Servidores ameaçam demitir-se em protesto contra saída de Marcos Souza, da direção de Direitos Intelectuais
Um racha atingiu ontem a Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. A internet foi tomada com diversas manifestações de protesto pela exoneração do diretor da área, Marcos Alves de Souza. O imbróglio deve se radicalizar: 16 pessoas ameaçam afastar-se daquele setor do ministério nos próximos dias, segundo informações obtidas pelo Estado.
O Ministério da Cultura ofereceu a Souza, especialista jurídico em direitos de autores e um dos principais consultores do novo anteprojeto da reforma da Lei de Direitos Autorais, a possibilidade de assumir outra função na Diretoria de Direitos Intelectuais, mas ele recusou. Em seu lugar, foi nomeada a advogada carioca Marcia Regina Vicente Barbosa, de 56 anos, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) entre 1982 a 1990. Advogada da União, Marcia foi integrante da Consultoria Jurídica do Ministério da Cultura, de 2006 a 2010, e integra a Consultoria Geral da União desde maio de 2010.
http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/01/racha-agita-area-de-direitos-do-minc/


Sem background nao da pra saber do que se trata o assunto. Comentaristas, por favor, quem eh quem e quem faz o que na historia?
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Ivan, sério, juro que gostaria de ajudar. Mas sobre esse assunto não me pronuncio mais.
"Eu quase de nada não sei. Mas desconfio de muita coisa" Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas
http://www.arede.inf.br/inclusao/templates/arede/images/icone-titulo-int...); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; font: normal normal bold 14px/normal Arial, Helvetica, sans-serif; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 15px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 13px; background-position: 0px 3px; background-repeat: no-repeat no-repeat;">Indústria e diplomacia americana pressionam o MinC em defesa de seus interesses
Os diplomatas estadunidenses e as associações da indústria de entretenimento dos Estados Unidos pressionam o governo brasileiro a tomar medidas de proteção dos interesses estadunidenses. Um dos instrumentos utilizados para isso é o Relatório Especial 301, feito anualmente pela IIPA, uma coalizão de associações comerciais que representa as indústrias dos EUA interessadas na manutenção do copyright.
Estão defendendo uma causa bilionária. Como explica Pablo Ortellado, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação, o Brasil é altamente deficitário em direito autoral. "Se há ainda alguma dúvida que a exploração do direito autoral é interesse estrangeiro, basta olhar a balança comercial de direito autoral do país com os Estados Unidos. Todos os anos enviamos mais de US$ 2 bilhões como pagamento de direito autoral (em todos os setores – não apenas música). Os americanos, por sua vez, nos pagam apenas US$ 25 milhões".
Texto publicado esta semana por Sergio Amadeu no blog Trezentos (veja também abaixo), mostra a expectativa da IIPA de que o novo Ministério da Cultura "corrija" o que essa indústria classifica de "deficiências" no projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais elaborado pela gestão anterior. Também explicitam sua oposição ao projeto do Marco Civil da internet, que "criará obstáculos à aplicação eficaz dos direitos autorais na internet; prevenindo o uso potencial de uma série de mecanismos para combater a pirataria online, e criando imunidades gerais da responsabilidade sem qualquer condição para cooperação no combate àqueles que utilizam o acesso à internet para cometer roubo de direitos autorais".
Nos despachos diplomáticos vazados pelo Wikileaks sobre o Brasil, há outro exemplo desse tipo de pressão, realizada diretamente pelos diplomatas estadunidenses. O despacho 09BRASILIA1042, da Embaixada de Brasília, de 9 de agosto de 2009, descreve uma reunião no MinC. A expectativa era contar com o apoio do MinC para implementar, no Brasil, uma lei semelhante à Hadopi francesa, que desconecta da internet pessoas suspeitas de baixar conteúdo protegido por direito autoral. Para fazer isso, o país precisaria adotar um sistema de vigilância das conexões como o proposto no projeto de lei Azeredo.
O despacho diz: "O Ministério da Cultura está coordenando um esforço para criar mecanismos com os provedores de internet para impedir a distribuição online de produtos pirateados. Em novembro de 2008, o MinC formou um grupo de trabalho com representantes de empresas de infraestrutura de internet e provedores de acesso, com o objetivo de discutir formas de ampliar a oferta de conteúdo legal e analisar modelos de combater a distribuição de conteúdo ilegal". Como a direção do MinC, desde 2003, foi favorável à liberdade na internet, ao que tudo indica o grupo de trabalho não levou a nada. Mas é preocupante ver a influência que os defensores do copyright podem ter sobre o governo, se encontram interlocutores dispostos a acolher suas demandas.
http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/3894-industria-e-diplomacia-americana-pressionam-o-minc-em-defesa-de-seus-interesse-no-brasil
O Marcelo Branco é quem deu a melhor definição:
Colocar um representante do Ecad para definir a política de direitos autorais é o mesmo que colocar o Ronaldo Caiado para definir a política de reforma agrária.
Simples assim.
Neutralidade ou liberdade?
Flávio Paiva
Felizmente o entendimento de que o uso da internet não é nenhum mistério reservado a iniciados está tomando forma. Aquela conversa de gratuidade, de cultura livre, de princípio colaborativo, de parque tecnológico virtual e de mídia radicalmente democrática já não ilude tanto quanto antes. Isso é positivo porque coloca o debate em um plano mais próximo do real, portanto, mais fácil de possibilitar a descoberta de soluções necessárias ao melhor aproveitamento das maravilhas advindas desse instrumento da evolução digital.
A desmistificação da parte mantida em situação de doutrina pelos lobistas das corporações de informática e de venda de conteúdos começa a acontecer pelos próprios fatos. A competição acirrada entre as novas multinacionais que disputam o mercado de usuários de internet já não deixa dúvidas do que é retórica e o que é de vera. As pessoas estão despertando para o fato de que as moedas virtuais utilizadas para a compra de “armas ? e de “vidas” em jogos eletrônicos caem na conta no final do mês.
O que parecia alguma dádiva dos deuses e dos gurus da “cultura digital” tem se tornado um evidente campo de batalha de novos negócios. Com cerca de nove milhões de usuários no Brasil o Facebook deita e rola na nossa ignorância sobre a nova economia, exorbitando preços de anúncios no País, que só perdem para a publicidade e propaganda veiculada pela multinacional de serviços de relacionamentos em suas filiais russa e australiana (FSP, Mercado, 10/01/2011). Sem contar com a fonte de receita originada no comércio de perfis de usuários.
A economia digital é tão legítima quanto qualquer outra. O que sempre me incomodou foi a camuflagem da linguagem libertadora com a qual os agentes dessa economia conseguiram (e ainda conseguem) persuadir muita gente. Desfazer esse engodo continua não sendo fácil. Basta ver a reação dos gurus (consultores) e dos adeptos (abduzidos) do Creative Comons (CC) contra a ministra Ana de Hollanda, simplesmente porque ela tomou a certeira atitude de retirar essa licença privada e que representa o novo sistema de copyright estadunidense, do portal do Ministério da Cultura (MinC).
A hipnose instalada pela falsa consciência compulsória da “cultura digital” era tão grande que até bem pouco tempo atrás nem pessoas do meio cultural conseguiam perceber de modo inteligível o mínimo conflito de interesse existente na prática do então ministro Gilberto Gil, que submeteu o governo brasileiro ao vexame de chegar a adotar oficialmente o CC, no momento em que como artista era patrocinado (turnê Banda Larga Cordel) por uma empresa de telefonia – uma das áreas mais interessadas na desapropriação autoral, como meio para baixar custos e lucrar mais na oferta de produtos culturais.
Fico contente quando tomo conhecimento de depoimentos públicos de artistas mais antenados e desassombrados, como o andarilho franco-espanhol Manu Chao, sobre os abusos da nova ordem digital: “YouTube? São ladrões. Eles ganham grana com a sua obra, e não é justo. Mas qual é o Estado que mexe com o YouTube, para proteger a vida pessoal, ou a obra dos artistas? E aí o YouTube segue fazendo grana com isso (…) Se tudo é livre para todo mundo, tudo bem. Mas e se alguém está fazendo grana com isso?” (OESP, 09/02/2011).
Gilberto Gil, que já não é mais ministro, abriu com sua foto uma campanha lançada no início deste mês, vendendo inclusive faixas avulsas de música para celular (www.escute.com). “Artistas, gravadoras e fãs falando a mesma letra (…) por um preço pequenininho e dentro da lei”, diz a peça publicitária da camaleônica indústria fonográfica (FSP, 06/02/2011). É com relação a esses fatos, ao que há de explícito neles, que noto as coisas clareando para dar densidade ao debate.
As discussões sobre internet há muito precisavam de uma base de referências para facilitar a construção do seu Marco Civil. Sem essa clareza a regulação estatal, conduzida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), poderia sair com direitos e responsabilidades de mais ou de menos. O usuário, pessoa física ou jurídica, tenderia a sair prejudicado. Posta como um novo paradigma nas revelações em rede, a internet como ela é (e não como vinha sendo vendida pelos lobistas) abre um mundo de oportunidades nos planos culturais, econômicos e políticos.
“A chance de ganhar muito com pouco investimento e pequena infraestrutura” (DN, 13/02/2011) é um campo que está aberto aos mais variados tipos de empreendedores e empreendimentos. Atentas a isso, muitas agências de publicidade vêm se especializando em negócios online. E não somente agências. Portais de compras, com promoções em pacotes de descontos superespeciais, como o Barato Coletivo, estão atuando com bastante sucesso em muitas cidades do mundo.
No campo do ativismo político, a força de articulação em rede tem demonstrado boa eficiência, sobretudo em casos de Estados fechados, como ocorre no norte da África. No mundo dito democrático a internet também está interferindo no jogo do poder. Tanto que a Casa Branca está preparando um projeto de lei que autorize o Estado a fazer grampo nas redes de relacionamento e nos serviços de texto e voz (FSP, 05/01/2011), acesso hoje reservado apenas aos negócios da esfera privada.
As investidas desconcertantes do WikiLeaks (portal que compartilha documentos secretos oficiais) teriam sido a gota d’água para a quebra do compromisso de campanha do presidente Barack Obama com relação à neutralidade na internet. Ou seja: na perspectiva de encontrar uma saída para a crise do capitalismo, o governo norte-americano se comprometera que o Estado não interviria na internet. Entretanto, a crise foi tão avassaladora que ele interveio na economia, estatizando empresas como a General Motors (GM) e agora está se mexendo para intervir na internet por razões políticas estratégicas.
Garantir a neutralidade seria bancar o tráfego de dados sem quaisquer interferências que afetassem a economia, no melhor estilo neoliberal, deixando que o mercado se regule em nome do atendimento “aos desejos e necessidades dos consumidores”. Isso seria descolar a internet do próprio contexto que a gerou, o que cairia em total artificialismo, embora saibamos que uma parte de nós é o que somos e a outra parte o que somos submetidos a ser por pressão das forças econômicas, políticas e culturais.
A nova configuração geopolítica mundial não permite essa maquiagem. Diante do que se consegue enxergar da realidade movida pelos impulsos da internet, acredito que tratar a questão no âmbito do Estado Democrático de Direito é bem mais adequado, uma vez que os interesses sociais devem ser considerados acima dos interesses econômicos. Por não terem sido tratadas assim desde o início as infovias facilitaram toda sorte de mau uso da internet, como os já tradicionais escândalos de pedofilia e, mais recentemente, a venda de drogas por estímulos bineurais, protegida por um discurso de proteção à não discriminação de conteúdos e da livre concorrência.
Concordo que as transformações em processo na atualidade até requeiram uma nova geração de leis. Como nada é neutro na vida, a minha expectativa é que os legisladores ao invés de se deterem nos adornos da neutralidade adotem o princípio da liberdade, que considera o próximo na hora de calibrar o que pode e o que não pode. Afinal, as infovias são logradouros virtuais e como tal, só precisam de alguns semáforos, faixas de pedestre e uma boa qualidade de trânsito. É o mínimo para regular a vida em sociedade. Mais dia, menos dia, chegaremos ao óbvio.
*Publicado originalmente no Diário do Nordeste
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/wanderley-guilherme-dos-santos-na-casa-de-rui-barbosa
eles querem se afastar, mas mantendo os salarios e beneficios?
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Todo protesto é válido, mas se falta hierarquia vira bagunça, não se pode tentar impor suas opiniões na base da ameaça. A presidenta Dilma tem o direito de escolher seus ministros, que por sua vez, tem direito de nomear quem bem entender para os cargos de confiança. Se essas pessoas não aceitam a autoridade de seus superiores é melhor que saiam mesmo e não fiquem apenas na ameaça.
E continuamos a ser pautados por Folha, Estadão, Globo, é aquele negócio do é ruim quando convém.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
Len, menos né! Procure se informar melhor sobre todas essas questões. Você está usando, em todos os argumentos doces a favor de Ana de Hollanda, a mesma rapadura: nós os manipulados pela(o) Globo, Folha e Estadão. Procure saber quem são essas pessoas e do que trata a questão. Vejo que você está numa correria extremada.
O Nassif fez um excelente programa "Brasilianas.org" sobre o direito autoral. Acho que, antes de você de bate-pronto julgar uma pessoa como o Marcos Souza, sem ter um claro entendimento do que está por trás de tudo isso, é tão perigoso quanto às manipulações que você cita. Veja abaixo o programa promovido pelo Nassif sobre esta questão.
http://www.youtube.com/watch?v=x51tqZgNpBM
Voce que parece ser tiete do Gil, deveria ler a entrevista do Lobão no IG dias atras.
Ele explica direitinho o que o Gil realmente representa e como o MINC agia em sua gestão.
Talvez mude de opinião, mesmo que não goste do Lobão. Alias ele pode não ser uma brastemp como musico, mas não tem medo de dizer o que sabe.
Esse blog aqui é o samba do crioulo doido. O Gil virou um homem de esquerda, "contra as multinacionais e os interesses americanos" e a Ana passou a ser de direita.
Tem algo errado nessa historia.
Mas o Lobão explica um pouquinho, quem é quem. E esta ai um cara que brigou contra interesses contrarios.
"E esta ai um cara que brigou contra interesses contrarios."
Tanto que ele usou o programa de "debates" dele na MTV para espinafrar o Lula de vez em quando.
As opiniões que ele externa nesse programa são de uma boçalidade digna de um Cansei da vida.
Quanto ao programa do Lobão na MTV eu não tenho nada a argumentar.
Não tenho tempo para ver a programação da MTV. Não é o que me interessa.
E para lhe dizer a verdade, tambem não me interesso muito pelas ideias do Lobão em geral, sobretudo as politicas.
A unica critica que li do cantor sobre o Lula foi na entrevista no IG e ele tinha toda a razão. Criticava o Lula por ter escolhido o Gil como ministro. Falou inclusive ter dito para o proprio Lula não entender a sua razão para colocar alguem do Serra em seu governo. Eu tambem não entendi. Como tambem não entendo gente de "esquerda" aqui no blog afirmando que o Gil, um dos maiores direitaços junto com o Caetano do mundo das artes, luta contra "interesses das multinacionais e dos EUA".
So na internet mesmo para lermos tanta besteira.
Agora, que o Lobão brigou contra as gravadoras é um fato inegavel. E ele deve saber mais que voce quem esteve ao seu lado nessa guerra.
Voce que parece ser tiete do Gil, deveria ler a entrevista do Lobão no IG dias atras.
Ele explica direitinho o que o Gil realmente representa e como o MINC agia em sua gestão.
Talvez mude de opinião, mesmo que não goste do Lobão. Alias ele pode não ser uma brastemp como musico, mas não tem medo de dizer o que sabe.
Esse blog aqui é o samba do crioulo doido. O Gil virou um homem de esquerda, "contra as multinacionais e os interesses americanos" e a Ana passou a ser de direita.
Tem algo errado nessa historia.
Mas o Lobão explica um pouquinho, quem é quem. E esta ai um cara que brigou contra interesses contrarios.
Voce que parece ser tiete do Gil, deveria ler a entrevista do Lobão no IG dias atras.
Ele explica direitinho o que o Gil realmente representa e como o MINC agia em sua gestão.
Talvez mude de opinião, mesmo que não goste do Lobão. Alias ele pode não ser uma brastemp como musico, mas não tem medo de dizer o que sabe.
Esse blog aqui é o samba do crioulo doido. O Gil virou um homem de esquerda, "contra as multinacionais e os interesses americanos" e a Ana passou a ser de direita.
Tem algo errado nessa historia.
Mas o Lobão explica um pouquinho, quem é quem. E esta ai um cara que brigou contra interesses contrarios.
pronto, é só elogiar para a gente queimar a língua. Cara, qual o seu problema? não sabe conviver com o contraditório? não percebe que "você precisa se informar" não é argumento pra nada, apenas mostra um ranço de arrogância. Com quem eu deveria me informar Carlos? com a informação tendenciosa de quem é um lado nessa história. então, menos você, se você acha que pode restringir o debate para os "entendidos" que não conseguem nem convencer "quem não sabe nada" você está muito enganado, esse é um assunto que interessa toda a sociedade.
E outra coisa, onde você viu eu julgar Marcos Souza nessa história? foi "interpretação de sinal" também? Eu até hoje não fiz uma crítica ao Marcos Souza, que por sinal teve a decência que os críticos não tem, de sair com a cabeça erguida sem fazer qualquer tipo de acusação. Faça o favor, não coloque entrelinhas nos meus comentários porque não tem nada mais desprezível do que esse tipo de hábito.
Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto
"Se essas pessoas não aceitam a autoridade de seus superiores é melhor que saiam mesmo e não fiquem apenas na ameaça" (Len)
Quem são essas pessoas Len? Acha mesmo que isso ajuda no debate aberto e franco? Isso não é um formato generico e sofismatico? São tecnicos serios, cidadãos brasileiros que acham um absurdo retirada de Marcos Souza por uma clara opção politica de Ana em favor do ECAD, pois a advogada que Ana escolheu vem do ECAD.
Ai vc primeiro acha que o contraditorio é legitimo e democratico, depois faz coro para que eles saiam?
Não é leigitima a atitude deles?
Abraços
mas o governo Dilma na cultura foi eleito para ser a continuidade do governo Lula.
A turma da Ana de Hollanda tem outros interesses. Talvez interesses que foram negociados na campanha e parte de quem votou em Dilma não sabia. Ela representa a elite cultural carioca. O apoio organizado por Chico Buarque com artista e intelectuais parece que teve um preço.
Olha ai parceiro!!!
Que asneira você escreveu não? Quem é a turma da Ana de Hollanda? Sem comentários. Sinceramente!!!
O LEN esqueceu que o/a Presidente é um servidor público e deve buscar atender os anseios da sociedade.
A Minsitra da Cultura deveria também se lembrar disso. OUVIR A SOCIEDADE E TRABALHAR EM FAVOR DELA.
Geralmente "as tropas de ELIETE" não querem saber de nada além de seus proprios interesses.
Hollanda vem demostrando sua falta de ouvido para com o povo... Espero que o senhor se permita reescutar a sinfonia da vida e ver quem esta desafinando!!!!
Indústria e diplomacia americana pressionam o MinC em defesa de seus interesses
http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/106-acontece/3894-industria-e-diplomacia-americana-pressionam-o-minc-em-defesa-de-seus-interesse-no-brasil
25/02/2011
Os diplomatas estadunidenses e as associações da indústria de entretenimento dos Estados Unidos pressionam o governo brasileiro a tomar medidas de proteção dos interesses estadunidenses. Um dos instrumentos utilizados para isso é o Relatório Especial 301, feito anualmente pela IIPA, uma coalizão de associações comerciais que representa as indústrias dos EUA interessadas na manutenção do copyright.
Estão defendendo uma causa bilionária. Como explica Pablo Ortellado, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação, o Brasil é altamente deficitário em direito autoral. "Se há ainda alguma dúvida que a exploração do direito autoral é interesse estrangeiro, basta olhar a balança comercial de direito autoral do país com os Estados Unidos. Todos os anos enviamos mais de US$ 2 bilhões como pagamento de direito autoral (em todos os setores – não apenas música). Os americanos, por sua vez, nos pagam apenas US$ 25 milhões".
Texto publicado esta semana por Sergio Amadeu no blog Trezentos (veja também abaixo), mostra a expectativa da IIPA de que o novo Ministério da Cultura "corrija" o que essa indústria classifica de "deficiências" no projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais elaborado pela gestão anterior. Também explicitam sua oposição ao projeto do Marco Civil da internet, que "criará obstáculos à aplicação eficaz dos direitos autorais na internet; prevenindo o uso potencial de uma série de mecanismos para combater a pirataria online, e criando imunidades gerais da responsabilidade sem qualquer condição para cooperação no combate àqueles que utilizam o acesso à internet para cometer roubo de direitos autorais".
Nos despachos diplomáticos vazados pelo Wikileaks sobre o Brasil, há outro exemplo desse tipo de pressão, realizada diretamente pelos diplomatas estadunidenses. O despacho 09BRASILIA1042, da Embaixada de Brasília, de 9 de agosto de 2009, descreve uma reunião no MinC. A expectativa era contar com o apoio do MinC para implementar, no Brasil, uma lei semelhante à Hadopi francesa, que desconecta da internet pessoas suspeitas de baixar conteúdo protegido por direito autoral. Para fazer isso, o país precisaria adotar um sistema de vigilância das conexões como o proposto no projeto de lei Azeredo.
O despacho diz: "O Ministério da Cultura está coordenando um esforço para criar mecanismos com os provedores de internet para impedir a distribuição online de produtos pirateados. Em novembro de 2008, o MinC formou um grupo de trabalho com representantes de empresas de infraestrutura de internet e provedores de acesso, com o objetivo de discutir formas de ampliar a oferta de conteúdo legal e analisar modelos de combater a distribuição de conteúdo ilegal". Como a direção do MinC, desde 2003, foi favorável à liberdade na internet, ao que tudo indica o grupo de trabalho não levou a nada. Mas é preocupante ver a influência que os defensores do copyright podem ter sobre o governo, se encontram interlocutores dispostos a acolher suas demandas.
Veja o texto de Sergio Amadeu:
O Relatório Special 301 da International Intellectual Property Alliance – IIPA (Aliança Internacional de Propriedade Intelectual) é enviado anualmente ao Governo norte-americano e visa sugerir medidas para defender a indústria de copyright dos Estados Unidos.
A IIPA, criada em 1984, é uma coalizão privada de associações comerciais que representam as indústrias dos EUA interessadas na expansão do copyright. Ela emprega esforços bilaterais e multilaterais para assegurar os interesses de seus associados seja lutando pela abertura de mercados externos fechados seja combatendo o que consideram pirataria.
Os sete membros da IIPA são: Association of American Publishers (AAP), the Business Software Alliance (BSA), the Entertainment Software Association (ESA), the Independent Film & Television Alliance (IFTA), the Motion Picture Association of America (MPAA), the National Music Publishers’ Association (NMPA) and the Recording Industry Association of America (RIAA).
O Relatório Special 301 traz capítulos sobre os diversos países, inclusive o Brasil (http://www.iipa.com/rbc/2011/2011SPEC301BRAZIL.pdf). Reproduzo a seguir, um trecho do documento em que a IIPA analisa as mudanças no Ministério da Cultura. A tradução é livre, mas buscou ser completamente fiel ao original em inglês. Você pode tirar as suas próprias conclusões.
“SPECIAL 301 – BRAZIL …
A. Reforma da Lei de Direitos Autorais.
Embora o projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais proponha uma série de melhorias em relação à lei atual, também levanta uma série de preocupações para as indústrias de copyright. Estes incluem o seguinte:
- O projeto propõe muitas novas exceções e limitações aos direitos autorais, que são desnecessariamente amplas e incompatíveis com um equilíbrio viável entre as proteções e as exceções. As preocupações incluem uma nova e ampla exceção geral para um número de usos socialmente benéficos, bem como as exceções de interoperabilidade, o acesso por pessoas com deficiência, e de obras impressas, às quais carecem de definições críticas. Não ficou claro se essas novas exceções estão limitadas pelo teste de três etapas estabelecidas no artigo 13 do Acordo TRIPS. Além disso, é importante que haja uma linguagem clara, especificando que, no que diz respeito aos programas de computador, as exceções que se aplicam são aquelas dispostas na Lei de Software do Brasil.
- O projeto não resolve lacunas significativas na legislação brasileira de salvaguardas para as medidas para a proteção tecnológica (DRMs) utilizadas por proprietários de direitos autorais para controlar o acesso ou a cópia de seus trabalhos. A lei deve abranger especificamente tanto os controles de acesso como os controles de cópia; deve proibir não somente o ato de evasão das DRMs, mas também o tráfico de serviços e dispositivos de evasão, e deve incluir correções penais para fabricação ou distribuição de dispositivos de evasão. Como observado anteriormente, essas deficiências na legislação brasileira geraram um mercado praticamente não regulamentado, especializado em cópias de jogos, modificação de chips e outros dispositivos de evasão, o que resultou em um mercado de videogame completamente dominado pelo produto pirata. O projeto de lei iria piorar a presente situação, pelo enfraquecimento até mesmo das leis atuais já inadequadas, ao apresentar uma ampla exceção para qualquer ato de evasão realizado com a finalidade de realizar limitação ao direito de autor *. Dada a amplitude de algumas dessas exceções, como mencionado acima, estes dispositivos ameaçam claramente engolir tudo o que existe em termos de regras contra a neutralização de TPMs.
(*) obs do trad.: eles se referem aqui à um dos aspectos de maior sucesso da lei entre os ativistas internacionais:
http://www.techdirt.com/articles/20100711/22043810167.shtml
http://www.boingboing.net/2010/07/10/brazils-copyright-la.html
- O projeto representa uma oportunidade perdida para se abordar a área crítica de pirataria online, e em particular, para fornecer incentivos legais (como, através de disposições de responsabilidade subsidiária) para incentivar a cooperação entre prestadores de serviços on-line e os titulares de direitos no combate à pirataria online. A IIPA sente-se encorajada por indicações preliminares de que a nova Ministro da Cultura vai analisar cuidadosamente a proposta de 2010, bem como os comentários recebidos, antes de apresentar uma nova versão da peça legislativa. Nós instamos a ministra a aproveitar esta oportunidade para corrigir as deficiências no projeto de 2010, e resolver os problemas fundamentais que este projeto representa. O objetivo deve ser uma lei que reforce a proteção dos direitos de autor e direitos conexos, assim promovendo a produção de novas obras originais, em face dos desenvolvimentos tecnológicos que têm efetivamente corroído a capacidade dos titulares de direitos em fazer valer seus direitos.
B. “Marco Civil” Regime Jurídico da Internet.
Esta proposta, elaborada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas e o Ministério da Justiça [*], deixa de reconhecer a importância da proteção dos direitos autorais no ambiente online como um ingrediente essencial para o crescimento saudável do comércio electrónico. Além disso, o projeto criará obstáculos à aplicação eficaz dos direitos autorais na Internet; prevenindo o uso potencial de uma série de mecanismos para combater a pirataria online, e criando imunidades gerais da responsabilidade sem qualquer condição para cooperação no combate àqueles que utilizam o acesso à Internet para cometer roubo de direitos autorais. Como observado em outras partes deste relatório, o lançamento do projeto de lei “Marco Civil da Internet” foi percebido em muitos setores como uma que declaração que desencoraja medidas voluntárias de cooperação anti-pirataria e, assim, lança uma cortina de fumaça sobre os esforços para se convocar uma mesa-redonda para discussão franca sobre tais medidas voluntárias. A IIPA sente-se contemplada com a informação de que esta proposta será sujeita a novas revisões e exames, e aguarda com expectativa a possibilidade de participar em um esforço para desenvolver um quadro jurídico equilibrado para a Internet e o comércio electrónico, que contemple uma apreciação da importância da proteção dos direitos de autor como elemento crítico do marco regulatório.”
[*] = A redação do IIPA busca desconhecer que o projeto do Marco Civil foi uma construção coletiva que nasceu da luta contra o AI-5 Digital. O processo contou com duas fases e centenas de colaborações realizadas a partir da plataforma online da Cultura Digital http://culturadigital.br/marcocivil/.
Carlos Henrique Machado,
Exatamente, qual é a sua bronca com a ministra Ana de Hollanda? Você não perdeu a oportunidade para me desqualificar, sempre que saí em sua defesa. Mais do que polemizar com você, gostaria muito de entender qual é a sua bronca??? Segundo amigos em comum você é um excelente músico, e falo isso porque confio na opinião desses amigos que compraram seus CDS, patrocinados pela Petrobrás, e os acharam muito bons. Da mesma forma, por força de militância política-cultural, conheço a atual ministra e o seu trabalho desde os tempos... (não é simpático revelar a idade de uma mulher, mesmo que isso venha demonstrar as suas qualidades). Também a considero minha amiga, assim como acredito ser amigo de muita gente que nem sempre torce para o mesmo time, nem vota no mesmo partido. Mas, isso não é nenhum problema, não é mesmo? Então, qual é a sua bronca, afinal. Você sabe, por exemplo, por que a indicada (Dra. Márcia) saiu da assessoria do MINC, em 2010? Ou não? Já que você demonstra estar muito bem informado, por que não considera essa informação? Vai esperar o quê, uma briga declarada entre as duas gestões anteriores e a atual? Você está falando em nome de quem, afinal? Com toda a certeza, não em nome de um artista com interesse exclusivo em sua carreira profissional. Então, alguma coisa pode estar por trás disso, ou você estaria a falando em nome de terceira pessoa? Sabemos e você existe, é claro, e que mora em Volta Redonda. Nada errado, em relação á isso. Nada errado, inclusive, ter uma opinião contrária a quem quer que seja, a própria Ministra. Mas, o que exatamente ela fez que merecesse esta reação desproporcional, da qual você é um dos porta-vozes? Ela tem o direito, ou não, de escolher a sua equipe? Nesse tópico você cita, Sérgio Amadeu e Pablo Ortellado. E esta a sua referência? Pra mim, o que esses dois escrevem sobre Cultura é lixo. Alguém já perguntou se algum deles toca algum tamborim, compuseram algum verso, uma musica, ou participaram mesmo como figurante numa peça de teatro amador? Nenhum nem outro estão em questão, aqui. De um lado, a indicação de Dra. Márcia, de outro a sua bronca com a Ministra. Isso teria alguma coisa a ver com futuros patrocínios da Petrobrás, ou participação em programas de tevês públicas? Tudo bem, mas seja claro meu velho. Se a questão é debater os fundamentos, a discussão estará aberta muito em breve. Espero que não se esqueça que quem decide sobre os termos finais, é o Congresso e que Presidenta sacramente ou veta. Não se esqueceu disso, não é mesmo?
Os textos laudatórios que você posta aqui e em outros blogs, além ser cacete ler até o seu final acabam subsidiando os ataques de fakes e quetais. Diz aí meu velho, qual é a bronca? Em algum lugar você postou, eufórico, algo parecido como “o pessoal dos Pontos de Cultura vai à Brasília protestar pelo atraso do pagamento de seus contratos. Quero ver como a Ministra vai sair dessa”. Estou escrevendo isso, confiando em minha memória, mas sei que é algo parecido. O que pergunto, é se você se esqueceu de que esses compromissos não cumpridos advêm justamente da gestão que tanto enaltece. Qual é a sua bronca, meu velho?
E, por favor, não me demonize por defender uma companheira da mesma história que começou, no mínimo pós 64. E você?
Meu nome é Tonho
PODEROSO LOBBY MULTINACIONAL DO ECAD NA METAMORFOSE NEOLIBERAL DO MINC DE ANA DE HOLLANDACarlos Henrique Machado Freitas
A posição do Caetano e outros, tem como consequencia a defesa da lei Azeredo- AI5-Digital. A flexibilização e um novo equilíbrio p direito autoral foi política do governo Lula, construída com a sociedade civil . O produtor, editor, estúdio, técnicos etc…fazem parte da nova cadeia produtiva. Todos, além do autor, devem receber a partilha do trabalho. O que não pode é uma indústria intermediária que não existe mais no cenário da Internet continuar intermediando e faturando. ( Marcelo Branco)
Não é preciso tantas reflexões para perceber que Ana de Hollanda particularmente estimula um laboratório de geografia política que busca um mercado neoliberal de cultura. Logo no primeiro capítulo, Ana busca uma interpretação caótica para defender os criadores brasileiros, mesmo sabendo que a maioria das criações não é considerada pelo Ecad sequer como subproduto de suas políticas de distribuição.
Portanto, independente da autorização de cada autor, as multinacionais que controlam o Ecad o fazem nos espaços públicos e, agora, com Ana de Hollanda no comando do MinC, as práticas do Ecad ganham status de política de Estado.
Uma das características do neoliberalismo é criar uma esquizofrenia nos espaços geográficos e, assim, as multinacionais que comandam o Ecad atacam as atividades criativas e o pensamento livre para lucrar cada vez mais produzindo cada vez menos.
Ana de Hollanda e seus afins tentaram criar uma torre de babel sobre a questão dos direitos autorais e da soberania da nossa cultura para causar vertigens conceituais na sociedade dando a ela uma explicação confusa para ser confusamente percebida.
Ana só não imaginava colher um fruto tão amargo com críticas extraordinárias ao seu abuso de poder. Se Ana de Hollanda criou uma fábula dizendo defender o criador, o compositor brasileiro e a soberania do país, a cada dia suas filosofias são desmascaradas em quantidade e qualidade com artigos preciosos que permitem um entendimento limpo e transparente sobre o que está por trás desse jogo de poder.
Até então não se ouviu da ministra nada que se configure em projeto nacional. Sua contrapartida às políticas de Gil e Juca está focada, sobretudo na dissolução das ideologias que fortaleciam os movimentos populares protagonizados pela população, os quais o MinC, no governo Lula, irrigou com suas políticas como a principal semente da cultura brasileira. Ana parece querer sustentar a tirania da informação e do dinheiro. Por isso fala em benefício exclusivo dos poucos artistas que ganham com a massa de recursos extraída dos espaços públicos da sociedade brasileira que vai para as multinacionais.
A equação é simples, a indústria fonográfica multinacional quebrou. Sua forma de sustento hoje no Brasil se dá através do controle do Ecad que vem batendo recordes de arrecadação ano após ano, mostrando a perversidade desse mecanismo, ou seja, as multinacionais quanto menos produzem mais arrecadam. E o que é o neoliberalismo global senão esta forma de busca pela exploração dos povos pelos sistemas de super lucro.
A linguagem anti-imperialista surpreende, vindo de onde vem. Os defensores da tese são os sócios locais da indústria cultural internacional, sobretudo do setor fonográfico – empresas nada nacionais como a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. Obviamente, a acusação é apenas um jogo retórico, mas como tem encontrado algum eco, não seria despropositado relembrar alguns fatos básicos.
No mercado de música brasileiro, os autores são brasileiros, mas as empresas são estrangeiras. O discurso pseudo-nacionalista só pode funcionar porque o Brasil tem uma situação ímpar: é o único país, fora os Estados Unidos, onde o consumo de música nacional é superior ao de música estrangeira. No entanto, essa música nacional é explorada por empresas majoritariamente estrangeiras: a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. O que temos, portanto, é uma associação entre os grandes autores nacionais (os velhos nomes da MPB e os novos nomes do pop e do sertanejo) e as grandes empresas internacionais.
O Brasil é altamente deficitário em direito autoral. Se há ainda alguma dúvida que a exploração do direito autoral é interesse estrangeiro, basta olhar a balança comercial de direito autoral do país com os Estados Unidos. Todos os anos enviamos mais de 2 bilhões de dólares como pagamento de direito autoral (em todos os setores – não apenas música). Os americanos, por sua vez, nos pagam apenas 25 milhões”. (Pablo Ortellado).
Ao contrário da ideia de integridade nacional, esse caldo de cultura do novo MinC com o Ecad nos leva à quebra da cultura nacional. Quando a ministra da cultura defende o Ecad e subordina o MinC a seus interesses, ela tenta desfazer a queda de braço do Estado com as multinacionais que controlam esse órgão privado, condenado em CPI, que vem se especializando em extorquir o cidadão brasileiro em suas atividades comuns nos espaços públicos. É ai neste sistema perverso de exploração que o Ecad vem obtendo cada vez mais arrecadações milionárias.
A tendência que o MinC quer seguir, sob o atual comando, é ser arrastado à subordinação do processo da globalização cultural. É esta a pedagogia do novo MinC e sua secretaria da economia criativa, estimular sem limites uma das faces mais perversas da globalização financeira.
A hegemonia do Ecad é a própria hegemonia das multinacionais que cria um emaranhado de técnicas a partir do qual esse órgão passa a ter poder fiscalizador sobre cada compositor e cada cidadão brasileiro sem que ele próprio, o ECAD seja fiscalizado.
Ana de Hollanda insiste que, em nome de acordos internacionais, o Ecad, controlado por multinacionais, não pode se subordinar às leis brasileiras. E, com isso, uma ministra de Estado estimula, aí sim, a prática institucional da pirataria cultural, transformando em terra de Malboro o ambiente cultural brasileiro, aonde um sistema transnacional comandado no Brasil pelo Ecad põe toda uma sociedade de joelhos.
Carlos Henrique Machado de Freitas,
De novo os seus textos laudatórios como forma de mascarar os reais objetivos se seu alinhamento. É preciso anotar que você não fala pelo músico brasileiro, segundo sei, e muito menos pelo avanço político e social das massas populares. Quando muito você está a serviço de um centelha partidária que aninhou-se na estrutura governamental na gestão anterior. Não sei dizer se sua vinculação é partidária ou não, porém se for é melhor, para o debate é claro, assumir. Esse palavrório eu até responderia ponto por ponto não tivesse mais o que fazer. Outros parceiros que também tiveram guarida na gestão anteror estão de partida do PcdoB, por exemplo. Quando é que vai fazer o mesmo?
Quando contrapõe a politica de Ana de Hollanda como sendo neoliberal, conrta a ação revolucionária de Gilberto $ Juca nada mais faz do que propaganda enganosa. É o que penso.
Ana de Hollanda tem sessenta dias de exercicio, que se não foram os melhores ai menos trouxe a tona questões seríssimas, enfrentou-as. A gestão anterior, além de esconder programas e intenções deixou entre outros pepinos Sessenta Milhões de Reais em atraso para pagar aos Pontos de Cultura. Essa é a Revolução que estava fazendo?
Continuemos o debate.
Jair Antonio Alves - dramaturgo - São Paulo -
Ninguem quer largar as têtas.......
Desde o início tenho desconfiado dessas marolas.....
fica claro que procuram uma brecha ........
Por favor, quem é do ramo que esclareça; desde a posse essa senhora Ana de Hollanda (parentesco não é garantia de integridade, capacidade, correção, etc, etc) parece-me só faz destruir o que havia de positivo no ministério. As notícias são de interesses contrariados ou ela é uma grande malandra?
É uma tremenda de uma mala...
Leider Lincoln
Deve ser obra de algum governo demo-tucano há 20 anos no poder! (resposta padrão)
Não sei se vc percebeu, mas aqui é um local aberto a debate e críticas a atitudes de quaisquer governos, de quaisquer partidos. A colocação deste post para discussão é a maior prova disso. Procure no esgoto algum post que debata os escândalos do detran de sp, da licitação do metrô do SP, das enchentes de SP, do buraco do metrô que caiu matando gente, do viaduto construido pela "iniciativa privada" e fiscalizado pela empresa "terceirizada" que caiu, do mensalão do PSDB (chamado pela mídia de "mensalão mineiro" para desvinculá-lo do partido). Se achar, por favor me avise. Você deve ser um desses que fica mandando spam do "lulinha" mas não toca no assunto "funcionária fantasma do senado" em relação a filha do FHC. Um desses que quando lê uma crítica ao "partido" de sua preferência, ao invés de raciocinar se ela é justa ou não, simplesmente chama o autor de "petralha". Vai dormir.
Esse embroglio tá parecendo sopão distribuido à populações sitiadas. Entra tudo no panelão.
Vamos à receita: primeiro um punhado de vaidade, coisa de 1/2 libra, mistura-se uma mão de grãos de esperteza à vaidade, e mexa vagarosamente em banho-maria. Não pare de mexer pra não degringolar.
Quando o caldo esquentar, pegue um monte de oportunismo verde, junte uma porção de carreirismo à gosto, pronto. Unte tudo com óleo de peroba e deixe ferver por alguns trocados. Ponha sal grosso e açucar mascavo em abundância, como sabemos, o que abunda não faz falta, pois não? Pronto, não esqueçam de chamar o Caetano e o Gil Verdoso para experimentar o sopão jabaculê.
Orlando
Está havendo uma guerra neste setor e ninguém se dá ao trabalho de explicar de forma clara e didática o que está acontecendo. Pq será?
Parece que ninguém quer explicitar o que de fato acorre, a impressão que dá é que os reais interesses e objetivos estão sendo ocultados.
Vale a pena ler o post do Vi o Mundo:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-racha-no-ministerio-da-cultura.html1 de março de 2011 às 13:42O racha no Ministério da Cultura
Racha agita área de direitos do Minc
Servidores ameaçam demitir-se em protesto contra saída de Marcos Souza, da direção de Direitos Intelectuais
01 de março de 2011 | 0h 00
Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo
Um racha atingiu ontem a Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. A internet foi tomada com diversas manifestações de protesto pela exoneração do diretor da área, Marcos Alves de Souza. O imbróglio deve se radicalizar: 16 pessoas ameaçam afastar-se daquele setor do ministério nos próximos dias, segundo informações obtidas pelo Estado.
O Ministério da Cultura ofereceu a Souza, especialista jurídico em direitos de autores e um dos principais consultores do novo anteprojeto da reforma da Lei de Direitos Autorais, a possibilidade de assumir outra função na Diretoria de Direitos Intelectuais, mas ele recusou. Em seu lugar, foi nomeada a advogada carioca Marcia Regina Vicente Barbosa, de 56 anos, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) entre 1982 a 1990. Advogada da União, Marcia foi integrante da Consultoria Jurídica do Ministério da Cultura, de 2006 a 2010, e integra a Consultoria Geral da União desde maio de 2010.
O setor de direitos intelectuais do ministério foi organizado durante a gestão de Gilberto Gil/Juca Ferreira – a área, desde a extinção do CNDA, no governo Collor, estava praticamente sendo tocada por uma só pessoa no governo federal, de forma precária. Alguns apontam que, por trás da mudança de gestão, está uma clara inclinação da nova gestão pendendo à defesa irrestrita do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos (Ecad).
Marcia Regina Vicente Barbosa é amiga do advogado Hildebrando Pontes, considerado um defensor extremado das teses do Ecad. Ela foi secretária executiva do CNDA quando Hildebrando Pontes foi presidente.
O motivo da ameaça de demissão coletiva, segundo informaram servidores do MinC, foi a nova orientação dos direitos autorais do ministério, levada adiante pela ministra Ana de Hollanda. Além de resolver revisar o anteprojeto de lei que reforma os direitos autorais, Ana declarou esta semana à revista Isto É que o debate foi insuficiente – o MinC discute a reforma há 3 anos, e fez 80 encontros nacionais, 7 seminários e pesquisas nas legislações de 20 países. Depois disso, o anteprojeto ainda ficou em consulta pública pela internet, que durou 79 dias e recebeu 8.431 sugestões.
Marcos Souza foi um dos principais alvos dos opositores da reforma a partir de 2009, quando vazou o primeiro esboço do anteprojeto de lei dos direitos autorais. Ele se bateu contra associações como a Abramus e a Academia Brasileira de Letras, que não concordam com o texto. Foi o incumbido de separar as contribuições durante a fase de consulta pública, e sempre disse que a ideia não se destinava a “colher manifestações de caráter plebiscitário”, mas aperfeiçoar e enriquecer o texto.
A Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) é vinculada à Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do Ministério da Cultura. É responsável pela formulação e gestão da política brasileira sobre bens intelectuais no que diz respeito a direitos autorais e conexos. Sua atuação extrapola os limites do País – participa de fóruns mundiais na defesa dos interesses do Brasil, além de assessorar o governo federal na adequação da legislação nacional às convenções e tratados internacionais ratificados pelo País.
Marcos Alves de Souza, que veio do Ministério do Planejamento, não polemizou em sua saída. Localizado ontem pelo Estado, comentou apenas que acha “legítimo” que a nova dirigente do MinC escolha pessoas de sua confiança para cargos de confiança. “É legítimo, da mesma forma que é legítimo que eu não tenha interesse em continuar na equipe da Marcia. Espero continuar ajudando o governo em outro ministério”, disse.
PS do Viomundo: Resta saber se a guinada na orientação do Ministério da Cultura tem a ver com uma mudança do Brasil na questão dos direitos intelectuais, ou seja, se é algum tipo de concessão aos Estados Unidos para viabilizar a visita do presidente Obama ao Brasil.
Postar novo Comentário