Todo mundo gosta de um bom livro. Em tempos de tecnologia avançada, basta um clique na Amazon.com e você encomenda o seu livro e alguns dias depois, ele chega na sua casa. Por que deveria eu sair de casa para comprar um livro?
Essa lista do FlavorWire não dá um, mas 20 motivos para sair de casa ao escolher um livro. Eles listaram as 20 livrarias mais bonitas do mundo. A Livraria da Vila, está na lista, por sinal. Minha preferida? A igreja transformada em livraria na Holanda (foto)
A gorgeous converted Dominican church gives the power of reading its due diligence. Selexyz Bookstore, Maastricht, Holland
Modern design at its finest in a store full of art books. The Bookàbar Bookshop, Rome, Italy
We love the stairs as reading and display area, the wall-to-wall bookshelves, and the simple, clean design. Plural Bookshop, Bratislava, Slovakia
This divine neo-gothic bookstore, opened in 1906, contains what we consider to be the ultimate definition of a stairway to heaven. Livraria Lello, Porto, Portugal
Somehow, this bookstore manages to be both whimsical and slightly macabre all at once. Cook & Book, Brussels, Belgium
There’s magic in the air at this English-language bookstore in Beijing. Bookworm, Beijing, China
This majestic converted 1920s movie palace uses theatre boxes for reading rooms and draws thousands of tourists every year. Librería El Ateneo Grand Splendid, Buenos Aires, Argentina [images via and via]
How could any kid (or adult, for that matter) resist those delicious reading nooks? Poplar Kid’s Republic, Beijing, China
This is a bookstore that seems to be made almost entirely out of books — down to its dramatic front doors. Livraria da Vila, Sao Paulo, Brazil [photos via]
For those who like their green spaces (and coffee shops) to invade their bookstores. Cafebreria El Pendulo, Mexico City, Mexico [photos via]
For those browsers not as impressed by architecture as they are by the beauty of books upon books upon books in narrow hallways — not to mention a place to nap. Shakespeare & Company, Paris, France [photo via]
The huge space, high ceilings and stately pillars make for a lovely reading experience. The Last Bookstore, Los Angeles, CA
For sailors and beach readers alike, this sun-kissed bookstore is a little less ostentatious than some of the others on this list, but no less lovely. Atlantis Books, Santorini, Greece
The biggest outdoor bookstore in the world, this photo doesn’t really do the place justice — it’s all about the view. Bart’s Books, Ojai, California [photo via]
The bookstore section of the larger complex dedicated to art and design certainly lives up to its mission. Corso Como Bookshop, Milan, Italy
We’re suckers for rounded ceilings and decorative lighting. Barter Books, Alnwick, UK [photosvia]
This beautifully designed space has surprising shapes, cleverly constructed nooks and crannies and even a tree or two. The American Book Center, Amsterdam, the Netherlands [photo via]
Almost utilitarian but filled with simple old-world grace, this store is a little like what we might imagine our ideal ship’s main cabin to look like. VVG Something, Taipei, Taiwan
This store has a flying bike and books to the ceiling. Need we say more? Ler Devagar, Lisbon, Portugal
This slick, super-modern store benefits from clean design and charming flourishes of light and mirrors. Daikanyama T-Site, Tokyo, Japan































A da Holanda, da Argentina e a primeira de Portugal são maravilhosas. A da Grécia é mais bonita por fora que por dentro.
A Lello, no Porto, é parada obrigatória para turistas. Detalhe curioso: até dezembro de 2010, pelo menos, a livraria não aceitava cartões de crédito para pagamento de itens comprados lá...
Curiosidade:
Foi ali, na livraria dos Irmãos Lello no Porto que consegui comprar em 2009 um dos últimos volumes do "Diccionário Práctico Illustrado", edição de 1947 (ano em que nasci) e que usei durante todo o meu curso primário de 1954 a 1957, e uma edição antiga de "Os Maias" do Eça, daquelas em que você tem que cortar as folhas pois o livro é montado com as folhas dobradas. Atualmente eles j[a não tem mais quase nenhum livro das edições antigas. Me parece que ela hoje pertence a uma grande editora inglesa.
JA-BH Belo Horizonte - MG
Todas são muito lindas.
Acho que a Cultura (SP) e a Livraria da Travessa (na Barra, RJ) também são muito bonitas. Eu conheci a Livraria do Glopo (Porto Alegre), não muito grande mas muito bonita também.
Eu sinto muita falta da livraria que eu e o Luiz tínhamos, e lamento que você a conheceu já quase toda desmontada. Era bem mais bonita nos seus melhores dias:
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Mas dava para perceber que a loja foi muito bonita, Gunter. Aquele mezanino devia ser um charme.
Ah, teve uma época, antes de ser tão cheia, que foi bem legal sim no mezanino. Tinha sofás para leitura, jogos de tabuleiro (principalmente xadrez), toca LP (muito da hora isso!) Quadros à venda em consignação (como um café da V. Madalena que inspirou isso.) Em baixo tinha café expresso, cyber-café, revistaria, várias mesas.
Uma vez, pra um lançamento, estendemos uma bandeira GLS gigante no vão do mezanino! (as fotos disso se perderam por um problema de bateria numa câmera emprestada...)
2 vezes a loja foi cenário pra curta-metragens (e os que filmaram nunca fizeram a cortesia de mandar um dvdzinho...) Chegou a aparecer na Revista da Folha, na Ilustrada (também FSP), na Vejinha e na Carta Capital. Amigos faziam aniversários lá.
Eu fiquei muito frustrado (triste às vezes) com o fechamento, mas não podia fazer mais nada. O que eu consegui foi o seguinte : levei uns 90% dos móveis e objetos de decoração para a casa (obviamente não o cyber-café, que era terceirizado, micros e mesas de uma empresa) e espalhei por ela, concentrados no salão (você verá, ainda que ficou meio apertado e menos imponente). O Luiz não gostou muito da ideia (ele é de jogar tudo fora...), mas eu não conseguia me desapegar e no fim ele topou. O resultado é que vamos morar numa casa que em uns 50% parece com uma livraria...
Plenamente de acordo ! A Livraria do Globo, de Porto Alegre era linda!
Certamente cometeram muita injustiça com a Biblioteca do Vaticano:
Link:
http://www.google.com/search?q=BIBLIOTECA+DO+VATICANO&hl=pt-BR&prmd=imvn...
A de Nova York tambem eh espetacular, merecia pelo menos uma mencao honrosa! A sala de leitura deles eh fantastica:
http://www.planetware.com/picture/new-york-city-new-york-public-library-...
Nao vou postar porque eh um slide show com varias imagens.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Aí mora a minha curiosidade (de chato): qual o critério usado para escolher as "20 mais..."?
Quando viajo, sempre tenho como prioridades as visitas a igrejas (museus vivos, testemunhos de suas respectivas épocas), livrarias e museus.
Conheço algumas dessas livrarias, realmente muito bonitas, um prazer para visitar, admirar e comprar livros: a Lello, do Porto; a Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires; a American Book Center, em Amsterdam; a Selexyz Bookstore, Maastricht; a lisboeta Ler Devagar;a Cook&Book, de Bruxelas.
A Shakespeare & Co., em Paris não impressiona pela beleza, mas pelo charme, por sua história e sua importância cultural, em uma cidade tão rica nesses aspectos. Impossível não visitá-la.
Hmmm...Cada uma mais deliciosa que a outra.!
Belíssimas obras da arte!!
Concordo plenamente! Os donos dessas livrarias devem, com certeza, pensar com o Jorge Luis Borges para quem o paraíso é uma grande (e bela) livraria...
Abs,
Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E com tudo isso me considero perfeitamente quase normal!!!
as outras que me desculpem, mas essa da Holanda é imbatível.
No Rio tem o Gabinete Real de Leitura, que deveria entrar nessa lista. Pra mim é o prédio mais bonito do Rio. Fica perto da Praça Tiradentes.
Boa, muito bem lembrado.
Ué?! O assunto é sobre livraria ou sobre biblioteca?
abs,
Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E com tudo isso me considero perfeitamente quase normal!!!
"Library" em ingles eh "biblioteca" em portugues. O assunto eh bibliotecas apesar do titulo. Por estar acostumado eu nem notei.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Fatlou a Livraria Cultura, na Av. Paulista. Um dos maiores pontos de encontro da cidade de São Paulo.
Já a Ateneo, em Buenos Aires, é linda, porém, percebi que tinha um acervo bem menor (o setor de design, por exemplo é bem menor e restrito)
Visões do paraíso. Gostei do cinema convertido.
A primeira, na igreja, em Maastrich, me surpreendeu pelo inusitado: de fora não se percebe a grandiosidade e beleza do interior, cujo café também vale a pena. Conheci também a American Book Center de Amsterdam, que tem uma ótima filial em Haia, entre outras.
El Ateneo é lindíssima, em Buenos Aires, mas prefiro a Libreria de Ávila, a mais antiga da cidade (mais ou menos 1820), na esquina de Bolívar e Alsina. É aconchegante e, claro, tem as fotos de seus frequentadores ilustres, começando por Borges. Dizem que Buenos Aires tem 4.000 pontos de vendas de livros, entre livrarias, sebos, feiras de rua, etc. Se for verdade, é mais do que temos no Brasil inteiro!
Em abril quero conhecer a Ler Devagar, de Lisboa.
Má foto do interior da Librería de Ávila, em Buenos Aires. O subsolo é melhor. E o café, na parte superior, estava sendo restaurado em março passado, espero que esteja reaberto.
Antonio Barbosa Filho
Um grande tema, parabens, os fanaticos por livrarias adoraram e cada um tem mais uma ou duas para acrescentar à lista, que tal a Travessa do Rio,, na rua Dias Ferreira e a Rizzoli na rua 56 em Nova York?
Tambem a livraria da Stanford University, perto de San Francisco, é bem grande e bonita.
Também acho. A Rizzoli merece estar entre as mais bonitas. Mas, lembro dela na Quinta Avenida.
Contribuindo, a Linardi de Montevideo, na Ciudad Vieja. Além de bonita, possui raridades de dar água na boca.
Gilberto . @Gil17
Quem ama livros e leituras precisa conhecer o blog Livros e afins, do Alessandro Martins, que foi onde li este post pela 1ª vez.
A carta da bibliotecária Daniela Carneiro, que ele publicou hoje é um primor:
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Lixo não é livro para doação e biblioteca comunitária não é lixão
Postado em 02/02/12 por Alessandro Martins
Algumas coisas que você precisa saber antes de doar livros para uma biblioteca, comunitária ou não:
- os livros servem para serem lidos: se eles não estão em condições físicas para você ler (faltando páginas ou se desmanchando), do mesmo modo, não servirão para outras pessoas; há situações em que não é possível restaurar ou recuperar o livro; infelizmente, mesmo livros às vezes tem que ir para a reciclagem
- livros didáticos são ótimos: para escolas; e se estiverem atualizados; algumas bibliotecas comunitárias aceitam esse tipo de livro, mas se informe antes
- procure também se informar se a biblioteca comunitária aceita livros técnicos; muitas vezes esse tipo de livro não atende o tipo de serviço que a biblioteca oferece
E, absurdo ter de dizer, mas vamos lá: lista telefônica não é livro: vale para assemelhados a listas telefônicas.
Doação é um ato de amor e desprendimento.
O melhor livro para doar é aquele que você daria a um amigo, emprestado ou de presente. Doação não é algo que não serve para nada ou que está ocupando espaço ou algo de que gostaríamos de nos livrar simplesmente.
Doação não é lixo.
Alguém pode sugerir: os responsáveis pela biblioteca deveriam encaminhar esses livros inutilizáveis para a reciclagem. Desculpe-me, mas os responsáveis pelas bibliotecas já tem trabalho suficiente. O encaminhamento para a reciclagem ou para outro fim menos definitivo deve ser responsabilidade do antigo dono dos livros.
Escrevi isto depois do desabafo da Daniele Carneiro, uma das responsáveis pela Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa – que atende leitores em plena floresta atlântica, no litoral paranaense, emprestando livros sem prazo de devolução e promovendo a leitura em uma comunidade que, de outra forma, não teria acesso a livros.
Ela enviou o desabafo por email:
"Oi, Alessandro, tudo bem?
Gostaria de compartilhar com você algumas experiências sobre doação de livro, pelas quais passei últimos tempos com a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa, algumas que me fizeram perder bastante tempo, energia, e algumas até dinheiro. Eu acredito que você possa tirar algumas dicas desse meu relato, sobre doação de livros para todos aqueles que estão pensando em doar.
Aconteceu de me deslocar grandes distâncias, gastar gasolina, pagar pedágio para ir buscar caixas de doações e ao chegar em casa, os livros são enciclopédias didáticas com mais de 40, 50 anos, desatualizadas. Alguns fascículos até interessantes, mas ao serem tocados vão se desmanchando. Enciclopédias desatualizadas e livros didáticos, daqueles usados diariamente em sala de aula não despertam a atenção de novos leitores, não servem para conquistar novos leitores, nem para encantar pessoas que já leem, porque não são atraentes, já cumpriram seu dever em sala de aula.
As pessoas têm pena de jogar fora as apostilas de cursinho vestibular e livros didáticos, e acabam doando achando que alguém fará uso delas. Mas não farão. Chegam muitas doações de livros de curso de inglês com todos os exercícios completos a lápis ou a caneta. De uma doação de 500 volumes, aproveitamos 30, o resto foi tudo para o lixo, porque estavam se desmanchando ao toque.
Livros e revistas religiosos também não servem e chegam em grande quantidade. Se nem os donos acharam utilidade para esses livros, imagine para um leitor iniciante. Alguns livros têm teorias religiosas absurdas (tipo a Terra não é redonda), que não acho que seriam construtivas para pessoas que estão começando a se habituar à leitura agora.
Pela nossa experiência nesses meses com a Biblioteca Sítio Vanessa, eu vejo que as pessoas são apegadas muitas vezes a um acervo totalmente despedaçado e que não serve para ser repassado para outras pessoas. “Repassar” não significa trocar o lixo de lugar. São livros totalmente riscados, sujos, sem capa, faltando páginas, rasgados. Material que é lixo reciclável sem a menor possibilidade de oferecer uma leitura agradável, não teria condições de passar por restauro, e não serviria para um novo leitor. São muitos livros infantis e universitários (livros técnicos) riscados pelas próprias crianças, e pelos antigos donos, que não tem como serem repassados para outros leitores. E mesmo assim as pessoas doam, porque tem um afeto por aquele material, e acham que a gente poderá fazer um milagre da restauração naquilo, e repassar como mágica para outras pessoas.
Acredito que meu trabalho daqui pra frente, além de reunir livros para a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa, será a de orientar as pessoas para separar aquilo que é lixo daquilo que é doação. Na cabeça de muitas pessoas é o nosso trabalho ver isso, como se elas já estivessem conscientes de que ali naquele bolo de papel, só tem lixo mesmo. Eu queria poder desassociar a palavra “doação” de “lixo”. Fazer uma seleção do que ainda é aproveitável demostra respeito àqueles que irão receber esses livros.
Tem livros, vários deles que merecem ser restaurados, e mesmo com a nossa pouca habilidade na arte do restauro, fazemos o possível para dar uma sobrevida à eles, e repassamos. Esses livros vieram apenas com as marcas de uso, ou dos anos, alguns velhinhos, a maioria em estado excelente, que serão lidos por muitas gerações.
Mas também quando vêm em grande quantidade, livros com muitos problemas, o que acontece com eles é que vão ficando empilhados pelos cantos, porque além de não sermos restauradores, necessitam de um maior cuidado, e não temos tanto tempo disponível para nos dedicar a eles, porque afinal, nós também temos nossa vida, nossas atividades, faculdade e problemas para resolver. E livro parado é justamente aquilo que a gente quer evitar. Queremos livros circulando.
Por isso apoio muito a iniciativa de que as pessoas doem livros direto de suas estantes. Livros em bom estado. E “bom estado” algumas pessoas não compreendem bem. A matemática é fácil de fazer o que é bom pra mim, é bom para o outro. O fator apego é que atrapalha. As pessoas olham com carinho, amor e lealdade para algo que não presta mais, e acham que aquilo ali vai se transformar em algo sem traças, sem bolor, sem manchas, sem rasgos, e recriar páginas e capas só pelo amor. Apoio muito a ideia de que as pessoas doem seus livros que não serão relidos, porque eles terão uma vida bem mais duradoura, atingindo um número enorme de pessoas, como aqueles nossos primeiros trinta livros que deram o pontapé inicial a Biblioteca do Sítio. Queria poder desassociar a ideia de que doação é relacionada a objetos velhos, imprestáveis, que já cumpriram seu uso. As palavras que tenho ouvido muito “descarte” e “repasse”, já não me soam bem quando chego para buscar uma doação, porque aí já sei que só terá porcaria.
Vamos desassociar a doação da ideia de “desentulhar” cantos e armários. Queria poder desassociar a palavra “doação” do ato de “livrar-se” de várias coisas que estão atrapalhando, porque é exatamente isso que a gente não quer. Nós queremos livros que outras pessoas possam ler com algum conforto.
Após receber uma grande doação, de 500, 700 livros, nosso trabalho é igual à de qualquer biblioteca: limpamos os livros, apagar todos os sublinhados, colamos capas e páginas e por fim carimbamos com as orientações de uso. Os livros que levamos para o Sítio Vanessa são todos analisados, selecionados pelos assuntos que os leitores mais se identificam e nos pedem pessoalmente. Ou seja, nosso trabalho não é diferente do trabalho de qualquer outro funcionário que trabalhe numa biblioteca pública ou particular. Não chegamos com a caixa cheia de entulho para os leitores e dizemos “revirem!”. Seria bacana que os futuros doadores tivessem o cuidado em separar aquilo que é lixo daquilo que é genuinamente uma doação.
Sei que é um trabalho árduo desassociar essa ideia de coisa imprestável, “que eu não quero mais, mas não consigo jogar no lixo” de doação, mas acredito que não é impossível.
Não quero que as pessoas se sintam desestimuladas a doar, nós precisamos dos livros. Mas acredito que elas possam ser orientadas, e poderiam ser mais cuidadosas. Poderiam fazer uma pequena seleção do que deve ser doado, e do que não deve. Porque o que é lixo é lixo mesmo, qualquer um vê ao bater os olhos, não sou eu, ou outras pessoas que têm bibliotecas que irão definir que aquilo ali vai milagrosamente se reverter num livro que possa ser utilizado no próximo ano, por várias pessoas. Não estou de forma alguma reclamando das doações que recebemos, se não fossem por essas doações não teríamos alcançado 500 volumes em seis meses de funcionamento, mas às vezes é apenas falta de conhecimento. É uma questão de começar a despertar a sensibilidade das pessoas para os objetos que serão doados. Doação é amor, é muito mais que “se livrar” de algo que está atravancando o caminho, é respeito pelo próximo, é cuidado. O cuidado que você tem com suas coisas sendo repassado para outra pessoa. Doar é se colocar no lugar da outra pessoa, ser capaz de por um instante tentar compreender a situação dela, e se colocar naquela situação.
Um grande abraço para você, obrigada por sempre divulgar a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa, e vida longa às Biblioteca Livres.
Dani Carneiro."
Nossa!! a da Holanda é lindíssima!!
(A cozinheira aparece!!!!!!! O que aconteceu com voce, Edna?!?! Raptada por discos voadores?!?!)
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
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