Silvio Tendler e a defesa de Ana de Holanda

Por Carl Pardal

Silvio Tendler: Um tempo para Ana de Hollanda

8 de Março de 2011 – 7h39

Sílvio Tendler: Feios ataques a Ana de Hollanda

via Vermelho

Há muito tempo não vejo nada tão feio e tão absurdo quanto os ataques que vem sendo feitos a Ana de Hollanda, logo no início de sua gestão. Ela precisa de um tempo para respirar, para organizar o Ministério, para dizer a que veio antes de ser alvo de críticas desqualificadas. Chamá-la de autista, como o fez um (ex?)amigo? Inadmissível. A política não vale isso, não.

Por Silvio Tendler*

A questão dos direitos de autor é bem mas complexa do que vem sendo apresentada. Geralmente somos contra quando temos que pagar, favoráveis quando temos que receber. Alguém aí topa trabalhar como um mouro na pesquisa de um filme, na recuperação de arquivos, na construção da obra e de repente vem um canal qualquer e usa na mão grande? Pois é, tem que haver lei que nos proteja.

Os músicos dizem a mesma coisa. Esta questão de produzir conteúdo gratuito para as teles é o cerne da questão e é uma discussão muito antiga.

A lei dos direitos autorais exige revisão, não há duvida. Mas deve ser desfeito o imbroglio existente, que não regulamenta alguns direitos ignorados na atual lei, entretanto necessários por sua razão social e/ou cultural. É o exemplo do direito de citação de uma obra (ele existe na atual lei do direito autoral mas todos temem utilizar porque seus limites não ficam muito claros) por suas razões culturais.

Há questões de significativa relevãncia. A liberdade de difusão de filmes em cineclubes, universidades e atividades culturais e pedagógicas afins. As cobranças exorbitantes de festivais, encontros, simpósios, por parte do ECAD — que sacrifica a cultura e não favorece os artistas. A conciliação entre os direitos culturais, que deve ser compatível com os direitos in alienáveis de um autor viver de seu trabalho. Já conversei com o Fernando Brant a respeito e tem acordo.

Os Pontos de Cultura (PCs) são sem sombra de dúvida a ação mais importante que aconteceu em termos de política cultural nesses últimos anos. Alguma pendência de gestão deixou uma conta pendurada para a administração que ora se inicia. Entre o saldo devedor que a ministra Ana recebeu de brinde junto com o Ministério (algo em torno da bagatela de 600 milhões de reais!!!) e a indispensável preservação dos PCs, existe um ajuste necessário.

A propria SAv (Secretaria do Audiovisual) pede um ajuste e uma normatização de despesas para combater a opacidade da tal da transparência republicana, cantada em verso e prosa por gestores que recorriam a ONGs para ordenar despesas e que fugiam ao controle do conhecimento público. Espera-se mais de República na ação da secretária Ana Paula e menos nebulosidade na transparência de sua gestão que ora se inicia.

*Cineasta, Documentarista, diretor de Utopia e Barbárie, Jango, Anos JK, entre outras obras

 Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=149079

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48 comentários
imagem de Anônimo

Isso, tornar eficiente e JUSTA a arredação!

Mas não matar a criatividade, via apropriação, sempre indébita.

Chato fazer um plluthhho trabalho intelectual e ser roubado (e como fui) por um merdhhinha ixxperto, safado.

Remuneração, sim.

Justa...

O que não é o  caso de meu IPTU ou IPVA, aliás.

Ecad... perto das multas ilegais e etc que recebo... é nada.

Pensemos grande.... o ferro da Vale.... era nosso, esvai-se em quanto tempo no ritmo de EXPLORAÇÃO atual????????

mas o ECAD..... ahhhhhhhhhbhb, xega!!!!!!!!!!!!!

 
 
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meiradarocha

Roubado em que? Você deixou de possuir seu trabalho?

 
 
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Whatever

Uma gracinha essa sua pergunta retórica sem noção...

 
 
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Claro!

Vou te dar um exemplo de um deles: clearing através dos créditos do Brasil com o leste europeu via American Express...

A formatação era minha, que confidenciei a um filho da zhuta da Petrobrás (ela precisava importar, eu precisava mostrar como) e que  imediatamente passou para a Halliburton, por não sei quais interesses.

A minha idéia, de economista, foi dada de graça à Halliburton e congêneres.

Não duvido que o filho da zhuta da Burton tenha dito que ficou dias engendrando o esquema financeiro/cambial.

Agora imagina a mesma coisa com um cara que compõe Águas de Março e outro ixperto diz que foi ele que compôs.

Isso é bão? Gostaria que acontecesse contigo?

Ou você é daqueles que escuta por trás das portas?

 
 
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Manoel Galdino

JMP, você confundiu várias coisas na sua argumentação:

1.  Ninguém é a favor do Plágio e da fraude e a reforma do direito autoral não vai implicar a legalização do Plágio e fraude. Se alguém diz que compôs Águas de Março e não a compôs, então ele cometeu plágio e fraude. Dar o devido crédito a quem de direito é questão ética e também deve continaur sendo legal.

2. Uma idéia de uma operação financeira é, talvez, aplicável para uma patente, mas não direito autoral. Patentes e direito autoral são coisas diferentes.

 

abçs

Manoel

 
 
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Manoel, já esperava tal contestação ao post. Felizmente, trabalhei também com INPI, claro.

Você não deve ter percebido a analogia entre uma composição intelectual financeira e outra, talvez musical.

É a mesma coisa, pior no meu caso... e foram e serão muitas.

Roubo de idéias... ufffa, TOM JOBIM conhece.

Há falta de criatividade em geral, o pensamento imbecil é... enorme.

Claro que não sou contra a reforma do Direito Autoral, justiça é bom até na cadeia, mas acho que não acompanhas o assunto no   blog... "tua vela acende a minha" e etc..

Nego quer megaupload, sim.

Enten.....

Perdoe-me.

 

 
 
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nazen carneiro

 

Também considero uma pessoa próxima chamar-lhe de AUTISTA NACIONALmENTE tanto quanto grosseiro, no entanto...

 

O texto aqui apresentado de nada esclarece, ou  alivia, as críticas que tenho lido sobre este início do termo de Ana de Hollanda.

Existem oito anos de discussões promovidas de norte a sul do país sobre direitos autorais, onde ABSOL;UTAmENTE NINGUÉm  defende "trabalhar como um mouro para produzir um filme e entregar de mao beijada a um canal qqer de TV".

Quer defende-la, dizer que é apenas o início, faça-o.

Agora... Qual a leitura que o Sr faz das seguintes atitudes que são, no minimo, sinalizações sobre como guiará a discussão acerca da política de direitos autorais?

- No primeiro mês retira do site do minC o selo "Creative Commons", sem avisos ou delongas.

- Em discussão sobre direitos autorais, nomear para chefia pessoa ALTAmENTE ligada a Um dos lados, O ECAD.

 

 

fontes:

http://www.ijui.com/entretenimento/cultura/1006-ana-de-hollanda-age-para-driblar-polemicas-a-frente-da-cultura

http://www.cultura.gov.br/site/2010/08/05/ecad-e-contra-reforma-proposta-pelo-minc/

http://racionalp2p.wordpress.com/2011/01/31/polemica-ecad-x-cc-sintese-provisoria/

 
 
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motoboy

precisa de um tempo mesmo porque ela poderia estar tranquilamente nesses 3 meses sem entrar em turbulências.

 
 
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Wallace Lima Dutra

Respeito a opinião do Silvio e concordo com ele (como a grande maioria) na necessidade de uma revisão quanto ao direito autoral e em relação aos Pontos de Cultura. Mas, em poucos momentos, o MinC (na figura da ministra Ana de Hollanda) mostrou-se abertoo a diálogo, e, num primeiro momento, acenou por um desmanche das principais bandeiras levantadas pelos ministros Gil e Juca (no que diz respeito, por exemplo, as licenças Creative Commons).

Ora, se o ministério recém-formado precisa de "um tempo para respirar" que o faça, mas sem mudar todo um debate construído durante cerca de oito anos. Mudanças bruscas causam reações bruscas, é o mínimo que se poderia esperar de um início de gestão feito, ao meu ver, de cima pra baixo (ou, exceto no anúncio de que a ministra sentaria com os representantes do PC, ouviu-se outra manifestação no sentido de seus representados?).

E, a questão dos Pontos de Cultura é antiga, fui voluntário de um, e os atrasos de verba são comuns, prejudicando a própria produção local. É necessário pulso firme, ainda mais com os cortes anunciados pelo Orçamento, mas nada alheio aos proprios PCs.

Sinceramente, espero que a ministra exerça até o fim do mandato da presidenta Dilma (ou até além do mandato, por que não), mas não posso me manifestar favoravelmente a uma ministra que parece alheia aos anseios feitos quanto a política cultural do país.

 
 
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LEN

Wallace, pois se ela está buscando consensos é justamente para atender os anseios da sociedade. Se um lado está insatisfeito e critica o projeto é porque não alcançou o objetivo de atender ao conjunto da sociedade. 

O que não dá é para entender esse raciocínio de achar que as reinvidicações de um grupo representa os anseios da sociedade.

Outra coisa, a ministra já deu várias entrevistas se posicionando em diversos assuntos sobre a pasta, não entendi essa afirmação de que ela não está aberta ao diálogo. quem pegou pesado desde o início foram os ativistas pró CC, os ataques, insinuações e desqualificações interditou o debate. Se já entraram de sola como queriam ser ouvidos?

Acho que houve um equívoco de posicionamentos, em vez de tentarem uma manifestação construtiva e respeitosa alguns acharam que poderiam derrubar a ministra, um erro de cálculo, não derrubaram e se inviabilizaram como interlocutores.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

 
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José Antônio Araújo

Caro Len:

Muito bem colocado!!! Estou totalmente de acordo com as suas ponderações.

Um abraço,

José Antônio

 

José Antônio

 
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Marcos Tavares

Recomendo a leitura: http://tsavkko.blogspot.com/2011/02/ministra-ana-de-hollanda-desmascarada.html

 
 
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LEN

Marcos, é disso mesmo que estou falando como motivo de interdições do debate. Não é fazendo dossiês aloprados que se convence alguém. Além do mais, o conjunto de acusações pueris não tem consistência para "desmascarar" ninguém, seve só para demonstrar que algumas pessoas não tem as mínimas condições de servirem de interlocutores da sociedade.

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

 
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Marcos Tavares

Eu só coloquei o link pra ilustrar, mas discordo do tom apresentado pelo blogueiro. Mas vale pelas informações que ele passa.

Mesmo que não houvesse uma mobilização "a la Soninha" nos blogs (no Viomundo o tópico com esse mesmo texto foi infestado de gente que até usou o dia da mulher para defender a Ana de "violência orquestrada"), a Ana sofreria críticas pesadíssimas. Ora, ela assumiu uma pasta num governo de continuidade, e as primeiras medidas que toma é para implodir o que foi feito na gestão passada?

Pra piorar a situação dela, em dois meses ela não fez uma declaração que fizesse sentido. Frases soltas, desconexas; nenhuma visão minimamente estratégica para a questão da cultura, que é - ou deveria ser - o básico para qualquer ministro da Cultura.

Enquanto o mundo velho do copyright rui e soam as trombetas do inferno para a distribuição física, controlada e restrita, ela faz cara de paisagem e elege como prioridade "economia criativa" para artesãos.

 
 
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Rubens Steiner

Acho que a ministra Ana Holanda defende a cultura brasileira e, sobretudo, os direitos autorais.

É uma luta difícil, mas indispensável. É claro que a ministra não tem esperiência política para enfrentar essa gosma comunista e ridícula como pseudos pensadores do quilate desse mentecapto do Emir Sader. Ela vai dar trombadas. Emir Sader é o fim da picada sob o ponto de vista cultural em nosso paía. Ele é um grande puxa-saco de Lula. Espero que a ministra tenha bom senso e que lute por suas idéias que são muito apropriadas para a nossa pobre cultura.

 
 
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Roberto São Paulo SP

Silvio Tendler sempre tão prolixo não escreveu quase nada e nem tocou no fundamental.

Uso comercial x uso privado.

Levando em consideração que no mundo todo (fora Estados Unidos em que é uma industria tão forte quanto a armamentista) os filmes são financiados em larga parte com fundos PÚBLICOS de renúncia fiscal (dinheiro que deixa de ir pra hospital e escola pra filhinho de papai ficar brincando de ser cineasta) qual o problema de compartilhar o resultado dessas obras em redes P2P?

Por que querer manter a cultiura só para quem pode pagar?

Ou sujeitar a população a se contentar com as redes abertas de TV?

 
 
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João Bosco Rocha

Você citou os filmes financiados com dinheiro público, mas se esqueceu de citar outras produções culturais que não o são, como a musical, onde está o artista que cria composições  e lança seus CDs, sem qualquer tipo de patrocínio.

 
 
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Carlos Henrique Machado

João Bosco, você pergunta onde está o artista que cria composições  e lança seus CDs, sem qualquer tipo de patrocínio.

Depende João. Se ele gravou sem apoio de leis de incentivo, ou seja, com recursos públicos, ou ele é um dos raros artistas e cada vez mais raros que conseguem um lugar na cadeia industrial fonográfica, ou consegue um acalanto com pequenos apoios empresariais para cumprir sua meta, ou então, na pior das hipóteses, o que é mais comum bancar seu precioso trabalho secamente, na bucha. E aí começamos a entender melhor o perigoso controle do Ecad que é a pior parte dessa história.

Garanto a você que mais de 90% dos artistas fora da indústria que gravaram o seu, digamos, cartão de visitas, o coitado nem sabe que o Ecad é seu padrinho de casamento. Ele nem imagina a possibilidade de que tem gente arrecadando recursos em nome do seu direito autoral. Morre sem saber que o Ecad que não tem qualquer escrúpulo imprimiu o papel de cobrador particular de seus direitos e nunca lhe enviou sequer uma cartinha, ou um telefonema, ou mesmo imprimiu em um papel oficioso qualquer menção sobre os seus direitos.

A grande questão desse debate é esta, é uma espécie de sincretismo às avessas onde se embola o direito do autor com o totalitarismo, a falta de decência e o estrago maior que o Ecad faz na vida desse músico, compositor e criador dos seus próprios caminhos, não só na gravação de um cd, porque a imensa maioria dos criadores brasileiros não tem um cd gravado, mas não há no entanto um lugar hoje que ele possa executar a sua obra que não se converta numa situação desfavorável ao seu trabalho.

Já disse isso várias vezes e repito, e não é uma questão de malícia, a infeliz ideia de associar o Ecad, um escretório privado de arrecadação a uma atitude de respeito ao criador, ao compositor, ao artista que gravou ou não gravou, como valor normativo, só não é nulo porque ele é um problema aberto na vida de qualquer artista que quer participar da cultura brasileira.

Lembra-se da censura? Quando imediatamente a partir da atitude de fazer um show tínhamos que ir buscar "legitimidade" na chamada censura prévia, o Ecad geme o mesmo soneto da ditadura. Se eu fizer uma apresentação executando as minhas próprias obrar e, antes, não mandar um ofício igual aquele que tinha que receber um carimbo dos censores da ditadura, eu estarei em condição suspeita e impedido de tocar a minha obra cinco minutos antes de subir ao palco, ou faço um acordo para pagar por minha própria obra e tenho que cumprir logo após o show, senão o Ecad, não sei como, consegue impedir que o meu contratante me pague o cachê, independente da obra ser inédita ou já gravada, o Ecad é dono dos meus direitos, da minha obra, da minha liberdade de expressão. É isso que está em jogo, joão, esse singular sequestro insustentável para quem diz primar pela defesa do autor.

Essa campanha contra os versos de ouro do Ecad que acaba atingindo a ministra Ana de Hollanda, ao contrário de dimunuir, aumentará. Porque o debate hoje na internete, permite chamar a atenção do território musical para a pequena convenção malandra do Ecad, que muitos músicos chegam à morte sem saber. Por isso este momento é tão expressivo e cientificamente exato para os aspectos mais importantes dessa questão. Eu preciso do Ecad para eu ser dono de minha obra? Não, eu preciso me livrar do Ecad para, aí sim, ser dono da minha obra para fazer dela um péssimo ou um ótimo negócio, não importa. O que interessa é pessoalmente o compositor, o criador poder decidir sobre o destino de sua criação e sobre os problemas e alegrias que ele pode lhe trazer.

Será que essa história toda que estou lhe narrando tem alguma imperfeição natural? Acho que o debate, a partir de agora, tem que ser mais delicado e mais frio, sobretudo mais corajoso para termos a lucidez mínima de conhecimento para traduzir todas essas questões que parecem repulsivas com as declarações de Ana de Hollanda. Não são contra ela os numerosos ataques e nem são de agora, o problema do Ecad é antigo. Ana de Hollanda, a ministra, é que num primeiro impulso, antes mesmo de assumir a pasta, quis fechar essa questão a favor do Ecad de cara feia contra a sociedade que vinha a anos fazendo debates promovidos pelo MinC ou por outros veículos, como foi aqui o caso do Nassif, Brasilianas.org.

Abraços.

 
 
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Galeão

entre uso comercial e uso privado, talvez tenha uso público ou uso cultural

 
 
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Marcos Tavares

A questão é que nos EUA a "indústria" audiovisual é forte porque não há uma Ana de Hollanda tendo como prioridade "economia criativa" para artesãos, enquanto há uma multidão de novos produtores ávidos sendo despejados com fúria no mercado.

Pra que eleger como prioridade uma produção artesanal quando se pode fortalecer os músculos da cultura brasileira como um todo e projetá-la para o exterior, exercitando o irrresistível soft power brasileiro, indispensável para um país que almeja ser potência econômica?

Ela cairia muito bem nos anos FHC ou mesmo como ministra do Serra. Mas não serve para um governo que pensa grande.

"País rico é país com cultura forte"

 
 
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Luana

 

Nassif,

 

Permita-me postar aqui, um passeio aéreo da folia de Salvador, o maior carnaval do mundo, com mais de 2 milhões de pessoas nas ruas todos os dias. Hoje, o carnaval de Salvador tem vinte quilômetros de folia, com festas nos três circuitos oficiais e nos carnavais de bairro. É a maior expressão de festa popular do país com uma multicuturalidade incrível.É fantástico. Sobrevoar o circuito nesse carnaval, tem sido um dos passeios mais empolgantes.

http://www.youtube.com/watch?v=SIanKTM6YTc

 
 
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Mario Avila de Jesus

Outro modelo de negocios, façavor.

 
 
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@racshade

Artigo que não diz absolutamente nada.

A questão é complex? Novidade :)

Os tais ataques foram induzidos por medidas esquisitas e, no mínimo, obscuras...

Pq todas as medidas do MINC, até agora, apontam numa direção de retrocesso? Um projeto de direitos autorais discutido por anos, com gasto de dinheiro público, é estagnado...

Pontos de cultura, que antes eram meninas dos olhos, agora aparecem com dívidas...

Advogados ligados ao ECAD sendo conduzidos a cargos importantes...

E este artigo diz: vamos esperar pra ver...

Ver o que? Mais medidas assim?

Ninguém está tocando fogo, ninguém está bombardeando, só estamos RECLAMANDO, pedindo esclarecimentos sobre assuntos que estão sendo conduzidos em oposição às plataformas do governo anterior, que é a base de sustentação de Dilma...

Já notaram que os defensores da ministra sempre pedem tempo? Sempre dizem: não é bem assim... 

E é como?!?!?

 
 
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luzete

sílvio tendler, um grande cineasta, sem dúvida, mas ruim de argumentação, senão no fato que ana precisa de tempo para tomar fôlego.

gosto deste sílvio teimoso:

 
 
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Rodrigo Rod

O direito autoral deveria morrer com o autor, no máximo passar à viúva e filhos até 21 anos, como uma pensão.

Aliás, o direito é autoral, deveria ser de quem cria, não de quem interpreta. Músico, ator e cantor já são remunerados pela gravação e pelas exibições públicas. Não há trabalho criativo nessas atividades.

 
 
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Antônio CDS

Bom,

O Sílvio se indigna pelo Emir tê-la chamado de autista, mas no seu texto acaba por dar razão a ele:

" É o exemplo do direito de citação de uma obra (ele existe na atual lei do direito autoral mas todos temem utilizar porque seus limites não ficam muito claros) por suas razões culturais."

Pelo que entendi à época, uma das utilidades do CC era justamente a possibildade do autor estabelecer limites de uso de seu trabalho. Segurança para ele e para quem usa.

Ferramenta que Sra Ana retirou do site sem dar satisfação a ninguém. Nem aos próprios autores potenciais beneficiários que quisessem liberar sua obra para divulgação, p. ex.

 
 
imagem de Anônimo

Cara, vou desenhar.

Ela não tirou o CC do site, você mente ou ignora.

Ela tirou o destaque, já que há uma torrada de CCs porraí!

Não dá para o site do MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES dizer:

use INTERNET EXPLORER (click aki), é o nosso navegador preferido!!!!!!!!!!!!!!!!!

NASSIF PODE , eu posso dizer, o MINC..... NÃO!!!!!!!!!!!!

Desenhei?

Não tenho nada com a Hollanda, tive apenas um inquilino holandês.  

Nada mais.

Sacanagem, não!

Há interesses enormes na mídia, não sou ingênuo.

 
 
imagem de Antônio CDS
Antônio CDS

Quem vai desenhar sou eu.

Referia-me ao destaque.

Isto que vc afirma é desculpa esfarrapada encontrada DEPOIS que a confusão estava feita.

O MinC poderia ter colocado a justificativa no próprio site no ato da retirada ou até antes. A desculpa de que não imaginavam que causaria isto tudo não ajuda a ministra. E levar um mês para arrumar a desculpa, pior ainda, reforça a tese do autismo. 

O real motivo da retirada do destaque é desestimular o uso de qualquer destas formas de liberação de conteúdos. Num link em comentário acima, um defensor da ministra chega a tachar de ingênuos e incautos os que liberam. Transformaram, cara-de-pau suprema, o CC em bode espiatório/ferramenta imperialista contra os autores (quando, ao contrário, sabemos que as maiores interessadas em minar as discussões sobre conteudo livre são as majors e estúdios americanos).

Vc deu outro exemplo de esperteza rasteira ao equiparar a divulgação de uso do CC com programas comerciais como o IE. Seria o mesmo que comparar o estímulo do uso do OpenOffice com a suíte da Microsoft. Aliás, se dependesse do MinC, nem existiria o OpenOffice. 

 
 
imagem de Anônimo

A desculpa de que não imaginavam que causaria isto tudo não ajuda a ministra. E levar um mês para arrumar a desculpa, pior ainda, reforça a tese do autismo. ...

Levas jabá?


22 de janeiro de 2011

Licença de uso

Nota de esclarecimento do Ministério da Cultura

A retirada da referência ao Creative Commons da página principal do Ministério da Cultura se deu porque a legislação brasileira permite a liberação de conteúdo.
Não há necessidade do ministério dar destaque a uma iniciativa específica. Isso não impede que o Creative Commons ou outras formas de licenciamento sejam utilizados pelos interessados.

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DIREITOS AUTORAISMinC abre polêmica após retirada da licença Creative Commons do site do ministério

Publicada em 22/01/2011 às 10h07m

André Miranda e André Machado

  • http://oglobo.globo.com/_img/ic_estrela_d.gif); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; text-indent: -1900px; display: block; width: 13px; height: 13px; font-size: 14px; background-position: initial initial; background-repeat: no-repeat no-repeat; padding: 0px; margin: 0px;" title="Recomende, nota 1" rel="nofollow" href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/01/22/minc-abre-polemica-apos-retirada-da-licenca-creative-commons-do-site-do-ministerio-923586565.asp">R1
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  • MÉDIA: 2,3

http://static.ak.fbcdn.net/images/connect_sprite.png); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #29447e; cursor: pointer; display: inline-block; text-decoration: none; outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; font-size: 10px; line-height: 10px; background-position: 0% -232px; background-repeat: no-repeat no-repeat; margin: 0px;">http://static.ak.fbcdn.net/images/connect_sprite.png); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #5f78ab; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; border-top-color: #879ac0; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-bottom-color: #1a356e; color: #ffffff; display: block; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-weight: bold; text-shadow: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Sharehttp://static.ak.fbcdn.net/rsrc.php/zX/r/i_oIVTKMYsL.png); vertical-align: top; z-index: 10; left: 2px; position: relative; background-position: 100% 5px; background-repeat: no-repeat no-repeat; padding: 0px; border: initial none initial;"> 134

RIO - Anunciada quinta-feira, gerou chiadeira nas redes sociais a decisão do Ministério da Cultura (MinC) de retirar de seu site a licença Creative Commons, que dá mais opção de escolha aos autores sobre o uso de sua obras.

Você mente... não gosto!

E......basta O GLOBO  gostar, eu também não gosto!

Fui!

 
 
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Zeno

Ao contrário. Ana de Hollanda não pode ter mais nenhum tempo para "respirar" no ministério, quanto mais ela "respirar" mais completo será o desastre. Sua administração deslocou todo eixo da cultura brasileira para questões relativas à propriedade. Foi seu primeiro e mais decisivo ato, e todo o restante de sua absolutamente infeliz estadia no ministério (que espero seja curtíssima) orbitará os problemas proprietários. Sua melhor opção é sair o quanto antes. Caso contrário, imporá à presidenta um intenso e desgastante confronto. Quanto mais cedo sair, mais rápido será esquecida, e menos a presidenta se envolverá nesse pântano. Se ficar e decidir "peitar" o confronto, o Ministério da Cultura se tornará um tipo de Afganistão. No começo terá parcas vitórias, mas a maré contrária lhe tomará pouco a pouco sob imensos prejuízos para a presidenta tudo e mais um pouco. O que melhor podemos fazer é ignorar Tendler, Caetano, etc. e escutar outras vozes.

 
 

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