Sobre Mario de Andrade

Por Edmar Ávila

comentário ao post "A homossexualidade de Mário de Andrade

Nassif,

Com sua permissão, tenho que dizer que Mário de Andrade não morreu em 1951, mas em 1945. Logo, um artigo que apresenta uma vindoura "Biografia" mas não se atenta sequer às datas corretas é de uma tacanhez "açu" (para usar a linguagem do Mário). Conclui um estudo de pós-graduação sobre a epistolografia e a obra do grande gênio modernista faz menos de um ano e não sei se podemos classificá-lo como "inventor" do modernismo no Brasil (isso seria mesmo possível?). Recomendo o livro "Orgulho de jamais aconselhar" do Marcos Antonio de Moraes, do IEB/USP. Mesmo na correspondência íntima não há nada que afiance afirmar algo sobre "homossexualidade", há poucos registros de possíveis envolvimentos afetivos de Mário com uma de suas professoras de alemão, não mais que isso.

Espero que o trabalho a ser publicado pelo jornalista/biógrafo seja muito cuidadoso. Não que o julgamento sobre a sexualidade seja importante, mas não reforcemos boatos. Os estudos de literatura não carecem desse desserviço.

Abraço

Prof. Edmar Ávila

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4 comentários
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Jair Fonseca

Por que não há uma biografia de Mário de Andrade? Os herdeiros não deixam? A USP não deixa?

E se Mário era homossexual? Qual o problema?

 
 
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Sergio de Moraes Paulo - Opalpiteiro

Edmar, 

 

seria mais um caso da pauta da revista "Caras" avançando sobre o campo literário?

 

Já posso ver o banimento da obra de Mário de Andrade em determinadas escolas mais conservadoras.

 

Aos que se preocupam com a homossexualidade do escritor, não custa provocar:

 

 

- Qual Mário de Andrade interessa? O gênio ou a pessoa?  Sem querer ofender: "Que Mário?????"...

 

 

 
 
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Durvaldisko

"O do Armário!!!"...

 
 
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Indigo

Que fosse hetero ou homo, não importa. O que não pode é ser adepto à castidade, que é a mais perversa modalidade sexual que um humano pode se submeter. Algumas idéias fascistas e bairristas do "Mario que não saiu que armário", me fazem crer que ele era adepto do chicotinho (cilício).

 

"A vida gosta de quem gosta dela"

 

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