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Termo "mademoiselle" é abolido em documentos públicosEnviado por luisnassif, qui, 23/02/2012 - 08:36
Por wilson yoshio.blogspot
Do Opera Mundi França abandona termo “mademoiselle” em documentos públicos Medida era antiga demanda de associações feministas João Novaes | Redação Os documentos públicos na França não poderão mais utilizar a distinção entre os termos de “madame” e “mademoiselle”. A medida, que também passa a abolir o segundo termo, foi anunciada nesta terça-feira (21/02) pelo gabinete do primeiro-ministro François Fillon, e era uma antiga demanda de associações feministas. A mudança foi divulgada através de uma circular do Palácio de Matignon (sede do governo francês), afirmando que o termo honorífico “mademoiselle” deveria ser abolido de todos os documentos administrativos. Wikimedia Commons Até então, as mulheres precisavam identificar-se como casadas (madame, ou senhora) ou solteiras (mademoiselle, senhorita), desde documentos de identidade até contas a pagar. O homem (monsieur, ou senhor), nunca precisou utilizar qualquer distinção. A partir de agora, as mulheres devem ser identificadas apenas por “madame”, sem qualquer referência ao seu estado conjugal, em equivalência ao termo “monsieur”. A medida não vale para os documentos e correspondências públicas já impressos anteriormente à medida. Movimento feminista Os grupos feministas “Osez le féminisme” (Ousar o feminismo) e “Chiennes de garde” (Cadelas de guarda) iniciaram uma campanha reivindicando o fim do termo no último mês de setembro. Segundo Agathe Paintaud, do “Osez le féminisme”, a opção, que nunca foi obrigatória por lei, se "intromete" na privacidade das mulheres e revela um tratamento "machista", já que, aos homens, “não é solicitado que indiquem seu estado civil". Para o "Osez le féminisme!", esse costume é "revelador da concepção retrograda do casamento", visto que "transmite a impressão de que uma mulher só alcança sua plenitude depois de casada, quando, então, a 'madame' se iguala ao 'monsieur'". As duas associações felicitaram a mudança, mas exigem “resultados concretos”, afirmando que irão fiscalizar o cumprimento da medida. Elas também convidam o setor privado e as empresas a seguir a ação do governo.
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Comentários + votados
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walter araujo
23/02/2012 - 08:45
"Mademoidelle" é que nem goiabada cascão em caixa.
E como diz a música "É coisa fina sinhá que ninguém
mais acha". A França demorô, heim?
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Maria Luisa
23/02/2012 - 10:05
"já "mademoiselle" são encontradas somente nos colos das mães, durante a missa."
Por causa desse viés preconceituoso, ainda arraigado socialmente, que as francesas pediram um basta na...
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José Carlos Lima
23/02/2012 - 10:48
Por compensacao a overdose de "senhor" e "senhora" no Brasil eh de dar nauseas(Ivan Moraes).
Ivan, mas pimenta no c. dos outros é refresco, senão vejamos:
Meu pai nos ensinou a tomar benção dos mais...
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Sanzio
23/02/2012 - 11:08
Senhor Ivan,
Ao contrário do que acontece nos EUA, o pronome de tratamento "você" é descortês quando se está falando com alguém mais velho, alguma autoridade ou alguém de quem não se é íntimo. No...
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Vânia
23/02/2012 - 11:23
Ivan, tenho percebido essa overdose no que se refere a mim. A cada dia mais gente me chama de senhora.
EU ODEIO! Ainda mais quando se trata de um MOÇO quase da minha idade... rsrsrsrs
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W K
23/02/2012 - 13:15
Progresso:
Vossa Mercê
Vosmecê
Você
Ocê
Cê
Os dois últimos são de uso comum no interior, e nos torpedos, ficou reduzido ainda mais, para C.
Aliás, eu acho absolutamente sem sentido os nossos...
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Morales
23/02/2012 - 13:42
O problema já havia sido resolvido, há mais de 200 anos, na França, não fosse a reação e a regressão política. A Revolução Francesa já havia abolido as formas de tratamento servis (Monsieur, Madame,...
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Na França, pelo menos em ano bissexto as mulheres mandam no terreiro:
"(...) Na sua origem, o ano bissexto é bastante explícito: um ajuste entre o calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol, o que faz com que o nascer no dia 29 de fevereiro aconteça de quatro em quatro anos. Mas esta peculiaridade fica também a mercê de suposições, superstições e crendices. Muitas histórias lhe são atribuídas, sem que se saiba ao certo de onde (e como) se originaram .
A edição do Jornal do Brasil de 29 de fevereiro de 1972, 18º ano bissexto do século XX, resgatou a história de uma curiosa tradição: o Dia da Maria Cebola, popularizado pelas histórias do Ferdinando, personagem dos quadrinhos do norte-americano Al Capp. Neste dia é permitido a toda mulher conquistar o homem amado. Qualquer ataque é consentido: da conquista mais sutil à perseguição mais despudorada. A referência histórica que se tem sobre este costume remete ao ano de 1288. Uma lei promulgada na Escócia estabelecia e ordenava que durante o ano bissexto, moças e senhoras de alta ou baixa situação financeira teriam a liberdade de escolher o homem do seu agrado para casar-se. Se este se recusasse a tomá-la como legítima esposa seria multado de acordo com as suas posses. Anos depois, uma lei semelhante seria formalizada na França, e no século XV, o costume seria legalizado em Gênova e Florença.(...)
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?query=fevereiro&amount=0&blogid=57
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José Carlos Lima,
1. tenho um amigão que aniversaria em 29/02. Situação engraçada, porque fica assim meio que sem sentido.
2. a multa ao homem que não quer a mulher que o escolheu veio para o Brasil em forma das separações judiciais de hoje (rsrsrs!)!
Pensão, ou prisão.
"Mademoidelle" é que nem goiabada cascão em caixa.
E como diz a música "É coisa fina sinhá que ninguém
mais acha". A França demorô, heim?
Só mandar-me a caixa e o endereço, porque nessa época, aqui em Materlândia, se produz excelentes goiabadas, cascões e lisas; já "mademoiselle" são encontradas somente nos colos das mães, durante a missa.
Não tinham coisa mais importante pra fazer não?
O senhorita daqui sumiu sem alarde, né?
Por compensacao a overdose de "senhor" e "senhora" no Brasil eh de dar nauseas. Na entrevista com Dilma que apareceu aqui no ano passado, por exemplo, "a senhora" aparecia mais de 50 vezes!
Nauseante.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Por compensacao a overdose de "senhor" e "senhora" no Brasil eh de dar nauseas(Ivan Moraes).
Ivan, mas pimenta no c. dos outros é refresco, senão vejamos:
Meu pai nos ensinou a tomar benção dos mais velhos, bem como chamá-los de senhor(a). Daí que tenho este costume até hoje, sinto isso agradável, no entanto não é o que parece para quem ouve a maldita frase. Adoro chamar de "Seu Ricardo" um motorista que conheço. Olá, "Seu Ricardo." Por outro lado, aqui na vizinhança a dona de uma lan house muito educadamente, me chama de "Seu José". Não gosto e a resposta "A senhora poderia não mais me chamar de Senhor?" veio pertinho da minha boca mas preferi não questionar. Pensando bem, melhor não mais chamar o colega Ricardo de "Seu Ricardo." Pimenta no c. dos outros é refresco.
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Senhor Ivan,
Ao contrário do que acontece nos EUA, o pronome de tratamento "você" é descortês quando se está falando com alguém mais velho, alguma autoridade ou alguém de quem não se é íntimo. No caso de uma autoridade como a presidenta, o pronome correto deveria ser Vossa Excelência, mas esse é um tratamento um tanto quanto ultrapassado, usado apenas em cerimônias. Então, senhor e senhora são os tratamentos adequados, não são tão informais quanto "você" nem tão formais quanto o "Vossa Excelência".
Se Vossa Senhoria discordar, vá se queixar à Vossa Majestade dono do blog, à Meretíssima Juiza de qualquer Vara ou à Vossa Excelência Reverendíssima o Bispo de Jales.
"senhor e senhora são os tratamentos adequados, não são tão informais quanto "você" nem tão formais quanto o "Vossa Excelência"":
"Voce" ja veio de "vossa excelencia"! O segundo eh redundante.
Quanto a (in)formalidade, eh questao de percepcao da funcao da linguagem. Lingua nao deve ser nem formal nem informal, deve ser direta: "voce" ta otimo, nunca ensinei outra coisa pra minha filha, alias, e a unica vez que ela comecou a me chamar de "o senhor" eu a corrigi na hora -era influencia de brasileiros que a gente conhecia e ela tinha uns 5 anos de idade.
Por sinal, artigasso no PhysOrg hoje a respeito de fluxo linguistico, uma comparacao entre estrutura verbal japonesa de 1200 e inglesa de hoje:
Unique languages, universal patterns: Linguist reveals how modern English resembles Old Japanese
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Progresso:
Vossa Mercê
Vosmecê
Você
Ocê
Cê
Os dois últimos são de uso comum no interior, e nos torpedos, ficou reduzido ainda mais, para C.
Aliás, eu acho absolutamente sem sentido os nossos professores de português ainda insistirem em ensinar aos alunos o que praticamente não se usa mais no cotidiano: os pronomes Tu e Vós. Para que gastar tempo e tinta com essa velharia ? No sul do Brasil o tu é usado no lugar de Você, mas o verbo continua na terceira pessoa: Você vai - tu vai (e não tu vais).
E qual é o sentido de Deputados se tratarem de "Vossas Excelências", se alguns aparentam mais serem "Vossas Insolências", ou ainda "Vossas Excrescências"?
E ainda, se eu voto em deputado, eu acharia muito mais correto de chamá-lo de "Minha Excelência" e não "Vossa Excelência", pois ao votar, eu estou passando uma procuração para ele ME representar e não ele SE locupletar.
Ivan, tenho percebido essa overdose no que se refere a mim. A cada dia mais gente me chama de senhora.
EU ODEIO! Ainda mais quando se trata de um MOÇO quase da minha idade... rsrsrsrs
Senhorita seria diminutivo de senhor? Ou deveria existir o senhorito..rsss
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"já "mademoiselle" são encontradas somente nos colos das mães, durante a missa."
Por causa desse viés preconceituoso, ainda arraigado socialmente, que as francesas pediram um basta na distinção formal entre mademoiselle e madame, posto que para os homens, desde os colos das mães, são tratados tão somente de monsieur.
Foi o Serra quem mandou abolir, pois tinha gaiato chamando-o de Mademoiselle Bovary.
Ano eleitoral acontece de tudo: a França abole o "mademoiselle" e o Brasil empurrou "presidenta".
Erick
O problema já havia sido resolvido, há mais de 200 anos, na França, não fosse a reação e a regressão política. A Revolução Francesa já havia abolido as formas de tratamento servis (Monsieur, Madame, etc.) pela igualitária fórmula Citoyen(ne), no que serviu de exemplo para o "camarada" dos países socialistas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camarada
Este uso tem seu antecedente na época da Revolução Francesa, quando a abolição dos títulos de nobreza e dos tratamentos monsieur e madame ("senhor" e "senhora", respectivamente) foi seguida do emprego da forma citoyen (cidadão). Por exemplo, o rei Luís XVI, depois de deposto, passou a ser referido como "cidadão Luís Capeto".
É o politicamente correto aliado ao feminismo-machão destruindo uma forma galante, cortês e bela de se referir às mulheres, sejam casadas ou solteiras, mas dando-lhes o benefício de terem duas formas de tratamento. Daqui a pouco vão dizer que colocar o casaco na poça de água para uma dama passar é atentado violento ao pudor.
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