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Sobre o realismo na políticaEnviado por luisnassif, seg, 07/03/2011 - 13:36
Por Diogo Costa
Sustentar o espírito crítico é barbada... O difícil é dizer quais são as alternativas existentes hoje ao governo capitaneado pelo PT. Quais são as alternativas? O PCO é a alternativa? Ou talvez o PSTU, o PSOL, o PV da tucana verde Marina Silva? O governo que está aí nem pode ser classificado como governo do PT, pelo simples motivo de que o PT detém 88 dos 513 deputados federais (17,1%) e 15 dos 81 senadores (18,5%). Quantos votos são necessários para aprovar uma simples lei ordinária? Pois bem, na Câmara são necessários 257 votos, e no Senado, 41. E para aprovar uma Emenda Constitucional? Na Câmara, 308 votos, e no Senado, 49... Então, digam os nobres analistas como seria possível ao PT comandar o Brasil sozinho, sem fazer alianças? Como seria possível ao PT implementar, na íntegra, o programa histórico do partido no governo federal? Bom, o PT sozinho não conseguiria... Ótimo, e a esquerda (PT, PSB, PDT, PC do B e PSOL), conseguiria governar sem nenhum compromisso com o centro e com a centro-direita? Vejamos, a esquerda não tem nem 30% dos votos na Câmara dos Deputados. E não chega a ter nem 25% dos votos no Senado!!! Está na hora de parar com a demagogia barata de criticar por criticar e não mostrar as REAIS alternativas existentes hoje na política brasileira. Para mim, muita coisa já melhoraria se implementássemos uma autêntica reforma política, com voto em lista fechada, financiamento público exclusivo das campanhas e fim das coligações proporcionais. E quem sabe, num futuro distante, quando o PT tiver mais de 60% dos parlamentares no Congresso Nacional, possamos cobrá-lo pelo não cumprimento efetivo da plataforma original do partido... Enquanto isso, devemos nos lembrar de ver a realidade como ela é, e não como nós gostaríamos que ela fosse.
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Comentários + votados
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João Lucas Gontijo Fraga
07/03/2011 - 14:13
Vejamos, o partido aumentou o poder que tinha, está representado na presidência pela terceira vez (ou seja, um total de doze anos), e tem recebido loas de quase toda a população. Com isso, digo: Vai...
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Fabio Passos
07/03/2011 - 14:57
Ah, bom... o problema são os outros.
Como se o PT e o governo tivessem de se dobrar completamente aos interesses rentistas porque estes são impostos de forma unânime pela "maioria conservadora...
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D
07/03/2011 - 15:01
Em Goiás, dos 4 principais candidatos ao senado, o ex-prefeito Pedro Wilson(PT), o Demóstenes Torres(DEM), Lúcia Vânia(PSDB) e Adib Elias(PMDB), quem mesmo foram eleitos senão Demóstenes Torres e...
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Filipe Rodrigues
07/03/2011 - 15:15
Se tivessemos um sistema político estável, que fortaleça os partidos e garanta a governabilidade apesar de pluripartidário (que eu considero a diversidade de partidos positiva), o certo seria a...
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Luiz Horacio
07/03/2011 - 15:22
O autor do post tem sido um bravo contendor, objetivo e direto em suas posições, a maioria delas acertada. Difícil desafiá-lo frontalmente, nem sei se haveria motivo para isso, dentro da sensatez....
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DanielQuireza
07/03/2011 - 15:23
Concordo plenamente com o post. Corretíssimo. Não adiante nada ficar comparando governo real com o que seria um "governo ideal" ainda mais no ideal de quem compara. Temos que criticar sempre,...
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Fabio Passos
07/03/2011 - 15:39
Ótima entrevista com o Ivan Valente do PSOL no blog do Azenha:
"Ivan Valente: O debate interditado sobre os juros da dívida"
http://www.viomundo.com.br/politica/ivan-valente-o-debate-...
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RACS14
07/03/2011 - 15:46
Sendo assim, nas próximas eleições:
O PCO é a alternativa? Ou talvez o PSTU, o PSOL, o PV da tucana verde Marina Silva?
a) ( ) PSOL
b) ( ) PSTU
c) ( ) PV
d) ( ) PCO
e) (X) NDA, continuamos com o PT
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David da Costa e Silva
07/03/2011 - 15:51
Quando vi: "...o PV da tucana verde Marina Silva? ..."
Pensei se o PT é tão diferente assim do PSDB. A resposta é claro que é não, se alguém duvida basta observar as atuais políticas economicas do PT...
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David da Costa e Silva
07/03/2011 - 16:54
Tô até começando a achar que o Tio Rei tem alguma razão em certos comentários dele.
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Ebrantino
07/03/2011 - 17:16
Alexandre, essas suas intervenções curtinhas são o meu pesadelo, não consigo entendê-las. Poderia explicar melhor, por favor - afinal, a comunicação só se completa quando o destinatário a recebe, e...
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Ebrantino
07/03/2011 - 17:32
David, dá uma olhadinha nos resultados colhidos pelo governo Tucano, quebrar o Brasil 3 vezes, vender a Vale por 1/20 do que ela vale no mercado, quase desmontar a Petrobras, desmontar o setor...
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Morales
07/03/2011 - 17:33
http://www.ptrs.org.br/?page_id=67
"O PT afirma seu compromisso com a democracia plena e exercida diretamente pelas massas. Neste sentido proclama que sua participação em eleições e suas atividades...
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Fabio Passos
07/03/2011 - 17:37
Mentira.
As oligarquias financeiras submetem qualquer governo... que pertença as oligarquias financeiras.
Não precisa ser assim.
O governo Lula-2 inclusive mostrou concretamente que não precisa ser...
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Fabio Passos
07/03/2011 - 17:42
O título do post precisa mudar!
De: "Sobre o realismo na política"
Para: "Sobre o puxa-saquismo na política"
O que está realmente muito claro não é a incapacidade do Braisl em...
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Fabio Passos
07/03/2011 - 17:48
Sério que você concorda com este fatalismo mentiroso?
Pois então tome uma boa dose de Paulo Kliass e de verdadeiro realismo político... um antídoto contra este puxa-saquismo acrítico do...
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David da Costa e Silva
07/03/2011 - 18:17
Isso foi o que me fez votar na Dilma no 2º turno(no 1º votei na Marina mesmo). Mas a convergência das atitudes que estão sendo tomadas neste início do mandato da Dilma estão me fazendo ficar...
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Ebrantino
07/03/2011 - 18:44
Apenas com base nos comentários apresentados, que me parecem bastante representativos das idéias que que transitam a varejo, por aí, vejo tres correntes - duas com criticas expliíitas ou...
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Follow the money, follow the power.
Vejamos, o partido aumentou o poder que tinha, está representado na presidência pela terceira vez (ou seja, um total de doze anos), e tem recebido loas de quase toda a população. Com isso, digo: Vai lá, Alex, liga pro diretório estadual do PT onde você mora e fala para eles pedirem para sair. E depois conta por quanto tempo eles riram na sua cara.
O PT paulista, é exceção no PT que governa, só a presença do Dep. Fausto Figueira já o enobrece a ponto de ficar fora das críticas rasteiras e peçonhentas que certas militâncias insistem insidiosamente.
Falo deste PT adesista e oportunista, do âmbito federal, que ao ver a canoa balançar no prenuncio da tempestade pela marola que se avoluma, já fala em abandonar o barco.
No mais, não consigo ver como suas contribuições, curtas ou longas, enriquecem este debate, mas como sou otimista, espero compartilhar com você ricas e construtivas discussões sobre o futuro da política partidária nacional.
Follow the money, follow the power.
Alexandre, essas suas intervenções curtinhas são o meu pesadelo, não consigo entendê-las. Poderia explicar melhor, por favor - afinal, a comunicação só se completa quando o destinatário a recebe, e não o estou conseguindo. Please. Ebrantino.
ebrantino
Está frase foi a primeira coisa que me veio à mente depois de ler a mensagem e que foi aprovada pelo meu coração.
Os problemas nacionais são muitos e de magnitude gigantescos, isto todos nós que postamos no Nassif estamos careca de saber e discutir, mas não fugindo da legalidade instituída pelo estado de Direito em que vige a Nação, os Dep. Federais é que são os responsáveis pela identificação, discussão, solução e implementação destes problemas.
Hora, quando se auto proclamam incapazes para a tarefa e tentam se esquivar da responsabilidade da tarefa a que se propuseram, não resta outra conclusão do que a frase acima e o alerta a chefe do executivo para o que lhe espera à frente.
Follow the money, follow the power.
Única reforma é o fim das coligações proporcionais (nas eleições de cargos majoritários devem continuar). Que já está quase valendo só precisa do jugamento do pleno do STF, já que novamente o congresso nacional e os partidos abdicaram de suas prerrogativas legislativas e foram fazer uma provocação ao judiciário sobre o tema.
Os congressistas deveriam apenas criar incentivos à fusão dos partidos através da legislação eleitoral, lei geral dos partidos e dos regimentos internos. O eleitor ao longo do tempo que decidirá quais partidos irão sobreviver.
É uma questão de inteligência coletiva, porém sou conciente que nossos parlamentares não conseguem concenso nem para formular uma regra de uso de banheiro público. Então deles não espero muito.
Ah, bom... o problema são os outros.
Como se o PT e o governo tivessem de se dobrar completamente aos interesses rentistas porque estes são impostos de forma unânime pela "maioria conservadora".
Não é verdade. Não é assim. É claro que é possível costurar acordos com a base conservadora para superar o subdesenvolvimento do Brasil. Há interesses na base conservadora que não aceitam a completa submissão do Brasil ao parasitismo rentista. Basta ler Delfim Neto...
O subdesenvolvimento não precisa ser nosso destino como decretaram as oligarquias financeiras.
O PT fez e mantém uma opção política pelo cassino.
É decisão política do governo favorecer a especulação.
Da forma que está, o financiamento de suas campanhas eleitorais parece mais importante para o PT do que o futuro do Brasil...
O PT não é esse bloco único que alguns querem transparecer...
A uma violenta disputa interna no partido, diga-se de passagem, desde a sua fundação.
O antigo Campo Majoritário (atual Construindo Um Novo Brasil) é a tendência interna mais forte, detém aproximadamente 55% de força interna no partido e comanda o mesmo com mão de ferro desde 1995.
Ou se derruba essa tendência, abrindo espaço para as tendências à esquerda da mesma, ou o PT vai continuar desbotando. O PT ainda é a principal ferramenta da classe trabalhadora no Brasil. As massas se referenciam no e pelo PT, mas o partido está aprisionado pelo burocratismo e pelo hegemonismo do antigo Campo Majoritário.
Diogo Costa
Diogo Costa (segunda-feira, 07/03/2011 às 18:58),
Ia dizer que aqui solto o seu comentário lá do post "Críticas para e não ao governo" de segunda-feira, 07/03/2011 às 10:32 aqui no blog do Luis Nassif e feito a partir de comentário de Romanelli a que você se referia em seu comentário e que lá achei que ficou faltando o elogio, pois bem, aqui solto o seu comentário ficou de bom tamanho. Lá ele pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/criticas-para-e-nao-ao-governo
Mas, uma no ferro e outra no ferradura. Culpar o Campo Majoritário por um possível desbotamento do PT ao mesmo tempo que atribui ao realismo do PT a capacidade de conseguir avançar a açao polítca no Brasil não me parece muito coerente.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/03/2011
Os avanços dos oito anos de governo capitaneados pelo PT são inegáveis, não há o que discutir...
Mas certamente poderíamos ter avançado muito mais, e mais rápido, se o Campo Majoritário abrísse espaço para as tendências mais à esquerda dentro do partido. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Me refiro a questão da reforma agrária, a reforma política, a reforma das comunicações, etc... O Campo Majoritário é amplamente vencedor nas suas teses de como conduzir o governo federal, mas está aprisionado ao modelo que vem sendo construído desde 1995 pelo Zé Dirceu, as alianças com o centro e a centro direita garantem a governabilidade e avanços e recuos pontuais em áreas específicas. Mas a aliança com esses setores não garantem transformações profundas na estrutura social brasileira.
Por isso é que citei em meu comentário da importância, dentre outras questões, da reforma política, para modificar substancialmente a correlação de forças no Congresso Nacional e deixar o PT e a esquerda menos reféns do centro e da centro direita como são hoje...
Abraço!
Diogo Costa
Em Goiás, dos 4 principais candidatos ao senado, o ex-prefeito Pedro Wilson(PT), o Demóstenes Torres(DEM), Lúcia Vânia(PSDB) e Adib Elias(PMDB), quem mesmo foram eleitos senão Demóstenes Torres e Lúcina Vânia, estes tiveram mídia à disposição e muita grana vinda de empresas privadas, indústrias, bancos, compra de diretórios, prefeituras e lideranças políticas e religiosas
Se tivessemos um sistema político estável, que fortaleça os partidos e garanta a governabilidade apesar de pluripartidário (que eu considero a diversidade de partidos positiva), o certo seria a esquerda (PT, PSB, PDT, PC do B e PSOL) ter 40% no congresso, para ultrapassar os 50% e aprovar uma lei aí bastaria o apoio apenas de PV e PMDB. Não acho que os governos devem buscar sempre maioria constitucional, pois o custo é elevado (fisiologismo, nomeações, corrupção e etc), penso que uma mudança na constituição interessaria a todos e precisaria de consenso (governo e oposição).
O autor do post tem sido um bravo contendor, objetivo e direto em suas posições, a maioria delas acertada. Difícil desafiá-lo frontalmente, nem sei se haveria motivo para isso, dentro da sensatez. Mas a análise e a crítica são sempre possíveis e bem-vindas. O melhor conhecimento em nossa era tecnológica tem sido o coletivo, sem prescindir do brilhantismo individual, a não ser quando começa aquele coletivismo empobrecedor e impositivo. As alternativas na verdade vêm de várias abordagens, perspectivas e visões de mundo, e não apenas de uma só.
Tomara que nem o PT nem outro partido algum dia voltem a governar sozinhos. Precisamos aprender a conviver, a cooperar e, sobretudo, a colaborar mais, especialmente nos assuntos da sociedade. Se no mercado já é assim, em muitos contextos e circunstâncias pontuais... Tomara, meu ponto de vista, que as classes sociais nunca se tornem uma só. Bem, a história mostra que elas nunca serão uma só, faz parte da natureza humana e de suas organizações haver diversas especializações, níveis, filiações, etc.
O questionamento inicial que faço é: mas por que há tão poucos políticos com mandatos no PT? Por que seus quadros de repente pararam de crescer vertiginosamente? Por que a plataforma do PT e suas propostas não ganharam a maioria pelo menos simples do cenário político brasileiro? Será algo no comportamento de suas principais lideranças? Será algo no comportamento e no discurso da militância. Será que o discurso majoritário do PT hoje favorece a conquista dessa maioria, nem que seja a simples, em todo o Brasil? Seria esperado que isso ocorresse, já que o partido domina as eleições para presidente há quase 10 anos. Por que o partido perdeu lideranças como Luísa Erundina e Hélio Bicudo? Será que essas perdas têm algo a ver com essas limitações numéricas do PT hoje?
Será que o que é bom para as lideranças e para os petistas é de fato o melhor para o Brasil? Ou será que muito da disputa política tornou-se jogo de poder, mais do que política, e o preço a pagar é enorme, ou seja, pessoalmente, acredito que o PT poderia ter ido muito mais longe, e pode ainda ir muito mais longe do que foi, mas a era Lula, essa que tinha um líder tão forte, já podia ter avançado bem mais do que avançou, e podia não ter cometido certos erros muito graves que cometeu, a ponto de quase ter sido destruído na crise politica, não fosse novamente pela ajuda de muita gente que não faz parte do corporativismo partidário que se formou em torno dos jogos de poder, à volta do PT, e que envolve financiadores, aliados, lideranças e boa parte da militância.
E a discussão que provoco é política, quer dizer, quais os ganhos e as perdas desses movimentos políticos para o país, para a grande maioria da população, e também para as minorias, para os desfavorecidos, para os perseguidos políticos no Brasil de hoje...
Concordo plenamente com o post. Corretíssimo. Não adiante nada ficar comparando governo real com o que seria um "governo ideal" ainda mais no ideal de quem compara. Temos que criticar sempre, comentar, apresentar alternativas mas sempre tentar comparar com o possível de se fazer, com as alternativas existentes, com as alternativas passadas e com países com alguma similaridade.
@DanielQuireza
Sério que você concorda com este fatalismo mentiroso?
Pois então tome uma boa dose de Paulo Kliass e de verdadeiro realismo político... um antídoto contra este puxa-saquismo acrítico do governo:
"Quosque tandem abutere patientia nostra?"
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4979
"
Na verdade, assiste-se agora a uma tentativa de recuperação do espaço perdido no debate teórico e de propostas por parte dos responsáveis pelo conservadorismo na política econômica aqui e no resto do mundo. Os neoliberais, que viram seu castelo ruir como construção de farinha logo depois da crise de 2008, tentam de todo modo voltar à cena, desqualificando as propostas desenvolvimentistas e keynesianas. E o problema é que os que deveriam atuar como os defensores no governo do Partido dos Trabalhadores dessas propostas alternativas aqui nas terras tupiniquins, parecem querer render-se outra vez à hegemonia do capital financeiro. Seja pela passividade na ação e no discurso, seja realmente pela mudança de postura e por voltar a abraçar o discurso conservador. E, pouco apouco, reaparecem os argumentos do passado, baseados no chamado “TINA”, do acrônimo em inglês para “there is no alternative” - ou seja, não há alternativa.
Mas a nossa sorte é que a realidade é a oposta. Sim, existem alternativas! Muitos economistas já escrevemos sobre isso! (1) A elevação continuada e exagerada da taxa de juros não é a única, e muito menos a melhor, solução para resolver o problema atual da economia brasileira. O argumento catastrofista, quase sempre, lança mão dos riscos da volta da inflação para níveis descontrolados. E de fato não interessa a quase ninguém, e muito menos aos trabalhadores e aos setores mais desprotegidos da nossa sociedade, o retorno a ambientes inflacionários como os que o Brasil viveu antes do Plano Real. Mas uma coisa é ter a preocupação em não permitir o crescimento exagerado dos preços. E outra, totalmente diferente, é utilizar de forma cega e pouco inteligente a elevação da taxa de juros do governo para esse intento. Entre outras razões, pelo fato de que o Brasil já pratica há vários anos a taxa mais alta do mundo. E aumentos sobre os níveis já elevados têm efeitos catastróficos para o conjunto da sociedade. Com exceção nada honrosa, é claro, daqueles que vivem no mundo fantasioso da renda financeira
"
Ótima entrevista com o Ivan Valente do PSOL no blog do Azenha:
"Ivan Valente: O debate interditado sobre os juros da dívida"
http://www.viomundo.com.br/politica/ivan-valente-o-debate-interditado-so...
"
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) resume a situação, grosseiramente, assim: os bancos mandam no governo, os bancos mandam na oposição, os bancos mandam na mídia.
Por isso, o debate sobre a dívida pública brasileira (de 2 trilhões de reais) e os juros e amortizações pagos em função dela (380 bilhões de reais em 2009) inexiste.
A partir da CPI da Dívida Pública, que teve baixíssima repercussão na mídia brasileira, Valente produziu um relatório de 870 páginas que apresentou ao Ministério Público Federal, propondo que haja uma auditoria das irregularidades e ilegalidades. “A grande mídia não tinha interesse nesse debate”, afirmou.
(...)
O deputado diz que a dívida pública é “o grande gargalo” que impede os investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Na educação, diz que o PT “absorveu ideologias do tucanato”: o papel do governo, via ENEM, por exemplo, seria apenas o de avaliar, não de investir maciçamente em educação pública para todos, em todos os níveis.
Ele lembra que o Congresso aprovou em 2001 o investimento mínimo de 7% do PIB na educação, projeto vetado pelo então presidente FHC. O veto foi mantido ao longo de todo o governo Lula, com a taxa de investimento na educação chegando aos 5% apenas agora, em 2010.
"
Sendo assim, nas próximas eleições:
O PCO é a alternativa? Ou talvez o PSTU, o PSOL, o PV da tucana verde Marina Silva?
a) ( ) PSOL
b) ( ) PSTU
c) ( ) PV
d) ( ) PCO
e) (X) NDA, continuamos com o PT
Quando vi: "...o PV da tucana verde Marina Silva? ..."
Pensei se o PT é tão diferente assim do PSDB. A resposta é claro que é não, se alguém duvida basta observar as atuais políticas economicas do PT e compará-las com a do PSDB na era FHC. Depois meu caro, a Marina se não me engano era filiada ao PT e, para mim, é sim uma alternativa viável ao PT=PSDB.
Nenhum petista pode criticar o PSDB, posto que ao chegarem ao poder assumiram a mesma postura que o último. Desta forma um petista criticando os tucanos, pra mim, não soa mais que uma pessoa que subestima minha inteligência.
E que inteligência! Admirável...
Caro amigo, posso até não ser inteligente para os seus padrões mas estudo em universidade pública né(o MEC valoriza muito a universidade pública, sabe como é hoje em dia né)? rsrsrs
E se pra ser inteligente precisa ser filiado ao PT, ou falar bem do mesmo (e dizer com todas as letras que não há diferença entre PT e PSDB) então prefiro não ser inteligente como vc. rsrs
Sabe como é né? QUESTÕES ÉTICAS E NÃO VENDO MINHA OPINIÃO.
E depois tem comentarista aqui que é ATEU FANÁTICO, que acho que é tão ruim quanto QUALQUER RELIGIOSO FANÁTICO.
David, dá uma olhadinha nos resultados colhidos pelo governo Tucano, quebrar o Brasil 3 vezes, vender a Vale por 1/20 do que ela vale no mercado, quase desmontar a Petrobras, desmontar o setor elétrico e patrocinar o único colapso do fornecimento de energia do Brasil Moderno, rastejar perante os EUA, inventar a reeleição e pagar aos deputados para aprová-la, patrocinar o estrelionato do câmbio administrado, etc, etc, além de iniciar o desmonte do Estado, e compare com os resultados do Lula, e voce verá como é parecido o PSDB com o PT. Se voce fizer tudo isso e não se convencer, tudo bem, cada um vê o que quer ver, Legal. Ficamos amigos e vamos falar de amenidades, não de politica. Ebrantino.
ebrantino
Isso foi o que me fez votar na Dilma no 2º turno(no 1º votei na Marina mesmo). Mas a convergência das atitudes que estão sendo tomadas neste início do mandato da Dilma estão me fazendo ficar arrependido.
David, a paciencia é a virtude do fortes. Como forte, você deve cultivá-la (a paciencia) Ebrantino.
ebrantino
Ebrantino, nesta não há como discordar de você !
Tempo é tudo no mercado.
A Dilma têm crédito para gastar até o barril de petróleo chegar ao patamar fatal, por volta dos US$120,00, dai para frente o gongo já terá soado e o nocaute decretado.
Corre Dilma !
Follow the money, follow the power.
"basta observar as atuais políticas economicas do PT e compará-las com a do PSDB na era FHC":
Ok. Olhei. Comparei. Eu fico com as do PT mas so porque as do PSDB eram uma gigantesca fabrica de favelas.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
"Para mim, muita coisa já melhoraria se implementássemos uma autêntica reforma política, com voto em lista fechada, financiamento público exclusivo das campanhas e fim das coligações proporcionais."
Lista fechada só favorece os caciques e dificulta a renovação das casas legislativas. E não evitaria os Tiriricas da vida. Pelo contrário, seria só pegar um puxador de votos e botar de segundo ou terceiro da lista. Poderia garantir a eleição de gente que não se elegeria nem distribuindo dinheiro na rua.
Mas no caso de voto em lista fechada sair do papel restaria saber como o brasileiro passaria a votar e encarar as eleições legislativas. Passariam a dar maior relevância ao partido e quadros (nomes na lista) do mesmo ou simplesmente continuaram votando no candidato, sem parar para ver sua posição na lista e a viabilidade de sua eleição?
E não vejo os deputados com base sólida no interior (mas sem tanto força no partido) apoiando uma medida como a lista fechada. Por alguém abriria mão da segurança do seu curral eleitoral para entregar para o partido o seu futuro político?
De resto, acrescentaria na sua lista o fim do quociente eleitoral. Os partidos deveriam tentar trazer para seus quadros pessoas comprometidas com suas ideias e visão de mundo. E não (sub)celebridades que são usadas apenas pela capacidade de atrair votos e quem sabe eleger mais alguns na carona.
Tô até começando a achar que o Tio Rei tem alguma razão em certos comentários dele.
Em quais?
Diogo Costa
Esta análise é uma evolução quando comparada a do puxa-saco que fez até gráfico prá tentar demonstrar "a pindaíba dos rentistas" em meio ao maiores lucros da história conquistados pela banca.
Nesta o sujeito pelo menos admite a situação vergonhosa de submissão do governo e do PT as oligarquias financeiras.
Uma pena que tenta justificar as calças arriadas como consequência inescapável da "correlação de forças", quando na verdade é uma opção política. Uma opção que privilegia os financiadores de campanha do PT. E isto não é coincidência.
É claro que há alternativas. Pode ser diferente.
Não só nos partidos de esquerda, mas dentro do PT e até entre os interesses conservadores, há massa crítica para romper com esta hegemonia absoluta do capital especulativo.
Para derrubar este atraso terrível que nos condena ao subdesenvolvimento é preciso evitar a defesa intransigente do governo e do PT em qualquer circunstância... seja usando patéticas construções teóricas ou o cinismo fatalista e mentiroso de que não é possível mudar.
Falou, falou e não disse nada que preste...
O PT defendeu e defende públicamente o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais.
Em 2007 a proposta foi votada e rejeitada pela Câmara dos Deputados. O PT, junto com o PC do B, o PSOL e o DEM fecharam questão em torno da matéria, bem como fecharam questão sobre a lista fechada também.
E quem foi contra? O PSDB, junto com o PP, o PPS, o PSB e o PDT, entre outros...
E aí? Se a "esquerda" diverge até na reforma política, se a direita também diverge até na reforma política, como afirmar peremptoriamente que o governo capitaneado pelo PT não faz mais reformas progressistas por falta de vontade ou por capitulação?
O mal dos sectários acometidos pelo esquerdismo (doença infantil do comunismo), é que pensam que o mundo é preto e branco, pensam eles que o triunfo da vontade voluntarista é capaz de modificar as relações sociais concretas existentes entre as classes sociais...
Se vivos fossem em 1921, o que diriam os sectários sobre a NEP de Vladimir Lênin?
Diogo Costa
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