Sobre as discussões de esgoto

Por Jotavê

Um post a respeito do resultado de um teste de DNA gera uma verdadeira tempestade de baixarias: é sobre isso que devemos refletir. Chamaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de tudo neste mundo, menos de santo. Nunca tinha visto tantas variações a respeito da palavra "corno", apenas para mencionar uma das escolhas vocabulares mais frequentes. Dobrem a esquina, e logo ali ao lado, na zona de comentários, verão o mesmo festival de baixarias quando o nome "Lula" é mencionado. Não faltarão variações infindáveis em torno da palavra "bêbado", por exemplo. Ou "ladrão".

me venham com tentativas ridículas de sopesar os desatinos, só para concluir desatinadamente que o de "cá" é menos  virulento. Não é, não. Para cada exemplo que me derem, terei outro. De mais a mais, o problema de fundo é o mesmo: a insistente tática de tentar reduzir a discordância política a uma assimetria moral. Quem não pensa como eu é um petralha, um esquerdopata, um meliante social, um zero ético, um fracassado tentando racionalizar suas derrotas. Ou, então, mais simplesmente, um corno. É disso que estamos falando. 

É perfeitamente possível criticar o governo de Fernando Henrique Cardoso sem atingir a sua honra pessoal. Alguém dirá que também é possível concluir que, além de mau político, ele também foi um canalha. Não, meu caro. Isso não é possível. Se fosse possível concluir isso de alguém que tem a biografia de Fernando Henrique, seria possível concluir a mesma coisa a respeito de QUALQUER outro político, e não haveria razão alguma para deletarmos os insultos feitos ao ex-presidente. Canalhas MERECEM ser insultados, eu suponho. 

Não peço que percebam que já se forma um consenso entre os intelectuais de que os governos de Lula e de Fernando Henrique têm mais pontos em comum do que imaginávamos. Perceberão isso em breve, quando o consenso começar a se tornar perceptível nos suplementos dominicais. Seria bom, no entanto, admitir desde já que as TORCIDAS de Lula e de Fernando Henrique são parecidíssimas em seus métodos e princípios. Se vivessem em outra época, vocês, que entram no espaço de comentários dos blogs para exercitar esse tipo de violência verbal, estariam vociferando contra a bruxa apavorada na carroça. É desse material que são feitas as turbas: insanidade consentida pela aprovação do grupo que me cerca. 

Antes de encerrar a peroração, deixem-me lhes contar um segredo muito simples: não sabemos o que se passou entre Fernando Henrique Cardoso e essa jornalista. Não sabemos e não deveria nos interessar saber. É assunto deles. O que chega até nos são apenas ecos distantes, distorcidos por amizades, inimizades, interpretações. Não sabemos. Há uma ética do conhecimento. Também existe uma ética da ignorância. Até prova fortíssima em contrário, Luiz Inácio Lula de Silva e Fernando Henrique Cardoso deveriam ser, para todos nós, aquilo que aparentemente eles, de fato, são: homens honestos, honrados, que chegaram ao topo da carreira política e tentaram, de diferentes formas, dar o melhor de si ao país que os elegeu. 

Esse reconhecimento singelo não encerra NENHUMA discussão política. Pelo contrário. Tira de circulação o adjetivo fácil, o impropério, para que a argumentação consistente possa ter um solo onde se firmar.

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177 comentários
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Nilson

Jotavê, você tem toda razão. Se o Fernando Henrique não tivesse comprado o congresso para a mudar a constituição pela reeleição não teríamos o prazer de termos desfrutado de oito anos de pleno desenvolvimento e oportunidade para todos os Brasileiros no governo do Lula.

 

Nilson Fernandes

 
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Jotavê

Não é a opinião do próprio Lula, você deve saber disso. Modéstia em excesso, você diria. Eu diria - lucidez. Foi uma sorte Lula chegar ao poder quando as principais reformas estruturais já estavam feitas. Sem a lei de responsabilidade fiscal, ele seria presa fácil de governadores irresponsáveis de oposição. Sem a privatização dos bancos estaduais, idem. Sem a privatização da telefonia, teria que achar dinheiro - muito dinheiro - para universalizar o serviço e implementar a banda larga no país. Nâo havia esse dinheiro. Confrontado com as três crises sucessivas enfrentadas por Fernando Henrique, e sem os cofres cheios dos dólares gerados pelo agronegócio, teria decretado a moratória da dívida e o rompimento com o FMI. Foi o que fez a Argentina, aqui ao lado. Dê uma voltinha pela avenida Corrientes - valeu a pena? 

Lula teve a SORTE de esperar a hora certa. Sabe disso. Disse isso com todas as letras. É inteligente. A vida sindical não permite devaneios bobos, e foi aquela a sua escola. Tivesse se criado em centros acadêmicos, seu discurso e sua história seriam certamente outros. 

 
 
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Sergio Saraiva

Sem Getulio Vargas não haveria a Petrobrás, nem a CSN.

Sem Jucelino não haveria a indústria automobilística.

Sem os generais-presidentes não haveria aquele monte de empresas que o FHC vendeu na bacia das almas e nunca explicou onde enfiou o dinheiro.

 
 
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Nilson

Legendado Jotavê: preste bem atenção !

Você está coberto de razão. Com o FHC ficamos com o pires nas mãos pedindo dinheiro para o FMI, e nem entregariamos a Vale do Rio doce na bacia das almas, não destruiria a industria naval,  etc. Vamos recordar o Jotavê o que disse Bill Clinton  para ele  lá na Itália para o presidente da dependência do Brasil.

Olha o vexame para o Brasil, não para ele !

 

Nilson Fernandes

 
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Jotavê

Tudo certo, Nilson. Qualquer hora dessas, discutiremos essas e outras questões. Antes, temos que construir uma base de sociabilidade. Ao contrário do que pensam Reinaldo Azevedo e outros, é perfeitamente possível ser um petista sem ser um canalha. Ao contrário do que você e muitas outras pessoas pensam, é possível defender o governo Fernando Henrique sem ser um entreguista ou traidor da pátria. Ao contrário do que vocês todos pensam, há inúmeras posições intermediárias que deveriam ser consideradas e que, nesse clima de torcida organizada mal têm como se expressar.

 
 
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Whatever

Ao contrário do que você e muitas outras pessoas pensam, é possível defender o governo Fernando Henrique sem ser um entreguista ou traidor da pátria.

Infelizmente, Jotavê, não é.

As coisas tem nome e o governo FHC foi um desastre sob qualquer ponto de vista que nós olhemos.

Foi entreguista sim. Foi lesa pátria sim.

Vc querer se iludir com essa tese de "continuismo" é problema seu.

Querer negar com o artíficio de dizer que a discussão virou Fla-Flu, não.

É claro que existem tons de cinza entre o preto e o branco.

Mas FHC foi escuridão total, não foi tom de cinza, sinto muito.

O mais bizarro é vc ser professor de universidade pública e defender o FHC. Onde diabos vc estava em 1994, 1995, quando esse cidadão começou o desmanche da universidade pública brasileira?

Faça me um favor, leia o que sua colega Marilena fala sobre o desastre FHC/Paulo Renato e reflita um pouco antes de defender o indefensável.

 
 
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Clever Mendes de Oliveira

Jotavê (domingo, 26/06/2011 às 11:31),

Vou pendurar meu comentário aqui na primeira página alcandorando-me ao seu comentário.

Vou dividir seu texto em três tópicos.

Primeiro há o seu furor insano contra as diatribes assacadas por admiradores e detratores de Fernando Henrique Cardoso e de Lula. Acho esse seu furor insano vão.

Se você escolhesse um ou outro comentário de um comentarista que você já conhece para o criticar por emitir opinião ao seu juízo disparatada, o seu furor deixaria de ser insano, ainda que a possibilidade de deixar de ser vão não fosse promissora.

Fazer o comentário de modo genérico me parece um tanto desarrazoado por isso que considero o furor insano. São tão enraizadas essas características de achincalhar e enxovalhar adversários políticos em determinadas pessoas que o chamamento a razão revela-se um disparate. Os interlocutores que você tenciona alcançar são cegos e surdos aos seus sermões.

Penso que você obterá melhor resultado se escolher interlocutores do outro lado que assumem uma posição ao seu ver totalmente inconseqüente, mas que você sabe o grau de conhecimento e de apego às idéias que eles têm. Há pessoas que dizem qualquer estrupício que lhes vem à cabeça, mas sem a menor obstinação e mudam de opinião com a mesma sem cerimônia com que proferiram a última tolice.

O interlocutor do outro lado com idéias próprias, aferrado aos argumentos que perfilha, serve até para que em um debate, mesmo sabendo que não haverá mudança de opinião, possa-se avaliar melhor o próprio entendimento do assunto e também o alheio.

É claro que cada um tem seu modo próprio de expressar e eu não posso querer que você aja conforme o modelo que eu estabeleço para mim. Pelo menos é assim que eu tenho tratado os seus comentários e tratado também comentários de outros que, ainda que de ideologia diferente da sua, assemelham-se aos seus em qualidade.

Seja, por exemplo, quando escolhi a análise de Andre Araujo sobre o ótimo post "As conferências nacionais e a democracia" de sexta-feira, 24/06/2011 às 20:18 aqui no blog de Luis Nassif a partir de chamada feita por Raquel_ para relatórios sobre o resultados das conferências nacionais, conselhos, ouvidoria e mesas de diálogo sobre políticas públicas.

Andre Araujo, apesar do preconceito principalmente contra os movimentos populares, especialmente os da América Latina, e apesar de ter interesses específicos do patronato, é comentarista de renome e autor de livros clássicos reveladores de amplo conhecimento sobre a realidade política e econômica brasileira e, mesmo não havendo mudança de opinião, há a possibilidade de se aprender um pouco com os argumentos dele em réplica ou tréplica mais ou menos fundamentada, mesmos quando eles possam parecer um dislate. Foi nesse sentido que enviei comentário sábado, 25/06/2011 às 11:11 para junto do comentário dele de sexta-feira, 24/06/2011 às 22:09 e que ele havia enviado para comentário de Guiba de sexta-feira, 24/06/2011 às 21:15 e que podem ser vistos na primeira página do post "As conferências nacionais e a democracia" no seguinte endereço:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-conferencias-nacionais-e-a-democracia

O mesmo eu poderia dizer em relação ao comentário de Rui Daher que se transformou no post "Pretensão e água benta no jornalismo" de sexta-feira, 24/06/2011 às 13:41 aqui no blog do Luis Nassif e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/pretensao-e-agua-benta-no-jornalismo

De um texto óbvio da Eliante Cantanhêde, na Folha de S. Paulo, intitulado "Saindo das cordas", em que ela faz uma análise chifrim cheia de truísmo, de lugares comuns e tautológicos, e que repete análise feita em qualquer lugar do mundo, por isso mesmo é uma análise chifrim, o Rui Daher viu o preconceito clássico da nossa elite intelectualizada contra o governo do PT. Não que talvez o texto não revelasse esse preconceito, mas tratava-se de um assunto secundário. O cerne do texto era a sobreposição da questão econômica sobre outras questões que podem até ser relevantes para os que têm aqueles assuntos como prioridade, mas evidentemente não são relevantes para a maioria da população. No entanto, a maioria dos comentários foram na mesma direção do comentário de Rui Daher, todos vendo em Eliane Cantanhêde uma mera representante do PIG, emitindo uma opinião preconceituosa como é comum pelo lado de lá.

Ou pode até acontecer de nossa opinião não ser compreendida no todo, como aconteceu junto ao post "Difícil relação entre ética e política" de quinta-feira, 09/06/2011 às 10:17 aqui no blog de Luis Nassif a partir de comentário de Joaquim Aragão. O post que pode ser visto no seguinte endereço:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dificil-relacao-entre-etica-e-politica

tem o inconveniente da maioria dos posts originados de comentários de não se identificar o post de onde o comentário foi retirado. Pois bem, lá você fez referência a uma possível distinção entre a corrupção nos países da periferia e nos países centrais. Segundo você, nos países centrais a corrupção se desenvolveria pelas vias externas enquanto na periferia a corrupção se daria internamente. Não gosto de ver esta distinção entre países centrais e países periféricos quando se discute a corrupção, mas ainda que se faça a distinção não vi e não vejo justificativa para a sua caracterização de a corrupção ocorrer no espaço externo nos países centrais e internamente na periferia. Não vejo justificativa no seu argumento porque considero que todos os dois tipos de corrupção podem ocorrer em qualquer natureza do país embora reconheça que os países com mais poderes imperialistas podem evidentemente ter mais espaço para a corrupção na via externa. Você me entendeu errado imaginando que eu queria dizer que nos países centrais não havia a corrupção pela via externa.

Bem, então é isso, mesmo nos comentaristas que nós conhecemos a exaustão, o convencimento, quando não ocorre o mau entendimento, é praticamente impossível e me parece um tanto vago direcionar a crítica para milhares de comentaristas que têm aparentemente o mesmo comportamento, mas possuem uma fundamentação bastante distinta.

O segundo tópico em que eu divido o seu comentário é a sua tentativa de alinhar Fernando Henrique Cardoso e Lula como se eles fossem continuidade. Bem não custa lembrar como eu já fiz diversas vezes aqui no blog de Luis Nassif, ou no blog de Alon Feuerwerker ou no blog de Na Prática a Teoria é Outra, que você está em boa companhia. Menciono aqui pessoas do primeiro time que tentam fazer essa união: José Eli da Veiga e Renato Janine Ribeiro. Aliás você é uma dos que eu gosto de mencionar como inclusos nesse time. Diria até que Luis Nassif também procura fazer a análise política e econômica brasileira vendo certa identificação na ideologia do PSDB e na do PT.

Luta fútil, sem proveito e inglória. Fútil porque o governo Lula veio depois do governo de Fernando Henrique Cardoso e quem conhece um mínimo do serviço público sabe da impossibilidade de ocorrer rupturas na administração pública pela simples mudança dos governantes. Então falar em continuidade é apenas um truísmo sem relevância.

Sem proveito porque quando se analisa a realidade política brasileira e verifica a fraqueza do PT para impor ao Brasil um governo hegemônico, como pode, por exemplo, impor à Argentina o Partido Justicialista, sabe-se o quanto para o PT é importante dispor e poder utilizar os mecanismos que na melhor das hipóteses devem ser vistos como herança maldita do governo de FHC (Livre fluxo de moedas, câmbio flutuante, Banco Central com relativa autonomia, Regime de Metas de Inflação, liberalização do comércio exterior, Lei de Responsabilidade Fiscal, venda da Vale, Agências Reguladoras , etc.). São heranças malditas, mas que dada a fraqueza do PT como partido não hegemônico na população brasileira, um governante do PT não pode abrir mão.

E é inglória a pretensão de colocar no mesmo nível ideologia distintas, pois, não só no início havia diferenças entre PT e PSDB, como também houve diferenças na escolha dos caminhos e as diferenças, associando-se a essas diferenças as disputas que os dois partidos travaram nos últimos quase vinte anos, levaram a que os dois partidos se distanciassem um dos outros, se não tanto nas suas cúpulas, seguramente nos seus prosélitos.

E o terceiro tópico do seu comentário é a sua análise sobre a discussão a respeito do filho que se supunha ser de Fernando Henrique Cardoso. Aqui a meu ver seu comentário foi perfeito. Sempre me pareceu desqualificada as ilações que se faziam a respeito dessa relação que resultou no que se supunha ser filho de Fernando Henrique Cardoso. Para mim, o assunto só tinha interesse quando se tentava mostrar uma distinção entre a postura da imprensa no caso da filha de Lula e a postura da imprensa no caso do filho que se supunha ser de Fernando Henrique Cardoso. Mesmo assim, me parecia que se fazia uma cobrança da imprensa indevidamente, pois o tratamento que a imprensa deu a filha de Lula sempre foi comedido. Quem utilizou de forma desregrada o episódio foi Fernando Collor de Mello para se eleger presidente. Aliás, talvez nem se devesse dizer desregradamente, pois ele utilizou o episódio exatamente porque não havia regra que o impedisse de utilizar. Aliás, tudo que não há regra proibindo pode ser utilizado para ganhar a eleição. Como fez Fernando Henrique Cardoso para ganhar a eleição de 1994, levando o país a correr o risco de ter crises no Balanço de Pagamentos que nos alcançou durante todo o primeiro mandato e só puderam ser superadas com a maxidesvalorização de 2002. Também como fez George Walker Bush, o filho, para ganhar a eleição de 2004, invadindo o Iraque e que para você foi só uma forma de fazer corrupção. Talvez tenha sido uma forma de se fazer corrupção de forma mais imediata no que se pode designar como corrupção da alma cívica do povo, como foi o Plano Real. É claro que mais à frente, a invasão do Iraque se mostrou uma grande válvula para a corrupção no sentido próprio.

Aliás, usar o direito de fazer qualquer coisa que não for proibida por lei para ganhar a eleição é inconteste no mundo todo. Direito, entretanto, que Luis Nassif não o reconheceu a José Serra quando o acusou de político vingativo e desequilibrado junto ao post "O novo ciclo da blogosfera" de terça-feira, 21/06/2011 às 11:08 aqui no blog dele e que se encontra no seguinte endereço:

http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-novo-ciclo-da-blogosfera

Creio que José Serra fez muito menos do que Fernando Collor de Mello que não mereceu de Luis Nassif a desqualificação que José Serra ganhou. Talvez porque como a moral correta é a do vencedor, José Serra, como derrotado, não pudesse usufruir dos mesmos direitos que o vencedor usufrui.

E não custa lembrar mais uma vez que embora no caso deste post “Sobre as discussões de esgoto” com base em comentário seu seja fácil identificar o post de origem penso que vale a pena sempre fazer o link ao post original. Só não o faço porque não o consigo encontrar. Faço entretanto o link a um post que parece que vem em seguida ao seu e que parece ter se originado aqui neste post “Sobre as discussões de esgoto” feito a partir do seu comentário. O link é:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-entre-o-publico-e-o-privado

E o post intitula-se “FHC entre o público e o privado” de domingo, 26/06/2011 às 16:51 e foi feito a partir de comentário de Ricardo R. O texto de Ricardo R. é crítico em relação ao post de Jotavê. Mandei para lá um comentário, antes de enviar este, em que falo da semelhança de uma crítica de Ricardo R. (Que no meu comentário eu chamei Rodrigo R.) com o que eu disse aqui neste comentário de que não tem muito significado dizer que dois governos que vêm em seqüência adotam políticas de continuidade.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 26/06/2011

 
 
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Lucile

Jota,

VÊ!

 
 
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kadin

Valeu, Nilson! Vibrei com o vídeo legendado cujo link vc postou. Foi o melhor que vi nos últimos tempos, incluidos aí os do período pré eleitoral. É o que se poderia chamar um verdadeiro  "tapa de luva". FHC está completando 80 anos e, naturalmente, merece os parabéns, mas acho que o elogio da Dilma subiu à cabeça de seus correligionários. Em entrevistas, aguns deles o tomaram não como um ato civilizado e educado da presidente, mas como uma espécie de "rendição" à "capacidade e brilhantismo" de FHC. E também o aproveitaram para "cutucar"  Lula. Pra variar. Abração.

 
 
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Rabuja

Eu acho que uma parte do que foi comentado na postagem sobre a boa herança FHCiana precisava ser combinada primeiro com os tucanos afinal eles esconderam o FHC nas 3 últimas campanhas de eleições presidenciais. Se nem os tucanos enxergam nada de bom, como os outros enxergariam?

 
 
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Nilson

Lula não teve sorte. Teve competência e carisma com o povo mesmo com muitos defeitos.

 

Nilson Fernandes

 
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Nilo

A Argentina foi levada a decretar moratória pela mesma política neoliberal praticada por Menem e FHC,  a diferença básica foi que na hora H em 2003 o país que FHC entregou falido se salvou porque as comodites subiram muito, aliás isso os próprios Tucanos reconhecem quando dizem que Lula teve sorte da valorização das comodites.  Tanto é que entregaram o país falido que se não estou enganado o Borhausen falou que Lula ia quebrar o Brasil(ja tava quebrado) e que iriam se livrar dessa raça por anos. 

Abraço  

 
 
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Alexandre Souza

Jotavê, sobre a privatização há muitas variáveis não consideradas em seu discurso. É uma visão um tanto simplista, a visão típica. Deixa de lado os gigantescos progressos tecnológicos, deixa de lado o impacto nas indústrias nacionais. Me parece um discurso financista tradicional, valorizando o investimento em volume desassociado dos efeitos nas cadeias produtivas dos setores estratégicos.

Deixou de lado o fato de que em um contexto sem inflação não seria mais necessário contingenciar o investimento de estatais como ferramenta de política monetária. Deixou de lado o desenvolvimento em visão mais ampla, sem a componente do desenvolvimento tecnológico e da inovação. Esta de fato principal arma de domínio atual e que tornnar-se-á cada dia mais importante, e nós a cada dia menos. Salvo Petrobrás, que estava na fila a ser privatizada, a agricultura e talvez a indústria sucroalcooleira. Nesses setores talvez ainda consigamos estabelecer algum domínio tecnológico, isso se Aecinho não chegar lá.

Esse pseudo-sucesso da privatização não se sustenta, nem mesmo na tal banda-larga pois desconsidera-se normalmente o fantástico desenvolvimento tecnológico na última década. A Vale também não é referência, basta China e logística que qualquer gestor médio conseguiria estabelecer o oligopólio com 3 atores no mercado mundial. Qualquer gestor a faria lucrar, e muito. No mais, o mix empresa estatal e empresa privada deve sempre ser buscado, mas afirmar que as políticas privatizantes de FHC foram um sucesso e trouxeram ganhos ao governo Lula é um equívoco. Em alguns casos é verdade. Em outros e em setores muito importante, o prejuízo total em Desenvolvimento foi e será significativo

 
 
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cacá quintela

Poxa, além de filiado ao PSDB você também é cartomante!!!

Sensacional. Graças ao FHC o Lula foi um sucesso no governo. Não sei onde é que já ouvi isto antes.

Teus comentários nem merecem contestação. Um cara que nãom sabe onde se "mete", não pode saber o seu rumo...

 
 
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José de Queiroz

Jotavê, seu texto foi bem escrito e concordo com a maioria de suas palavras. Quando se parte para ofensas pessoais a discussão não faz sentido.

Acho que qualquer governo precisa realizar ações que beneficiem não a si próprio, mas a governabilidade, inclusive, de seus sucessores. Lula certamente foi beneficiado com algumas, porém teve que se virar para consertar muitos problemas deixados. Também concordo que existiram semelhanças entre os dois governos, mas graças a Deus ocorreram muitas diferenças. estas sim, mudaram o País pra melhor.

A visão de Lula voltada para o Social, o crescimento do Norte/Nordeste, o sentimento nacionalista de não se dobrar às grandes potencias mundiais. A valorização da PETROBRAS e da Indústria Naval Brasileira são exemplos que aumentaram a auto-estima de todos nós brasileiros. Agora realmente estamos acreditando que o País é grande e respeitado, porque primeiro tivemos que nos dar o respeito. Deixar de lado o complexo de vira-latas como o Lula costuma falar.

 
 
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Quintela

SORTE????

Vc pegou pesado!

O mundo inteiro discorda de vc...

Vc disse que depois de FHC não se precisa mais de presidente???

Qualquer um que sentasse na cadeira do palácio da alvorada faria o que Lula "fez"????

 
 
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João Bosco Rocha

Meu caro Jotavê, quanto à sua intervenção para que as discussões aqui no blog do Nassif se dê de muito civilizado, tudo bem, concordo com você. Mas querer dizer que as privatizações possibilitaram à Lula viabilizar seus projeto de governo, não concordo. Você deve se lembrar (para citar apenas um caso), de que, quando da privatização da Embratel, FHC ficou todo animado e disse que parte do dinheiro seria aplicado no social, quando foi desautorizado por ninguém menos o Pedro Malan, seu ministro, que dizia que o dinheiro deveria ser utilizado para o pagamento da dívida (lembra?). E como todos nós sabemo, a divída do governo FHC, com todos os pagamentos proporcionados pelas privatizações (Vale, etc) "aumentou" de 60 bilhões para algo em torno de 750 bilhões. Daí o ímpeto de muitos (eu, entre eles) de xingá-lo alucinadamente, porque fui enormemente prejudicado por esse....ok, atendendo ao seu pedido vou me conter.

 
 
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Angelo Giordani Frizzo

Concordo com tudo em seu post. Realmente está cheio de desbocados comentando sobre assuntos que não conhecem, sobre pessoas que não conhecem, etc.  

Ontem mesmo,  li os comentários a um post  colocado em um jornal de direita (fsp)( e eram centenas), sobre a doença de Hugo Chaves.  Cheguei a conclusão de que é verdade que aditadura nos deixou com mais de 80% de analfabetos funcionais,  e, o pior,  mais de 98% de alfabetos políticos, a grande praga da humanidade ,  como disse Bertold Brecht  ha mais de 100 anos.

As redes sociais(blogosfera, internet) são a únicas que podem mudar isso, já que não se pode esperar da nossa "grande" imprensa nada melhor do que está aí. Precisamos ir a luta e achar uma forma de  produzir informações  de qualidade e verdadeiras, sem tendências políticas.

Hoje a globo news fai apresentar um documentário(?) sobre a AL JAZEERA, parece que às 20 horas. Como é a MELHOR organização de imprensa do mundo(segundo a hilary clinton), espero que não a desmoralizem perante o público Brasileiro. 

Quanto as críses enfrentadas e os sucessos obtidos por FHC e Lula, já considero suas opiniões tendenciosas e,  como nossa "grande " imprensa, políticas.

 
 
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Angelo Giordani Frizzo

Aproveitando , sempre é bom ...

http://www.aljazeera.net/

ou

www.cubadebate.cu

 
 
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Lucile

 

Jota, vê!

 
 
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Sanzio

Sugiro que em todos os posts o comentarista seja o primeiro a escrever orientando-nos, os parvos e ignorantes, sobre quem é quem: quem é canalha e quem não é, quem merece ou não ser insultado, etc. Já sabemos que os intelectuais decidiram que FHC e Lula são iguais, portanto nenhum dos dois merece os xingamentos que lhes são dirigidos. Pelo menos até que os suplementos dominicais nos digam o contrário. Espere um pouco, mas os suplementos dominicais e os próprios jornais diários já chamam o Lula de bêbado, estuprador, assassino, então como é que fica?

Ih, rapaz, acho que você magoou por causa de seu ídolo, e só enfiou o nome de Lula nessa história para ficar bem na fita e ver se o Nassif dava um upgrade em seu comentário. Pronto, conseguiu.

Agora, deixe-me contar-lhe um segredo muito simples: dos mais de duzentos comentários sobre o filho de FHC que não era dele, apenas uns poucos realmente ofendiam o garanhão. Muitos faziam chacota inteligente e engraçada (do tipo, a exemplo do Plano Real e do Bolsa Família, o cara faz questão de assumir o que não fez) e a maioria criticava a mídia, particularmente o jornal O Globo.

PS: estou com vontade de insultar o Collor e o Sarney, posso?

 
 
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Casagrande

Sem contar que por conta do tal filho o honrado presidente passou oito anos sendo chantageado pela Rede Globo em prejuizo do Brasil, é claro.

Suplementos dominicais..... francamente.

 
 
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Sanzio

PS 2: não me dei ao trabalho de checar nos respectivos posts, mas você ficou tão indignado quanto agora quando foram postadas as histórias do filho do Renan Calheiros e da suposta filha de José Alencar?

 
 
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Nilson

Que eu me recorde. Não ficou nem um pouco !

 

Nilson Fernandes

 
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Jotavê

Esse discurso preconceituoso que encontra tanto eco em certas porções da classe média paulista causa em mim a mesma revolta que essas baixarias ditas contra Fernando Henrique. Se ler novamente o que escrevi, verá que fiquei a um passo de CITAR nomes específicos. Xingamento não é política, Sanzio. É catarse. 

 
 
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Dai, ao povo, o direito da livre manifestação...ler quem quer.  Não fomos nós, aqui do blog, que trouxemos o fato ao conhecimento público...o fato já é vinculado na midia algum tempo, nós apenas comentamos e, como é normal nestes casos, sempre há exaltações, principalmente por se tratar de tema tão caloroso.  Para aquele que se sente ofendido, há o botão denunciar, usar, é facultativo, como já foi tema recentemente aqui no blog.  Participei dos comentários ontem, não lembro de ter-me excedido mas, acho que muitos aqui, assim como eu, sentem, neste espaço, uma oportunidade de se contrapor ao que não é dito lá fora(nas midias)..... O espaço é aberto e, repito,  lê quem quer.... Agora, com todo respeito, achar que você se saiu muito bem ontem, tomando as ofensas, como que se para ti fosse, e respondendo para muitos, também, não foi o melhor dos mundos. Tudo depende do referencial adotado...se for alguem, simpatizante de FHC, realmente se sentirá ofendido. CAbe, a cada um de nós, quando se sentir ofendido, denunciar ou responder ao comentário da maneira que achar que deva.  Me desculpe falar, mas tem cheiro de apelação. Parece se tratar de uma defesa da liberdade ...pero no mucho...desde que se diga o que se quer ouvir. 

 

Fatos que gostaria de testemunhar antes de morrer: 1-político bandido, preso; 2-juiz, promotor, procurador bandido, preso 3-Corinthians, campeão da Libertadores.....

 
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Jotavê

Minha tentativa, para ser completamente explícito a respeito de minhas intenções, é evidenciar a POBREZA de um certo tipo de discurso, e os efeitos nocivos que esse tipo de discurso tem sobre ambientes públicos de discussão. Sempre haverá gente disposta a articular esse tipo de discurso, eu sei. Espero que haja cada vez mais gente do lado contrário. Escrevo para incentivar essas pessoas a se manifestarem, para mostrar a elas que muitas outras pessoas pensam como elas, e para destruir a falsa impressão de unanimidade que o discurso truculento procura produzir. 

 
 
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Eduardo Ramos

Concordo, Jotavê! Até entendo catarses civilizadas, antipatias a determinados políticos sendo demonstradas, o ambiente é propício a isso... mas o nível de esgoto? Nassif tem que ser radical qto a isso, cada um de nós deveria. Lá no Portal, há coisa de dois anos, escrevi um texto e o pus em debate, sobre Lula ser fraco ou não, inclusive em seu caráter, não me lembro bem, eu estava aborrecido por causa do Ciro Gomes. Um tal de Jair (não lembro o sobrenome) veio com críticas tão pesadas, que muitos petistas ficaram contra ele, e depois eu soube que era costume desse cara patrulhar assim, violentamente qualquer um que escrevesse contra o Lula, e ele era pessimimamente visto por todas as pessoas civilizadas do portal, apesar de ser uma espécie de intelectual de esquerda, dramaturgo, coisa e tal... A radicalidade aqui, a favor de tudo o que vem do PT, é risível, e os argumentos muitas vezes começam assim: "bem se vê que você é um atrasado, um burguês, um tolo..." - como li, naquela discussão a respeito dos livros que ensinavam as pessoas a falarem de forma errada. Todos os que criticaram os livros, eram violentamente criticados! Não suas idéias, mas eles em si! Isso é baixaria, e não debate de idéias. Uma coisa é chamar alguém de ingênuo, outra, de "tolo", uma coisa é chamar alguém de ultrapassado, outra de "idiota burguês", e por aí vai...

 
 
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Jotavê

Se você reparar bem, Eduardo, verá que há "patotas" que entram aqui em bando. Você posta uma opinião, e eles vêm todos ao mesmo tempo. Você fica sozinho, no meio da roda. Basta manter a calma. 90% das agressões são infantis, e levantam a bola para uma resposta irônica e cortante. Você despacha com um sujeito e um predicado. As outras, vale a pena discutir. E, aí, é debate. O importante é NÃO SE INTIMIDAR. Eles estão começando a descobrir que Internet não é assembleia. Não dá para cortar a palavra, não dá para pedir questão de ordem, não dá para se aliar com o presidente da mesa. É uma ágora um pouco anárquica. Subversiva. Vale a pena ocupar esse espaço. Hoje, jornal só levanta a bola. O jogo, mesmo, é aqui.

 
 
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Mano

Porra meu!  de que livro vc esta falando, daquele distribuído pelo MEC ? Meu Deus! essa gente não tem jeito, se informa pelo PIG, e difunde suas besteiras, quase tudo com o intuito de martelar o Governo Federal, os amiguinhos  são sempre preservados.

 
 

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