a sua riqueza em tudo e mais alguma coisa que haja por esse mundo e os governos do Médio Oriente continuam a tentar gastar os proventos do petróleo.

É difícil saber se devemos sentir-nos animados ou deprimidos perante esta perspetiva. Por um lado, qualquer coisa que possa acelerar o alívio das nossas dívidas deve ser bem-vinda. Por outro, uma vez vendidas, as pratas da família continuam vendidas. À medida que as nossas economias vão sendo gradualmente marginalizadas pela China e pela Índia, aumenta o perigo de as coisas nunca mais voltarem a ser o que eram dantes.

1. Irlanda

Florestas, serviços, uma companhia aérea, o National Stud

O Estado irlandês está a vender participações numa série de bens públicos, entre os quais a companhia de gás, a Aer Lingus, a empresa de desenvolvimento florestal Coillte e o famoso National Stud (avaliado em cerca de mil milhões de euros). A Bord Gais, a companhia de [distribuição de] gás irlandesa foi avaliada em 2,5 mil milhões de euros. O Ministério dos Transportes confirmou, na semana passada, que se registara um "forte interesse" pela participação estatal de 123 milhões de euros na Aer Lingus.

2. Portugal

Infraestruturas de energia

Um dos primeiros participantes nas vendas relâmpago e, por conseguinte, um dos melhores sucedidos. Parte da rede nacional de energia elétrica portuguesa é agora propriedade dos chineses e da Oman Oil. O negócio rendeu a Portugal 592 milhões de euros. Um negócio ainda melhor, no valor de oito mil milhões de euros, consistiu na compra de 21% da Energias de Portugal, a empresa nacional de energia, pela Three Gorges Corporation, da China.

3. Holanda

Equipamento militar

No ano passado, o Ministério da Defesa holandês angariou vários milhões de euros – como parte das medidas de austeridade de mil milhões de euros – com a venda de um lote de 18 aviões de combate F-16 ao Chile. Foram igualmente postas à venda algumas embarcações militares.

4 Reino Unido

Embaixadas, edifícios governamentais, equipamento militar

O Reino Unido espera transformar em dinheiro vivo a participação estatal de 49% na National Air Traffic Services. Está igualmente projetada a venda de centenas de embaixadas e residências que são propriedade do Foreign Office em vários países do mundo, num valor total de cerca de 240 milhões de libras [289 milhões de euros].

O Ministério da Defesa pôs à venda as instalações militares [conhecidas como] Deepcut Barracks – e vários equipamentos militares supérfluos. Setenta e duas aeronaves Harrier jump jet "na reforma" foram vendidas recentemente aos EUA por 116 mil libras [140 mil euros] e o porta-aviões desativado "HMS Ark Royal" foi posto em leilão no ano passado. Entre os outros bens do Ministério da Defesa à venda incluem-se helicópteros, Land-Rovers e relógios de luxo.

5. Espanha

Infraestruturas (incluindo o Metro de Madrid?)

O plano de angariar milhares de milhões de euros com a privatização parcial da lotaria nacional espanhola foi posto de lado em setembro, quando o Ministério das Finanças considerou demasiado baixa a avaliação do mercado. No entanto, o Governo, sobrecarregado pela dívida, continua a planear vender bens em Madrid, e está em curso o processo de alienação de uma participação minoritária, no valor de 3,5 mil milhões de euros, na companhia das águas da cidade, Canal Isabel II. O Metro de Madrid, avaliado em 2 mil milhões de euros, poderá também ser vendido.

6. França

Imobiliário de alta qualidade

A França tem estado a vender, há vários anos, bens imobiliários estatais. Em 2010, foi anunciada a venda de mais de 1700 propriedades, para ajudar a reduzir a enorme dívida do país. Castelos históricos, mansões em Paris e até o pavilhão de caça dos reis de França, em la Muette, avaliado em 10 milhões de libras, foram postos no mercado.

7. Áustria

Alpes (quase)

Em junho, o Governo causou uma vaga de indignação, ao pôr à venda duas montanhas, pelo montante global de 121 mil euros. A oposição local ao plano de venda de Rosskopf (2600 m) e da vizinha Grosse Kinigat (2700 m) levaram o Executivo a recuar. Contudo, um ministro disse que as montanhas poderiam voltar a ser postas à venda no futuro.

8. Itália

Edifícios? Praias? Ouro? Partes de edifícios antigos?

Em 2010, o Governo iniciou a venda de 9 mil edifícios, praias, fortes e até ilhas, para ajudar a pagar a dívida nacional. O seu valor global foi avaliado em mais de 3 mil milhões de libras [3,6 mil milhões de euros]. Não se sabe ao certo se muitas destas alienações se concretizaram, mas dúzias de palácios venezianos foram vendidos para hotéis. A venda do direito a colocar anúncios no Coliseu de Roma rendeu igualmente algum dinheiro. Mais recentemente, o país foi pressionado pela Alemanha a vender as suas substanciais reservas de ouro, enquanto o preço se mantém alto.

9. Letónia

Uma cidade não desejada

Em 2010, uma cidade inteira foi arrematada em leilão por uma empresa russa pela soma de 1,9 milhões de libras [2,3 milhões de euros]. Skrunda-1, em tempos uma base militar russa, encontrava-se ao abandono desde a queda da União Soviética.

10. Grécia

Praticamente tudo (exceto a Acrópole)

O Governo grego está a tentar angariar a espantosa soma de 50 mil milhões de euros, através da venda ou aluguer de bens nacionais, entre os quais o Aeroporto Internacional de Atenas (e 38 outros aeroportos), companhias petrolíferas e de gás, os portos de Tessalónica e do Pireu, o Hellenic Post Bank, autoestradas, a organização estatal de corridas de cavalos e 35 grandes edifícios estatais. O Hellenikon – uma faixa da linha costeira maior do que o Mónaco e que, em tempos, albergou um aeroporto internacional – está agora ao alcance de qualquer um, tal como uma pequena área de Corfu de cerca de 18 hectares e, alegadamente, várias outras partes da bela faixa costeira. Até se diz que a Grécia está a vender a luz do sol, numa altura em que decorrem negociações entre Atenas e Berlim sobre exportação de energia solar.

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20 comentários
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MarFig

Eu ia dizer que só falta venderem os governos, mas pensando bem, nem isso falta mais.

 
 
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Morales

Esses governos já são "vendidos" desde sempre.

 
 
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Gilberto .

O PSDB podia se mudar... 

 

Gilberto . @Gil17

 
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Ivan Moraes

Tudo isso ja aconteceu antes na America Latina.  So fabricou favelas e nada mais.  Pra onde foi o dinheiro das "privatizacoes" brasileiras, por exemplo?

Ninguem sabe, ninguem viu.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Celio Mendes

Pergunte para o Serra, o Serra sabe...

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

 
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oswaldo j.baldo

 

Que bom que aqui nada disso vai acontecer, pelo menos enquanto o FHC/Cerra estiverem fora.

 
 
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Morales

Não. Aqui, só há CONCESSÕES. Repitam: C-O-N-C-E-S-S-Õ-E-S. Essa é a palavra correta. Não me façam confusão!

 
 
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Marcos Tavares

Os brasileiros, especialistas em crise, já sabemos que vender patrimônio público pra aliviar dívida só piora a situação.

O mais curioso é ver os países europeus caindo na cilada que eles ajudaram a armar pra nós no auge do neoliberalismo latino-americano.

Pau que bate em Chico, bate em Sir Francis.

 
 
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Adamastor

Amigos europeus, sejam bem-vindos a um novo mundo de miséria para a maioria e riqueza e fartura para poucos!

 
 
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Fabio (o outro)

Indiretamente perdemos todos , pois entre esses bens à venda , muitos  são patrimônios  culturais de toda a humanidade , e passarão a ficar acessíveis apenas a meia dúzia de particulares.

 

E ainda nem é isso o pior. Na Grécia e no Egito se tornam comuns o saque a museus , perdendo-se para sempre o registro histórico. 

Após roubo em museu de Olímpia,

 

 ministro grego da Cultura renuncia

 

Sessenta e oito peças antigas foram roubadas na manhã desta sexta (17).
Segundo o prefeito da cidade, objetos têm 'valor inestimável'.

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/02/roubo-em-museu-grego-de-olimpia-ministro-da-cultura-renuncia-1.html

 

 
 
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SergioF

Estão longe ainda do fundo do poço. A primazia de ter atingido este pouco invejável ponto coube a  nossa vizinha Argentina, quando o então Ministro Domingos Cavallo propôs privatizar a Receita Federal e a arrecadação tributária daquele país. Uma proposta equina, condizente com aquilo que o seu sobrenome evoca.

 
 
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Luiz Vieira

Esse filme já passou !!!


Chateaubriand pretendia sediar o futuro museu no Rio de Janeiro, mas optou por São Paulo por acreditar que nessa cidade teria mais sucesso em arrecadar os fundos necessários para formar a coleção. O mercado de arte internacional passava por um momento propício para quem dispunha de fundos para adquirir obras de relevo e o Brasil passava por um momento de grande prosperidade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a Europa em reconstrução, muitas coleções eram postas à venda. O aumento exponencial da oferta derrubou os preços das obras de arte em níveis inéditos.[13] Chateaubriand, entretanto, embora fosse um apreciador de obras de arte, era um leigo no assunto. Para movimentar-se nesse mercado, selecionando peças de alto valor e com garantias de autenticidade, precisaria do auxílio de um técnico especializado e experiente. Assim, convidou Pietro Maria Bardi para ajudá-lo na empreitada.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_Arte_de_S%C3%A3o_Paulo

 
 
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francisco pereira neto

FHC deve estar morrendo de ódio.

O Brasil nunca acompanha a Europa.

"Se eu estivesse no governo, finalmente o Brasil estaria igual a Europa".

 
 
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Frederico69

um dia a casa cai, se não souber cuidar.

 

Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!

Frede69

 
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Durvalino

vender bens de governo da´ uma boa discussao.  tirando aquilo q esta ligado a cultura os demais itens sao passiveis de "cessao onerosa".   tudo e´uma questao de fazer com transparencia.

 
 
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Fred.KG

Tudo isto que está acontecendo na Europa (e já aconteceu aqui....) é cuidadosamente planejado pelos reais "donos da banca financeira" , a meta final destes é transformar seus ativos de papel em ativos reais, para isto se planeja durante décadas, 1º se domina a grande mídia para criar consensos que favoreçam seus interesses.... e vão infiltrando seus agentes entreguistas  no meio das sociedades e governos em seguida  liberam crédito barato e abundante , entopem,  literalmente soterram países inteiros em crédito facil, sem fazer grandes exigencias por garantias.

Quando os paises quebram e não conseguem pagar estes emprestimos contraidos é que se dá o momento de glória, do butim... destes mafiosos do sistema financeiro, pois é chegada a hora de trasformar créditos criados a partir de vento e concedidos aos tomadores, em ativos reais...

 
 
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Morales

Esse é o chamado capitalismo de desastre. As oligarquias capitalistas provocam a crise. Os Estados as resgatam. Elas exigem o arrocho dos trabalhadores e as privatizações. Com o mesmo dinheiro que os Estados lhes forneceram para a sua salvação, adquirem os bens privatizados pelos Estados.


http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16597


"O termo foi cunhado pela jornalista Naomi Klein, que desenvolve uma análise muito profunda e bem detalhada no livro “A doutrina do choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre”, publicado recentemente. Ela mostra que, na fase atual em que o capitalismo se encontra, o que acontece é uma exploração das situações de crise, de calamidade pública e de desastre, que ameaçam e afetam coletividades humanas para que o capital tire proveito do medo, que toma conta das pessoas e grupos sociais, para obter lucros cada vez maiores.

Um dos exemplos que Naomi usa é o tsunami, que arrasou uma parte significativa das praias do sudeste asiático. O que se viu foi que a recuperação daquelas regiões afetadas pela onda foi totalmente determinada pelos interesses lucrativos dos grandes grupos econômicos que ali se instalaram imediatamente após a catástrofe. Eles vêm para reconstruir e reorganizar tudo o que foi destruído. Neste caso, foi um desastre natural, mas Naomi trata também de desastres provocados pelo homem, como guerras, conflitos e rebeliões. Outro exemplo que ela usa e trata detalhadamente é o furacão Katrina, nos Estados Unidos, que também provocou uma desorganização muito grave na cidade de Nova Orleans, afetando sobretudo os bairros de população negra e pobre. Lá, também, da mesma forma que em outras oportunidades analisadas em seu livro, a recuperação é pautada pelos interesses lucrativos daqueles que irão explorar novas condições originadas pelo desastre.

http://imediata.org/?p=12


O erro de Klein é que ela fantasia sobre uma fase mítica do capitalismo em que ele não teria sido assim. Ela generaliza a breve experiência do Estado de Bem-Estar Social europeu das décadas imediatamente posteriores à II Guerra, motivada pela pressão dos movimentos de trabalhadores e o medo do comunismo, como se esse fosse a "normalidade" capitalista. A questão é que o capitalismo de desastre é que é a normalidade capitalista. E o foi, inclusive nos anos dourados do pós-guerra para a maior parte do mundo capitalista, submetido ao jugo colonial ou semicolonial. O Estado de Bem-Estar Social francês jamais se estendeu à Argélia, por exemplo. 


 

 
 
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Lincoln Pinheiro Costa

Nassif,


Você não acha que seria uma boa ideia utilizar recursos do nosso Fundo Soberano para comprar alguns desses bens, tais como as companhias de energia elétrica, de gás, de água e metrô de Madrid?


twitter.com/lincolnpinheiro

 
 
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Breno Gonzaga

Minha pergunta é: e quando houver outra crise e o Estado não ter mais nada para vender?

Sinceramente, meu medo é ver uma empresa privada, economicamente mais forte, assumindo alguns ou vários deveres exclusivos do Estado, como demonstrado precariamente no filme Robocop. 

 
 
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-Charlie-

E o Estado Brasileiro, do alto de seus US$ 250 bi em reservas, não vai comprar nadinha??? Não vai gastar essas doletas enquanto elas ainda valem alguma coisa?

Na neoliberal década de 90 até paisecos como Portugal* compraram de tudo por aqui, e nós vamos deixar passar essa oportunidade?

 

* do ponto de vista econômico, não cultural

 
 

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