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Sobre os movimentos óbvios da velha mídiaEnviado por luisnassif, sex, 23/12/2011 - 12:23
Autor:
Luis Nassif Na terça feira um interlocutor próximo a Lula cantou a próxima jogada. Durante todo ano, a velha mídia tentou fincar uma cunha no relacionamento dele com Dilma. Não conseguiu. Forçou a barra para tentar apresentar a faxina como uma limpeza dos “ministros de Lula”. Quando atiraram no Ministro Pimentel, o coro desafinou. Afinal, Pimentel é da cota pessoal de Dilma. Depois, com o alarido em torno do livro “A Privataria Tucana”, só restava à velha mídia voltar ao mote original, e voltar à separação fictícia entre “ministros de Lula” e “ministros de Dilma”. - Quer apostar como vão aliviar a barra de Pimente? Na quinta-feira, um editorial de O Globo dando a senha: Pimentel realizou negócios como consultor privado.
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Comentários + votados
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Ana Barbosa
23/12/2011 - 12:50
Essa senha tem vários significados. Uma delas chama o leitor mais atento de idiota.
Uma mudança nesse sentido sugere que houve barganha. Houve negociação.
Vamos observar o quanto baixaram as calças....
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Marco Vitis
23/12/2011 - 13:21
O cidadão para decidir com consciência precisa de informação. Para isso, nas sociedades modernas, existem os veículos de comunicação social. Quando um cidadão de boa fé vê na TV ou lê num...
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renato arthur
23/12/2011 - 13:26
Esse livro do Amauri lembra aquelas lutas de box em que um esta batendo no seu oponente quando de repente leva um "upper" no queijo que lhe faz virar os "olhinhos". A mida está esperando bater...
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Arnaldo Costa
23/12/2011 - 13:33
É impressionante como o PIG fez torcida por essa greve. Agora, lamentam o seu fracasso. Erraram mais essa. Vai contabilizando aí as asneiras do PIG e seus afetos demotucanos.
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Eduardo Ramos
23/12/2011 - 13:36
Leonidas, juro prá você que tudo o que "nós da esquerda" desejamos, é uma mídia honesta, só isso... Pode até pegar pesado nas críticas, não é esse o problema... Releia com atenção, os posts de quatro...
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meiradarocha
23/12/2011 - 13:58
Historinha de jornalistas que liga o comportamento da imprensa comercial na campanha da Dilma e o livro do Amaury.
Quem é contra a Liberdade de ExpressãoPor José Antonio Rocha23 de dezembro de...
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Paulo Guedes
23/12/2011 - 14:00
Leônidas, não se deixe iludir com a cantilena dos blogs da "massa cheirosa": acusam a "mídia" de "esquerdinha" para tentar dar credibilidade aos ataques ao GF.
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Alberto Porem Jr.
23/12/2011 - 14:08
Contratar os serviços do Zeca Diabo e fazer um curso de oratória com o Odorico Paraguaçú para aprenderem a falar com as massas.
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Edson Joanni
23/12/2011 - 14:10
Eu arriscaria um palpite: 2012 é ano de eleições, vão procurar pelo em ovo de tudo que é candidato governista, antes mesmo de oficializarem as candidaturas.
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anonimo
23/12/2011 - 14:33
Magnífico. O governo brasileiro deveria fazer o mesmo e ainda criar uma taxação para mída via internet
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alexis
23/12/2011 - 15:05
Acho que em 2012 o PIG irá estar focado em descontruir Haddad e, indiretamente, continuar minando Lula (o seu principal apoiador). O Estado de São Paulo é o maior contribuinte do PIG, a través dos...
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Homero Pavan Filho
23/12/2011 - 15:13
Anônimo (com acento), os bandidos podem continuar a denunciar o que quiserem, só penso que deve ser informado ao leitor da denúncia que o cara é bandido, pra não ficarmos todos que nem tontos achando...
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Juliano Santos
23/12/2011 - 16:32
Será um passo de esteira de academia. Vão andar, andar, mas não chegarão a lugar nenhum
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E qual será o próximo passo da velha mídia, nassif?
"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio
Estufar o peito e engrossar a veia do pescoco...
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
kkkkkkkkkk!!!!!!
Contratar os serviços do Zeca Diabo e fazer um curso de oratória com o Odorico Paraguaçú para aprenderem a falar com as massas.
O conhecimento é o mais precioso dos tesouros porque jamais pode ser dado, nem roubado, nem consumido
Eu arriscaria um palpite: 2012 é ano de eleições, vão procurar pelo em ovo de tudo que é candidato governista, antes mesmo de oficializarem as candidaturas.
Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!
Será um passo de esteira de academia. Vão andar, andar, mas não chegarão a lugar nenhum
Juliano Santos
O livro do Amary Jr. é o Eduardo Azeredo da Dilma.
Historinha de jornalistas que liga o comportamento da imprensa comercial na campanha da Dilma e o livro do Amaury.
Quem é contra a Liberdade de ExpressãoPor José Antonio Rocha23 de dezembro de 2011Assunto: Investigação, Jornalismo
No calor da campanha presidencial de Dilma, em 2010, o jornalista Alec Duarte, sub-editor de política do jornal Folha de São Paulo online, postou o seguinte comentário na lista de discussão sobre Jornalismo Online da Universidade do Texas:
Caros, está em curso um absurdo: nesta quinta, o sindicato dos jornalistas do Estado de São Paulo abre seu auditório para um ato de partidos políticos, sindicatos e ONGs contra a imprensa. Você leu bem, é isso mesmo.
Tenho entendido que o evento joga uma pá de cal sobre o pouco de representatividade que essa entidade, à qual sou filiado, ainda exercia sobre a categoria. É o atestado de óbito do sindicato.
Há algo a fazer além de se indignar?
Mais informações aqui
http://is.gd/flMrW
É possível que tal matéria jornalística tenha sido redigida ou editada pelo próprio Alec, um jornalista chapa-vermelha — trabalha para a imprensa comercial.
Imediatamente eu reagi, na lista:
Não é “contra a imprensa”. É contra as manipulações feitas por alguns órgãos, como tentar fazer escândalo com matérias tendo como única fonte um estelionatário ladrão de carga condenado por ameaçar de morte, que queria a aprovação do BNDE para um projeto de 9 bilhões de reais (BI-lhões, não mi-lhões)… [o link eu coloquei agora]
Leopoldo Godoy, outro jornalista chapa-vermelha, comentarista de tecnologia do programa Conta Corrente, do canal de televisão a cabo Globo News, referendou o ataque:
Ou seja, é contra a imprensa.
Lamentei:
Se for esta sua definição de imprensa, então é…
Marion Streck, chapa-vermelha da Folha de São Paulo, assinou embaixo do ataque:
No auge de uma campanha eleitoral, o sindicato dos jornalistas abrigar manifestação contra órgãos de imprensa que investigam os possíveis podres da República, cheira realmente mal.
Indignei-me:
Desculpe-me, Marion, mas o que não dá pra sentir o cheiro aqui é de “investigação”.
Se tivessem investigado, não teriam dado página inteira e tratamento de “empresário” a um vigarista.
Se entra um sujeito na redação e diz que tem um projeto de 9 BILHÕES de reais, você tem duas opções:
NOVE BILHÕES! BI! Metade do orçamento do MEC em 2003… dois meses de orçamento do MEC de 2011…
Falando em cheiro, cadê o faro jornalístico?
E este foi apenas UM dos incontáveis fatos que estão sujando a expressão “jornalismo investigativo”…
Marion retrucou:
Não é só de depoimento de santinhos que vive a imprensa nem mesmo a Justiça. Nem aqui nem em lugar nenhum.
Quer um exemplo no campo da justiça? Delação premiada. Só porque é condenado não pode abrir o bico contra outros criminosos?
Partidarismo
Alec Duarte corre em auxílio da colega chapa-vermelha:
Nosso amigo se esquece ainda de que CAIU uma ministra justamente por conta do conluio com bandidos. Mas, claro, a culpa é da imprensa.
No que é acompanhado do Pedro Doria, mais outro chapa-vermelha do jornal Estado de São Paulo, revelando o partido que tomou:
Vc pode ficar com o Nassif, o Azenha, o Rodrigo…
De minha parte, sigo com Ferreira Goulart, Helio Bicudo, José Arthur Gianotti…
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,personalidades-lancam-manifesto-em-defesa-da-democracia,613242,0.htm
Imprensa serve para isso mesmo: incomodar governo. Fuçar, fuçar, fuçar. Publicar o que descobre. Incomodar o poder constituído, não importa quão popular. E governante reclama. É o jogo.
(Se a ministra era inocente, foi demitida por quê?)
Dando a entender que os tubarões da mídia também jogam no poder, retruquei:
… ou OS PODERES, já que não existe só uma fonte de poder…
Doria concordou:
Perfeitamente: incomodar os poderes. Todos eles.
É o nosso papel.
Walter Lima foi mais específico nas críticas:
Desculpe a minha total ignorância. Mas a grande mídia jornalística é produzida por quem? Hummm …. jornalistas? Repórter, repórter-fotográfico, editor, repórter-cinematográfico etc pertencem à engrenagem fundamental da produção do conteúdo jornalístico. Hummm, se o Sindicato dos Jornalistas afirma que há “denúncias sem provas”, portanto, existe para a entidade o tal do jornalismo marrom (como se dizia antigamente). Mas produzido por quem? A lógica mostra que é por jornalistas.
Sabemos que não existem somente “Santos” nas redações, na academia e nos encontros de padres franciscanos, mas acredito que o sindicato com essa atitude coloca todos os jornalistas que trabalham na grande mídia dentro do mesmo saco. Conheço muita gente que trabalhou comigo em redação, alunos meus que agora estão no mercado (apesar de não colocar a mão no fogo por alguns) e colegas que convivo, além de acompanhar a trajetória de outros, e percebo que existe muita gente decente, dedicada e trabalhando em prol de um pais mais justo e igualitário sem ter o viés ideológico, partidário ou comercial (sim, isso é possível !!!).
Não deixar claro que a manifestação é contra os “donos” dos veículos e dar o “nome aos bois” fornece a percepção que todos (donos e jornalistas) estão com o mesmo objetivo: serem “golpistas” . Com esse ponto de vista, o sindicato está contra uma parte da classe que deveria defender (jornalistas que trabalham nas grandes redações = trabalhadores). Por outro lado, a manifestação, dos grupos organizados da sociedade civil mencionados no aviso do sindicato, é legitima em uma democracia e deve ser noticiada.
Aproveito para dizer que ainda é uma atraso os grupos de mídia brasileiros não se posicionarem através dos seus editoriais por um candidato A ou B. Todos nós sabemos que eles têm, sim, as suas preferências e explicitar para a sociedade é muito bom para a democracia.
walter
(assino na figura de Jornalista, com MTB, carteira assinada e tudo mais que está sendo questionado na atual sociedade)
Pedro Doria responde:
Walter, todos –
A imprensa erra. Somos, todos, os primeiros a admiti-lo. Todos aqui, tenho certeza, já erramos profissionalmente.
Mas não é sobre erros que o protesto no Sindicato trata. Tampouco é sobre a suposta má fé de um ou de outro. Há um movimento em curso que diz que a grande imprensa faz parte do jogo político. Que opera feito um partido.
Eu estou envolvido, pessoalmente, na cobertura de eleições do Estado. O Alec, aqui, está pessoalmente envolvido na cobertura de eleições da Folha. Certamente há outros dentre nós. Mas não tomo apenas pessoalmente a afronta. Porque ser jornalista é, antes de tudo, um estado de espírito, não a redação na qual você trabalha. Seja num grande jornal, seja num blog, seja na sala de aula ou ralando em frilas, jornalista de verdade é tudo igual. Quando leio na Folha, ou na Veja, ou seja lá onde, uma baita manchete com dados, testemunhos, denúncias, minha reação instintiva é: putz, filha da mãe, eu queria ter dado essa. Tenho certeza de que, quando o furo é nosso, noutras redações a reação é a mesma. É isso que nos faz jornalistas.
Esta deveria ser a definição, aquilo que dita no mais íntimo, o que é fazer o que fazemos.
Se o governante diz uma coisa, você desconfia. No ato. Antes de piscar os olhos vc já duvida de que seja verdade. Este ceticismo não é apenas natural. É fundamental. Se você começa a encontrar parente que não acaba mais de ministro em tudo quanto é lugar dos negócios do Estado, caramba… quando, em que momento, as regras do jornalismo mudaram a ponto de que partimos do princípio de que isto é normal? Que isto pode ser, em qualquer circunstância, minimamente aceitável? Se um candidato cresce nas pesquisas, é sua obrigação profissional, obrigação perante seu leitor, perante a democracia, aumentar o escrutínio sobre este candidato. Sobre o que ele representa. Isso não é golpe. Aliás, é justamente o contrário de golpe. A liberdade de aumentar o escrutínio em qualquer um muito próximo do poder é a definição fundamental de democracia. E é preciso muito jogo retórico, muita demagogia, para inverter uma definição tão clara.
Que os governantes respondam dizendo ‘a imprensa está inventando’ ou, pior, que se refiram a nós pelo famigerado ‘mídia’, ora pois, é do jogo.
Que jornalistas comprem este discurso não é. Que jornalistas incentivem este discurso, é pior. Que jornalistas pagos pelo governo direta ou indiretamente movam uma campanha com este argumento, é terrível. É uma ferida aberta em nossa profissão. Que o Sindicato que deveria compreender como redações funcionam, que deveria nos representar perante nossos patrões, abracem este processo não é apenas ruim, pior ou terrível. É um divisor de águas.
Deixa claro que não nos representa. Não é que não representem nós, jornalistas em grandes redações. Não. É sem aposto. Não representa a nós, jornalistas.
Mas, convenhamos: não somos nós que deixamos de fazer jornalismo. Nós continuamos seguindo os mesmos preceitos de ceticismo constante, de um desejo obstinado por entender como é constituído o poder e de revelá-lo a quem desejar a informação. Durante uma eleição, numa democracia, é só mais importante este papel. Com esta informação nas mãos, votamos todos.
Eu, pessoalmente, estou hiper mexido com este processo. É triste demais…
Paralelamente, na lista de discussão fechada da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), devia estar rolando uma discussão parecida, porque Malu Gaspar, chapa-vermelha na revista Exame, manda um texto do repórter Rubens Valente, chapa-vermelha da Folha de São Paulo, postado naquela lista:
Falta memória. Quando Millôr Fernandes dizia que imprensa é oposição, e o resto, armazém de secos e molhados, todo mundo achava o máximo. Hoje essa boutade virou um insulto. O escritor Autran Dourado, secretário de imprensa de JK, declara no recém-lançado “No Planalto, Com a Imprensa” (aliás, caríssimo, bancado pela Presidência) que a imprensa na época “agia como oposição” e qualificou de “hostil” a relação com os repórteres setoristas do Planalto. Isso há 50 anos.
Mais adiante quem não se lembra de Claudio Humberto e seu “bateu, levou”? Collor se dizia alvo de um golpe e chamou o povo às ruas para defender seu governo (qualquer semelhança entre o discurso difamatório de Lula sobre a imprensa e o “protesto” de quinta-feira é a história repetida em farsa. E as aspas no protesto vão pela insignificância do ato). Naquela época todo mundo achou que a imprensa cumpriu um papel glorioso _claro, o PT, derrotado nas urnas, havia criado um “Gabinete Paralelo” e queria de todo jeito “desgastar o governo”, como dizia abertamente na época. Golpe, conspiração? Imagina, era tudo parte do “jogo democrático” e da “luta política”. A imprensa era amiga, parceira nos planos partidários de “tomada do poder pela via democrática”. Repórteres ostentavam broches do partido. Quando a revista “Veja” dissecou as entranhas do esquema Collor, numa campanha avassaladora, também estava apenas “cumprindo seu papel democrático”. Ao lado da “IstoÉ” derrubou Collor, enquanto o PT explodia em alegria. Hoje é “criminosa”, “golpista”.
Depois a Folha (que fora invadida por fiscais da Receita e da PF) revelou a emenda da reeleição, que colocou o governo FHC em xeque e abalou as Bolsas. Mais adiante toda a imprensa derrubou um ou dois ministros com as fitas do BNDES e revelou a “bomba atômica” presidencial que precisou ser detonada no leilão das privatizações. Quem tiver curiosidade e boa-fé suficientes que pergunte a Fernando Henrique o que ele achou daquelas reportagens. Eu perguntei: até hoje sua contrariedade é evidente. Marcaram seu mandato e podem, sim, ter contribuído para o seu plano fracassado de eleger o sucessor.
Mas, nos estranhos dias que correm, quem se importa em reconstituir os fatos históricos com alguma isenção? É muito mais fácil separar o país entre “prós” e “contras” _muito embora não se saiba em relação a quê ou a quem_, num raciocínio torpe, infantil e precário.
Estavam os primeiros co-listeiros a falar não sobre mais ou menos críticas à imprensa, mas sobre o uso de um sindicato e de entidades atreladas ao governo e a um partido para constranger jornais e jornalistas no exato momento em que o governo é alvo de denúncias inúmeras e gravíssimas. É disso que se tratava. Vemos uma clara campanha de “criminalização” de jornais e jornalistas. Um blog exibiu a foto de uma jornalista coberta por uma tarja preta, com a legenda: “O jornal Tal é caso de polícia”. Outro escreveu que o local em que eu trabalho é uma ”lixeira”. Eu jamais diria isso de alguma empresa, ainda que fosse um blog pago com dinheiro público para espalhar o ódio, o preconceito e a desinformação, como é o caso. São movimentos ilegais de constrangimento. Por que ilegais? Porque abrem espaço para o anonimato, que é vedado pela Constituição.
Esses auto-instalados “críticos de mídia” _uma profissão crescentemente rentável_ pretendem “explicar” à “turba ignorante” que a profissão a que me dedico há 21 anos é negativa, desonrosa, criminosa. Sendo “velha”, precisa ser imediatamente substituída, extirpada, encerrada. Jogam, assim, impunemente contra os empregos de milhares de famílias.
Todo jornalista que conheço é aberto à crítica, mas atualmente são poucas as críticas com algum talento, sobre a qual podemos debater. O que existe é um movimento coordenado para tentar a desqualificação do próprio fazer jornalístico. Nos tomam por trouxas, que se acovardam com qualquer patifaria. Certamente não sabem, por absoluto amadorismo, com quantos contratempos se forma o caráter de um jornalista.
Rubens Valente, repórter
Alec Duarte cita este texto e assina embaixo dos comentários de Pedro Doria:
Depois deste belíssimo texto do Pedro Doria, o qual peço permissão para coassinar, deixo com vcs brilhante reflexão do repórter Rubens Valente, também meu colega.
Agora, aguardo a assinatura do atestado de óbito do sindicato dos jornalistas de SP, nesta quinta-feira.
Epílogo
Alguns meses depois deste mambo-jambo Jedi sobre Jornalismo, sob o qual eu também assinaria, o que aconteceu?
Então, quem é contra a liberdade de imprensa? O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo ou os patrões do Alec Duarte? Quando os poderosos são os patrões, o papo de liberdade de imprensa não conta mais?
Por estas e por outras são necessários tanto o Conselho Federal de Jornalistas, como outras 24 profissões regulamentadas têm os seus, quanto a regulação da Comunicação, como manda a Constituição.
[ fonte um estelionatário ladrão de carga condenado por ameaçar de morte] De fato, uma das coisas que precisa ser implantado no Brasil é que só pode denunciar quem antes tenha sido investigado toda sua vida e da famíla e demonstrado honestidade canina. E ainda não seu como a segurança institucional deixa um cara tão perigoso como esse entrar no palácio do planalto e ainda falar com funcionários, ainda mais num governo petista, cujo primor pela honestidade é uma das maiores do mundo.
Anônimo (com acento), os bandidos podem continuar a denunciar o que quiserem, só penso que deve ser informado ao leitor da denúncia que o cara é bandido, pra não ficarmos todos que nem tontos achando que se trata de um empresário sério.
Enquanto isso, manchete do UOL (Folha). 24/12:
"Corregedora do CNJ recebeu 421 mil de auxilio-moradia"...
No próprio texto (em outra página) vê-se que trata-se do auxilio que todos os juízes recebem (e vários já receberam) de atrasados desde 2000), por determinação do STF.
Numa conta primária (há detalhes), isto significaria 421mil/(12mesesx10anos) = 3500 / mes
(eu mesmo, como executivo de multinacional, privada, já recebi mais que isso em aux.moradia...).
Sem entrar no mérito da necessidade ou valor, é a grande míRdia escandalizando com manchetes para denegrir pessoas que meramente receberam direitos estabelecidos por lei.
Essa nossa míRdia não é uma "maravilha"?
Essa senha tem vários significados. Uma delas chama o leitor mais atento de idiota.
Uma mudança nesse sentido sugere que houve barganha. Houve negociação.
Vamos observar o quanto baixaram as calças.
Perdoem-me pela sinceridade, mas os fundilhos vão vir à mostra.
Engraçado...
Nos sites de esquerda ( nao me refiro ao blog ) a midia é denunciada como conspiradora para derrubar o governo do Lula e da Dilma.
Nos sites de direita ( como o Midia sem mascara ) a midia é denunciada como aliada contra os valores da familia e a favor de uma Cubanizaçao do Brasil
Sendo assim ambas as partes tem algo em comum em relaçao a midia:
-Histeria
Acho que essa histeria toda tem obviamente fundo dogmatico de totalitarios ideologicos que deturpam os fatos para molda-los nas suas pregaçoes sofismaticas.
Pois na verdade nao querem isençao nenhuma, so querem o direito de calar o contraditorio.
claro que a midia tem muita parcialidade, mas o remedio proposto é pior que a doença e eles sabem disso mas o objetivo é exatamente a criaçao de mecanismos que permitam calar qualquer coisa que nao va ao encontro de suas mentes totalitarias...
leonidas
O cidadão para decidir com consciência precisa de informação. Para isso, nas sociedades modernas, existem os veículos de comunicação social. Quando um cidadão de boa fé vê na TV ou lê num jornal ou revista uma notícia, com aparência de investigação científica, ele crê que aquilo é uma verdade justificada. E julga de acordo com aquela informação.
Por isso, sr. Leonidas, as empresas de comunicação cometem um crime quando distorcem as informações e manipulam a consciência dos cidadãos. Trata-se de um crime contra o Estado Democrático de Direito.
Isso não significa qualquer restrição a que, nas páginas de opinião, o editor exponha sua análise e seus valores. Mas aí o cidadão sabe que aquilo é uma opinião e não um fato. Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.
O sr. deve muito bem saber disso.
Desce uma Skol pro Leonidas...
Olha o merchandising...
Leonidas, juro prá você que tudo o que "nós da esquerda" desejamos, é uma mídia honesta, só isso... Pode até pegar pesado nas críticas, não é esse o problema... Releia com atenção, os posts de quatro anos para cá, em que o Nassif cita deturpação grave da imprensa em relação À VERDADE DOS FATOS, e veja se ele tinha ou não razão! Um abraço!
Leônidas, não se deixe iludir com a cantilena dos blogs da "massa cheirosa": acusam a "mídia" de "esquerdinha" para tentar dar credibilidade aos ataques ao GF.
Leônidas, não se deixe iludir com a cantilena dos blogs da "massa cheirosa": acusam a "mídia" de "esquerdinha" para tentar dar credibilidade aos ataques ao GF.
O raciocínio não é de todo incorreto, mas faltou esclarecer o contexto em que ambos grupos se inserem: um detém poder financeiro e político-institucional (incluindo no judiciário), o outro somente poder político e, mesmo assim, vinculado às bases da sociedade, que não atinge grandes "massas". De certa forma a histeria deste segundo grupo justifica-se no sentido de que é a única arma que possui para obter alcance de massa.
Sacou?
Rapaz, tem outro blog além do Professor Hariovaldo Prado que denuncia que a imprensa é aliada à "cubanização" do país? E é blog sério, não uma sátira? Não acredito
O restante de sua argumentação é mais do mesmo. Até a ombudswoman da Folha sabe que o pig é pig. Só você e o AA ainda tentam tapar o sol com a peneira
Juliano Santos
Leonidas, isso é Esparta!
Esse livro do Amauri lembra aquelas lutas de box em que um esta batendo no seu oponente quando de repente leva um "upper" no queijo que lhe faz virar os "olhinhos". A mida está esperando bater o gongo (final do ano) p/ ver se safa momentaneamente.
É impressionante como o PIG fez torcida por essa greve. Agora, lamentam o seu fracasso. Erraram mais essa. Vai contabilizando aí as asneiras do PIG e seus afetos demotucanos.
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2011/12/23/interna_mundo,283862/novas-leis-argentinas-sobre-jornais-ameacam-a-liberdade-de-expressao.shtml
Novas leis argentinas sobre jornais ameaçam a liberdade de expressãoSenado aprova o controle estatal da produção de papéis para jornais. Legislação antiterrorismo pode ampliar a perseguição do governo aos meios de comunicação
Rodrigo Craveiro
Publicação: 23/12/2011 08:23 Atualização: 23/12/2011 10:09
A Casa Rosada ganhou mais duas ferramentas em potencial para a perseguição e o controle dos meios de comunicação independentes. Dois dias depois da invasão policial à sede da empresa de tevê a cabo Cablevisión %u2014 de propriedade do Grupo Clarín %u2014, o Senado argentino aprovou ontem à noite uma lei que habilita o Estado a controlar a produção de papéis de diários. A controversa legislação obteve 41 votos a favor, 26 contra e uma abstenção. A presidente Cristina Fernández de Kirchner deve sancionar a medida nas próximas horas, confirmando uma tendência de seu governo. Após a lei ser promulgada, a companhia estatal Papel Prensa fornecerá papel a todos os jornais do país, a um preço estabelecido pelo Ministério da Economia.
O partido de oposição União Cívica Radical (UCR) expôs ao jornal La Nación sua preocupação. "Estamos contra qualquer monopólio, mas também a favor da liberdade de imprensa", avisou o deputado Eugenio "Nito" Artaza. "Espero que o governo seja prudente sobre como utilizará esta lei", acrescentou. Segundo o La Nación, a Papel Prensa produz 175 mil toneladas de papéis para 440 diários de todo o país. O plano de Cristina Kirchner é que a empresa execute um plano de investimentos a cada triênio, a fim de satisfazer a demanda interna. Em caso de fracasso, o Estado poderia aumentar sua participação acionária na companhia.
Na madrugada de ontem, o Senado já tinha aprovado a lei contra o financiamento ao terrorismo, não menos polêmica. Uma demanda do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), um organismo intergovernamental criado para proteger o sistema financeiro da lavagem de fundos, a legislação é considerada por analistas e pela oposição pouco específica e muito ampla. Além de ser apontada como um arcabouço para impôr maior restrição à liberdade de expressão. "Do jeito que está, a nova lei abre portas à criminalização do protesto social", disse à France-Presse o senador opositor Ernesto Sanz.
Mídia
José Sbatella, chefe da Unidade de Investigações Financeiras (UIF) e porta-voz oficial em defesa da nova legislação, alertou que a medida também é capaz de atingir a mídia. "O que se prevê é a possibilidade de que um grupo de pessoas com grande poder econômico possa organizar uma política para esvaziar as reservas ou aterrorizar a população, levando-a a retirar o dinheiro dos bancos. Os que provocam isso são um núcleo muito reduzido, que logo difunde a situação nos meios (de comunicação)", disse ao jornal Clarín. Sob esse ponto de vista, os jornais argentinos poderiam ser vistos como veículos de disseminação do pavor, forçando manobras especulativas com moeda estrangeira.
"Essa lei antiterrorismo é suficientemente indefinida sobre um tema muito delicado, que é a corrida bancária", explicou ao Correio Facundo Galván, cientista político da Universidad Católica Argentina. Segundo ele, a notícia pode induzir a uma ação coletiva financeira ou de consumo. "Parece-me muito preocupante. A legislação pode funcionar como um condicionante à liberdade de expressão, ao condenar um jornalista ou meio de comunicação por publicar uma informação", admitiu. Galván explica que a lei antiterrorista é demasiadamente ambígua e ampla em sua interpretação
Magnífico. O governo brasileiro deveria fazer o mesmo e ainda criar uma taxação para mída via internet
Acho que em 2012 o PIG irá estar focado em descontruir Haddad e, indiretamente, continuar minando Lula (o seu principal apoiador). O Estado de São Paulo é o maior contribuinte do PIG, a través dos seus anunciantes e compras vultuosas para distribuição gratuita, etc. A perda do governo de São Paulo seria a maior derrota do PIG (obviamente, incluo aos tucanos dentro desse barco - não o inverso).
O jornal Estado de Minas olha na distância e torçe por isso.
Discordo, se compreendi corretamente o post. O problema não é "a velha mídia". Sempre houve disputas dentro do PT, assim como em outros partidos. Há uma clara oposição entre os grupos de alguma forma se reuniram em torno da "carta aos brasileiros" (cuja principal figura foi o Palocci), e da "tese da governabilidade" (que reune outras tendências e líderes), e as alas mais à esquerda e/ou desenvolvimentistas do partido e aliados. Lula, como todo grande político, administrou e estimulou esses conflitos e deles sobe se aproveitar (aliás, por mão de quem o Palocci foi para o governo Dilma?). Hoje, todas a tendências reivindicam o Lula. Ele se colocou (e de fato está) acima das disputas, e assim ficará, qualquer que seja o resultado dos conflitos. Vale lembrar também que a Dilma não é uma petista histórica; ela tem igualmente outros compromissos, que são heranças geracionais de um passado que não se esquece ou se apaga facilmente. As alas da "carta aos brasileiros" e "da governabilidade" tinham uma posição muito forte, fruto da aliança com o capital financeiro e do sucesso inegável do primeiro mandato. Mas tinham também um calcanhar de Aquiles: as práticas, digamos, pouco republicanas. Isso os enfraqueceu no segundo mandato, mas não decisivamente. No governo Dilma, a crise econômica (e o calcanhar... ) mudaram o quadro, abrindo espaço para as outras propostas. E o Lula? Continuará acima de tudo isso.
Não precisa ser jornalista, e eu não o sou, para estar desacreditado das empresas de comunicação a que temos acesso hoje.
Não precisa estar a favor ou contra uma situação política para perceber que existem distorções enormes nestas empresas de comunicações.
As empresas produtoras ou prestadoras de serviços de outras áreas devem seguir regulamentações claras e bem estabelecidas como: o Direito de concorrência, os Atos de Concentração, como cartelização, Condutas Anticoncurrenciais, como combinação de preço em licitações. O Poder Público possui órgãos como o CADE, a SDE e a SEAE que investigam, fiscalizam e apuram condutas prejudiciais à concorrência.
Já as empresas de comunicação... Combinam e repercutem pautas sem nenhuma fidedignidade, difamam e desqualificam e não são obrigadas a dar direito de resposta, etc, etc. Se se fala em regulamentação veem com o lero-lero de censura. Ora, então as outras empresas estão censuradas há muito tempo.
Médicos, engenheiros, advogados, jogadores de futebol possuem órgãos de classe que fiscalizam, punem e regulamentam a conduta destes profissionais na sua atividade. Já jornalistas (que nem formação precisam mais) são seres acima da lei. Podem dizer o que lhes vem na telha, ou se omitir vergonhosamente, que estão apenas exercendo o sagrado direito democrático de dizer o que pensam. E a responsabilidade? Onde é que fica?
A regulamentação dos meios de comunicações precisa urgentemente entrar na pauta dos senhores representantes do povo que fazem as leis. Se omitir neste aspecto é dar um poder absurdo a quem já é considerado, sem exagero nenhum, o quarto poder de uma nação.
Fernando Antonio
Uma só palavra: Perfeito !
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