Sobre popular e populista

Por Bento

André, no geral não discordo de sua análise, mas penso que você deveria ter um pouco mais de cuidado para evitar ser superficial. Qualificar Lula como "populista" porque ele falava para a "galera" é algo tão simplista e obtuso quanto qualificar um jogador de futebol como "mercenário" porque ele recebe salário para jogar bola.

Populismo nada tem que ver com a forma como um presidente se comunica com o povo. Ser popular não significa ser populista. Você pode (e deve, como fez no caso de Lula) criticar isso do ponto de vista da liturgia do cargo e da cultura política do país. Populismo, contudo, é um pecado muito mais sério para ser atribuído assim a qualquer um. Trata-se de um modelo de governo reconhecido na literatura econômica e política como pautado por ações de curto prazo de cunho eleitoreiro, notadamente políticas microeconômicas redistributivistas e macroeconômicas inconsistentes, que o governante sabe se antemão serem insustentáveis mas ainda sim lança mão de seu uso para obter ganhos eleitorais para si e seus aliados.

Sarney foi populista quando se recusou a promover reformas econômicas para assegurar a vitória do PMDB de norte a sul do país, pois correu o risco de sacrificar a estabilidade precariamente alcançada. FHc foi populista quando se recusou a desvalorizar o câmbio em 1998 mesmo sabendo que a paridade com o dólar era insustentável, pois consumiu as reservas do país e multiplicou a dívida pública exclusivamente para assegurar uma eleição. Quem disse isso foi ninguém menos que Michel Camdessus, a quem sobrou a culpa pelo FMI ter "falhado" em ajudar o Brasil na ocasião. De modo similar, Reagan Bush filho são conhecidos na literatura americana como notórios populistas, e isso nada tem que ver com suas caretas ou linguajar caipira diante das câmeras.

Se Lula foi mesmo populista, isto ainda está por ser provado, pois o Brasil, embora enfrente sério e evidente desequilíbrio macroeconômico, ainda não parece contudo ter "quebrado" como em 86 ou em 99. Ao contrário, o que se vê é um país que pela primeira vez em 30 anos é capaz de vislumbrar uma trajetória de crescimento elevado e sustentável por muitos anos a frente. O futuro do governo Dilma dirá o tamanho da herança maldita de Lula, mas até agora a bendita prevalece. Portanto, em nome do bom senso, é melhor que evitemos reduzi-lo a slogans fúteis por enquanto.

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95 comentários
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Fernando Grassi

Se fosse populista Lula teria, dentre outras coisas, o terceiro mandato. Seria fácil com sua popularidade arrrancar uma mudança das regras do jogo do Congresso Nacional, como fez FHC, inclusive com compra de votos. No entanto foi só a oposição que insistiu na tese de mais um mandato.
Para os conservadores tudo que seja popular, que tenha o protagonismo da base da pirâmide social, que não siga o velho modelo de segregação social, é rotulado de populista, principalmente pelos indigentes mentais da mídia, ignorantes na matéria.

 
 
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Chico Pedro

"...Seria fácil com sua popularidade arrrancar uma mudança das regras do jogo do Congresso Nacional..."

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Fácil não, facílimo..

Só querer.

 
 
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Fernando Grassi

Essa é a prova do espírito democrático de Lula, quando resistiu à tentação e a pressão de alguns companheiros seus para que seguisse na Presidência.

 
 
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Andre Araujo

Absolutamente nada a ver populismo com terceiro mandato. As eleições de 2010, no pico da popularidade de Lula, exigiram um segundo turno para sua candidata indicada e a oposição que fez um horrorosa campanha ainda assim conseguiu 44% dos votos, alem dos Governos Estaduais dos principais Estados do Pais, representando metade da população nacional. Se Lula perdeu a votação da CPMF que era algo muito menor que uma Emenda para o Terceiro Mandato, nada, absolutamente nada garantiria uma alterção tão profunda da Constituição ser aprovada com facilidade. Alvaro Uribe tentou e não conseguiu, Fujimori tentou e foi deposto, em regime democratico seria improvavel um continuismo de 12 anos, ainda haveria a barreira do Supremo. Acho que se fosse politicamente viavel, Lula tentaria, não o fez pelas obvias dificuldades desse projeto.

 
 
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priscila maria presotto

Sempre o "NADA  A VER"...

 
 
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Gunter Zibell - SP

Oi Priscila, tudo bem? Quando nos vamos ver de novo?

Nem sei porque as pessoas se preocupam tanto com isso de reeleição.

As imprudências na condução da economia vieram de bem antes, não de 1997. E duvido muito que tivesse havido alguma correção de rumo caso a reeleição não tivesse sido aprovada. O Congresso era mais cardosista então que dilmista hoje. Enfim, o pior já tinha sido feito e uma eventual não-reeleição não melhoraria substantivamente.

E a composição de forças no congresso evolui lentamente, nem Ciro nem Lula teriam muita facilidade se assumissem em 1999. Como Lula ainda não tinha em 2003 (bom, talvez ele devesse ter se composto já no início com o PMDB, fica para reflexão.)

No fim FHC acabou lidando com os próprios problemas que plantou. Nem precisou deixar para karma...

E Lula se reelegeu, sem se desgatar para isso, tendo a oportunidade de corrigir algumas coisas de seu próprio primeiro mandato.

Politicagem é prometer para companheiro de partido mudar a regra eleitoral para obter apoio...

Enfim, acho que mandato de 4 anos com direito a uma reeleição está de bom tamanho. E ainda dá chance de senadores em meio de mandato disputarem cargos executivos e vice-versa.

Pra mim está bom, não mudaria nada nessa questão.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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André LB

  AA, depois você condena os achismos dos outros.

  Condição política por condição política, FHC também não tinha, caso contrário não se falaria nos votos de R$200.000 (em valores de 1997). Se for este o problema, louve-se então Lula por não procurar comprar votos para arranjar um 3º mandato. Se for para falarmos em barreira do Supremo, novo ponto para Lula, que não utilizou as vagas abertas no STF para construir um Tribunal amigo do peito.

  Falando em emenda da re-eleição, onde estará Chicão Brígido?

 
 
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Andre Araujo

Nada é tão simples em politica, o Brasil é um grande e multifacetado Pais, nem os militares com o poder das armas conseguiram fazer tudo que queriam, as coisas na politica não funcionam apertando um botão. Quando HC fez passar a emenda da reeleição, essa foi uma tendencia daquela epoca em toda a America Latina e havia como fundamento a necessidade de terminar a impnatação do Plano real.

 
 
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JB Costa

"Fundamento terminar o Plano Real". Perdão, mas isso é um argumento tão sólido como geléia. O fundamento foi simplesmente surfar na onda do R$(real). Assim mesmo, dizem os rumores, ainda foi preciso desembolsar alguns deles.

 
 
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Jaime Balbino

Vou concordar com o AA em suas intervenções neste post.

O preço político para bancar um projeto pessoal como a reeleição sempre vai ser muito alto. Foi para o FHC com o apoio que ele tinha da elite e dos que acreditavam cegamente no Plano Real. Seria para Lula, mesmo com seu extraordinário apoio popular e dos empresários ativos do país.

Não seria fácil um terceiro mandato para Lula neste sentido colocado por AA: ao custo de um desgaste político muito grande, como foi para FHC. E, no caso de Lula, realmente a elite poderia lhe retirar o mérito conseguido no Congresso.

Se com Battisti o STF rasga a Constituição sem cerimônia, o que dizer de mais 4 anos consecutivos de Lula?

 
 
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João Sabóia Jr.

Hahahahahaha! AA tenta justifica o injustificável, FHC o maior cancro que esse país já teve!

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Fabio SP do B

Grande popularidade!!!

Alguém poderia me dizer porque Lula só foi reeleito em segundo turno e FHC foi reeleito de primeira? Devido à grande popularidade?

 
 
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neide

O FHC foi eleito no primeiro turno porque o papelzinho de Brizola nao existia, se hoje o PSDB nada de braçada no TSE, imagine com FHC no poder. Porque você acha que todos os Juizes acintosamente aliados do PSDB tem tanto horror ao papelzinho que confirma a votaçao?

 
 
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Fernando Grassi

A CPMF foi extinta em outra conjuntura onde Lula ainda não tinha alcançado uma rejeição de apenas 4% da população (André entre eles).
Pena que este espírito democrático de alguns críticos de mais um mandato, com mudança das regras do jogo com a partida em andamento, não tenha aflorado quando FHC fez isso com compra de votos de parlamentares. Ao contrário, o que a mídia passava é que era algo essencial para continuar as mudanças que estavam dando certo.
O presidente operário teve mais desprendimento e espírito democrático que o prinncipe dos sociólogos.

 
 
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Andre Araujo

Os dois cumpriram dois mandatos, qual a diferença?   Nunca houve consenso nem na base governista sobre terceiro mandato, só um deputado, Devanir Ribeiro, propos isso, não houve nenhum grupo no Congresso correndo lista para propor 3º mandato, isso é pura fantasia. não existiam condições politicas para isso, reeleição é uma coisa, existe em muitos paises, 3º mandato é uma excrescencia, é coisa rara e indica regime autoritario.

 
 
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JB Costa

Então, André, Franklin Delano Roosevelt foi uma excrescência?

 
 
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Andre Araujo

Meu prezado Costa, NÃO HAVIA LIMITAÇÕES na Constituição americana para qualquer numero de mandatos, estamos falando aqui de uma Emenda PARA PROPOR UM TERCEIRO MANDATO numa Constituição que com dificuldade aceitou uma reeleição. Quando a Constituição originaria não tem limitações de mandatos, como a da França, é uma outra situação.

 
 
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André LB

"(...) numa Constituição que com dificuldade aceitou uma reeleição."

  E bota dificuldade ni$$o, AA. Difícil é você convencer com essa história da emenda ter como "fundamento a necessidade de terminar a impnatação do Plano real". Oras, então seria simples! O 3º mandato do molusco mais querido do Brasil seria justificado pela necessidade de terminar a implantação de programas sociais. Convenhamos, todo aumento de mandato e mesmo golpes têm algo como fundamento.

  Ademais, que história é essa de excrescência do 3º mandato? Se existe possibilidade de uma re-eleição nos EUA nós precisávamos copiar? O único, ÚNICO argumento que daria verdadeira legitimidade à emenda seria a impossibilidade dos chefes do Executivo naquele momento não poderem se recandidatar, o que foi permitido ao Presidente e Governadores, mas não aos Prefeitos (!!!). A única excrescência foi o próprio FHC.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Uma boa pergunta. Talvez Roosevelt tenha sido o homem certo na hora certa. Mas depois dele o próprio bipartidarismo dos EEUU combinou apenas uma reeleição. E desde então, tirando Carter e Bush Pai (que acho nem concorreu), todos os presidentes de lá se reelegeram. Obama provavelmente se reelegerá.

É arriscado imaginar que em condições de reeleições infindas todos os políticos irão se abster por conta própria de continuar, caso percebam não terem mais ideias, fôlego, etc. A tentação de se usar o continuísmo natural das populações é grande. O ponto é que talvez as pessoas não gostem de racionalizar muito esses detalhes, e aquilo do "é melhor mal conhecido que bem por conhecer" acaba imperando.

Não considero Chavez um mal, ao contrário. Mas os venezuelanos não estariam assim se conformando em sequer tentar um bem maior? Que não precisaria ser da oposição de lá, poderia vir da mesma base de apoio, como acontece muito em países parlamentares.

O Sérgio Morales está certo, o poder em jogo é mesmo só periférico, falamos de nuances de legislação e de políticas públicas que podem acelerar o desenvolvimento ou melhorar a justiça social. Em termos, pois quando há mudança e se erra sai de baixo...

Eu tenho uma visão mais positiva de Lula, de que ele não apenas viu as dificuldades para 3a. eleição que haveriam (não obstante, houve pesquisas de opinião pública no início de 2009 que lhe dariam boa folga para isso : Lula venceria do ex-governador por larga vantagem mesmo em SP), como também percebeu a importância do espaço para o "novo".

E  no fim, que paradoxal : Dilma pode vir a ser alguém mais difícil para se opor que o Lula (vejo algumas vantagens com ela, outro dia falamos mais.) Imagine-se só o que o PIG diria se Lula ainda fosse presidente (PIG aqui entendido como uma gíria jocosa com um fundo de verdade hehe.)

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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Fernando Grassi

"Os dois cumpriram dois mandatos, qual a diferença?"
Um aceitou as regras previamente estabelecidas, o outro se entusiasmou e mudou as regras no meio do jogo.

 
 
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Jorge19

Se o cara não sabe a diferença de um mandato legítimo do Lula e outro, espúrio, do FHC, então não há solução!

 

 
 
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Sanzio

A diferença é que, enquanto FHC mobilizou sua base parlamentar e se empenhou pessoalmente para arrancar o segundo mandato do Congresso, incluindo compra de votos e negociações de cargos, e contou para essa tarefa com a inestimável ajuda da mídia, Lula fez exatamente o contrário: desautorizou as poucas manifestações de um ou outro deputado petista e enfatizou dezenas de vezes que não buscaria o terceiro mandato, a despeito da insistência da mídia em afirmar o contrário apenas para tachá-lo de autoritário.

 
 
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Andre Araujo

Como assim 4%?? Nunca houve isso, a oposição com uma má campanha conseguiu 44% no segundo turno, no primeiro mais da metade, de onde vc tirou esses 4%?

 
 
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Fernando Grassi

"Como assim 4%?? Nunca houve isso, a oposição com uma má campanha conseguiu 44% no segundo turno, no primeiro mais da metade, de onde vc tirou esses 4%?"

Tirei da pesquisa de avaliação do governo Lula realizada em dezembro último, cuja os percentuais foram os seguintes: ótimo ou bom 83%, regular 13% e ruim ou péssimo 4%.
Mas concordo contigo que os 44% da votação do Serra é um percentual alto e preocupante se levarmos em conta o discurso medieval, do tempo das cruzadas, utilizado pelo tucano.

 
 
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Jofran Oliva

Não acho que se possa considerar que os 20% de votos da Marina Silva ( a grande maioria de evangé licos,)possam ser computados como contrários à Lula, pois os evangelicos estão entre os segmentos da população entre os que mais se beneficiaram com os projetos sociais do governo Lula, devido ao fato da maioria desses religiosos pertenceremà camadas mais humildes da população. Infelizmente são muito suscetíveis à propagandas do tipo: "Dilma falou que nem Cristo tira a vitória dela", que não existiu e que " Dilma mata criancinhas", que também não existiu.

 

Jofran Oliva

 
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edv

Essa ladainha de 44% é o seguinte:

Parte dele é dos ingênuos da Marina, que ficaram amedrontados com a maior e mais intensa CAMPANHA DE ESGOTO da MÍRDIA que já vi, no que me lembro de história desde Getúlio.

Ainda assim, lembrar que Dilma teve 47,n % no primeiro turno (por menos de 3 pontos, levava).

Marina teve fantásticos (?!) 20%!

Serra os 33% restantes.

Ou seja, a mesma cota que sempre teve nas suas derrotas eleitorais.

Repito: com a maior e mais intensa CAMPANHA DE ESGOTO da Mírdia que talvez tenhamos tido na república.

E nem assim...

O imenso PODER ... derrotado por uma "candidata poste de um operário analfa"!

Hmpfgrmmpfrmpfmmmmffffff!!!! (babinha...)...

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Andre Araujo (sábado, 12/02/2011 às 22:32),

Em relação aos efeitos da derrota na votação da CPMF sobre a possibilidade de um terceiro mandato eu estou inteiramente de acordo com você. Sobre a questão do populismo embora eu não saiba em que post se originou a discussão eu estou mais de acordo com o Bento neste post "Sobre popular e populista" de sábado, 12/02/2011 às 20:36 aqui no blog do Luis Nassif.

É bem verdade que em meu entendimento Bento definiu mais o demagogo do que o populista. E em meu entendimento a grande dificuldade para a aceitação do populismo como uma qualidade do político é o fato de quem faz a análise do termo ser normalmente o intelectual que normalmente também não tem o dom de ser populista.

Vou indicar três post em que esse assunto foi um pouco debatido.

O primeiro post é "Perguntas retóricas para um fim de ano intrigante" de 21/12/2010 no blog Possibilidades de Política do professor (e sem crítica, intelectual) Marco A Nogueira e cujo endereço é:

http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/12/perguntas-retoricas-para-um-fim-de-ano.html

O segundo post também no blog do prof Marco A. Nogueira é “Nada será como antes” de 28/12/2010 no endereço:

http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/12/nada-sera-como-antes.html

E o terceiro post é “Viajar juntos” de 18/01/2011 no blog de Alon Feuerwerker e cujo endereço é (indo no arquivo para o mês de abril é possível abrir a caixa de comentário, o que não é possível quando se acessa diretamente o post pelo endereço a seguir):

http://www.blogdoalon.com.br/2011/01/viajar-juntos-1801.html

Como a discussão vai e volta e acaba focando na diferença entre Lula e Dilma Rousseff, eu faço a indicação de um post aqui no blog do Luis Nassif, intitulado “A negativa ao PMDB, por Janio de Freitas” de terça-feira, 08/02/2011 às 12:01, feito a partir de artigo de Janio de Freitas na Folha de S. Paulo de 08/02/2011 e cujo título é “O Caminho”. O endereço do post na primeira página dele é:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-negativa-ao-pmdb-por-janio-de-freitas

Fiz muitos comentários nesse último mencionado post e o indico principalmente porque em um dos comentários eu aproveitei para fazer várias indicações de post onde esse tema é bastante debatido.

E lembro um bom post que eu li hoje, 12/01/2011 de Paulo Moreira Leite, mas que foi postado ontem, sexta-feira, 11/02/2011 08:54 no blog dele na revista Época e intitulado “Lula precisa estar sempre errado?” e que se encontra no endereço:

http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/02/11/lula-precisa-estar-sempre-errado/

E hoje, no blog do Noblat há a seguinte frase retirada de Zuenir Ventura, em sua coluna de 12/02/2011 em O Globo

“Assim como Lula não desencarnou do poder, muitos ainda não desencarnaram do ex-presidente. Desse modo, falar bem de Dilma pode ser uma maneira sutil de continuar falando mal de Lula”.

Havia feito uns comentários sobre os três primeiros posts que eu mencionei. Só que como tinha muito copiar e colar, eu abri muitas janelas e escrevia meu comentário e copiava e colava na caixa de comentários do blog do Alon Feuerwerker (Para limpar o comentário), mas quase ao término o computador deu emperrou e eu perdi todo o meu comentário. Havendo tempo eu faço os comentários que eu perdi.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 12/02/2011

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Andre Araujo (sábado, 12/02/2011 às 22:32),

Em meu comentário de domingo, 13/02/2011 às 01:12, pelo problema que eu tive no computador acabei por não incluir nas minhas referências aos três primeiros posts – sendo o primeiro “Perguntas retóricas para um fim de ano intrigante” de 21/12/2010 no blog Possibilidades de Política do professor Marco A Nogueira, o segundo também no blog do prof Marco A. Nogueira “Nada será como antes” de 28/12/2010 e o terceiro “Viajar juntos” de 18/01/2011 no blog de Alon Feuerwerker - as razões de os haver indicado. Relaciono as razões a seguir, mas antes faço a indicação de um comentário aqui neste post “Sobre popular e populista” de sábado, 12/02/2011 às 20:36. Trata-se de comentário que se encontra atualmente na quarta e última página deste post e foi enviado por Clayton.Filho, domingo, 13/02/2011 às 09:32. Não é tanto porque se trata de opinião da academia, nem também se deve a indicação à absoluta coincidência com o que eu vinha dizendo há bem uns trinta anos, mas sim porque com o comentário Clayton Filho joga uma pá de cal sobre essa discussão que eu faço a transcrição do que ele disse e está na última página deste post. Disse então Clayton Filho lá:

“Na verdade, é um pouquinho mais complicado que isso... O termo "populista" é controverso, já foi utilizado na literatura sociológica, econômica e de ciência política com diversas conotações e acabou perdendo praticamente todo seu poder explicativo. Como carrega consigo um estigma muito forte, é um dos termos preferidos hoje em dia para se denegrir qualquer governo do qual um não goste por qualquer motivo. Um professor meu de Ciência Política costuma sempre brincar que populista é um governo popular do qual nós que empregamos o termo não gostamos.

Caso alguém queira ir aos princípios da utilização do termo, quando ele ainda fazia algum sentido, recomendo buscar os trabalhos de, entre outros, o argentinio Torcuato DiTella nos anos 60/70 sobre o tema...”

Eu não precisava dizer mais nada depois do que o Clayton Filho diz no comentário dele transcrito, pois se verá que o comentário dele é quase repetido na análise que eu intentara antes fazer quando mencionei o post “Perguntas retóricas para um fim de ano intrigante” de 21/12/2010 no blog Possibilidades de Política do professor Marco A Nogueira.

Quando eu comecei a ler o post de Marco A Nogueira “Perguntas retóricas para um fim de ano intrigante”, eu fiquei com a impressão que finalmente a academia resolvera desmistifica o termo populista. No segundo parágrafo do post ele diz:

“Sempre impliquei com a expressão "populismo"”.

Então ele arrefece e diz:

“Com o passar do tempo, passei a achar que a implicância era dura demais”.

E acrescenta:

“A expressão pode ganhar o status de conceito, desde que reduzida ao mínimo lógico: estilo de liderança que dispensa mediações institucionais vigorosas e busca permanente interlocução direta com as massas”.

Como ele diz, reduzida ao mínimo lógico o termo populismo ganha status de conceito. Sim reduzida ao mínimo. Há que se vê se é lógico. E aqui relembro o que o Clayton Filho disse no comentário dele:

“O termo "populista" ( . . . . ) acabou perdendo praticamente todo seu poder explicativo”

No fundo o conceito aceito de populismo não diz nada. O conceito que Marco A Nogueira adota considerando-o um mínimo lógico vem de um conceito mais duro, menos técnico, que se fazia do populista:

“Populista é o líder que passa por cima das institucionais para estabelecer interlocução direta com as massas”. Só que não se esclarecia o que se queria dizer com passar por cima. Passar por cima, como um trator, como Hitler fez com o parlamento alemão não é próprio de um político democrático. Então se o político é democrático ele não podia ser populista nos limites da definição. Agora, passar por cima no sentido de fazer a locução direta com as massas é quase que uma obrigação de toda liderança, não só na chefia do executivo como também no exercício da função parlamentar. Quando se requer que a liderança parlamentar – e todos os deputados são lideranças parlamentares – exerça sua atividade não só dentro do parlamento, mas também em contato com o povo quer-se que a liderança faça interlocução direta com os seus representados. Em qualquer democracia do mundo a semana do parlamentar é divida em duas: uma dentro do parlamento e outra junto aos eleitores.

Enfim, a minha intenção em apontar o post “Perguntas retóricas para um fim de ano intrigante” era mostrar que o conceito que sobrava do termo populista não dizia nada, como o Clayton Filho corroborava no comentário que eu transcrevi.

A menção ao segundo post também no blog do prof Marco A. Nogueira e intitulado “Nada será como antes” de 28/12/2010 se deve a análise bem criteriosa que o professor Marco A Nogueira fez do governo Lula. É uma análise crítica de alguém com a ideologia de esquerda e essa crítica é-me mais interessante . E indiquei o post também pelo fato de que eu aproveitei os pontos críticos destacados pelo professor Marco A. Nogueira para fazer uma contraposição.

E o terceiro post “Viajar juntos” de 18/01/2011 (Erroneamente eu informei que o acesso com possibilidade de acesso a caixa de comentários se fazia no mês de abril quando na verdade se faz pelo mês de janeiro) no blog de Alon Feuerwerker foi indicado por se tratar de um post mais recente e de ser de Alon Feuerwerker e de ele, no post, censurar o uso do termo populista com um sentido crítico. Destaquei o fato do post ser do blog do Alon Feuerwerker porque, embora ele assuma para mim uma postura de defesa do governo de FHC e em relação ao que eu penso uma postura mais crítica ao governo de Lula, trata-se do blogueiro em que eu mais tenho identificado idéias semelhantes às minhas e em pontos em que eu me sinto quase uma ilha, como era, pelo menos até um certo tempo atrás a minha opinião sobre populismo e como é a minha opinião sobre fisiologismo

Clever Mendes de Oliveira

BH, 17/02/2011

 
 
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Gunter Zibell - SP

No caso de Fujimori, em 2000, já era legal a 3a. eleição, tanto que até havia pesquisas de opinião sobre as chances eleitorais dele e de Alejandro Toledo. Fujimori chegou a ir para o 2º turno na frente e por fim se elegeu, mas renunciou por outros motivos (os quais sabemos) antes da 3a. posse. Não lembro se foi quando ele estava em uma viagem ao Japão. As mudanças legais que Fujimori fez foram para a 1a. reeleição, em 1995.

Então ele não fez e mesmo assim conseguiu. Só que não levou.

(sei disso por completo acaso : faz algumas semanas estava em um lugar e justamente havia pra ler uma Veja antiga com a campanha eleitoral de 2000 do Peru. Alejandro estava sendo elogiado pela revista como bom candidato, capaz de agregar, por sua formação universitária no exterior, com esposa antropóloga francesa que falava quíchua e todo o blá-blá dessa revista hehe)

Agora a filha de Fujimori é candidata para este ano, como é a roda da vida.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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luismalheiro

"Achismos"... 

 
 

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